PAUTA UNIFICADA DE REIVINDICAÇÕES DOS .1 pauta unificada de reivindicaÇÕes dos trabalhadores

  • View
    214

  • Download
    0

Embed Size (px)

Text of PAUTA UNIFICADA DE REIVINDICAÇÕES DOS .1 pauta unificada de reivindicaÇÕes dos trabalhadores

1

PAUTA UNIFICADA DE REIVINDICAES DOS TRABALHADORES

DA COMPANHIA VALE DO RIO DOCE, COM VISTAS AO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 2007/2008

INTRODUO A presente pauta apresentada em seis blocos : 1 BLOCO : PAUTA ECONMICA 2 BLOCO : PAUTA DE ORGANIZAO DE MO DE OBRA 3 BLOCO : PAUTA DE QUESTES SOCIAIS 4 BLOCO : PAUTA DE QUESTES SINDICAIS 5 BLOCO : PAUTA DE SADE E SEGURANA DO TRABALHO 6 BLOCO : REVISO E MANUTENO DAS DISPOSIES CONVENCIONADAS ANTERIORMENTE

2

1 BLOCO - PAUTA ECONMICA

CLUSULA 1 - REAJUSTE DE SALRIOS E BENEFCIOS A CVRD reajustar os salrios de seus empregados, atravs da aplicao da variao integral do IGP-M da FGV verificada no perodo 01 de julho de 2006 a 31 de outubro de 2007 sobre os salrios vigentes nessa ltima data. Pargrafo nico - Os valores constantes nas Clusulas "Emprstimo de Frias", "Auxlio-Funeral", "Creche/Maternal", "Reembolso Educacional", "Material Escolar" e "AMS" do Acordo Coletivo de Trabalho 2006/2007 sero reajustados pelo mesmo ndice descrito no caput, ressalvada a contratao de condio mais favorvel. CLUSULA 2 - REPOSIO DA CORROSO SALARIAL DESDE 1997 Sobre o salrio reajustado na forma da Clusula Primeira, a CVRD aplicar o percentual de 55,62% (cinqenta e cinco inteiros e sessenta e dois centsimos por cento), para efetivar a reposio da corroso salarial ocorrida entre 01 de julho de 1997 e 30 de junho de 2006, apurada atravs da comparao da variao integral do IGP-M da FGV, face aos reajustes salariais praticados no mesmo perodo, conforme tabela abaixo :

VARIAO DO IGP-M ENTRE 01 DE JULHO

DE 1997 E 30 DE JUNHO DE 2006

REAJUSTE ACUMULADO DA CVRD DESDE 01 DE JULHO

DE 1997

DIFERENA ENTRE O IGP-M E O REAJUSTE

139,02% 53,59% 55,62% Em nmeros ndices = 2,3900 / 1,5359 = 1,5562

CLUSULA 3 - AUMENTO REAL Sobre os salrios reajustados nos termos da Clusula 1, a CVRD aplicar aumento linear de 15% (quinze por cento), a ttulo de aumento real de salrios, com a finalidade de recompor o poder de compra real dos trabalhadores da empresa e adequar massa salarial paga aos trabalhadores trajetria de xito operacional, econmico e financeiro da companhia que tem apresentado margens de lucratividade e rentabilidade acima da mdia registrada pelas empresas privadas no Brasil.

