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METODOLOGIA DO ENSINO SUPERIOR - iacat. . Trabalho de... · PDF fileInteligências Múltiplas de Howard Gardner, o uso da Inteligência Emocional desenvolvido por Daniel Goleman,

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  • UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS - UFLA

    ESPECIALIZAO EM CURSO DE PS GRADUAO LATO SENSU

    METODOLOGIA DO ENSINO SUPERIOR

    Aluno: Adriano Llis de Medeiros

    Matrcula: Mat 101082

    Curso: Matemtica e Estatstica

    Cidade: Tefilo Otoni

    Ano: 2003

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    INTRODUO

    O presente trabalho versa sobre a disciplina Metodologia do Ensino

    Superior, do Curso de Ps Graduao Lato Sensu em Matemtica e Estatstica,

    da Universidade Federal de Lavras.

    Tem por objetivo, alm de analisar o processo ensino-aprendizagem

    vigente no Brasil, despertar o interesse daqueles que por ventura venham a l-lo

    para algumas prticas, mais comuns em empresas privadas, que podem ser

    utilizadas nas escolas e renderem bons resultados. So elas: o conceito de

    Inteligncias Mltiplas de Howard Gardner, o uso da Inteligncia Emocional

    desenvolvido por Daniel Goleman, a articulao Inteligncia Analtica-

    Inteligncia Criativa-Inteligncia Prtica de Robert Sternberg, e o uso do

    Pensamento Criativo (Divergente) nas atividades humanas difundido por

    Edward De Bono.

    Embora tratadas aqui de maneira sucinta maiores informaes

    podem ser adquiridas atravs de bibliografia indicada ao final do trabalho

    temos absoluta certeza de que todas essas prticas, aliadas s principais

    contribuies das escolas tericas j presentes no nosso sistema educacional,

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    podero contribuir bastante para a revitalizao da relao educador-educando e

    na aproximao entre teoria e prtica social nas instituies de ensino.

    Assim, optou-se por desenvolver os seguintes temas: 1. Preparo do

    professor e educador: desafios da teoria e da prtica; 2. O Sistema Educacional

    no Brasil (o ensino superior principalmente) enfrenta atualmente o desafio da

    crescente desarticulao entre trabalho e educao e, por outro lado, uma

    exigncia crescente de preparo e qualificao de profissional especializado; 3.

    Tem havido por parte das escolas, dos professores e principalmente dos pais e

    dos alunos, maior preocupao com avaliaes e provas do que com

    aprendizagem. Os dois primeiros foram escolhidos por possurem ntima ligao

    com as teorias citadas e o ltimo, por tratar do elemento que erroneamente

    sintetiza, restringindo, o significado do nosso atual sistema educacional a

    avaliao.

    Mais do que uma atividade escolar visando obter uma nota, este

    pretende ser uma minscula porm primeira organizao terica de conceitos e

    prticas, os quais vm sendo estudados h quase cinco anos pelo autor deste

    trabalho, com vistas ao desenvolvimento de monografia e palestra versando

    sobre o assunto.

    A tarefa complexa e trabalhosa mas espera-se que, desde o seu incio

    que ora se apresenta na figura do presente trabalho possa ser compartilhada e

    amplamente aplicada, duas qualidades indissociveis e indispensveis a

    qualquer saber.

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    PREPARO DO PROFESSOR E DO EDUCADOR:

    DESAFIOS DA TEORIA E DA PRTICA

    Saber e no fazer, ainda no saber (Lao Tse)

    Examinemos juntos o significado de alguns vocbulos, retirados do

    Dicionrio Escolar Silveira Bueno: Professor = Aquele que ensina uma cincia

    ou uma arte. Monitor = Aquele que d conselhos, lies, adverte ou

    repreende. Instrutor = Treinador, aquele que informa, que esclarece, que

    habilita. Tutor = Protetor, defensor, responsvel legal. Mestre = Homem

    muito sabedor, ... , extraordinrio, sbio. Analisemos agora o significado do

    vocbulo educador que se depreende da leitura do captulo Preparo do

    Educador, do mdulo Metodologia do Ensino Superior da UFLA: Educador o

    responsvel pela transmisso de conhecimentos e pelo despertar de

    comportamentos no processo ensino-aprendizagem.

    A despeito do significado denotativo (de dicionrio), excetuando-se o

    vocbulo educador, todos os demais representam caractersticas necessrias,

    porm insuficientes para exprimirem por si s, de maneira isolada, o profissional

    que efetua o ensino-aprendizagem junto ao educando.

