Osapoapaixonado Div

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Transcript

  • 1. SEMANA DA LEITURA

2. O sapo apaixonado Max Velthuijs 3. O sapo estava sentado beira do rio. Sentia-se esquisito. No sabia se estava contente ou se estava triste!... 4. Durante toda a semana tinha andado como que a sonhar. Que que teria?... 5.

  • Ento encontrou o Porquinho.
  • Ol, Sapo disse o Porquinho. No ests com muito bom ar. Que que tens?

6.

  • No sei - disse o Sapo. Tenho vontade de rir
  • e de chorar ao mesmo tempo. E aqui dentro de
  • mim tenho uma coisa que faz tum-tum.

7.

  • Talvez estejas constipado. melhor ires para casa e meteres-te na cama. disse o porquinho.
  • O Sapo continuou o seu caminho. Estava muito preocupado

8. Depois passou por casa da Lebre. - Lebre, no me sinto muito bem. 9. - Entra e senta-te um bocadinho. Ora ento, que que tens? perguntou a Lebre.- Umas vezes fico com calor e outras vezes fico com frio e aqui dentro de mim tenho uma coisa que faz tum-tum. 10.

  • A Lebre pensou muito, como um verdadeiro mdico. Depois disse:
  • J sei. o teu corao. O meu tambm faz tum-tum.

11. - Mas o meu s vezes faz tum-tum mais depressa do que de costume - disse o sapo. Faz um-dois, um-dois, um-dois. A Lebre foi buscar estante um grande livro e ps-se a virar as folhas. 12.

  • Ah!- disse ela. - Ora ouve. Corao a bater acelerado, ataque de calor e de frio .
  • quer dizer que ests
  • apaixonado!

- Apaixonado ? - disse o Sapo, surpreendidoEna p! Estou apaixonado! 13. E ficou to contente que deu um salto enorme pela porta fora. 14.

  • O Porquinho assustou-se muito quando o Sapo
  • de repente caiu do cu.
  • Parece que ests melhor - disse o Porquinho.
  • E estou! Sinto-me ptimo Estou apaixonado!

15. - Bem, isso uma boa notcia. Por quem que ests apaixonado? perguntou o Porquinho. O Sapo no tinha tido tempo para pensar nisso. 16.

  • J sei! disse ele. estou apaixonado pela linda e adorvel Patinha branca!
  • No pode ser disse o Porquinho. um Sapo no pode estar apaixonado por uma pata. Tu s verde e ela branca.
  • Mas o Sapo no se importou com isso.

17. No sabia escrever, mas sabia fazer bonitas pinturas. Quando voltou para casa fez uma pintura linda, com vermelho, azul, e muito verde que era a cor que ele mais gostava. 18. noite, quando j estava escuro, saiu com a pintura e enfiou-a por baixo da porta da Pata. Com a emoo, tinha o corao a bater com toda a fora. 19. A Pata ficou muito admirada quando encontrou a pintura.- Quem que me ter mandado esta linda pintura? - exclamou ela, e pendurou-a na parede. 20. No dia seguinte o Sapo colheu um belo ramo de flores.Ia oferece-las Pata. 21. Mas quando chegou porta no teve coragem para a enfrentar. Ps as flores na soleira da porta e fugiu o mais depressa que pde.E assim continuaram as coisas, dia aps dia. O Sapo no conseguia arranjar coragem para falar. 22. A Pata andava muito contente com todos aqueles belos presentes. Mas quem que os mandaria? 23. Pobre Sapo! Perdeu o apetite e noite no conseguia dormir E as coisas continuavam assim durante semanas. 24. Como que havia de mostrar Pata que gostava dela? - Tenho de fazer uma coisa de que mais ningum seja capaz . Tenho que bater o recorde do mundo de salto em altura! A Patinha vai ficar muito surpreendida, e depois ela tambm vai gostar de mim. 25. O Sapo comeou logo a treinar. Praticou salto em alturas durante dias a fio. Saltava cada vez mais alto, at s nuvens. Nunca nenhum sapo do mundo tinha saltado to alto. 26. Que que ter o Sapo ? perguntou a Pata preocupada - saltar assim perigoso. Ainda acaba por se magoar. E tinha razo. 27. s duas horas e treze minutos da tarde de sexta-feira, as coisas correram mal. O Sapo estava a dar o salto mais alto da histria quando perdeu o equilbrio e caiu no cho. A Pata, que a a passar nessa altura, veio a correr ajud-lo. 28. O Sapo mal conseguia andar. A Pata amparou-o com carinho e levou-o para casa. Tratou dele com toda a ternura. 29.

  • Sapo, podias ter-te matado!Olha que tens de ter muito cuidado. Gosto tanto de ti!

30. Ento, finalmente o sapo l conseguiu arranjar coragem: - Eu tambm gosto muito de ti, querida Pata balbuciou ele. Tinha o corao a fazer tum-tum, mais depressa do que nunca, e ficou com a cara muito verde. 31. Desde ento, amam-se perdidamente. Um sapo e uma pata Verde e branca. O amor no conhece barreiras. 32. O amor no conhece barreiras !... 33. FIM