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PORTIFOLIO ARQUITETO ADRIANO CARNEVALE DOMINGUES E-mail: [email protected]

PORTFOLIO 2015

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Text of PORTFOLIO 2015

  • PORTIFOLIO

    ARQUITETO ADRIANO CARNEVALE DOMINGUES

    E-mail: [email protected]

    mailto:[email protected]

  • RESIDENCIA SHANGRI-L 01

    Devido ao formato do terreno e a inteno de deixar a maior rea livre

    possvel, a residncia foi implantada no fundo do lote, liberando a perspectiva de

    seu entorno.

    Assim implantada, a fachada frontal fica voltada para o sudeste, ficando

    prejudicado o aproveitamento de grande parte de seu interior da luz e ventilao

    naturais, levando soluo de fragmentar a cobertura afim de deixa-la

    visualmente permevel, criando assim, pontos de tenso e ruptura da unidade.

    A construo tem um s nvel; com salas de estar, jantar e TV, cozinha,

    despensa, rea de servio, 02 dormitrios, 01 banheiro social, sute de casal,

    oficina, atelier e churrasqueira.

    Nesta arquitetura, as partes intercomunicam-se, interferem-se e se unem,

    descaracterizando os limites do programa; propositalmente quebram ngulos e

    em relao ao reticulado ortogonal do piso, invadem e movimentam os espaos.

    As partes truncadas por prgolas e planos movimentados

    descompassadamente que geram aberturas em suas extenses; (continuidade

    vertical) cobrem como uma pele que no s envolve mas descasca, abre o interior

    e d vida a sua essncia; aproveitando e interagindo com a natureza, captando a

    luz solar, tornando-a de certa forma, uma unidade autnoma poupando gastos de

    eletricidade, assim como as placas solares que aquecem as guas.

    O telhado de cermica com poucas guas dialoga com o contexto da

    regio remetendo a tipologia presente no entorno. Uma vez inserida neste

    contexto, a residncia quebra a repetio, criando em si, relaes de oposio que

    marcam uma identidade no comparativa.

    Fazendo uma analogia msica, cito Stravinsky ao descrever sua obra:

    Em minha msica, no me interessa a harmonia, mas a intensidade dos

    intervalos; reforo a intruso, mesmo que funcional, de um novo ritmo na

    cobertura at ento harmnico com o entorno.

    A arquitetura agora rompida, no une mais geometrias para qualificar os

    espaos e os justificar como ambientes, mas movimenta os limites e muda a

    percepo.

    PUBICAO NO ARCHDAILY BRASIL:

    http://www.archdaily.com.br/br/01-32538/residencia-shangri-la-01-adriano-carnevale-

    domingues

    http://www.archdaily.com.br/br/01-32538/residencia-shangri-la-01-adriano-carnevale-domingueshttp://www.archdaily.com.br/br/01-32538/residencia-shangri-la-01-adriano-carnevale-domingues

  • IGREJA COMUNITRIA

    Olho para o cu buscando a Deus e sinto que minha f quebra a realidade

    quando vejo o movimento das coisas que me cercam e que s existem para mim da

    forma em que posso percebe-las. Para cada um o mundo feito, no para todos. Crio a

    dimenso e a enquadro.

    Olho para o cho buscando a Deus e sinto meus ps parte dele; pois s me

    descolo por um instante para logo encontra-lo, quem sabe talvez at com minhas mos.

    Cada pessoas se conhece subjetivamente por EU e se analisa por partes de

    uma total complexidade que existe pela relao entre inmeros EUS.

    S apenas nos seres humanos esta relao chega ao ponto da filosofia que em

    todo o resto se caracteriza por um ciclo de coao irracional com a mesma classificao

    de EUS.

    Ento, sinto a somatria de indivduos, de percepes diferentes, de um ser s,

    de EU, de EUS, de DEUS. Ento se olho para o cu, busco puramente contemplao e

    se no cho me encontro, movimento-me para a percepo de D(EU)S.

    A obra ser implantada de modo que no separe a natureza presente no local e

    permita que os fiis e padres criem relaes das partes em que a construo enquadrar

    da criao divina.

    De formato retangular, uma marquise plana perifrica, 4,00 metros de altura,

    delimitar, a uma primeira viso, o corpo construdo. Esta marquise, simbolicamente,

    coroar a cobertura que levemente inclinada apontar tanto para o solo quanto para o

    cu; como em sinal de respeito, esta cabea, agora coroada, louva e se une a toda a

    criao.

