of 45 /45
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS) Prevenção da Biodiversidade como Fonte de Substâncias para a cura de doenças Mesa Diretora Mariana Mendes Anna Salles

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS) - Biodiversidade para a... · Contudo, essa variedade de seres vivos não deve ser visualizada individualmente, mas sim em seu conjunto estrutural

Embed Size (px)

Text of ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS) - Biodiversidade para a... · Contudo, essa variedade de...

  • ORGANIZAO MUNDIAL DA SADE (OMS)

    Preveno da Biodiversidade como Fonte de

    Substncias para a cura de doenas

    Mesa Diretora

    Mariana Mendes

    Anna Salles

  • Histrico do Comit

    A Organizao Mundial da Sade (OMS) pode ser pensada como uma

    autoridade de coordenao para a sade dentro do sistema das Naes Unidas

    (ONU). Sua existncia oficial foi declarada em 7 de abril de 1948, depois de mais

    da metade dos membros da ONU ter assinado sua constituio. Hoje, essa data

    comemorada como o Dia Mundial da Sade.

    O objetivo da OMS bem ambicioso, definido como "a obteno, por todos

    os povos, do nvel de sade mais alto possvel", com a sade sendo definida de

    modo amplo como "um estado de completo bem-estar fsico, mental e social, em

    vez da mera ausncia de doenas ou enfermidades". A OMS trabalha para atingir

    esse objetivo nobre dirigindo e coordenando os trabalhos acerca da sade

    internacional.

    Suas responsabilidades esto nas seguintes reas: proporcionar liderana

    sobre questes crticas para a sade e se engajar em parcerias onde a ao

    conjunta necessria; influenciar a agenda de pesquisa e estimular a gerao,

    traduo e disseminao de conhecimentos valiosos; estabelecendo normas e

    padres e promover e acompanhar sua execuo; articulando opes de poltica

    tica e baseada em evidncias; prestar apoio tcnico, catalisando mudanas e

    capacitao institucional sustentvel; e monitoramento da situao de sade e

    avaliao das tendncias de sade.

    O trabalho da OMS desempenhado principalmente por um secretariado.

    Os membros do secretariado so chefiados por um diretor-geral e trabalham em

    reas identificadas pelo conselho executivo e ratificadas por uma assembleia. A

    sede encontra-se em Genebra, na Sua, e h seis escritrios regionais localizados

    em todo o mundo e 147 escritrios de cada pas.

    Atualmente, a OMS representa 193 Estados membros e dois membros

    associados. Para se tornar um membro da OMS, um Estado-membro deve adotar e

    aderir a Constituio da OMS, que foi desenvolvido em conformidade com a Carta

    das Naes Unidas, abordando uma srie de princpios que so pensados para

    formar os fundamentos bsicos da felicidade, relaes harmoniosas e a segurana

    de todos os povos.

    Em relao ao Ambiente e Sade, a OMS comeou a trabalhar com esse

    tema, aps a Conferncia de 1992 das Naes Unidas sobre Meio Ambiente e

  • Desenvolvimento (a "Cpula da Terra"), no Rio de Janeiro, em que lanou

    iniciativas que abordam os perigos para a sade colocados degradao ambiental.

    O Tema

    O termo biodiversidade, hoje consagrado na literatura, refere-se

    diversidade biolgica para designar a variedade de formas de vida em todos os

    nveis, desde micro-organismos at flora e fauna silvestres, alm da espcie

    humana. Contudo, essa variedade de seres vivos no deve ser visualizada

    individualmente, mas sim em seu conjunto estrutural e funcional, na viso

    ecolgica do sistema natural, isto , no conceito de ecossistema. O surgimento

    deste est relacionado diretamente com o aumento da conscincia ecolgica no

    final do sculo XX, principalmente a respeito da extino de espcies animais e

    vegetais.

    Quadro 1 Diversos Conceitos de Biodiversidade

    Biodiversidade ou diversidade biolgica a diversidade da natureza viva.

    Pode ser definida como a variedade existente entre os organismos vivos e as

    complexidades ecolgicas nas quais elas ocorrem.

    Pode ser entendida como uma associao de vrios componentes hierrquicos:

    ecossistema, comunidade, espcies, populaes e genes em uma rea definida.

    Refere-se variedade de vida no planeta Terra, incluindo a variedade gentica

    dentro das populaes e espcies, a variedade de espcies da flora, da fauna,

    de fungos macroscpicos e de microrganismos, a variedade de funes

    ecolgicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade

    de comunidades, habitats e ecossistemas formados pelos organismos.

    Medida da diversidade relativa entre organismos presentes em diferentes

    ecossistemas".

    A Biodiversidade pode ser definida como a variedade e a variabilidade

    existentes entre organismos vivos e as complexidades ecolgicas nas quais eles

    ocorrem. Ela pode ser entendida como uma associao de vrios componentes

    hierrquicos: ecossistema, comunidades, espcies, populaes e genes em uma

  • rea definida. A biodiversidade varia com as diferentes regies ecolgicas, sendo

    maior nas regies tropicais do que nos climas temperados.

    A Conveno em Diversidade Biolgica (CDB), assinada durante a

    Conferncia das Naes Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (ECO-92)

    de 1992, define, ainda, a diversidade biolgica, em seu artigo 2, como a

    variabilidade entre os organismos vivos de todas as fontes incluindo ecossistemas

    terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquticos e os complexos ecolgicos

    dos quais eles so parte; isto inclui a diversidade dentro das espcies e dos

    ecossistemas.

    A biodiversidade possui trs grandes nveis: 1) Diversidade gentica - os

    indivduos de uma mesma espcie no so geneticamente idnticos entre si. Cada

    indivduo possui uma combinao nica de genes. As diferenas genticas fazem

    com que a Terra possua uma grande variedade de vida. 2) Diversidade orgnica -

    os cientistas agrupam os indivduos que possuem uma histria evolutiva comum em

    espcies. Possuir a mesma histria evolutiva faz com que cada espcie possua

    caractersticas nicas que no so compartilhadas com outros seres vivos. 3)

    Diversidade ecolgica - As populaes da mesma espcie e de espcies diferentes

    interagem entre si formando comunidades; essas comunidades interagem com o

    ambiente formando ecossistemas, que interagem entre si formando paisagens, que

    formam os biomas. Quando um ecossistema ameaado todas as suas espcies

    tambm so ameaadas.

    A biodiversidade nos garante um sistema de suporte da vida. Ela exigida

    para a reciclagem dos elementos essenciais, como o carbono, o oxignio e o azoto.

    igualmente responsvel por mitigar a poluio, proteger os lenis de gua e

    combater a eroso dos solos. Uma vez que atua como um tampo relativamente s

    variaes do clima, a biodiversidade protege-nos de eventos catastrficos que ficam

    alm da capacidade de controle humano.

    Os ecossistemas fornecem-nos:

  • Servios de provisionamento Eles nos suprem de elementos bsicos

    para a vida, incluindo alimentao, gua potvel, madeira, fibras,

    recursos genticos, medicamentos, produtos decorativos e culturais.

    Servios de regulao Ajudam a manter a qualidade do ar, a purificar a

    gua, a tratar resduos e a nos proteger de perigos naturais, eroso,

    pragas e doenas. Por exemplo, a biodiversidade dos ecossistemas de

    reas midas auxilia na purificao natural da gua; as rvores nas

    cidades reduzem a poluio do ar.

    Servios de apoio Processos fundamentais, mas muitas vezes

    invisveis, dos quais todos os outros servios do ecossistema dependem.

    Por exemplo, a produo de alimentos depende da formao do solo, que

    por sua vez depende das condies climticas, bem como de processos

    qumicos e biolgicos.

    Servios culturais Os benefcios no materiais que as pessoas obtm

    dos ecossistemas por meio de enriquecimento espiritual, reflexo,

    recreao e assim por diante. A biodiversidade moldou lendas e inspirou

    culturas, histria e artes.

    A importncia da biodiversidade para o bem-estar e a sade humana s

    ganhou maior destaque quando o processo de perda da diversidade biolgica

    alertou para a necessidade da conservao e do uso racional dos recursos vivos,

    com proteo ao fluxo de servios dos ecossistemas naturais. E tambm diante da

    escalada de impactos causados pelo homem na biosfera e do reconhecimento da

    valorao dos ecossistemas naturais e do imenso potencial que as espcies tm

    para a economia humana em geral e como fonte potencial de frmacos em

    particular. Esses frmacos so utilizados no tratamento de diversas doenas, como

    cncer, doenas crnicas, at a AIDS, que ser abordado mais adiante.

    Atualmente, percebe-se o interesse governamental e profissional em

    associar o avano tecnolgico ao conhecimento popular e ao desenvolvimento

    sustentvel visando a uma poltica de assistncia em sade eficaz, abrangente,

    humanizada e independente da tecnologia farmacutica. Ressalta-se ainda a

    necessidade do uso sustentvel da biodiversidade, especialmente nos pases em

    desenvolvimento; primeiro, por estarem estes mediante diversos fatores, na

  • vanguarda do uso de fitoterpicos; segundo, por possurem as maiores

    biodiversidades.

    Em um encontro da International Union of Pure and Applied Chemistry

    (IUPAC) (Unio Internacional da Qumica pura e aplicada, em portugus), a

    International Conference on Biodiversity (Conferncia Internacional de

    Biodiversidade, em portugus), ocorrida em julho de 1999, na Universidade Federal

    de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, pesquisadores de diversas Instituies

    Acadmicas de vrios pases e representantes de indstrias farmacuticas e de

    biotecnologia do mundo discutiram e demonstraram uma sria preocupao no que

    diz respeito a conservao e utilizao sustentvel dos recursos biolgicos.

    Segundo a Conveno da Diversidade Biolgica (CDB), a utilizao sustentvel

    significa o uso dos componentes da diversidade biolgica de um modo e a uma

    proporo que no leve a um declnio a longo prazo da diversidade biolgica,

    mantendo, assim, seu potencial para adequar as necessidades e aspiraes das

    presentes e futuras geraes.

    Histrico do Problema

    Ao longo dos sculos, os seres humanos tm contado com a biodiversidade

    para suas necessidades bsicas, para a produo de alimentos animais, abrigos,

    roupas, meios de transporte, fertilizantes, aromas e fragrncias, e, no menos

    importante, para medicamentos. As plantas tm formado a base de sofisticados

    sistemas de medicina tradicional que existem h milhares de anos. Os primeiros

    registros do uso de plantas so da Mesopotmia e datam de 2600 aC, entre as

    substncias utilizadas descritas esto os leos de Cedrus (cedro) e Cupressus

    sempervirens (cipreste), Glycyrrhiza glabra (alcauz), Commiphora espcies (mirra)

    e Papaver somniferum (suco de papoula), os quais ainda esto em uso hoje para o

    tratamento de doenas que variam de tosses e resfriados para infeces

    parasitrias e inflamao. No Egito, o registro farmacutico egpcio mais conhecido

    o Ebers Papyrus, datado de 1500 aC, o que documenta cerca de 700 drogas

    (principalmente plantas), e inclui formulao com elas, como gargarejos, cheiros,

    sinapismos, infuses, comprimidos e pomadas, com cerveja, leite, vinho e mel

    sendo utilizados como substncias para tratamento. O chins Materia Medica tem

    sido amplamente documentado ao longo dos sculos, com o primeiro registro

  • datado de 1100 aC (Wu Shi Er Bing Fang, contendo 52 prescries), seguido por

    obras como o Shennong Herbal (100 aC; 365 medicamentos) e a Tang Herbal (659

    dC; 850 drogas).