    Embora comumente confundidas, as funes de professor e educador

    representam realidades distintas ou, dizendo metaforicamente, representam

    palavras e mundos diferentes. O professor desenvolve o processo ensino-

    aprendizagem de forma impessoal, concentrando-se exclusivamente na

    transmisso de conhecimentos tericos, cientficos, porm sem despertar no

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    educando a conscincia social. Nesta concepo, a escola apresenta-se como

    uma entidade completamente desvinculada da sociedade e dos seus

    acontecimentos, cuja finalidade nica a multiplicao do conhecimento

    tcnico. Mas Transformar a experincia educativa em puro treinamento tcnico

    amesquinhar o que h de profundamente humano no exerccio educativo: o seu

    carter formador (FREIRE, 1996). O educador, por sua vez, tem no professor

    apenas uma de suas diversas facetas (professor, monitor, instrutor, tutor e

    mestre), sendo esta nem sempre a mais importante. Ele uno e variado: tem

    grande capacidade de relacionamento com educandos e com o mundo em geral.

    sensvel, flexvel, ousado, independente. Um tanto mestre, um pouco poeta,

    por vezes deliciosamente maluco (LIMA, 1984). Para o educador, cada

    conhecimento tcnico deve ser transmitido acompanhado da noo de

    responsabilidade social que o seu uso implicar. Mais do que profissionais, v

    no processo ensino-aprendizagem a funo precpua de fabricar cidados,

    homens e mulheres com viso crtica e global da realidade social vigente e com

    capacidade de se posicionarem ativamente dentro deste contexto. Segundo Vera

    Maria Candau: Analisar e propor, a partir das condies concretas da realidade,

    uma prtica educativa transformadora constitui uma questo fundamental.

    Questo esta que s pode ser trabalhada na interpenetrao da teoria e prtica,

    que devem ser consideradas como uma unidade.

    Ao entendermos o professor como a funo de transmitir

    conhecimentos e o educador como a pessoa que, dentro de um contexto de

    conscincia crtica e social, desempenha tal funo (juntamente com outras

    igualmente importantes), sem desvincular a teoria das prticas do dia-a-dia,

    conclumos que a convivncia educador-professor natural e mesmo necessria,

    como tambm o so a convivncia educador-orientador, educador-conselheiro,

    educador-influenciador, educador-esclarecedor e muitas outras.

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    Ao compreendermos na totalidade a composio do processo ensino-

    aprendizagem, utilizando-a antes como processo de conscientizao social e em

    segundo plano como meio de transmitir conhecimentos tcnicos, deixamos de

    nos restringir funo de meros multiplicadores de conhecimento esttico

    (terico), para nos posicionarmos como sujeitos ativos e influenciadores da

    realidade (conhecimento prtico). No devemos jamais perder de vista o fato de

    que o que realmente importa no mundo no a inteligncia inerte, mas sim a

    inteligncia de sucesso: aquela combinao equilibrada de habilidades de

    raciocnio analtico, criativo e prtico (STERNBERG, 2000).

    A ao pedaggica deve se constituir num processo em que, mais do

    que transmitir conhecimentos inertes e prontos para o educando, o educador

    instrumente-o para que, fora da instituio de ensino e durante as etapas

    posteriores de seu desenvolvimento, produza novos conhecimentos e habilidades

    prticas necessrios sua vida em sociedade e para melhorar o ambiente que

    habita. Para realizar tal tarefa, entretanto, necessrio que primeiro o educador

    instrumente a si mesmo. Professores mal formados ou deformados s

    excepcionalmente praticariam uma Ampla Didtica, isto , s se fossem

    naturalmente perseverantes e criativos, a ponto de superarem as lacunas e

    prejuzos do seu passado (LIMA, 1984).

    Para se desempenhar o papel de educador necessria uma rigorosa

    formao e preparo do profissional. Como formao se entende a

    instrumentalizao tcnica ou terica, atravs das matrias curriculares do curso

    mdio ou superior concludo pelo mesmo, direcionadas para o ramo especfico

    de ensino escolhido. Tal formao deve continuar mesmo aps a concluso do

    curso, atravs de especializao ou extenso, que iro atualizar o conhecimento

    adquirido, adaptando-o s tendncias mais modernas. Como preparao, alm do

    ferramental tcnico j citado, entende-se tambm o preparo psicolgico-

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    emocional e a vivncia social necessrios para lidar com os educandos pois,

    alm de transmitir conhecimento, o educador deve tambm despertar

    comportamentos. Tal preparao s se desenvolve na prtica, atravs do

    exerccio, da anlise e da realimentao do processo de ensinar-aprender.

    Tomando-se como exemplo o uso da linguagem oral e escrita pelo

    educador podemos dizer que, alm de utiliz-la corretamente preciso que,

    juntamente com os conhecimentos tcnicos e ofcios ensinados, possibilite ao

    aluno tambm se utilizar dela no seu cotidiano de forma eficaz, se aproveitando

    de todas as vantagens potenciais deste uso. Isso porque, a despeito do que os

    conhecimentos tericos adquiridos possam representar em termos de

    importncia no meio profissional e educacional, o domnio da palav

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