Monografia Jeame Pedagogia 2012

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Pedagogia 2012

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  • 1. 11INTRODUOO processo de alfabetizao tem sido uma questo bastante discutida por aquelesque se preocupam com uma educao de maior qualidade, percebendo quealfabetizao, a base mais significativa e, sem dvida o momento mais importantena formao escolar de uma pessoa, por ser atravs dela que o individuo adentra nomundo letrado.O intuito do presente trabalho monogrfico foi identificar as dificuldades dasprofessoras da Escola Municipal Tomz Guimares sobre o processo dealfabetizao de crianas com necessidades especiais. Esta identificao degrande relevncia diante do contexto social dessas crianas. Iniciamos o presentetrabalho apresentando a seguinte estrutura redacional:No primeiro captulo apresentamos a problematizao, retratando um breve histricodas crianas com necessidades especiais e a importncia da alfabetizao dasmesmas. Sabe-se que o processo de integrao da criana se realiza efetivamenteatravs da aquisio da leitura e escrita, visto que o uso da linguagem oferece a elacondies de expressar e internalizar aes e informaes favorveis aodesenvolvimento humano numa perspectiva harmoniosa. Assim, a alfabetizaoassume destaque no processo educativo da criana, influenciado por condicionantesscio-culturais que atuam decisivamente na relao indivduo-sociedade.No segundo captulo apresentamos o referencial terico que fundamentou essapesquisa e deu sustentao s nossas anlises, fazendo uma abordagem sobre asseguintes palavras- chave: Professor. Processo de Alfabetizao. Crianas comNecessidades Especiais.No terceiro captulo, apresentamos os procedimentos metodolgicos utilizados paraa concretizao da pesquisa com o apoio de alguns tericos para uma melhorcompreenso da pesquisa.