    No antigo mundo ocidental, os gregos contriburam substancialmente para o

    desenvolvimento racional do uso de medicamentos base de plantas. O filsofo e

    cientista natural, Theophrastus (300 aC), em sua Histria de Plantas, tratou as

    qualidades medicinais das ervas e observou a capacidade de mudar as suas

    caractersticas atravs do cultivo. Dioscrides, um mdico grego (100 dC), durante

    suas viagens com o exrcito romano, registrou a coleta, armazenamento e uso de

    ervas medicinais, e Galeno (130-200 dC), que praticava e ensinava farmcia e

    medicina em Roma, publicou pelo menos 30 livros sobre esses assunto, e bem

    conhecido por suas prescries complexas e frmulas utilizadas na composio de

    medicamentos.

    Durante a Idade Mdia, os mosteiros em pases como a Inglaterra, Irlanda,

    Frana e Alemanha preservaram o resto deste conhecimento ocidental, mas foram

    os rabes que foram responsveis pela preservao de grande parte da experincia

    greco-romana, e para expandi-la para incluir o uso de seus prprios recursos,

    juntamente com ervas chinesas e indianas, at ento desconhecido pelo mundo

    greco-romano. Os rabes foram os primeiros a estabelecer farmcias privadas no

    sculo VIII, e o farmacutico Prsico, mdico, filsofo e poeta contribuiu muito para

    as cincias da farmcia.

    Medicina Tradicional

    A medicina tradicional (MT) um termo abrangente usado para se referir

    tanto a sistemas como a medicina tradicional chinesa, a indiana e rabe, e vrias

    formas de medicina indgena. As ligaes entre a MT e a biodiversidade so

    exemplificadas por uma longa tradio de poderes de cura associados com os

    sistemas naturais da Terra e se isso implica plantas medicinais e espcies animais.

    As discusses sobre as ligaes da MT e da biodiversidade so fundamentais, pois

    podem ser vistos os benefcios de sade derivados da existncia de um conjunto

    completo de espcies, bacias hidrogrficas intactas, regulao do clima e da

    diversidade gentica, bem como atravs das necessidades bsicas de comida,

    gua, ar puro e abrigo.

  • Com as ligaes entre o meio ambiente e a sade, segundo alguns autores:

    a) a boa sade sustentada das populaes exige uma gesto esclarecida dos nossos

    recursos sociais, relaes econmicas e do mundo natural, e b) que muitos dos

    problemas de sade pblica de hoje tm as suas razes na desigualdade

    socioeconmica e os padres de consumo imprudentes que colocam em risco a

    sustentabilidade futura da sade.

    Degradao Ambiental e a Sade Humana

    As inter-relaes entre sociedade e natureza, e a importncia da sade

    ambiental para a sade humana, recentemente se tornaram amplamente

    reconhecido, e chamaram a ateno para o fato de que a perda da biodiversidade

    pode ter efeitos indiretos sobre o bem-estar tambm. Ao interromper o

    funcionamento do ecossistema, a perda da biodiversidade leva os que so menos

    resistentes, mais vulnerveis a choques e perturbaes, e menos capaz de fornecer

    os seres humanos os servios necessrios.

    A sade humana no pode ser considerada isoladamente, pois depende

    muito da qualidade do ambiente em que as pessoas vivem: para as pessoas serem

    saudveis, precisam de ambientes saudveis. As implicaes da perda da

    biodiversidade para o meio ambiente global tm sido amplamente discutidas, mas

    s recentemente tem sido dada ateno aos seus efeitos diretos e graves sobre a

    sade humana.

    A perda de biodiversidade diminui as fontes de matrias-primas para a

    descoberta de novas drogas, provoca uma perda de modelos mdicos, afeta a

    propagao de doenas humanas, e ameaa a produo de alimentos e a qualidade

    da gua. Sua reduo tem efeitos diretos sobre a descoberta de potenciais

    medicamentos.

    Alm do papel da biodiversidade em ajudar as pessoas a recuperar de uma

    doena, ela tambm faz uma contribuio significativa na preveno da doena,

    uma vez que os ecossistemas em bom funcionamento podem ajudar a proteger a

    sade humana. Sabe-se que as pessoas de classe social mais baixa so as que

    mais sofrem com a gua escassa ou contaminada com doenas associadas a

    ecossistemas perturbados. Um servio de extrema importncia o papel dos

    ecossistemas de controlar o aparecimento e a propagao de doenas infecciosas

    atravs da manuteno do equilbrio entre predadores e presas, e entre

  • hospedeiros, vetores e parasitas em plantas, animais e seres humanos. Esta funo

    de proteo da biodiversidade s recentemente comeou a ser apreciada.

    Biodiversidade e a Medicina Tradicional

    Populaes selvagens de vrias espcies esto sendo exploradas em todo o

    mundo, sendo uma das causas da superexplorao a demanda criada pela medicina

    tradicional. bastante claro que a prtica de MT no imune a atual crise

    ambiental voltada para o nosso planeta. Mudanas significativas nas florestas,

    savanas e outros tipos de vegetao tiveram impacto sobre a aquisio e

    preparao, bem como o custo de medicamentos com planta.

    Transformao dos ecossistemas locais operados por meio de atividades

    econmicas humanas tem vindo a exercer severas restries sobre a

    disponibilidade e acessibilidade de tipos especficos de espcies vegetais e animais

    utilizados para fins medicinais. Como as florestas so degradadas em savana,

    savana de matos e arbustos, e matagais de deserto, caractersticos em muitas

    partes de Pases em Desenvolvimento, certas espcies de plantas esto

    desaparecendo por completo. Tal situao coloca problemas para a prtica futura

    da medicina indgena, com poucas excees, todos os medicamentos so feitos a

    partir de misturas preparadas com plantas, rgos vegetais ou seus produtos

    secretados.

    O valor da biodiversidade para a sade humana tem sido destacado na

    literatura e um dos seus benefcios mais bvios a grande proporo do arsenal

    farmacutico que derivado da natureza. Mais de 50% das drogas disponveis

    comercialmente so baseados em compostos bioativos extrados (ou estampados) a

    partir de espcies no humanas, incluindo alguns medicamentos que salvam vidas,

    como a citarabina, derivadas de uma esponja do Caribe, que reputado como o

    agente mais eficaz para induzir a remisso na leucemia mielide aguda. Outros

    exemplos de medicamentos feitos a partir de fontes biolgicas incluem: quinidina

    para tratar arritmias cardacas; D-tubocurarina para ajudar a induzir o relaxamento

    muscular profundo, sem anestsicos gerais; vinblastina para combater a doena de

    Hodgkin; vincristina para leucemias agudas na infncia; combadigitalis para tratar

    insuficincia cardaca; ranitidina para combater lceras; levotiroxina para a terapia

    de reposio de hormnio tireoidiano; digoxina para o tratamento de doenas

    cardacas; maleato de enalapril para reduzir a presso arterial; e at mesmo a

    aspirina.

  • No tem sido crescente ateno dada aos animais, vertebrados e

    invertebrados, como fontes de novos medicamentos. Os animais tm sido testados

    metodicamente pelas companhias farmacuticas como fontes de drogas para a

    cincia mdica moderna e a porcentagem atual de origem animal para a produo

    de medicamentos essenciais bastante significativa. Dos 252 produtos qumicos

    essenciais que foram selecionados pela Organizao Mundial de Sade, 11,1% vm

    de plantas, e 8,7% a partir de animais. Dos 150 medicamentos atualmente em uso

    nos Estados Unidos da Amrica, 27 tm origem animal.

    Um exemplo excelente de desenvolvimento de drogas bem sucedida a partir

    de um componente do veneno de cobra ( Bothrops jararaca) que os inibidores da

    enzima conversora de angiotensina (ECA), o que faz com que os vasos sanguneos

    se contraiam e, consequentemente, aumenta a presso arterial.

    A mercantilizao da medicina animal e vegetal era um aspecto

    insignificante da prtica da MT. Nas ltimas dcadas, no entanto, tem havido um

    aumento significativo na venda de remdios base de plantas, precipitando a

    colheita em larga escala de plantas medicinais, produo de fitoterpicos de fbrica

    semelhantes, e caa ilegal de animais em muitas partes dos pases em

    desenvolvimento. A maioria das plantas medicinais recolhida na natureza, e

    pases como ndia e China tm relatos de colher de 90% e 80% de suas plantas

    medicinais, respectivamente, a partir de fontes no cultivadas. Uma situao

    similar existe na frica, onde, devido constante expanso da populao e a

    expanso de prticas como a extrao de madeira, as comunidades que dependem

    da biodiversidade esto atualmente enfrentando a degradao dos ecossistemas

    dos quais dependem.

    A WWF (World Wide Fund for Nature; Fundo Mundial para a Natureza, em

    portugus) estima que mais de dois teros das 50.000 plantas medicinais em uso

    hoje ainda so colhidos na natureza, a partir do qual 4,000-10,000 pode agora ser

    ameaada. J em relao aos animais, o aumento do uso de animais medicinais

    levou explorao de espcies como os rinocerontes, tigres, cervos, ursos,

    macacos e pangolins. Apesar dos regulamentos internacionais e vrias leis

    nacionais contra a caa furtiva e sanes pesadas para os culpados, os preos

    extremamente altos oferecidos para as partes de algumas espcies servem como

    fortes incentivos para o comrcio ilegal de partes de animais para florescer.

    Com o surgimento da pandemia da AIDS na dcada de 1980, o National

    Cancer Institute NCI (Instituto Nacional do Cncer, em portugus) dos Estados

  • Unidos, juntamente com outras organizaes, esteve envolvido na explorao da

    natureza como fonte de potenciais agentes para o tratamento da AIDS e associado

    a infeces oportunistas. Mais de 60 000 extratos de origem vegetal e marinha

    foram testados in vitro contra clulas linfoblsticas infectadas com HIV-1. Vrios

    extratos de plantas mostraram atividade significativa e os compostos ativos foram

    isolados. Destes, os calanlidos, isolado a partir de Calophyllum e prostratin,

    isolado de Homalanthus nutans tm progredido em desenvolvimento clnico e pr-

    clnico, respectivamente. J na frica do Sul, o Conselho de Pesquisa Mdica est

    realizando estudos sobre a eficcia da planta Sutherlandia microphylla no

    tratamento de pacientes com AIDS. Tradicionalmente usado como um tnico, esta

    planta pode aumentar a energia, apetite e massa corporal em pessoas vivendo com

    HIV.

