Novo Estatuto Dos Servidores de Santana de Parnaiba

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Lei Complementar de Santana de Parnaba-SP, n 34 de 25/05/2011

LEI COMPLEMENTAR N 34, DE 25 DE MAIO DE 2011

DISPE SOBRE O ESTATUTO DOS SERVIDORES PBLICOS DO MUNICPIO DE SANTANA DE PARNABA.

SILVIO ROBERTO CAVALCANTI PECCIOLI, Prefeito do Municpio de Santana de Parnaba, Estado de So Paulo, no exerccio das atribuies que lhe so conferidas por Lei. FAZ SABER que a Cmara Municipal de Santana de Parnaba aprovou e ele sanciona e promulga a seguinte Lei:

TTULO I DISPOSIES PRELIMINARES

Art. 1 Esta Lei institui o Regime Jurdico nico dos Servidores Pblicos do Municpio de Santana de Parnaba. Art. 2 Para os efeitos desta Lei considera-se servidor a pessoa legalmente investida em cargo pblico. Art. 3 Cargo pblico a unidade laborativa com denominao prpria, criada por lei, com nmero certo, remunerada pelos cofres pblicos, para provimento em carter efetivo ou em comisso, que implica o desempenho, pelo seu titular, de um conjunto de atribuies, responsabilidades e deveres. Art. 4 Cargo tcnico aquele cujo desempenho exige especialidade de nvel tcnico. Pargrafo nico - Cargo cientfico aquele cujo desempenho exige especialidade de nvel superior. Art. 5 Para atender a necessidade temporria de excepcional interesse pblico, os rgos da Administrao direta, as autarquias e as fundaes pblicas podero efetuar contratao de pessoal por tempo determinado, nas condies e prazos previstos em Lei especfica. Art. 6 vedado atribuir ao servidor encargos ou servios diversos de sua carreira ou cargo, ressalvando as comisses legais e designaes especiais de atribuies.

TTULO II DO CONCURSO, DO PROVIMENTO, DA VACNCIA, DA REMOO, DA REDISTRIBUIO E DA SUBSTITUIO CAPTULO I DO CONCURSO

Art. 7 Para o provimento de cargo pblico efetivo por nomeao ser exigida a aprovao prvia em concurso pblico de provas ou de provas e ttulos, podendo ser realizado em uma ou mais etapas, conforme a exigncia de cada cargo. Art. 8 O concurso pblico poder ser organizado e realizado por empresa especializada, especialmente contratada para esse fim ou por uma comisso nomeada pelo Chefe do Poder Executivo. 1 O custo operacional dos concursos pblicos poder ser coberto com os recursos provenientes da taxa de inscrio. 2 Os requisitos, as condies e demais peculiaridades para a realizao dos concursos sero previamente estabelecidos pela autoridade competente, na forma da lei. Art. 9 O concurso pblico poder conter as seguintes etapas, conforme exigncias do cargo, fixadas em lei: I - Prova Terica; II - Prova Prtica; III - Apresentao de Titulao; IV - Avaliao Psicolgica; V - Avaliao Fsica; e VI - Investigao Social. Pargrafo nico - Em qualquer caso, ser sempre obrigatria a prova terica. Art. 10. O concurso pblico ter a validade de at 2 (dois) anos, podendo ser prorrogado uma nica vez, por igual perodo. Pargrafo nico - O prazo de validade do concurso e as condies de sua realizao sero fixados em edital, que sero devidamente publicados em jornal de circulao no Municpio.

CAPTULO II DO PROVIMENTO SEO I DISPOSIES GERAIS

Art. 11. So requisitos bsicos para ingresso no servio pblico municipal: I - ser brasileiro nato, naturalizado ou gozar das prerrogativas Constitucionais; II - estar no gozo dos direitos polticos; III - estar quite com as obrigaes militares; IV - ter o nvel de escolaridade exigido para o cargo; V - ter idade mnima de 18 (dezoito) anos completos; VI - gozar de boa sade fsica e mental comprovada por exame mdico; VII - ter-se habilitado previamente por meio de concurso pblico, ressalvadas as excees previstas nesta lei. 1 A natureza e as atribuies do cargo podem justificar a exigncia de outros requisitos estabelecidos em lei. 2 De acordo com os critrios de acessibilidade, s pessoas com deficincia assegurado o direito de se inscrever em concurso pblico para provimento de cargos cujas atribuies sejam compatveis com as limitaes que possurem, sendo-lhes reservadas 5% (cinco por cento) das vagas oferecidas no concurso. 3 Fica vedada a fixao de limite mximo de idade em concursos para admisso de pessoal, ressalvados os casos em que a natureza do cargo o exigir. 4 Para comprovao da aptido fsica e mental do candidato aprovado, o Municpio realizar exame mdico admissional. Art. 12. O provimento dos cargos pblicos far-se- por ato da autoridade competente, do Poder ou Entidade que realizou o concurso. Art. 13. A investidura em cargo pblico ocorrer com a posse. Art. 14. So formas de provimento de cargo pblico: I - Nomeao; II - Reverso; III - Reintegrao; IV - Reconduo; V - Aproveitamento.

