Portela magazine n.º 8

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A Associao de Moradores da Portela recebeu o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que fez declaraes exclusivas a revista, no mbito das celebraes de encerramento do Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Geraes. Entre um vasto leque de artigos, a revista conta ainda com uma entrevista a Sara Butler, a portelense do Inspector Max, e ainda a Antnia Ferreira Monteiro Ramos Costa, a scia nmero 1 da AMP.

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  • P rtelamagazine

    Distribuio gratuitaFevereiro 2013 Periodicidade Bimestral8#

    Revista da Associao dos Moradores da Portela

    Passos Coelho na PortelaDeclaraes exclusivas Portela Magazine

  • magazineP rtela2

    MENSAGEM DA PRESIDENTE

    Carla MarquesPresidente da Associao dos Moradores da Portela

    Caros leitores:

    Em cada comeo de ano, enchemo--nos de esperanas renovadas, en-frentamos novos desafios, idealiza-mos novos projectos e desejamos alcanar novas metas, enfim Que-remos Mais

    E o ano de 2013 no pode ser ex-cepo.

    Muito se tem falado na malfadada crise que atingiu este velho conti-nente e em particular o nosso pas. Nos meios de comunicao, nas conversas de caf, entre amigos e em famlia, este o tema.

    De facto, nos ltimos anos, temos sido assaltados por grandes dificul-dades e contingncias adversas que tm provocado o crescente empo-brecimento das populaes. O fla-gelo do desemprego, o crescente au-mento de impostos e dos preos dos bens essenciais, o descalabro econ-mico que temos assistido no nosso pas tem originado um sentimento generalizado de falta de esperana, de revolta, de desiluso e desmoti-vao, entristecendo o nosso povo.

    Mas este Nobre Povo e esta Nao Valente, como dita o Hino Nacional,

    que no pode baixar os braos, que no pode desistir, que no se pode conformar a esta sentena de morte.

    Somos um povo lutador, determina-do, corajoso, honesto e trabalhador. Sempre o fomos e sempre o seremos. E vamos dar a volta por cima por-que assim que tem de ser.

    Estamos conscientes de que no fcil, nunca o Sabemos que o nosso bem-estar cada vez menor e que se apresenta como um objectivo longnquo.

    A realidade que, nestes tempos de incertezas, quase nos bastamos se tivermos sade, um emprego e um salrio no final do ms que garanta a nossa subsistncia e da nossa fa-mlia.

    Mas no nos podemos bastar com tal realidade, nem descurar a ambi-o de ir mais longe.

    Devemos tomar as rdeas da nossa vida.Devemos projectar um futuro me-lhor.

    Porque este o ensinamento que os nossos pais e avs nos deixaram.Tambm eles no desistiram.Tambm eles no se resignaram.Tambm eles no baixaram os bra-os e corajosamente lutaram por um Portugal melhor.E conseguiram

    A liberdade um bem supremo e essa a nossa grande vitria, a qual temos a obrigao de prosseguir.

    Sem dvida, o maior bem que as ge-raes anteriores nos deixaram foi a liberdade de escolha, a liberdade de expresso o poder dizer No sem medo.

    A nossa obrigao neste momento difcil mantermo-nos despertos e unidos, conscientes do nosso papel na sociedade, agarrar o nosso futuro, ser rigorosos com os que nos gover-nam, exigir que sejam competentes

    nas suas funes, foi para isso que foram eleitos e porque fomos ns que os elegemos.

    No podemos continuar a eximir-mo-nos das nossas responsabilida-des enquanto elementos de uma so-ciedade e deixarmos que entreguem nas mos de outrem o nosso futuro.

    O futuro deste nobre povo, o futuro da nossa amada ptria, somos ns que temos de construir.

    Levantemo-nos hoje de novo, en-quanto povo valente, corajoso e vi-torioso.

    E com a criatividade que nos carac-teriza, iremos conseguir (re)inventar o nosso amanh, conscientes de que somos capazes, porque sempre o fo-mos

    Somos uma nao valente e vamos levantar a cabea, vamos lutar com todas as nossas foras por um pas melhor, pelo nosso futuro e pelo fu-turo dos nossos filhos.

    Ficar paradoNUNCA.Resignarmo-nos nossa malfadada sorte NUNCA.

    Vamos dizer BASTA.Vamos honrar os nossos ANTEPAS-SADOS.

    PORQUE ESTE E SEMPRE FOI O NOSSO DESGNIO.

    Carla MarquesPresidente de Direco da AMP

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    cartas dos leitores

    Portela Magazine Revista Bimestral Proprietrio Associao dos Moradores da Portela Director Manuel Monteiro Redaco Eva Falco, Filipa Assuno, Leonor Noronha Colaboradores Armando Jorge Domingues, Bonifcio Silva, Carla Marques, Fernando Caetano, Filipa Lage, Humberto Tomaz, Jos Alberto Braga, Miguel Esteves Pinto, Miguel Matias, Patrcia Guerreiro Nunes, Rui Garo, Rui Rego Sede de Redaco Associao dos Moradores da Portela, Urbanizao da Portela, Parque Des-portivo da AMP, Apartado 548, 2686-601 Portela LRS Telefone 219 435 114 Site www.amportela.pt E-mail amportela_secretaria@gmail.com Email Comercial pubportelamagazine@gmail.com Direco Comercial Keep In Touch, Lda. Grafismo ITW-Ideas That Work, Lda. Impresso Nova Grfica do Cartaxo Tiragem 6500 exemplares Depsito Legal n.o 336956/11 ISSN N.o 126156