    As interfaces entre a sade pblica, MT e conservao da biodiversidade

    abrangem uma srie de questes relevantes e contemporneas, que esto se

    tornando cada vez mais evidente, como exemplo a meta da OMS em

    medicamentos: "para ajudar a salvar vidas e melhorar a sade, garantindo a

    qualidade, a eficcia, segurana e racional o uso de medicamentos, incluindo

    medicamentos tradicionais, e promovendo o acesso equitativo e sustentvel a

    medicamentos essenciais, especialmente para os pobres e desfavorecidos ".

    A OMS e o uso da Biodiversidade na Medicina Tradicional

    A Organizao Mundial da Sade lanou a sua primeira estratgia medicina

    tradicional abrangente em 2002. A estratgia foi concebida para ajudar os pases a:

    Desenvolver polticas nacionais de avaliao e regulao das prticas MT;

    Criar uma base de dados mais fortes sobre a segurana, eficcia e qualidade

    dos produtos e prticas da MT;

    Garantir a disponibilidade e acessibilidade da MT, incluindo os medicamentos

    fitoterpicos essenciais;

    Promover o uso teraputico da MT por fornecedores e consumidores;

    Documentar medicamentos e remdios tradicionais.

  • No momento, a OMS est apoiando estudos clnicos sobre antimalricos em

    trs pases africanos e os estudos esto revelando um bom potencial para

    antimalricos base de plantas. Outras colaboraes esto ocorrendo com a

    Burkina Faso, a Repblica Democrtica do Congo, Gana, Mali, Nigria, Qunia,

    Uganda e Zimbbue na pesquisa e avaliao de tratamentos base de plantas para

    o HIV / SIDA, malria, anemia falciforme e Diabetes Mellitus. Na Tanznia, a OMS,

    em colaborao com a China, est fornecendo apoio tcnico ao governo para a

    produo de antimalricos derivados da erva chinesa Artemisia annua. A produo

    local do medicamento vai trazer o preo de uma dose abaixo dos EUA US $ 6 ou US

    $ 7 para uma forma mais acessvel $ 2. Em 2003, o apoio da OMS, at agora,

    facilitou o desenvolvimento e introduo de currculos tradicionais e alternativos de

    cuidados de sade em sete instituies de ensino superior, nas Filipinas. Oficinas de

    formao sobre o uso de medicamentos tradicionais para doenas e agravos

    selecionados tambm foram organizados na China, Monglia e Vietn.

    Prioridades para a promoo do uso de Medicamentos Tradicionais

    Mais de um tero da populao dos pases em desenvolvimento no tm

    acesso a medicamentos essenciais. A prestao de terapias da MT seguras e

    eficazes pode se tornar uma ferramenta fundamental para aumentar o acesso aos

    cuidados de sade. Enquanto a China, a Repblica Popular Democrtica da Coreia,

    a Repblica da Coreia e Vietn possuem totalmente a medicina tradicional

    integrada nos seus sistemas de sade, muitos pases ainda esto para coletar e

    integrar evidncias padronizadas sobre este tipo de cuidados de sade. 70 pases

    tm uma regulamentao nacional sobre medicamentos base de plantas, mas o

    controle legislativo de plantas medicinais no evoluiu em torno de um modelo

    estruturado. Isso ocorre porque os medicamentos ou ervas so definidos de forma

    diferente em diferentes pases e diversas abordagens tm sido adotadas com

    relao ao licenciamento, distribuio, fabricao e comercializao.

    A evidncia cientfica limitada sobre a segurana e a eficcia da MT, e o uso

    sustentvel da biodiversidade bem como outras consideraes tornam importante

    para os governos:

    Formular polticas e regulamentaes para o uso adequado da MT e sua

    integrao nos sistemas nacionais de sade, em consonncia com as

  • disposies das estratgias da OMS sobre medicamentos nacionais

    tradicionais;

    Estabelecer mecanismos de regulao para controlar a segurana e a

    qualidade dos produtos e da prtica da MT;

    Criar conscincia sobre terapias com a MT seguras e eficazes entre o pblico

    e os consumidores;

    Cultivar e conservar as plantas medicinais para garantir seu uso sustentvel.

    Com isso, importante e responsabilidade dos governos mapear seus

    ecossistemas, levantando dados de sua importncia para a biodiversidade mundial,

    pois, assim como dito anteriormente que cada ecossistema importante para outro

    ecossistema, um mesmo ecossistema pode ter importncia para a vida na Terra,

    seja por manuteno da MT, quanto por controle e preservao de subsdios.

    Atualidades

    AIDS

    A AIDS, ou SIDA (Sndrome da Imunodeficincia Adquirida, em portugus),

    uma doena do sistema imunolgico, responsvel por proteger o corpo de

    doenas, causada pelo Vrus da Imunodeficincia Adquirida VIA (mais

    popularmente conhecido como HIV). Ela, medida que progride, interfere no

    sistema imunolgico do indivduo deixando-o mais vulnervel a doenas e infeces

    oportunistas, que geralmente no afetam as pessoas com o sistema imunolgico

    ativo, fato que deu origem ao nome. Os sintomas que os indivduos sentem esto

    relacionados s doenas ou infeces desenvolvidas por essa imunossupresso. Por

    exemplo, febre e calafrios pela gripe, ou tosse e fadiga pela pneumonia. Por isto, ao

    ler alguma notcia em que conste que um determinado indivduo morreu devido a

    AIDS, seja crtico. Em nenhum relatrio de bito consta a AIDS como principal

    causa de morte, mas sim a doena ou infeco especfica que acometeu o

    indivduo, tendo a AIDS como fator correlacionado. O que no descarta a

    importncia da AIDS nos nmeros de bitos, cerca de 4 mil mortes ao dia por

    decorrncia da mesma, sendo a maioria na frica. A AIDS est na 6 colocao das

    10 maiores causas de morte no mundo, correspondendo a 1,78 milhes de mortes

    (3,1% de todas as mortes). H uma estimativa de mais de 34 milhes de casos de

  • AIDS no mundo, sendo 2,5 milhes de novos casos por ano, 33 mil novos casos so

    no Brasil. Do total da prevalncia de AIDS no mundo, mais de 24 milhes de casos

    so na frica, sendo o continente com maior nmero de casos. Alm disso, temos

    as Amricas (Amrica do norte, Caribe e Amrica do Sul) com 4 milhes de casos, a

    Europa com 3 milhes de casos, a sia com 5 milhes de casos e a Oceania com 59

    mil casos.

    Muitos mitos e informaes erradas circulam a respeito da AIDS, tornando-a

    ainda mais misteriosa e um Tabu nas sociedades. Algumas informaes

    importantes que devem ser dadas a respeito da AIDS se enquadram,

    principalmente, em forma de transmisso e a preveno. A AIDS independe da

    prtica religiosa, da prtica sexual, da idade ou gnero, qualquer indivduo que

    entre em contato com o vrus pode (ou no) desenvolver a doena. O contato com

    fluidos corporais constitui a forma de transmisso da AIDS e esse contato pode ser

    relao sexual (incluindo a pratica oral e anal), transfuso de sangue contaminado

    (doao de sangue em hospitais ou clnicas especializadas no oferecem risco, j

    que o sangue que chega para doao passa por rigorosos testes e caso esteja

    contaminado, imediatamente descartado), agulhas compartilhadas por pessoas

    com o vrus (usurios de drogas injetveis), e, tambm, de me para filho durante

    a gravidez, o parto ou amamentao. Fludos corporais como a saliva ou lgrimas

    no transmitem o vrus. Com isso, importante lembrar que beijo, aperto de mo,

    talheres, abrao, contato com as mos, picadas de inseto, nada disso transmite o

    vrus, desmistificando essa sndrome.

    Com isso, algumas formas de preveno devem ser adotadas tanto por

    indivduos que possuem o vrus, quanto por pessoas que no possuem o vrus.

    Como no existem caractersticas prprias para a AIDS, no possvel definir se

    uma pessoa portadora do vrus ou no. Logo, a preveno deve ser tomada por

    todos. A alternativa mais fcil, barata e acessvel o uso de camisinha durante as

    prticas sexuais, independente de qual prtica for. Em 2012, o Brasil investiu R$

    45,3 milhes na compra de preservativos, demonstrando que o acesso a

    camisinhas facilitado, qualquer um pode adquirir e, mais importante, se prevenir.

    Alm disso, no utilizar seringas usadas, no entrar em contato com sangue de

    terceiros e fazer o pr-natal adequado (no caso de gestantes portadoras do vrus)

    so formas de preveno. Apesar de no haver uma cura ou vacina para a AIDS, o

    tratamento antirretroviral pode retardar o desenvolvimento da doena e elevar a

    expectativa de vida do portador, mas h diversos efeitos colaterais. Em 2010, nos

    Estados Unidos, nasceu um beb infectado com o vrus e os mdicos administraram

    a vacina antirretroviral 30 horas aps o nascimento e trs anos depois anunciaram

  • que a criana no tem sinais do vrus e estava h um ano sem tomar remdios.

    Seria este o primeiro passo para o descobrimento da cura da AIDS? Muito difcil

    dizer, j que, enquanto as vacinas e medicamentos so estticos, o vrus est em

    constante mutao e adaptao.

    Desde a sua identificao em 1980, a AIDS tem sido um grande impacto na

    sociedade contempornea. Como supracitado, h vrios equvocos relacionados

    doena e sempre foi sujeita a muitas controvrsias envolvendo as religies e

    preconceitos que sempre estiveram em nossa sociedade moderna. Alm desses

    impactos negativos, a doena ainda tem impactos econmicos significativos.

    Anualmente, no mundo todo, milhes e milhes so investidos na preveno, no

    controle, no tratamento e em pesquisas da AIDS, visto a importncia que essa

    doena tem na vida de cada indivduo no mundo todo. Voc, por exemplo, pode

    questionar o que foi dito anteriormente, j que provavelmente no possui o vrus,

    mas como a doena pode se desenvolver em qualquer indivduo, ao menos que

    tenha o vrus, o que os governos investem em pesquisa e estudo, ento, tambm,

    a preveno alcana voc. Por falar em pesquisas, com os avanos da cincia e

    testes cada vez mais esperanosos, no ano passado o diretor do programa de AIDS

    da ONU, Luiz Antonio Loures, que estava presente nas comemoraes de 30 anos

    do Programa Estadual de DST/AIDS de So Paulo, estimou que a epidemia de AIDS

    devesse ter fim em 2030, com a eliminao global da transmisso horizontal do

    vrus, ou seja, de me pra filho. Apesar das afirmaes serem bastante animadoras

    e est fortemente intrnseca ao futuro da humanidade, importante seguir firme

    com as pesquisas. A AIDS assunto de importncia mundial, sendo muito mais

    complexa e ampla do que se pode imaginar.

    Complexo e amplo mesmo o que diz respeito origem, ou melhor dizendo,

    descobrimento da AIDS. No s em aspectos culturais e religiosos que h

    controvrsias, mas tambm no que se diz respeito a esse tpico. H algumas

    teorias da conspirao e outras explicaes um tanto diferentes. Alguns anos

    atrs foi formulada uma teoria de que prticas sexuais com chimpanz e macaco-

    verde africano teria sido o incio de tudo, j que o vrus SIV que teria dado origem

    ao vrus HIV est presente nesses primatas, apesar de no deixar estes doentes.