SEO II DA NOMEAO

Art. 15. A nomeao far-se-: I - em carter efetivo, quando decorrente de concurso pblico; e II - em comisso, para cargos de confiana. Art. 16. A nomeao para cargo efetivo depende da prvia habilitao em concurso pblico de provas ou de provas e ttulos, obedecida a ordem de classificao e o prazo de sua validade.

SEO III DA REVERSO

Art. 17. Reverso o retorno atividade de servidor aposentado por invalidez, quando junta mdica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria. 1 A reverso far-se- no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformao. 2 O tempo em que o servidor estiver em exerccio ser considerado para concesso da aposentadoria. 3 Encontrando-se provido o cargo, o servidor exercer suas atribuies como excedente, at a ocorrncia de vaga. 4 No poder reverter ao cargo o aposentado que contar 70 (setenta) ou mais anos de idade.

SEO IV DA REINTEGRAO

Art. 18. Reintegrao a reinvestidura do servidor no cargo, anteriormente ocupado, quando invalidada a sua demisso, por deciso administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens. 1 Na hiptese de o cargo ter sido extinto, o servidor ficar em disponibilidade, ou aproveitado em outro cargo, observado o disposto

nesta Lei. 2 Encontrando-se provido o cargo, o eventual ocupante, se estvel, ser reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenizao, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remunerao proporcional ao tempo de servio. 3 Quando a reintegrao gerar o deslocamento sucessivo de diversos servidores, a regra da exonerao ou disponibilidade se aplicar ao ltimo da sucesso.

SEO V DA RECONDUO

Art. 19. Reconduo o retorno do servidor ao cargo ou funo anteriormente ocupado. 1 A reconduo decorrer de: I - inabilitao em estgio probatrio decorrente de nomeao para ocupar o cargo pblico; e II - reintegrao do anterior ocupante. 2 Encontrando-se provido o cargo de origem aplicar-se-o as regras que disciplinam o aproveitamento

SEO VI DO APROVEITAMENTO

Art. 20. Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade, o servidor ficar em disponibilidade remunerada, com remunerao proporcional ao tempo de servio, at seu adequado aproveitamento em outro cargo. Pargrafo nico - A extino de cargo ou a declarao de sua desnecessidade somente sero admitidas se efetuadas por lei municipal. Art. 21. O servidor em disponibilidade contribuir para o regime de previdncia. Pargrafo nico - O tempo de contribuio, correspondente ao perodo em que permanecer em disponibilidade, ser contado para efeito de aposentadoria e nova disponibilidade. Art. 22. O retorno atividade de servidor em disponibilidade far-se- mediante aproveitamento obrigatrio em cargo de atribuies e vencimentos compatveis com o anteriormente ocupado. Pargrafo nico - O rgo de recursos humanos determinar o imediato aproveitamento do servidor em disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos rgos ou entidades da administrao pblica. Art. 23. Ser tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o servidor no entrar em exerccio no prazo legal, salvo doena comprovada por junta mdica oficial. Pargrafo nico - A extino de cargo, a declarao de sua desnecessidade e a colocao do servidor em disponibilidade sero precedidas, sempre que possvel, da transformao da denominao de cargos pblicos, respeitado o princpio constitucional do concurso pblico como meio de acesso a cargos, empregos e funes.

CAPTULO III DA READAPTAO

Art. 24. Readaptao a atribuio de atividades ou funes compatveis com a limitao que o servidor tenha sofrido em sua capacidade fsica ou mental constatada em inspeo mdica realizada pela unidade de medicina e segurana do trabalho da Prefeitura do Municpio de Santana de Parnaba. 1 Para que possa ser indicado ao processo de avaliao para verificar se h possibilidade de readaptao, o servidor dever estar afastado h pelo menos um ano pela Caixa de Previdncia dos Servidores Pblicos de Santana de Parnaba. 2 A readaptao no acarretar diminuio nem aumento de vencimento. 3 A inspeo mdica dever apontar: I - as restries a que est sujeito o servidor, por motivos de sade; II - a necessidade de licena para tratamento de sade; ou III - a total incapacidade para o trabalho, quando ser encaminhado para avaliao da Caixa de Previdncia dos Servidores Pblicos de Santana de Parnaba. 4 A readaptao ser decidida pela Comisso de Readaptao, devendo avaliar: I - as restries de sade apontadas pela inspeo mdica; II - as atribuies do cargo e as possibilidades de adaptao; e III - a necessidade e capacidade da Prefeitura de absorver o servidor readaptado. 5 Caso a Comisso conclua pela incompatibilidade das restries de sade com as atribuies do cargo ou pela desnecessidade das atividades que este servidor poder desempenhar, a readaptao ser negada e ser concedida licena para tratamento de sade pelo prazo de 6 (seis) meses. 6 Ao final da licena para tratamento de sade concedida na forma do pargrafo anterior: I - o servidor ser reavaliado em inspeo mdica, que encaminhar novo laudo Comisso de Readaptao;

II - a Comisso de Readaptao proceder a nova anlise, na forma dos pargrafos anteriores; 7 As licenas para tratamento de sade concedidas na forma dos