    Ficha Tcnica

    Sr. Director do Portela Magazine,Ao abrigo do direito do contradit-rio e pelo interesse da comunidade da Portela relativamente ao tema Biblioteca Cardeal Ribeiro, tenho acompanhado com curiosidade a novela jornalstica em que transfor-mou a sua histria. Uma leitura de-sapaixonada sobre os vrios textos publicados nos ltimos nmeros fa-cilmente levam a concluir que, atra-vs dos livros, se pretendem resol-ver questes de outro foro e espantar fantasmas sem proteger o essencial.No me compete a mim discutir o que foi feito ou os contornos desta polmica nem este o espao para abordar questes de natureza biblio-teconmica ou de poltica cultural, que deveriam ser prvias a toda esta discusso entre os directamente in-teressados e envolvidos.E para no ficar apenas pelas opi-nies que qualquer um, em funo dos seus interesses ou sensibilidade, poder tomar sobre o assunto deci-di conhecer a realidade concreta e juntei-me a outros voluntrios que de forma generosa se propuseram ajudar a reabrir a Biblioteca. E foi por isso com espanto que li as opi-nies expressas no ltimo nmero! De facto, com o devido respeito pela opinio contraria, no entendo o que pretende um outro leitor quando afirma que anda tudo s aranhase no saibam nada sobre autores ou onde se encontram os livrosConforme refere Humberto Eco, a Biblioteca tambm serve para des-cobrir livros de cuja existncia no

    se suspeitava e que, todavia, se reve-lam extremamente importantes para ns. E para isso nem necessrio dispor dos computadores que pare-ce tanto so reclamados pois bastar deambular pelas estantes, que esto em livre acesso, devidamente iden-tificadas por grandes reas /temas e com rapidez seleccionar a obra que se procurava.Por isso ou estamos a falar de rea-lidades diferentes ou ento s pode tratar-se de um equvoco, quando se misturam acusaes com conceitos de uma biblioteca ficcionada levan-do os leitores/moradores a acreditar numa anterior realidade inexistente. Todos sabemos que as no verdades repetidas sistematicamente se tor-nam em verdades.Desde j, permita-me Dr. Manuel Monteiro que o aconselhe a visitar a Biblioteca para que possa veri-ficar por si, para depois nos ajudar a esclarecer, onde esto os mais de 28.000 livros que no seu Editorial afirma existirem, pois no encontrei em nenhum local prova de tal nme-ro. A base de dados existente no com-putador apenas contem 9.345 obras, trabalho realizado entre 4 de Janeiro de 2007 e 16 de Dezembro de 2010. Onde estaro registadas as restan-tes? E onde se encontram?Fazendo f no que afirma o desa-parecimento de 18.655 exemplares grave e quero acreditar que no foram lanadas no lixo at porque tal volume daria seguramente nas vistas. Mas ainda concedendo que possam existir algures quero afir-mar que um inventrio exaustivo aos 28.000 livros teria levado pelo menos cerca de 1000 horas (1 ano de trabalho a tempo parcial). Ento interroguemo-nos: Ser que algum fez este inventrio? Onde se encon-

    tra? Ou trata-se apenas um nmero opinativo ou mgico?E a propsito de nmeros gostaria tambm de salientar outras realida-des que so muito relevantes para a discusso sria deste tema. Ao pre-o de mercado, a catalogao das obras j registadas em computador, 9.345, correspondem a um investi-mento aproximado de 27.000 euros, ora se de facto existem os 28.000 li-vros, como se diz, para os restantes 18.655 algum teria de despender mais cerca de 50.000 euros.No querendo ser injusto, por no se conhecerem os indicadores dos anos anteriores (no foi encontrada infor-mao disponvel) sobre a afluncia de pblico, no caso da contratao de um bibliotecrio mesmo em ho-rrio parcial o custo mdio actual por leitor atendido rondaria os 20 euros. Haver algum disposto a financiar estas realidades?Aproveito a oportunidade para su-gerir aos responsveis da Portela Sbios a organizao de uma confe-rncia/ encontro sobre Bibliotecas e Arquivos, onde todos os Porte-lenses interessados poderiam apro-veitar para aprender e debater um tema que tantas paixes tem desper-tado na colunas do Magazine.

    Os meus melhores cumprimentos,Rafael Antnio

    Dr.Manuel Monteiro,Diretor da revista Portela Magazi-ne, na qualidade de mera ex-fun-cionria da Biblioteca Cardeal Ri-beiro propriedade do Centro Social e Cultural da Parquia da Portela e na plenitude de todas as minhas fa-culdades mentais que lhe escrevo.Cabe ao Sr. Diretor o direito da pu-blicao ou no desta carta.Em virtude de me ter chegado s mos cartas lesivas minha pessoa e ao trabalho que efetuei durante 6 anos na referida biblioteca(na espe-cialidade de documentalista) con-sidero por bem esclarecer, a quem interessar os referidos pontos:Quando cheguei Biblioteca em 2006 existiam 80 metros lineares de

  • magazineP rtela4 magazineP rtela

    CARTAS DOS LEITORES

    estantes com livros espalhadas por 3 salas e com um acervo de 11.000 livros.No dia em que informei o Sr. Vice--Presidente que tinha recebido uma carta do Hospital(26/01/2012) a in-formar que iria ser operada no dia 15 de Fevereiro de 2012,por im-posio do Presidente do Centro Social e Cultural da Portela e pela mo do seu Vice -Presidente foi-me apresentado ,nesse mesmo dia,uma resciso de contrato amigavl. No assinei a resciso de contrato nesse dia,quis levar o contrato para casa para ler e conferir o montante em causa.No dia seguinte,fui confron-tada com o facto de o Pre