    Porm, infectologistas da atualidade acreditam que a transmisso para o ser

    humano tenha acontecido em tribos da frica central que caavam ou

    domesticavam esses primatas, em 1930. Ento, nas dcadas de 60 e 70, durante

    as guerras de independncia, a entrada de mercenrios no continente comeou a

    espalhar a AIDS pelo mundo, alm de Haitianos que foram levados para trabalhar

    no antigo Congo Belga (hoje, Repblica Democrtica do Congo) que tambm

  • ajudaram a espalhar a doena para outros pases. At, por fim, a AIDS ter sido

    identificada em 1981, muita coisa aconteceu. Entre as dcadas de 60 e 80,

    surgiram diversos casos de doenas que ningum sabia explicar, com os pacientes

    apresentando sarcoma de Kaposi (um tipo de cncer de pele) e pneumonia, tendo o

    quadro de sarcoma de Kaposi no aparecendo com tanta frequncia atualmente,

    visto os tratamentos, mas a pneumonia est presente em muitos indivduos

    infectados que foram a bito. Em 1984 o vrus da AIDS isolado, mas apenas em

    1985 o agente causador da AIDS denominado HIV (Human Immunodeficiency

    Virus) e, ento, surge o teste para o diagnstico da doena.

    Desde ento, muitas medicaes surgem para tentar curar a AIDS. Em

    1986, o medicamento antiviral azidotimidina (AZT) comea a ser utilizado em

    pacientes com HIV com bons resultados. Em 1992 foi feita a primeira combinao

    de medicamentos, o AZT e o DDC, um terceiro antirretroviral que foi autorizado no

    ano anterior. Ento, um novo grupo de medicamentos antirretrovirais, os inibidores

    de protease, foi aprovado em 1995, diminuindo a mortalidade e melhorando os

    indicadores de imunidade e de recuperao de infeces oportunistas, para que em

    1996 fosse aprovada a combinao tripla de medicamentos, que incluam dois

    inibidores de transcriptase reversa (enzima que faz a transcrio ao contrrio em

    relao ao padro celular, ou seja, polimeriza o DNA a partir do RNA) e um de

    protease (enzima que quebra ligaes peptdicas entre os aminocidos das

    protenas), tentando levar o vrus morte. A partir de 1998 comeam os testes de

    uma vacina antiaids e o que vem depois disso apenas o que acompanhamos nos

    noticirios, que as pesquisas fazem um progresso, como foi anunciado por

    pesquisadores da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, de que os testes de

    uma vacina antiaids por eles foram positivos e que metade dos animais testados

    no apresentaram o vrus h trs anos. importante ressaltar que o Brasil segue

    firme nas pesquisas e, ainda em 2013, pesquisadores da USP comearam a testar

    uma vacina desenvolvida por eles em macacos.

    Naes Unidas e a AIDS

    Desde 1996, os esforos da luta contra a AIDS tm sido coordenados

    pela UNAIDS Programa Conjunto das Naes Unidas sobre HIV/AIDS. O Programa

    co-patrocinado por 10 agncias do Sistema da ONU: ACNUR (United Nations

    Refugee Agency/Alto Comissariado das Naes Unidas para Refugiados), UNICEF

    (United Nations Children's Fund/ Fundo das Naes Unidas para a Infncia,), PMA

    http://www.unaids.org/

  • (Programa Mundial de Alimentos), PNUD (Programa das Naes Unidas para o

    Desenvolvimento), UNFPA (United Nations Population Fund/ Fundo de Populao

    das Naes Unidas), UNODC (United Nations Office on Drugs and Crime /Escritrio

    das Naes Unidas Sobre Drogas e Crimes), a OIT (Organizao Internacional do

    Trabalho), UNESCO (United Nations for Education, Science and Culture

    Organization/ Organizao das Naes Unidas para a Educao, Cincia e Cultura),

    OMS e o Banco Mundial.

    Em 2000, lderes mundiais estabeleceram metas especficas para o combate

    HIV/AIDS na Cpula do Milnio da Assembleia Geral. Uma sesso especial da

    Assembleia, em 2001, expandiu esse compromisso, e estabeleceu o Fundo

    Global para combater a AIDS, Tuberculose e Malria. Na Cpula Mundial da

    Assembleia, em 2005, lderes mundiais concordaram em dar uma resposta

    direcionada pandemia atravs da preveno, cuidados, tratamento e apoio, e

    mobilizando recursos adicionais. E em 2006 a Assembleia realizou uma anlise de

    alto nvel dos progressos realizados desde a Sesso Especial, adotando

    uma Declarao Poltica com 53 pontos sobre o caminho a ser seguido.

    Dez anos aps a Sesso Especial da Assembleia Geral das Naes Unidas

    sobre HIV / AIDS (UNGASS), o progresso na resposta global SIDA foi discutido

    novamente em junho de 2011, em Nova York, na Reunio de Alto Nvel da

    Assembleia Geral das Naes Unidas sobre AIDS. O resultado da reunio foi uma

    nova declarao poltica de compromisso por parte dos Estados, bem como a

    definio de seis novas metas a serem alcanadas at 2015:

    1. Reduzir para metade a transmisso sexual do HIV;

    2. Reduzir a transmisso do HIV entre usurios de drogas injetveis em 50%;

    3. Certifique-se de que crianas nascem com HIV;

    4. Aumentar o acesso terapia anti-retroviral para obter 15 milhes de

    pessoas sobre a vida de poupana Tratamento;

    5. Reduzir a tuberculose (TB) mortes em pessoas vivendo com HIV em 50%;

    6. Feche a lacuna de recursos globais para AIDS e trabalhar no sentido de

    aumentar o financiamento para entre EUA US $ 22 e EUA US $ 24 bilhes por ano e

    reconheceu que os investimentos na resposta SIDA uma responsabilidade

    partilhada.

    http://www.onu.org.br/a-onu-em-acao/a-onu-em-acao/a-onu-e-a-aids/http/www.un.org/millenniumgoals/http://www.theglobalfund.org/http://www.theglobalfund.org/http://www.un.org/ga/aidsmeeting2006/declaration.htm

  • POSICIONAMENTO DE PASES

    Argentina

    A Argentina classificada como um dos pases "megadiversos" do

    mundo. Argentina possui algumas das melhores variedades de ecossistemas do

    mundo. As principais ameaas biodiversidade so a converso de reas naturais

    para a agricultura e desmatamento, quase 40% das espcies animais e vegetais em

    ecossistemas ridos e semiridas do pas esto em perigo de perda de habitat; no

    entanto, espcies invasoras, a industrializao e a urbanizao tambm so

    grandes contribuintes para a perda de biodiversidade. O pas desenvolveu o Plano

    de Ao Nacional para Bioiversidade, como objetivos gerais de: garantir a

    conservao e o uso sustentvel dos recursos biolgicos; reduzir os efeitos

    adversos das atividades de produo na diversidade biolgica; e a partilha

    equitativa dos benefcios derivados do uso adequado dos recursos genticos. Em

    relao a AIDS, a epidemia na Argentina, como a maioria dos pases latino-

    americanos considerada estabilizada considerando a ocorrncia de novas

    infeces, o perfil e o nmero de pessoas com HIV em um sistema de comunicao

    cada vez mais mais eficiente. A cada ano, o Ministrio da Sade da Nao recebe

    notificaes de cerca de 5.500 novos diagnsticos da infeco por HIV. A resposta

    da Argentina para o HIV se d por meio de polticas de distribuio de

    preservativos, aumentando o acesso a diagnstico e tratamento, melhorar a

    assistncia e reduzir a discriminao, que levaram a um substancial reduo de

    casos e mortes por AIDS e transmisso vertical (me para filho).

    Brasil

    O Brasil est classificado entre um dos 17 pases megadiversos do mundo,

    incorporando 70% das espcies animais e vegetais catalogadas no mundo. Estima-

    se que o Brasil abriga entre 15-20% de toda a diversidade biolgica do mundo. As

    principais ameaas biodiversidade so: fragmentao e perder de habitat,

    introduo de espcies exticas e doenas exticas, superexplorao de plantas e

    animais, o uso de hbridos e de monocultura em programas agroindstria e

    reflorestamento, poluio e mudanas climticas. Ao assinar a Conveno sobre

    Diversidade Biolgica, o Brasil comprometeu-se a aes que promovam a

    conservao, uso sustentvel e repartio dos benefcios da biodiversidade do

    pas. O Ministrio do Meio Ambiente, em seguida, criou a Estratgia Nacional de

  • Biodiversidade e Plano de ao, cujo principal objetivo a implementao destes

    compromissos, atravs da definio de estratgias, programas e aes. Em relao

    AIDS, a epidemia est estabilizada e concentrada em certos subgrupos

    populacionais vulnerveis. Entre 1980 e junho de 2011, h 608.230 casos

    acumulados de AIDS. A resposta brasileira epidemia de AIDS baseada no

    princpio de que todas as pessoas tm o direito sade. organizado de forma

    descentralizada, com aes articuladas entre os trs nveis da Federao: Unio,

    Estados e Municpios. Alm disso, a participao social um dos elementos-chave

    para a elaborao, implementao, monitoramento e avaliao de polticas de

    sade pblica. A resposta brasileira a epidemia de AIDS tambm caracterizado

    pelo equilbrio entre preveno, assistncia e aes de tratamento e a priorizao

    do interesse pblico em relao economia e interesses do mercado.

    Canad

    Com 10% do total de cobertura florestal do mundo, o Canad maneja suas

    terras diversas e produz produtos florestais de qualidade de uma forma que cumpre

    com os mais altos padres ambientais. As florestas canadenses so ricas na

    diversidade biolgica que os organismos e ecossistemas necessitam para responder

    e se adaptar s mudanas ambientais. Manter a biodiversidade um importante

    objetivo do manejo florestal e a Estratgia Florestal Nacional do Canad identificou

    a preservao da diversidade biolgica florestal como prioridade. Em termos da

    AIDS, no final de 2008, foram estimados que 65.000 mil pessoas esto vivendo

    com a infeco pelo HIV (incluindo a AIDS). A Agncia Canadense de

    Desenvolvimento Internacional (CIDA) a principal agncia federal em resposta a

    assistncia ao desenvolvimento do Canad para HIV/AIDS. Alm de focar em

    preveno e tratamento, os esforos globais da CIDA esto se concentrando no

    fortalecimento dos sistemas de sade e na melhora da sade materna, neonatal e

    infantil. Em 2005, o pas lanou a Iniciativa Federal, que te como objetivos: impedir

    a aquisio e transmisso de novas infeces; melhorar a qualidade de vida das

    pessoas em risco e que vivem com HIV/AIDS; e contribuir para o esforo global

    para reduzir a propagao do HIV e minimizar o impacto da doena.