3

CLUSULA 4 - RECUPERAO DA PERDA DE MASSA SALARIAL A CVRD pagar aos seus empregados indenizao para reposio da perda de massa salarial sofrida pelos empregados entre 01 de julho de 1997 e 30 de outubro de 2007, em face da corroso do poder de compra dos salrios pela inflao no recomposta pela empresa. Pargrafo nico - Entende-se como Perda de Massa Salarial a diferena acumulada, expressa em Reais (R$) e apurada ms a ms, entre o salrio pago em cada ms ao empregado, e o salrio que o empregado deveria estar recebendo, para preservar o valor real do salrio, que garantido constitucionalmente pelo Princpio da Irredutibilidade Salarial. CLUSULA 5 - PISO SALARIAL A partir de 1 de novembro de 2007, a CVRD adotar o piso salarial, o valor do Salrio-Mnimo Necessrio apurado pelo DIEESE, de R$ 1.688,35, abstendo-se de contratar empregados com salrios inferiores ao do referido Piso Salarial. CLUSULA 6 - PARTICIPAO NOS LUCROS E RESULTADOS A Participao nos Lucros e Resultados passar a ser estabelecida atravs de negociao coletiva entre a CVRD e os sindicatos representativos dos empregados, na forma prevista pelo inciso II do Artigo 2 da Lei n 10.101/2000, realizando-se a referida negociao 90 dias aps a data-base, e desde logo garantido que o pagamento da PLR observar que seja distribudo aos empregados o percentual de 10% (dez por cento) do lucro lquido apurado pela empresa no exerccio de 2007. Pargrafo Primeiro - A PLR ser paga em valor uniforme para todos os empregados, sem qualquer diferenciao baseada nos salrios. Pargrafo Segundo - Os empregados afastados no gozo de Auxlio-Doena Acidentrio ou Previdencirio faro jus PLR integral. Pargrafo Terceiro - O empregado que esteja no gozo de Aposentadoria por Invalidez causada por Acidente de Trabalho ou Doena Profissional far jus PLR integral.

4

CLUSULA 7 - JORNADA DO TURNO DE REVEZAMENTO A jornada de trabalho dos empregados que laboram em Turno de Revezamento de Seis Horas Dirias ser de 33 horas e 36 minutos semanais, para todos os fins. CLUSULA 8- ADICIONAL DE SOBREAVISO A CVRD se compromete a pagar Adicional de Sobreaviso, no valor de 1/3 (um tero) da remunerao da hora normal de trabalho aos empregados que permaneam em regime de sobreaviso fora do local de trabalho, portando rdios, pagers, aparelhos celulares ou qualquer tipo de dispositivo assemelhado. CLUSULA 9 ADICIONAL DE INSALUBRIDADE A CVRD pagar o Adicional de Insalubridade adotando como base de clculo do Adicional de Insalubridade o salrio do empregado, a todos os empregados que laborem em atividades insalubres, assim descritas na NR-15 do Ministrio do Trabalho e Emprego, independentemente do uso do EPI. Pargrafo nico - A cessao do pagamento do Adicional de Insalubridade apenas poder ser cessada com a eliminao do Agente ou Condio Nociva, ou pela adoo de Medida de Proteo Coletiva. CLUSULA 10 - ADICIONAL DE RISCO PORTURIO A CVRD se compromete a pagar aos empregados que trabalhem em seus Terminais Martimos o Adicional de Risco Porturio previsto na Lei n 4.860 / 1965, no percentual de 40% sobre o salrio de cada empregado. CLUSULA 11- ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIO A CVRD pagar aos seus empregados um Adicional por Tempo de Servio, no valor de 1% do salrio do empregado por ano trabalhado na CVRD. CLUSULA 12 - ADICIONAL DE PENOSIDADE A CVRD pagar a todos os trabalhadores que laborem em Regime de Turno Ininterrupto de Revezamento um Adicional de Penosidade no valor de 15% (quinze por cento) do salrio base.