    Esta cobertura central permitir que a nave e o altar da igreja tenham a luz solar

    como principal iluminao e a perspectiva do cu como fundo ou parte da nossa viso.

    O altar tem ao fundo duas paredes desencontradas de 2,50 metros de altura e 30

    centmetros de distncia que as separam no eixo central da igreja.

    Esta distncia, criada pelo desencontro, forma a haste vertical da cruz tendo o

    sacrrio como nico ponto de encontro destas paredes e base da mesma cruz.

    No topo destas paredes, no sentido do seu desencontro central (haste vertical)

    para os seus lados, h um desnvel de aproximadamente 30 centmetros a fim de formar

    a haste horizontal da cruz; e por fim, uma coroa de espinhos pendurada sobre todo o

    conjunto.

    Atrs do altar, seguindo o mesmo eixo central, fica uma rea reservada para o

    confessionrio. Do lado esquerdo fica a sacristia/sala de reunies com acesso tanto

    interno da igreja como externo para o sanitrio de uso exclusivo do padre e acesso aos

    confessionrios. Do lado direito esto os sanitrios masculino e feminino, sendo um,

    dimensionado para a utilizao de deficientes fsicos; e um sanitrio de uso exclusivo do

    padre, todos com acesso externo igreja.

    Envolvendo toda a igreja, um sinuoso fechamento de estrutura metlica circular

    com distncia de 1,20 metros cada, com placas de perfil de madeira revestido de juta tratada filtram a luminosidade e viso, permitindo quando destravadas, seu movimento

    ao vento e percepo ao tempo enquadrado em imagens da complexa criao. Estas

    placas de madeira e juta podero ser manufaturadas pela prpria comunidade, a fim de

    reduzir o custo da obra e incentivar a unio comunitria.

    Este revestimento de juta tratada acolhe os fiis junto natureza e remete

    vestimenta e manto de Cristo; uma vez que a cruz posta no exterior, inclinada junto ao

    solo, indica a sua presena e quem sabe sua passagem.

  • Os bancos de madeira esto dispostos nas laterais da nave a fim de liberar o eixo

    central que liga o exterior ao altar e que ser revestido com cimento queimado

    facilitando a locomoo dos fiis; uma vez que o piso sob os bancos ser de pedras de

    paraleleppedos sobre o solo sem a utilizao de cimento para o seu travamento,

    propositalmente far com que cada indivduo preste ateno ao solo em que pisa, na

    vida em que brota espontaneamente sob seus ps, alterando seu ritmo e o levando a

    respeitar nossas prprias fragilidades.

    Os sentidos levaro percepo individual da obra e o que a emoldura.

    A viso criar focos de luz, sombras, infinito, fragmentos e totalidade. A audio

    ampliar o volume daquilo que existe mas nos por vezes invisvel. Os materiais que s

    atravs do tato nos mostrar a identidade daquilo que nos cerca de vrias texturas e

    movimentos; filtrando em nosso olfato, cheiros trazidos pelos ventos.

    E por fim, receberemos o corpo de Cristo em nossas bocas e todos os sentidos

    nos levaro percepo de d(EU)s.

  • RESIDNCIA SHANGRI-L 02

    Este projeto foi encomendado por uma famlia constituda de 04 pessoas; 02 adultos e

    02 crianas. O terreno de 1.200,00m2 fica na regio de Campinas, interior de So Paulo

    em um condomnio fechado, na esquina da rua Dr. Jos Mrcio com a rua Raul Guedes

    de Melo

    A idia do projeto, surgiu no apenas do programa comum uma residncia, mas da

    ocupao fluida de um abrigo que indica um percurso, um caminho, uma continuidade

    espacial que parte do solo ocupado e se projeta ao cu como se explicssemos as formas

    sinuosas da natureza, de uma montanha, atravs do movimento mmico, silencioso.

    Da mesma maneira que ao arrancarmos algo do solo, trazemos parte dele junto; trago

    junto este movimento, ligaes ao seu plano de origem, mostrando a raiz submersa

    que estrutura o movimento sinuoso de um gesto natural e que desenvolve a essncia e o

    programa do projeto.

    Este percurso caracterizado por lajes inclinadas, abre o bloco convencional livre

    escolha de circulao e evita a hierarquizao dos espaos.