    Chile

    O Chile possui uma vasta variedade natural que inclui desde o deserto mais

    rido do mundo, passando pelo altiplano, at lagos, vulces, canais austrais e

    glaciares que rompem no oceano. Os parques ou reservas naturais esto presentes

    em todas as regies do pas, abrangem 19% do territrio nacional. Porm, somente

    http://chile.travel/pt/o-que-fazer/naturaleza/parques-y-reservas-naturales.html

  • as principais unidades de conservao possuem planos de manejo, faltando ainda

    infraestrutura e pessoal para cobrir os objetivos de vigilncia, integrao do

    visitante e pesquisa cientfica. Em relao a AIDS, De acordo com as ltimas

    estimativas, em 2011, as pessoas que vivem com HIV / AIDS no Chile totalizaram

    40.992. Para o perodo 2011 - 2020 o setor da sade definiu a Estratgia Nacional

    de Sade, que o quadro de ao na rea da sade. Esta estratgia inclui metas e

    aes para o HIV / AIDS e DST, que so incorporados em dois grandes objetivos:

    aumentar a prevalncia de comportamento sexual mais seguro entre e acesso a

    preservativos, considerando como prioridade o desenvolvimento de polticas. Esse

    plano envolve diminuir a taxa de mortalidade, aumentar o diagnstico precoce,

    maior adeso ao tratamento para controle e aumento da sobrevida.

    Cuba

    Em termos de biodiversidade, Cuba ocupa a quarta posio entre as ilhas do

    mundo e o primeiro na regio do Caribe; e a nao caribenha mais naturalmente

    diversificada. Porm essa biodiversidade tem sido muito ameaada. As autoridades

    cubanas advertiram sobre a perda de diversidade biolgica em seu territrio como

    um dos principais problemas ambientais do pas. Dentre principais fatores que

    influenciam nessa perda, esto: introduo de espcies exticas que prejudicam as

    florestas; a insuficincia de mecanismos de regulao e de controle para prevenir e

    sancionar a caa e pesca furtivas; a degradao e contaminao dos solos e a

    explorao excessiva de recursos pesqueiros e florestais; a degradao dos solos,

    derivados da falta de rotao de campos dedicados ao cultivo de cana-de-acar, o

    mal uso das tcnicas agrcolas e as medidas insuficientes de proteo da fertilidade.

    Em relao AIDS, com a priorizao em polticas de sade como investimento

    essencial, tornou-se possvel garantir o acesso universal preveno, cuidados

    como apoio e tratamento da AIDS e suas complicaes para todos que necessitam.

    De 1986 at 2011, em Cuba, 15.824 pessoas foram diagnosticadas com HIV. A

    resposta do governo cubano visvel, com o desenvolvimento de polticas pblicas

    relacionadas ao tema, com estratgias centradas em atividade nas reas de

    preveno, tratamento, cuidados e apoio para o HIV que visa os grupos pblicos; e

    na educao e preveno, que esto intimamente ligado implementao da

    estratgia nacional de educao Sexual. Os resultados demonstram a resposta bem

    sucedida ao HIV, o que se reflete nos nveis e tendncias epidemiolgicas de

    indicadores de incidncia e prevalncia de HIV.

  • Estados Unidos da Amrica

    Nos EUA, todos os nveis de governo, o setor privado e os indivduos

    compartilham principais responsabilidades de conservao e diversidade

    biolgica. O governo federal tem grande responsabilidade para a gesto da

    biodiversidade terrestre e marinha de terras pblicas (cerca de um tero da

    superfcie terrestre os EUA), guas costeiras, bem como as responsabilidades

    especficas para regulamentar os usos privados de recursos de interesse nacional

    que tm valores biolgicos importantes ( por exemplo, esturios, zonas hmidas,

    vrzea, habitat crtico para a espcie ameaada de extino). Os governos

    estaduais tm amplas responsabilidades para regular usos da terra e dos recursos

    naturais (por exemplo, a caa ea pesca) no sujeita a reserva

    Federal., simultaneamente, a criao de reas protegidas, a

    manuteno de repositrios para recursos genticos e melhorar a educao

    pblica. Em relao AIDS, durante 2010-2011, o governo dos Estados Unidos

    manteve seu compromisso de virar a mar de a pandemia nacional e global de HIV

    / AIDS. Os Estados Unidos esto categorizados como tendo uma concentrada

    epidemia de baixa prevalncia. Apesar do aumento no nmero total de pessoas em

    os EUA vivem com Infeco pelo HIV nos ltimos anos (devido a melhores opes

    de testagem e tratamento), o nmero anual de novas infeces pelo HIV manteve-

    se relativamente estvel. No entanto, as novas infeces continuam a muito alta de

    um nvel, com cerca de 50.000 americanos infectados com o HIV a cada ano. Em

    13 de julho de 2010, a Casa Branca divulgou a Estratgia Nacional de HIV / AIDS,

    com objetivos claros e mensurveis a serem alcanados at 2015, em reduo de

    novas infeces pelo HIV, melhorando o acesso aos cuidados e resultados de sade

    e reduo do HIV relacionadas a disparidades.

    Haiti

    A biodiversidade do pas est cada vez mais ameaada, estimativas indicam

    que apenas 1,5% das florestas originais do Haiti permanecem. As presses

    demogrficas e o aumento da demanda por alimentos aumentou o desmatamento

    da floresta em todo o Haiti. A associao da situao de misria com a perda da

    cobertura florestal, num ciclo de dificuldades que envolvem o corte de rvores, a

    perda de produtividade dos solos, o impacto no regime de chuvas e uma crescente

    dificuldade para a produo de alimentos. Pelo grau de atraso que se encontra sua

    economia, ainda no foi possvel desenvolver capacidades em conjunto com a

    natureza e superar os problemas encontrados. A Repblica do Haiti, desde a criao

    das Naes Unidas, assinou tratados e protocolos importante da sade e do

  • desenvolvimento sustentvel, em particular a Declarao Poltica sobre HIV /

    AIDS. O Programa Nacional de Luta contra a AIDS e DSTs foi capaz de se adaptar

    e garantiu uma continuao da implementao das vrias intervenes de

    preveno, cuidados diagnstico e tratamento, cuidados paliativos e de reabilitao,

    apesar das condies transio difcil e desastres nos anos de 2010 e 2011. A

    epidemia generalizada e afeta todos os grupos etrios. O pas tem as maiores

    taxas de HIV / AIDS no hemisfrio ocidental, combinada com a pobreza intensa e

    degradao ambiental.

    Mxico

    O Mxico um dos 18 pases megadiversos do mundo. Com mais de

    200.000 espcies diferentes, o Mxico lar de 10-12% da biodiversidade do

    mundo. Mxico tambm considerado o segundo pas no mundo em ecossistemas

    e quarto total de espcies. Aproximadamente 2.500 espcies so protegidas por

    legislaes mexicanas. As polticas ambientais mexicanas passaram por um

    momento de transio em uma direo influenciada pela Rio 92. Neste perodo,

    programas e aes especiais em diferentes reas de atuao entraram em

    funcionamento, como a CONABIO (Comisin Nacional para el Conocimiento y Uso

    de la Biodiversidad/ Comisso Nacional para o Conhecimento e Uso da

    Biodiversidade) . Sua misso promover, coordenar e apoiar atividades voltadas

    a gerar, organizar, atualizar e difundir a informao sobre a biodiversidade do

    Mxico, para garantir sua conservao, uso e manejo sustentvel. A epidemia de

    HIV no Mxico est classificada como concentrada, uma vez que no foi

    estabelecida na populao em geral, mas mantido em populaes chaves. Dois

    fatores tm sido fundamentais para a organizao e qualidade do atendimento de

    pessoas com HIV / AIDS: 1) o acesso universal ao tratamento antirretroviral e 2) o

    estigma simblico e instrumental que prevalece entre os prestadores de sade,

    apesar dos avanos cientficos. Atualmente, CAPASITS (Centros Ambulatorios de

    Prevencin y Atencin en SIDA e ITS/ Centros Ambulatoriais de Preveno e

    Ateno a AIDS E DSTs), responsvel pelos programas da AIDS no pas, continuar

    a operar como unidades operacionais polticas pblicas, preveno, cuidados de

    sade, a promoo sociais, recursos e implementao da vigilncia epidemiolgica

    do HIV / AIDS e DST e educao em sade.

    Peru

    O Peru um dos pases com uma das maiores diversidades ecolgicas do

    mundo. Ele ocupa o primeiro lugar tanto em nmero de espcies de plantas de

  • propriedades conhecidas e utilizadas pela populao, como em espcies nativas

    domesticadas. Na diversidade biolgica e cultural reside o futuro do

    desenvolvimento sustentvel do Peru. Em vista as mudanas que vem ocorrendo, o

    pas necessita de maior participao e controle cidados, maior garantia de

    pertinncia das polticas pblicas, com investimentos sociais que ampliem o

    exerccio dos direitos e favoream a gerao de riqueza, mas sem colocar em risco

    as geraes futuras. Em relao AIDS, de acordo com o sistema de informao

    nacional, no ano de 2011, 2895 novos casos de HIV e 1.051 casos de AIDS foram

    relatados. O HIV / AIDS no Peru tende a se estabilizar, mantendo caractersticas de

    uma epidemia concentrada. A poltica e a resposta programtica AIDS envolvem

    o governo, a sociedade civil e a cooperao internacional. A resposta epidemia

    tem duas reas principais: a preveno da transmisso de acordo com o modo

    predominante no pas e melhorar a qualidade e expectativa de vida da populao

    afetada, isso se da atravs do amplo tratamento de pessoas vivendo com HIV, o

    tratamento da tuberculose associada ao HIV e no investimento do pas em a luta

    contra o HIV / AIDS.

    Alemanha

    As condies da biodiversidade na Alemanha distinguem-se largamente

    daquelas dos pases em desenvolvimento e, em especial, da maioria daqueles que

    possuem megabiodiversidade; com uma longa tradio de uso sustentvel de

    recursos. Alemanha conhecida pela sua conscincia ambiental. O pas est

    comprometido com o Protocolo de Quioto e vrios outros tratados para promover a

    biodiversidade, os baixos padres de emisses, a reciclagem, a utilizao de

    energias renovveis e apoia o desenvolvimento sustentvel a nvel global. Em

    relao AIDS, nota-se uma diminuio gradual no nmero de novas infeces na

    Alemanha desde 2007. Em 2011, a incidncia do HIV foi estimada em 2.700 ao

    ano, para baixo de um pico de 3.400 infeces em 2006. A incidncia de HIV na

    Alemanha foi entre os mais baixos em toda a Europa Ocidental. Os nmeros

    refletem ao intensiva da Alemanha na preveno do HIV e educao. Em

    2010/11, o foco principal permaneceu em aumentar o alcance de pessoas em risco,

    fortalecer e ampliar as abordagens direcionadas, e sobre a integrao de doenas

    sexualmente transmissveis (DST). O objetivo da Alemanha reduzir ainda mais o

    nmero de infeces por HIV. Portanto, apesar este sucesso, o pas continua

    comprometido com grandes esforos na preveno do HIV com testes, tratamento

    e cuidados.