5

Pargrafo nico - O Adicional de Penosidade poder ser acumulado com o Adicional de Periculosidade ou Adicional de Insalubridade porventura devido ao empregado. CLUSULA 13 - HORAS IN ITINERE A CVRD pagar aos empregados as Horas In Itinere devidas nos casos em que o empregado seja transportado em conduo fornecida pela CVRD, nos casos em ocorra a inexistncia de transporte pblico ou a incompatibilidade de horrios entre a jornada de trabalho do empregado e o transporte pblico regular. CLUSULA 14 - GRATIFICAO DE FRIAS A Gratificao de Frias passar a ser paga no percentual de 100% do salrio base do empregado. CLUSULA 15 - SALRIO SUBSTITUIO Nas substituies superiores a 10 (dez) dias consecutivos, ainda que de carter provisrio, ser garantido ao trabalhador substituto o mesmo salrio do substitudo. CLUSULA 16 ADICIONAL DE TRANSFERNCIA A CVRD concorda em abster de transferir os empregados, sem a anuncia do interessado, para localidade diversa daquela em que esteja trabalhando. Pargrafo Primeiro - Nos casos de estrita necessidade operacional, devidamente comprovada, a CVRD poder transferir, ficando obrigada ao pagamento de Adicional de Transferncia no percentual de 30% (trinta por cento) do salrio empregado transferido, enquanto durar essa situao de transferncia. Pargrafo Segundo - As despesas resultantes da transferncia correro por conta da CVRD, que dever adiantar o valor orado para tais despesas, podendo o empregado optar por receber o valor equivalente a dois salrios bsicos, independente de comprovao posterior, valor esse pago em uma nica parcela, 15 (quinze) dias antes da transferncia. Pargrafo Terceiro - Nos casos de transferncia temporria, a CVRD arcar com 100% do custo do aluguel residencial do empregado durante o primeiro ano da transferncia e com 50% desse custo durante o segundo ano da transferncia.

6

Pargrafo Quarto - A CVRD facilitar a aquisio de nova moradia, quando a transferncia for definitiva, fornecendo ao empregado emprstimo para tal finalidade, a ser descontado em 120 parcelas mensais iguais, corrigidas monetariamente, mas no acrescidas de juros. Pargrafo Quinto - A CVRD implantar um Banco de Transferncias, para permitir aos empregados que possuam as mesmas habilitaes profissionais a permuta de postos de trabalho entre localidades diversas, nesse caso no se aplicando as vantagens dos pargrafos anteriores. CLUSULA 17 - EQUALIZAO DE DVIDAS DOS EMPREGADOS A CVRD implantar um programa de refinanciamento das dvidas dos empregados junto a instituies financeiras, observados os seguintes parmetros : a) As dvidas do empregado junto s referidas instituies financeiras sero quitadas pela CVRD; b) O valor despendido pela CVRD para a quitao das dvidas do empregado ser objeto de contrato de mtuo entre a empresa e o empregado; c) Para liquidao desse mtuo, a CVRD conceder ao empregado um prazo de 48 a 72 meses, sem aplicao de juros, para o pagamento da dvida, em parcelas iguais, mensais e sucessivas; d) Ser feita uma aplice de seguro, para garantir a quitao da dvida em caso de falecimento, aposentadoria por invalidez ou demisso imotivada do empregado; e) Excepcionalmente, poder ser concedido prazo superior a 72 meses, nos casos em que o pagamento da dvida comprometa mais do que 20% do salrio-base do empregado. CLUSULA 18 PAGAMENTO DE BNUS / 14 SALRIO A CVRD, cumprindo os princpios constitucionais de isonomia de tratamento e de no discriminao funcional dos empregados, passar a pagar a todos os empregados o Bnus / 14 salrio, como j praticado para o quadro gerencial da empresa.

7

CLUSULA 19 - PRMIO DE NATAL A CVRD garantir a todos os seus empregados um prmio de fim de ano no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por empregado. CLUSULA 20 - ANTECIPAO DO DCIMO TERCEIRO A CVRD facultar ao empregado fazer a opo da antecipao do 13 salrio no ms que lhe convier.

8

2 BLOCO - PAUTA DE ORGANIZAO DE MO DE OBRA CLUSULA 21 - APLICAO DA CONVENO N 158 DA OIT A CVRD se compromete a aplicar nas relaes com seus empregados a Conveno n 158 da Organizao Internacional do Trabalho, absten