2. 12J no quarto captulo, apresentamos a anlise e interpretao dos resultados, ondeutilizamos a observao participante, para um contato direto com a realidadepesquisada, o questionrio fechado para traar o perfil dos sujeitos e a entrevistasemi-estruturada para identificar a viso dos sujeitos a respeito da investigao.Por fim, apresentamos as consideraes finais expondo a concluso atravs dospossveis resultados alcanados na presente pesquisa. 3. 13 CAPTULO I1.1 . PERCURSO HISTRICO DAS CRIANAS COM NECESSIDADES ESPECIAISHistoricamente as sociedades mais antigas tratavam as pessoas com necessidadesespeciais de forma diferente, elas eram excludas do convvio social, vistas comoseres incapazes de desenvolver habilidades, competncias e incapazes de superarsuas limitaes. importante lembrar o quanto pessoas com deficincias sofrerampor maus tratos e foram sacrificados por serem consideradas anormais. Conformeacentua Castro (2004):Na Antiguidade, os deficientes eram vistos como degenerao daraa humana; predominava a filosofia da eugenia, da as pessoascom deficincia serem abandonadas ou eliminadas. Durante a IdadeMdia, com a religiosidade em alta, um filho com deficincia eraentendido como um castigo dos deuses, enquanto que na IdadeModerna a filosofia humanstica possibilitou o olhar sobre o deficientedo ponto de vista patolgico (p.57).A concepo filosfica dos gregos e romanos legalizava a marginalizao daspessoas com deficincia, uma vez que o prprio Estado tinha o direito de nopermitir cidados disformes ou monstruosos e, assim sendo, ordenava o pai quematasse o filho que nascesse nessas condies (AMARAL,1995, p.43).Isso nos mostra como o preconceito abominava a sociedade. A luta pela incluso depessoas com necessidades especiais na sociedade repercutiu no mbito escolar,em meados da dcada de 1990, atravs da Declarao de Salamanca que segundoCardoso (2006), foi [...] a Conferncia Mundial de Educao, encontro patrocinadopelo governo espanhol e pela UNESCO [...] (p.21). Visava integrao de alunoscom necessidades especiais na rede regular de ensino, estabelecendo um novoparadigma de escola. Como diz Aguiar (2004):[...] O princpio fundamental que orienta a Declarao de Salamanca o de que as escolas devem acomodar todas as crianas,possibilitando que elas aprendam juntas, independentemente dequaisquer dificuldades ou diferenas que possam ter, quer sejam deorigens fsica, intelectual, social, emocional, lingstica ou outras (...)(p.15). 4. 14Na dcada de 1990, mais exatamente no ano de 1994, foi assinada a Declarao deSalamanca, que um marco histrico altamente significativo a favor da incluso,fortalecendo essa ideia em vrios pases e tambm no Brasil. A Declarao deSalamanca (1994) fundamenta a Educao Inclusiva, propondo que as escolasrecebam e adquem atividades, fazendo assim, com que as crianas comnecessidades especiais tenham maiores possibilidades de aprendizagem. Para isso,as instituies de ensino precisam adaptar-se a essas necessidades.Diante do exposto acima podemos perceber que a partir dessa Conferncia foidefinido um novo paradigma de escola e que vrios pases passaram a adotar aprtica da incluso de alunos com deficincia. No nosso pas a LDB-Lei de Diretrizese Bases da Educao (9394/96) no art. 58 estabelece a educao especial comomodalidade de ensino oferecida preferencialmente na rede regular.Assim, importante ressaltar que a incluso das pessoas com necessidadesespeciais no meio social deve ir alm do sistema educacional. J que a educaono acontece apenas na escola, mas est uma das instituies mais importantesque contribui para a formao social, humana e cidad, onde deve incluir alunoscom ou sem necessidades especiais, possibilitando o desenvolvimento intelectual esocial, centrado no objetivo de faz-los descobrir por si mesmos o desconhecido,sem imposies de saberes, mas instigados a produzirem conhecimentocoletivamente. Segundo Candau (2000): A escola assim concebida um espao de busca, construo, dilogo e confronto, prazer, desafio, conquista de espao, descoberta de diferentes possibilidades de expresso e linguagens, aventura, organizao cidad, afirmao da dimenso tica e poltica de todo processo educativo (p.15).Ento, a escola um espao formal, onde o saber produzido sistematicamente.Foi criada h muito tempo justamente quando as desigualdades sociais surgiram,estabelecendo critrios para quem, o que e como ensinar, socializandoconhecimentos. Conforme acentua Brando (1985): 5. 15 Ento o comeo de quando a sociedade separa e aos poucos ope: o que faz, o que se sabe com o que se faz e o que se faz com o que se sabe. Ento quando, entre outras categorias de especialidades sociais, aparecem as de saber e de ensinar saber. Este o comeo do momento em que a educao vira ensino, que inventa a pedagogia, reduz a aldeia escola e, transforma todos no educador (p.27).Dessa forma, a escola deve garantir aos educandos com ou sem necessidadesespeciais, avano na aprendizagem, estando adaptadas para a incluso dessessujeitos visando promoo de uma educao inclusiva satisfatria, real, dinmica eno matricular alunos/as com deficincias, apenas para transmitir a sociedade umaimagem de escola exemplo da educao inclusiva, mas que aceite, trabalhe comas diferenas e que demonstre os resultados gerados pela incluso. Diante dissovoltamos a afirmar a importncia escola, como representante de um tipo de culturasocialmente construda e elaborada, responsvel tambm pela incluso igualitriae humanstica destas pessoas.Sabe-se que o processo de integrao da criana se realiza efetivamente atravs daaquisio da leitura e escrita, visto que o uso da linguagem oferece a ela condiesde expressar, internalizar aes e informaes favorveis ao desenvolvimentohumano, numa perspectiva harmoniosa. Assim, a alfabetizao vem sendodestacada pelo papel no processo educativo da criana, influenciado porcondicionantes scio-culturais que atuam decisivamente na relao indivduo-sociedade.Saber ler e escrever condio bsica para a aquisio de conhecimentos e paraenriquecimento da capacidade de comunicao. A alfabetizao constituiu-se de umprocesso que envolve grande complexidade, da a necessidade de considerar vriosaspectos implcitos e suas relaes, que podem influenciar certas condies para arealizao da aprendizagem ou contribuir para a ocorrncia de muitos problemas.Com isso, o processo de alfabetizao voltado para as crianas com necessidadesespeciais, assim como para crianas ditas normais, precisa ser reconhecido comonecessrio, principalmente no que ser refere construo de autonomia. Sendo que 6. 16o professor mediador desse processo, no entanto, necessrio que o mesmoutilize uma metodologia adequada realidade do contexto escolar no qual seencontram essas crianas.Essa discusso pode se iniciar pelo tipo de alfabetizao que deve ser oferecida aesses sujeitos; dito de outra forma, uma incluso precisa vir acompanhada de umaproposta de alfabetizao que seja, para as crianas com necessidades especiais,um veculo para o fortalecimento de seus direitos enquanto cidads.Acredita-se que no existe uma receita pronta de qual a melhor maneira dealfabetizar, principalmente em se tratando de pessoas que requerem umametodologia mais adequada e diversificada. Notamos que o trabalho com essealfabetizando, requer do professor uma percepo mais sensvel do processoevolutivo em que ele est. Deve lembrar que muitas vezes a criana chega a suasmos, em estado bruto e que est espera de uma lapidao para mostrar o seupotencial.Partindo dessas consideraes e tendo o professor como um dos principais sujeitosno desenvolvimento de crianas com necessidades especiais, sentimos anecessidade de observar na Escola Municipal Tomz Guimares como sedesenvolve a alfabetizao das crianas com necessidades especiais paraanalisarmos as dificuldades nesse processo. Pois sabemos pelos dados da mdiaque existe um elevado nmero de analfabetismo, provenientes de diversos fatores epossveis falhas dos profissionais em alfabetizar crianas em desenvolvimento. Apartir da surgiu seguinte questo de pesquisa: Quais as dificuldades encontradaspelas professoras da Escola Municipal Tomz Guimares no processo dealfabetizao de crianas com necessidades especiais?Justificamos a relevncia dessa pesquisa na necessidade de compreender otrabalho dos professores alfabetizadores na Escola Municipal Tomz Guimare