  • Espanha

    Provavelmente o pas europeu com maior biodiversidade. Cerca de 32% do

    pas ainda possuem cobertura florestal, em graus diferentes de conservao; um

    tero rido. Espanha o pas europeu onde se concentra a maior percentagem de

    espcies ameaadas de todo o continente, estima-se que 12% da flora e 7,2% da

    fauna estejam ameaados (totalizando 448 espcies) e j existem vrias espcies

    extintas; h planos para recuperao das ameaadas. Existe um Programa de

    Biodiversidade para a Pennsula Ibrica, destinado ao levantamento das espcies,

    subdividido em trs projetos voltados para a flora, os fungos e os animais. A

    epidemia na Espanha est estabilizada em nveis elevados. Em 2010, foi notificado

    na Espanha um total de 80.827 casos acumulados de AIDS. Estendendo terapia

    antirretroviral a partir de 1996, causou uma diminuio acentuada na morbidade e

    mortalidade por AIDS, que diminuiu nos ltimos anos. No entanto, o pas ainda tem

    uma das maiores taxas entre os pases da Europa Ocidental. Com esses dados, o

    esforo de estratgias de preveno com foco em reduzir a transmisso do HIV,

    programas de adequao e adaptao cultural destinado a estrangeiros, reduziu

    atraso no diagnstico, programas de reduo de danos para as pessoas que usam

    drogas injetveis, e preveno da transmisso vertical.

    Federao Russa

    A Federao Russa cobre cerca de 1/8 da superfcie da terra e hospeda uma

    enorme variedade de florestas, ecossistemas de gua doce, montanhas com

    diferentes altitudes e muitos outros tipos de paisagens. O pas tem um dos maiores

    sistemas de reas protegidas do mundo que preserva milhes de hectares de

    paisagens selvagens. A maior parte das terras selvagens do pas pertence a uma

    rede cientfica de reservas de natureza, que so severamente protegidas. Em

    relao AIDS, Em 2008-2009, a epidemia de HIV na Federao Russa ainda est

    em uma fase concentrada. Em 2009, entre os cidados russos identificaram 58.046

    novos casos infeco pelo HIV. O Decreto Presidencial nmero 537, de 12 de maio

    de 2009, aprovou a Estratgia de Segurana Nacional da Federao da Rssia para

    2020, Em que a infeco por HIV reconhecido como uma das principais ameaas

    segurana nacional e sade pblica.

    Frana

    A Frana estabeleceu o Ministrio do Meio Ambiente em 1971 e adotou uma

    Lei de Conservao da Natureza em 1976; tem, portanto, longa tradio e

  • experincia no trato da conservao. Quatro linhas-mestras orientam hoje a poltica

    de conservao da biodiversidade do pas: integrao da conservao nas prticas

    socioeconmicas e culturais, no planejamento das atividades econmicas em geral

    e, especificamente, na agricultura e no manejo florestal; conservao da fauna e

    flora selvagens e conservao de stios e reas de especial interesse; conservao

    dos recursos genticos; e insero da conservao da biodiversidade nas polticas

    de pesquisa, de educao e de treinamento. No caso da AIDS, a luta contra a

    doena uma prioridade do Governo. Em 2010, foram registrados 6.300 novos

    diagnsticos. Muitas aes esto sendo realizadas no pas para reverter a

    epidemia, com a estabilizao de novos diagnsticos de HIV na populao em geral,

    aumentar a expectativa de vida de pessoas com HIV e diminuir o nmero de

    infectados.

    Grcia

    A Grcia o pas mais rico da Europa em termos de biodiversidade, e

    quando se trata de as variedades de suas ervas e plantas medicinais endmicas,

    em escala global, apenas a segunda. No entanto, ao mesmo tempo, o ltimo da

    lista de produtores de plantas e ervas na Europa. Necessidades de proteo da

    natureza na Grcia surgem de expanso urbana, o desenvolvimento de

    infraestrutura, a sobre-explorao de espcies e recursos naturais, a poluio, a

    desertificao, a agricultura intensiva na baixada e abandono das terras em regies

    mais remotas, muitas vezes de elevado valor natural. Nas zonas costeiras, a

    expanso descontrolada do turismo e / ou atividades de pesca ilegal, a invaso de

    espcies exticas aquticas, devido ao aumento da temperatura do mar constituem

    fatores adicionais que ameaam nossas funes e processos biolgicos do

    ecossistema. Em relao a AIDS, a Grcia teve um aumento substancial de infeco

    pelo HIV, depois de 2000; em 2011, foi observado um surto. Em particular, o

    nmero da doena, em 2011, aumentou 57% em comparao a 2010. Em 2008, na

    Grcia, o Plano de Ao Nacional contra o HIV / AIDS foi desenvolvido. Cada pessoa

    no pas tem acesso gratuito ao atendimento de sade; as mulheres grvidas so

    geralmente testadas para todas as DSTs, incluindo o HIV; terapia e cuidados;

    preveno e tratamento da doena; recebimento de terapia antirretroviral

    altamente ativa de acordo com as diretrizes internacionais; acesso a centros

    especializados para tratamento, cuidados e apoio.

  • Itlia

    A Itlia possui uma das maiores biodiversidades da Europa. No pas esto

    presentes mais de 30% das espcies animais e quase 50% das vegetais da Europa.

    Porm, essa diversidade est muito ameaada, segundo a WWF, na Itlia "31% dos

    vertebrados correm risco de extino". Para preservar tamanha biodiversidade, O

    Ministrio do Meio Ambiente Italiano criou um plano, que tem como objetivo:

    incluso do tema biodiversidade entre os assuntos a serem ensinados nas escolas;

    complementao do sistema nacional de reas protegidas; identificao das

    medidas de proteo dos ecossistemas fora das reas protegidas; e reabilitao dos

    ecossistemas degradados; cooperao com os pases em desenvolvimento para

    conservao e uso sustentvel da biodiversidade; e fortalecimento da participao

    da Itlia nos programas multilaterais de cooperao. Em relao AIDS, EM 2011,

    estima-se que 143 mil a 165 mil pessoas vivem com HIV, das quais mais de 22.000

    evoluram para AIDS. O Governo Italiano fornece, a nvel nacional, gratuitamente o

    tratamento e cuidados atravs do sistema geral de sade, mas representantes da

    sociedade civil notam disparidades no acesso causado pela regionalizao do

    sistema.

    Reino Unido

    A biodiversidade dos ambientes costeiros afetada principalmente pelo

    aumento do nvel do mar, realinhamento das defesas do mar, aumento da

    temperatura, e esgoto tempestade. A cobertura florestal primitiva de 65% do

    territrio foi reduzida para 10%, dos quais apenas 1,5% so florestas naturais ou

    seminaturais. A agricultura ocupa 70% do territrio e as reas urbanizadas, 10%. O

    RU um dos pases mais desmatados da Europa. Com esse panorama, foi criado

    um Plano de Ao, em que o objetivo principal do conservar e restaurar a

    diversidade biolgica dentro do RU, e contribuir para a conservao da diversidade

    biolgica global atravs de todos os mecanismos apropriados. Os princpios bsicos

    adotados so: quando recursos biolgicos forem usados, o uso deve ser

    sustentvel; uso sensato deve ser feito dos recursos no renovveis; a conservao

    da biodiversidade requer cuidado e ateno dos indivduos e das comunidades, bem

    como atuao do governo; a conservao da biodiversidade deve ser parte integral

    dos programas, polticas e aes do governo. Em relao ao HIV, o Reino Unido

    tem uma prevalncia relativamente baixa de HIV e AIDS. Os governos do Reino

    Unido tm prioridade de ao para responder ao HIV e AIDS desde os primeiros

    relatos de AIDS, em meados da dcada de 1980. Em 2001, na Inglaterra, o

    Ministrio da Sade publicou a Estratgia Nacional para a Sade Sexual e HIV, que

  • foi complementado por estratgias semelhantes e estruturas na Esccia, Pas de

    Gales e Irlanda do Norte. Aes incluem triagem do suprimento de sangue,

    campanhas de educao pblica, programas de sade direcionados para as

    comunidades africanas, e financiamento especfico para as organizaes no

    governamentais.

    Sucia

    A Sucia tem uma paisagem variada com muitos ecotipos diferentes. A

    maioria das regies do pas tm uma longa histria associada a silvicultura

    intensiva, agrcola ou desenvolvimento hidreltrico. Alguns dos mais habitats ricos

    em espcies so encontradas nas reas rurais e as pastagens seminaturais, que

    cobrem 8% da rea total. Polticas florestais e ambientais suecas implica que as

    florestas devem ser geridas de modo que todas espcies naturais so mantidas em

    populaes viveis. O pas tem como base da poltica de conservao da natureza:

    a sade humana, biodiversidade e meio ambiente natural, o ambiente cultural e os

    bens do patrimnio cultural, capacidade de produo de longo prazo do

    ecossistema e boa gesto dos recursos naturais. Em relao AIDS, desde 2003,

    tem sido observado no pas uma tendncias no aumento no nmero de casos

    notificados de infeco pelo HIV. O aumento deveu-se principalmente a Imigrao e

    um aumento do nmero de casos notificados entre os imigrantes infectados antes

    de vir para a Sucia. O trabalho contra a AIDS sueco guiado pela Estratgia

    Nacional de HIV / AIDS e outras doenas infecciosas, que inclui trs etapas: 1)

    reduzir pela metade o nmero de novos casos de transmisso de infeco; 2) teste

    HIV em requerentes de asilo, os viajantes recm-chegados e estrangeiros

    imigrantes sero identificados pouco depois de sua chegada Sucia; e 3)

    conhecimento sobre o HIV / AIDS e como ela e de pessoas que vivem com a

    doena ser melhorada.

    Sua

    A Sua, ocupando a parte central e mais montanhosa da Europa, tem uma

    situao biogeogrfica particular, com climas e relevo variados e longa histria de

    ocupao humana. Segundo os vrios grupos, entre 33% a 95% das espcies de

    plantas e animais so raras, ameaadas ou j extintas, e as populaes existentes

    esto reduzidas e dispersas. No quadro legislativo, as leis relacionadas com

    biodiversidade tm objetivos relacionados com conservao e uso sustentvel da

    biodiversidade, abrangendo: qualidade da natureza; desenvolvimento sustentvel;

    proteo da natureza, patrimnio e paisagem; gesto territorial; agricultura;

  • silvicultura; energia e gerao hidrulica; turismo e lazer; transporte e aviao

    civil; defesa nacional; pesquisa e ensino superior; e educao, informao e

    conscientizao. Em relao AIDS, nos anos de 2009 e 2010, as notificaes dos

    resultados positivos do teste de HIV diminuram (609 casos em 2010). No perodo

    entre 2002 e 2008, o nmero de novas notificaes de HIV permaneceu mais ou

    menos estvel, mas em alto nvel, tambm em comparao com outros pases da

    Europa Ocidental. O Programa Nacional de HIV e outras infeces sexualmente

    transmissveis tem como objetivo principal reduzir o nmero de novas infeces

    com HIV e outras doenas sexualmente transmissveis e para evitar consequncias

    subsequentes com um efeito adverso sobre a sade.