    A residncia formada por 03 dormitrios retangulares com seus respectivos banheiros,

    intercalados por ambientes de apoio, tais como dormitrio de hospedes, biblioteca, sala

    de brinquedos, etc..., sendo caracterizado dependendo da necessidade.Garagem para 04

    autos, cozinha com despensa, rea de servio externa e grande salo com sala de

    televiso. Parte da cozinha, em diagonal, uma mesa em direo ao salo com funo de

    bancada para cuba e fogo, e apoio s refeies. Esta mesa/bancada, filtra o espao

    comum do espao privado/intimo caso seja de interesse.

    Os quadrantes norte e leste so fechados para proteo trmica, tendo abertura apenas

    nos dormitrios de muxarabis de madeira, permitindo a ventilao e o acesso externo.

    No quadrante oeste, um grande painel de muxarabi de madeira, garante a sombra e a

    intimidade do salo em relao a rua. Este painel de madeira possui abertura para acesso

    externo, onde a continuidade do jardim retomada.

    Estas lajes inclinadas, sero revestidas de pedra portuguesa referente s caladas

    urbanas, continuando assim a idia da no interrupo do percurso, mesmo que apenas

    visual, em lote privado, alm de auxiliar na impermeabilizao e conforto trmico.

    A apresentao de um projeto, para alguns, no representa arquitetura, j que no se

    trata de objeto construdo; mas pretende-se aqui, por um instante, abstrair a futura

    construo ou proprietrios, como as casas sem donos de Lcio Costa, evidenciando

    mais uma vez a idia decorrente da liberdade de criao, da dissoluo do cubo rgido e

    nem sempre racional que hoje se repete como soluo preguiosa, imediata e decorativa.

    Os cubos de concreto e vidro que se opunham s casas de estilos, hoje, se tornam as

    mesmas.

  • ABRIGO / MANIFESTO Arquiteto Adriano Carnevale Domingues

    Sai da tua infncia, amigo, desperta !

    Jean-Jacques Rousseau

    A justia social no um princpio de massa, mas sim, de indivduos. Mesmo que a

    massa se satisfaa com seu estado, h sempre um indivduo que sofre. Poderia haver

    justia humana nisso? Se respondermos que sim, justificaramos a opresso... Para

    construir uma sociedade justa preciso que essas pessoas exiladas, recebam

    primeiramente justia. Chama a esta pessoa, o habitante. Chama a esta pessoa de voc,

    voc mesmo.

    Trecho extrado do texto Anarquitetura: A arquitetura uma ao poltica. do

    arquiteto americano Lebbeus Woods.

    Final do ano de 2004, os automveis ainda continuam sobre a terra, o tempo

    ultrapassa a sua relao com o espao, transformando a imagin(ao) em virtualidade. A

    pobreza aumenta e a grande maioria vive mal, dos ricos aos pobres, das casas s

    cidades; ns arquitetos estaremos fadados, ao total desprezo e mal entendimento por

    parte de quem nos contrata, enquanto ficarmos pensando na massa como constituio

    social, incentivando cpia, inutilidade, repetio de estilos globais e fotognicos,

    esquivando-nos das resolues e questionamentos pontuais.

    Estamos presenciando um Classicismo de segunda patrocinado por pessoas que

    enriqueceram no mundo moderno mas fingem viverem como lordes em uma

    sociedade feudal.

    Estamos deixando apagar os rastros deixados pelos grandes arquitetos, devemos

    abrir as portas de nossas reunies profissionais, devemos por nas ruas as nossas

    percepes, para que a sociedade civil entenda e veja pelos nossos olhos.

    Talvez a arquitetura no seja realmente importante, como diz o Arq. Oscar

    Niemeyer, e que o importante mudar este mundo injusto; mas utilizaremos ento a

    arquitetura como uma de nossas ferramentas , j que est na ao, inteno e inveno a

    diferena que nos qualifica.

    Moraramos nas cidades, no como quem ocupa casulos com vista para o cu e

    ignora o cho sujo. O ABRIGO / MANIFESTO foi criado para, primeiramente, proteger seres

    humanos que se encontrem em lugares diversos e depois alterar a percepo daqueles

    que passam e no enxergam nada alm de seus celulares.

    Este abrigo constitudo de duas bases de ripas de madeira dispostas

    paralelamente com distncia de aproximadamente 1,00 metro (varivel de acordo com a

    necessidade) por onde saem fios de arame de ao revestidos por mangueiras de

    borracha, permitindo mobilidade e maleabilidade.