    Austrlia

    A riqueza natural da Austrlia coloca o pas no topo da lista dos pases

    megadiversos. O pas enfrenta, porm, graves problemas de ameaas de extino e

    de controle de espcies exticas introduzidas; tem o pior recorde de extines de

    plantas do mundo. Ao longo dos ltimos 30 a 40 anos, a comunidade australiana

    veio cada vez mais a reconhecer a importncia da biodiversidade e os impactos das

    decises passadas e atual atividade sobre o meio ambiente. A conservao da

    biodiversidade da Austrlia uma responsabilidade compartilhada entre todas as

    partes da comunidade. Uma srie de atividades realizada, a fim de proteger,

    conservar e restaurar a biodiversidade, incluindo a criao e gesto de reservas,

    regulao do desenvolvimento e utilizao de abordagens baseadas no mercado

    para criar os incentivos para proteger a biodiversidade. rede de reservas conservas

    da Austrlia exemplos de nossas paisagens naturais e plantas e animais nativos.

    At o final de 2010, tinham sido diagnosticados cerca de 30 casos de infeco por

    HIV na Austrlia e um nmero estimado de 25.166 pessoas estava vivendo com a

    infeco pelo HIV. Este corresponde a uma prevalncia de 0,1 por cento. A resposta

    nacional da Austrlia para HIV envolve a Estratgia de HIV 2010-2013 fornece

    orientao e as polticas relativas preveno, testes e tratamento do HIV na

    Austrlia. Esta estratgia foi desenvolvida em parceria com as partes interessadas

    da comunidade, afetada, organizaes de pesquisa, profissionais mdicos e estado

    e territrio departamentos de sade em uma abordagem cooperativa para

    combater o HIV. A abordagem de parceria tem sido reconhecida como um sucesso

    a nvel mundial. Domnios de ao prioritrias na estratgia do HIV so: preveno;

    diagnstico e testes; tratamento, sade e bem-estar; a legislao de direitos

    humanos e anti-discriminao; vigilncia; e pesquisa.

  • frica do Sul

    especialmente considerado um dos pases de maior diversidade biolgica

    do mundo, devido sua diversidade de espcies, a taxa de endemismo e diversos

    ecossistemas. Em termos de ecossistemas naturais, a Avaliao Nacional Espacial

    da Biodiversidade (ANPE) (2004) revelou que 82% dos principais ecossistemas

    fluviais esto ameaadas, com 44% criticamente em perigo, 27% em perigo e 11%

    vulnerveis. Os ecossistemas naturais fornecem muitos servios essenciais; a

    maioria dos sul-africanos so altamente dependentes dos recursos naturais para a

    sua subsistncia e bem-estar e cuidados de sade (estima-se que mais de 70% dos

    sul-africanos usam plantas medicinais tradicionais como a sua fonte primria de

    cuidados de sade). Uma das principais ameaas biodiversidade a perda de

    habitat e degradao, resultante de usos alternativos da terra para fins urbanos,

    industriais e de minerao de desenvolvimento, a agricultura e a produo de

    biocombustveis. frica do Sul tem uma estrutura poltica bem desenvolvida e

    progressista para a gesto da biodiversidade. A Lei Nacional de Gesto Ambiental

    (1998) estabelece os princpios gerais em matria de legislao ambiental, com

    atos separados passados para definir melhor e apoiar os seus objetivos em reas

    funcionais relevantes, tais como reas protegidas, gesto costeira, poluio do ar e

    gesto de resduos. Em relao AIDS, segundo a Sociedade Sul-Africana de

    Estatstica e o Conselho Mdico de Pesquisa, a doena se espalhou

    assustadoramente pelo pas, cerca de 950 pessoas morrem e outras 1400 so

    infectadas por dia. De acordo com estimativas, a frica do Sul ter um elevado

    nmero de mortandade decorrente da AIDS. O pas possui cerca de 48 milhes de

    habitantes, dentre os quais 5,4 milhes esto infectados. Para cada trs mortes,

    uma provocada pela AIDS, o que prova que a epidemia atingiu um ndice muito

    elevado de contaminao. Para reverter tais nmeros, foi criado um Plano Nacional,

    com estratgias como reforar a base de recursos humanos de uma nova unidade

    para o desenvolvimento de capacidade foi estabelecida; aumentar a quantidade e

    qualidade dos servios de sade; a integrao do HIV e Tuberculose reforou a

    capacidade de respostas ao HIV em nvel municipal e a integrao do HIV em todos

    os setores.

    Angola

    A diversidade biolgica de Angola uma das mais ricas da frica. Mas

    infelizmente, prticas de pesca e os mtodos utilizados tm contribudo para o

    declnio das populaes de espcies exploradas. O desmatamento, guerra, caa

    extensiva e mtodos inadequados de cultivo (corte e queima, a falta de rotao de

  • culturas, etc) tiveram um impacto significativo sobre a biodiversidade. O Ministrio

    do Meio Ambiente o rgo executivo lidar com questes relacionadas com a

    biodiversidade. Vrias reas estratgicas foram identificados para ser

    implementado entre 2007 e 2012, sendo elas: pesquisa de informao e

    publicao, a educao para o desenvolvimento sustentvel, a gesto da

    biodiversidade em reas de conservao ambiental, uso sustentvel dos

    componentes da biodiversidade; papel das comunidades na gesto da

    biodiversidade; fortalecimento institucional; legislao e sua aplicao. Em relao

    AIDS, Angola tem a prevalncia de HIV relativamente mais baixa na regio

    austral da frica comparando aos vizinhos da regio. Esta situao epidemiolgica

    pode ser resultante da prolongada guerra civil (1975 a 2002), perodo durante o

    qual as fronteiras permaneceram fechadas e os movimentos da populao estavam

    restritos limitando a propagao do HIV pelo pas.

    Camboja

    A Avaliao dos Recursos FAO Floresta 2005 indica que o Camboja perdeu

    mais de um quarto de seus remanescentes de florestas primrias desde 2000. s

    principais causas de degradao da floresta incluem a explorao comercial, cortar

    e queimar o cultivo, a invaso de terras, a agricultura e o desenvolvimento de

    infraestrutura e corte de madeira para combustvel. O desenvolvimento de prticas

    de gesto e de base comunitria para o uso sustentvel dos recursos biolgicos tem

    sido explorado e alcanou positivos resultados para a conservao da

    biodiversidade e proteo do meio ambiente, criando mais emprego e apoiar os

    rendimentos das comunidades locais. Em relao AIDS, no Camboja, nos ltimos

    anos, evoluiu para uma epidemia em declnio, em parte, pela diminuio do nmero

    de novos casos de infeces. As melhores prticas podem servir de modelo para

    outros pases que enfrentam a epidemia de proporo demogrfica similar. As

    novas estimativas mostram que a prevalncia do HIV entre os adultos com idades

    entre 15 e 49 anos diminuiu para 0,9% em 2006 a partir de uma estimativa

    revisada de 1,2% em 2003. Camboja tem alcanado uma alta cobertura para

    tratamento e cuidados. Em 2010, mais de 90% das pessoas em necessidade de

    tratamento esto recebendo, mas em longo prazo pode revelar-se difcil de

    sustentar estes resultados. Novos critrios de elegibilidade para tratamento e

    dificuldades em conseguir pessoas para testar e se inscrever no tratamento

    precoce, esto entre os principais fatores que agravam este desafio.

  • Congo

    A paisagem do Congo coberta em grande parte por a segunda maior

    floresta tropical do mundo e uma grande rede hidrolgica, que abriga uma rica

    diversidade de flora e fauna. Esta riqueza , contudo, pouco conhecida e a

    biodiversidade em geral est sendo degradada. As principais ameaas so

    antropognicas, climtica e motivada por vrios fatores, tais como: a necessidade

    das pessoas por alimentos e energia, o desenvolvimento industrial, o comrcio

    ilegal de animais silvestres e trofus de caa, epidemias e doenas virais, bem

    como os problemas sociopolticos vividos pelo pas na dcada de 1990. A estratgia

    nacional para preservao da biodiversidade compreende cinco objetivos: pesquisa

    cientfica e tecnolgica, ambientes marinhos e costeiros, agricultura, educao

    ambiental, uso da terra e a gesto sustentvel das florestas e animais

    selvagens. Apesar dos avanos relacionados com a poltica nacional sobre a

    biodiversidade, a definio de estratgias operacionais continua fraca. Em relao

    AIDS, houve uma reduo na prevalncia nacional de HIV, de 4,1% no final de

    2003, para 3,2% em 2009. A resposta nacional de combate AIDS, com a

    finalidade de reduzir o nmero de novas infeces pelo HIV, elaborou para isso

    estratgias como: reforar os servios de preveno ao HIV e DSTs; servios de

    Fortalecimento e cuidados mdicos, psicossociais pessoas que vivem com HIV;

    reduzir o impacto da AIDS e; melhorar o sistema de monitoramento e avaliao,

    pesquisa, a vigilncia epidemiolgica e gesto de informaes estratgicas.

    Etipia

    A Etipia tem nove grandes ecossistemas baseados em vegetao. Sete

    mamferos e duas espcies de aves foram listadas como criticamente em perigo; e

    um rptil, 4 aves e oito mamferos esto em perigo de extino. Ameaas

    biodiversidade incluem: subvalorizao dos recursos ambientais; desmatamento

    (devido expanso agrcola e liquidao, a fragmentao do habitat, e posterior

    declnio na regenerao, e incndios florestais), falta de conhecimento adequado

    dos recursos biolgicos, e superexplorao. O Programa Nacional para preservao

    da biodiversidade tem como principal objetivo a reabilitao de ecossistemas

    afetados e seu uso sustentvel. Em relao AIDS, a Etipia um dos poucos

    pases da frica Subsaariana mostrando um declnio de mais de 25% em novas

    infeces por HIV. Os dados indicam uma tendncia na queda da prevalncia do

    HIV. No entanto, com cerca de 800.000 pessoas que vivem com HIV, a Etipia

    continua a ser um pas altamente afetado pela epidemia. No pas, existem leis e

    polticas para garantir o acesso equitativo preveno, tratamento, cuidados e

  • apoio intervenes. Tem tambm uma poltica nacional, em que os principais

    objetivos so incentivar setores do governo, organizaes no governamentais,

    setor privado e comunidades a tomar medidas a fim de reduzir o impacto social e

    econmico do HIV / AIDS, e promover o cuidado adequado e apoio s pessoas

    vivendo com HIV. Tambm salienta os direitos das pessoas que vivem com o HIV

    para o acesso informao, servios de preveno e de cuidados.

    Gana

    Gana est situado na frica Ocidental e possui altas florestas e savanas

    tropicais. A maior parte das florestas s existe em reservas legais florestais, com

    muito pouco manchas de floresta tradicionalmente protegido ocorrendo como

    bosques sagrados fora das reservas e que representa menos de dois por cento da

    rea total da floresta. Embora no haja evidncia de um aumento nas populaes

    de algumas espcies florestais, h tambm evidncia de um declnio nas

    populaes de algumas outras espcies, principalmente as que so sobre utilizados.

    As principais ameaas biodiversidade incluem converses de uso da terra,

    degradao do habitat, superexplorao, espcies exticas invasoras, mudanas

    climticas, a predao, incndios selvagens e caa furtiva. No Plano Nacional,

    possuem estratgias para a promoo da cincia, tecnologia, manuteno da

    qualidade do meio ambiente e integrao das preocupaes ambientais nas

    polticas de desenvolvimento, Em relao AIDS, A epidemia do HIV em Gana

    continua a ser generalizada, com uma prevalncia de mais do que 1% da populao

    em geral. (Definio da OMS para uma epidemia generalizada quando a

    prevalncia de 1% ou superior na populao geral). Em 2000, a criao da

    Comisso de Gana contra a AIDS e sua promulgao como lei em 2002 marcou a

    era de resposta multi setorial ao HIV e AIDS. Desde a sua criao, tem feito

    progressos considerveis em suas funes de formulao de polticas, a mobilizao

    de recursos, monitoramento e avaliao e pesquisa bem como a coordenao das

    intervenes contra o HIV / AIDS.

    Moambique

    Localizado na costa sudeste da frica, Moambique possui stios de grande

    importncia no que diz respeito biodiversidade. A maioria dos medicamentos

    tradicionais e modernos derivada a partir de plantas selvagens, animais, fungos e

    bactrias. As plantas medicinais so usadas por cerca de 80% da populao e da

    importncia do papel dos curandeiros tradicionais cada vez mais reconhecido. Mas

    essa diversidade est ameaada pelo aumento da presso da explorao

  • descontrolada de madeira e queimadas. A pobreza continua a ser a principal causa

    da degradao dos recursos naturais, em particular da biodiversidade. A estratgia

    nacional para o meio ambiente se concentra em sete reas principais: conservao

    da biodiversidade, o uso sustentvel dos recursos biolgicos; avaliao de impacto;

    conhecimento cientfico e capacidade; sensibilizao pblica e educao, relaes

    internacionais e de implementao. Em relao AIDS, Moambique tem obtido

    sucesso nas suas abordagens na luta. Aps muitos anos de esforos, o nmero de

    novas infeces est agora em declnio. No Plano de Estratgia Nacional, foram

    destacadas as prioridades da luta contra a AIDS, sendo elas: a reduo do risco e

    vulnerabilidade infeco pelo HIV por triagem e tratamento de DST, preveno do

    HIV no estabelecimento de sade e nas comunidades, atravs da prestao dos

    servios de preveno integrados, prestao de tratamento e cuidados do HIV, a

    mitigao da consequncia do HIV atravs de ajuda alimentar e orientao

    nutricional para as pessoas que so infectadas e suas famlias.

    Nigria

    As condies climticas variveis e caractersticas fsicas dotaram Nigria,

    com uma biodiversidade muito rica. No ritmo atual de crescimento anual de 2,8%,

    a populao do pas pode chegar a 150 milhes at o ano de

    2010. Consequentemente, a demanda por alimentos, madeira de combustvel e

    outros recursos biolgicos vai experimentar um aumento correspondente e isso vai

    levar a um aumento da presso sobre a terra, a gua e outros recursos. Embora a

    Nigria obtenha cerca de 80% de seus lucros externos do setor de petrleo, a

    agricultura contribui com cerca de 38% do PIB. Cerca de 70% da populao deriva

    seus meios de subsistncia da agricultura e da economia caracterizada por uma

    grande setorial tradicional rural. Em relao AIDS, a epidemia na Nigria

    generalizada. O pas est em terceiro lugar entre os pases com maior carga de

    HIV/AIDS no mundo, ficando atrs apenas da ndia e da frica do Sul. Com uma

    populao estimada em 163 milhes de pessoas, cerca de 3,5 milhes esto

    infectadas com o vrus HIV. A Poltica Nacional sobre HIV/AIDS foi desenvolvido em

    2009 pela Agncia Nacional de Controle da AIDS. Esta poltica de fornece regras e

    princpios orientadores sobre temas que vo desde a preveno de novas infeces

    e mudana de comportamento, o tratamento, cuidados e apoio s pessoas

    infectadas e afetadas, questes legais e de direitos humanos, monitoramento e

    avaliao, pesquisa e gesto do conhecimento e implementao de polticas pelos

    diferentes setores.

  • Zmbia

    A Zmbia um pas no interior da frica. Savana (florestas e vegetao

    campestre tipo) o maior bioma terrestre e encontra-se entre as condies da

    floresta tropical no noroeste do pas e as condies de semi deserto no sudoeste.

    As principais ameaas conservao da biodiversidade na Zmbia so causadas

    principalmente por atividades humanas. Estes incluem o desmatamento, incndios

    florestais, o crescimento populacional, poluio e espcies invasoras. O Plano de

    Ao para conservao da biodiversidade tem como objetivos principais: garantir a

    conservao de uma gama completa de ecossistemas naturais da Zmbia;

    conservao da diversidade gentica das culturas e da pecuria da Zmbia;

    melhorar o quadro jurdico e institucional e de recursos humanos para a

    implementao das estratgias para a conservao da biodiversidade, uso

    sustentvel e repartio dos benefcios da biodiversidade e gesto dos recursos

    biolgicos e; assegurar a partilha equitativa dos benefcios a partir da utilizao dos

    recursos biolgicos da Zmbia. Em relao AIDS, a epidemia considerada

    generalizada, tal que todas as estratgias de intervenes devem ser em larga

    escala e meias medidas em algumas reas causariam pouco impacto global a ser

    feita para reverter a epidemia. Embora a epidemia pelo HIV parece est

    diminuindo, ainda no significativa. O plano nacional contra AIDS, conta com

    intervenes multi setoriais contra a epidemia, em cinco reas temticas, sendo

    elas: intensificar a preveno de infeces por HIV, expanso do tratamento,

    cuidados e apoio para as pessoas afetadas; diminuir o impacto socioeconmico;

    reforar a resposta descentralizada e integrao do HIV e SIDA; melhorar o

    monitoramento da resposta multi setorial.

    China

    A China enfrenta muitos problemas relacionados preservao de seu

    patrimnio natural, um dos motivos que leva a precarizao dos seus biomas o

    nmero de habitantes, cerca de 1,3 bilho de pessoas vivem no espao geogrfico

    chins. Assim, para suprir as necessidades da enorme populao, faz-se necessrio

    retirar e degradar as paisagens naturais. Atualmente as reservas naturais so

    extremamente restritas e convivem com o risco de desaparecer. Sendo assim,

    depois da Conferncia do Meio Ambiente e de Desenvolvimento da ONU, realizada

    em 1992, o governo chins fixou seus compromissos fixando uma estratgia de

    desenvolvimento econmico sustentvel. A proteo do meio ambiente e

    aproveitamento sustentvel da biodiversidade esto includos nas polticas e nos

    planos de trabalho e de desenvolvimento socioeconmico dos departamentos do

  • governo central e dos governos locais. Em relao AIDS, a epidemia de HIV da

    China apresenta prevalncia nacional baixa, mas a epidemia grave em algumas

    reas; e a progresso gradual do HIV para a AIDS resultando em um aumento das

    mortes relacionadas com a SIDA. Dados mostram que de 2007 a 2011, o nmero

    de casos tem aumentado a cada ano. O trabalho resposta AIDS continua sendo

    um desafio complexo. A epidemia continua grave em certas regies e entre certas

    populaes, e uma percentagem substancial das pessoas infectadas ainda no

    foram diagnosticados. Mas, nos ltimos dois anos, a China vem melhorando sua

    resposta AIDS, em que as autoridades em todas as regies formularam

    informao, educao e comunicao, planos baseados em torno de suas

    circunstncias locais.

    Coria do Norte

    A maioria do territrio da Coreia do Norte montanhosa e vulcnica, com

    solos frteis, mas em encostas muitas vezes muito difcil de cultivar de forma

    sustentvel. A degradao ambiental generalizada. Em 2003, um relatrio foi

    preparado em cooperao com as Naes Unidas para resolver os problemas

    ambientais enfrentados pelo pas e de que forma eles poderiam ser aliviados. O

    relatrio identifica cinco reas prioritrias: esgotamento da floresta, da degradao

    da qualidade da gua, poluio do ar, degradao do solo e da biodiversidade.

    Assim sendo, a Coreia do Norte, com o apoio da comunidade cientfica internacional

    deve (1) estabelecer um centro nacional para a biodiversidade, (2) aplicar as

    informaes diretamente para a conservao e a gesto sustentvel dos recursos

    naturais na RPDC, (3) expandir um sistema de parcelas para o monitoramento

    contnuo de mudanas na vegetao, (4) monitorar os efeitos da mudana climtica

    global e tomar medidas para se adaptar a ele, e (5) enfatizar a educao. Em

    relao a AIDS, no h incidncia conhecida de infeco pelo HIV entre a

    populao. Devido ao aumento gradual circulao de melhores oportunidades

    econmicas, a probabilidade de as pessoas da Coria do Norte tornando-se

    vulnerveis ao HIV tem vindo a aumentar. O desafio para a Coreia do Norte

    manter HIV estado livre e gerar dados necessrios para desenvolver, manter e

    sustentar atividades preventivas com recurso limitado. Dessa forma, a Coria do

    Norte desenvolveu o Plano Estratgico Nacional de Preveno do HIV / AIDS e

    Controle para 2008-2012. Devido falta de recursos, voluntrio, os testes e

    aconselhamento de HIV so limitadas aos viajantes e doadores de sangue. O

    objetivo principal do Programa Nacional de AIDS, o fortalecimento do sistema de

    vigilncia j existente, para fornecer os dados necessrios para estabelecer as

    bases da estratgia de preveno do futuro.

    http://www.unep.org/PDF/DPRK_SOE_Report.pdfhttp://www.unep.org/PDF/DPRK_SOE_Report.pdf

  • Coria do Sul

    Os ecossistemas na Coria incluem florestas, montanhas, os ecossistemas

    de gua doce, zonas costeiras e marinhas e dos ecossistemas agrcolas. H um

    total de 221 espcies ameaadas de extino. Algumas espcies so consideradas

    extintas. As principais ameaas biodiversidade incluem a explorao excessiva

    dos recursos da terra e biolgicas, bem como a poluio ambiental. Estratgia

    Nacional de Biodiversidade da Coreia (NBS) contm estratgias para conservao e

    uso sustentvel da biodiversidade e desenvolvimento de capacidades. A estratgia

    para a conservao da biodiversidade inclui o monitoramento e identificao de

    componentes da biodiversidade;, controle de atividades ameaadoras, e

    ecossistema de reabilitao. A estratgia de uso sustentvel abrange uma srie de

    sectores como a agricultura, a pesca, a silvicultura, recursos genticos e turismo.

    Em relao AIDS, o nmero de novos casos de HIV notificados aumentou, sendo

    um pouco acentuada at 2007, com uma diminuio em 2009, voltando a aumentar

    para 888 casos, em 2011. Para lidar com a AIDS, a Coria do Sul desenvolveu uma

    Estratgia Nacional de HIV / AIDS, com dois objetivos principais a seguir: proteger

    os cidados da epidemia do HIV / SIDA atravs da reduo de novas infeces de

    HIV e minimizar a propagao de infeces pelo HIV; e para melhorar a qualidade

    de vida das pessoas que vivem com o HIV. Para atingir essas metas de forma

    eficaz, tem sido implementadas vrias estratgias, como: aum