  • Este conjunto de mangueira / arames estrutural possui trs comprimentos

    distintos, criando trs camadas para afixar materiais de cobertura. Nas duas camadas

    mais altas esto duas placas compostas de alumnio para o lado externo, refletindo o

    calor , e juta resinada para o lado interno, criando uma fibra de maior resistncia para o

    material. Estas placas ficaro uma em cima da outra com vo livre para circulao de ar

    e podero deslizar sobre as mangueiras/arames estruturais a fim de um melhor

    isolamento trmico. Abaixo destas placas, seguido por mais um espao para circulao

    de ar, uma cobertura impermevel de PVC com fibra de nylon envolve o morador tanto

    por cima quanto o isola do cho mido.

    As extremidades maleveis pelo arame e mangueira possibilitam o aumento da

    rea interna do abrigo.

    Erguendo uma das bases de madeira, o abrigo at ento em forma de arco, se

    transforma em uma letra C , permitindo que o morador coloque seus pertences dentro

    da cobertura de PVC que o envolvia. Seguindo a transformao, o morador continua

    enrolando o conjunto, agora em forma de caracol; amarrando-o

    Duas pequenas rodas localizadas na outra base de madeira, possibilitam sua

    locomoo.

    A forma no deriva da funo, pois esta j est caracterizada por si s, mas sim

    pela fragmentao e movimentao de suas partes em busca da ao desejada.

    Vivemos em uma democracia cada vez mais fortalecida em uma sociedade que

    se vangloria a cada eleio como seu nico grande ato cvico.

    Grande democracia onde um mendigo se confunde com seus pertences

    embalados em sacos plsticos, desumanamente invisvel, o que para a sociedade bom,

    pois no precisa enxergar a decadncia de seu poder, sofrendo ataques e aes

    autoritrias.

    Departamentos governamentais e sociedade aprovam e compram construes

    especulatrias onde os espaos encolhem proporcionalmente ao nmero de ornamentos

    inteis de suas fachadas, sem tomarem tais aes extremas.

    Parabns , continuaremos calados at a prxima eleio ou ordem social.

    Vamos encarar a urgncia de tomarmos frente daqueles que degradam nossa

    profisso.

    Que a arquitetura saia destas imagens inteis, pensamentos e frases acadmicas e

    se ligue multido.

    Vamos leva-la a srio.

    PUBLICAO JORNAL FOLHA DE SO PAULO:

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0502200922.htm

    PUBLICAO NA REVISTAS PORTUGUESA ARQA ARQUITETURA E

    ARTES:

    http://www.revarqa.com/content/1/477/abrigo-manifesto-sao-paulo/

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0502200922.htmhttp://www.revarqa.com/content/1/477/abrigo-manifesto-sao-paulo/

  • MUSEU DA TOLERNCIA

    Observou-se mal a vida, se ainda no se descobriu a mo que,

    piedosamente, mata. Friedrich W. Nietzsche

    Vamos celebrar a estupidez humana ... Renato Russo

    Evolumos como esperado? Racionalizamos a espontaneidade ou atrofiamos nossa

    percepo?

    H tempos, aqueles que um dia nos foram apresentados como primitivos/ selvagens se

    uniam com seus iguais e com o espao ocupado, com o mesmo respeito seres

    animados e seres inanimados ao ponto de ritualizar suas aes como se as dessem vozes

    para um ouvido onipresente. A terra no era ocupada e sim sua parte integrante, talvez a

    mais superiora delas, com foras por vezes delimitadoras. Crescia no homem o sentido

    de respeito e limites.

    A natureza dava o alimento nas mos at o dia em que comearam a estocar, ato de

    aparente conforto uma vez que comeavam a se socializar mesmo agrupando em

    casulos seletivos. Uma vez com reserva nutricional, poderiam distanciar-se da natureza, ponto esse que comeariam a altera-la, sobrepondo-se a ela.

    O respeito desaparecia na proporo de um pseudo crescimento scio-cultural

    patrocinado por um ego insatisfeito, que ciclicamente clamava por competio.

    A percepo enfraquecida pelo atrofiamento dos sentidos, uma vez vtima de nossas

    prprias criaes, fez-se um campo frtil para o individualismo egosta a ponto da raa

    humana no se tolerar mutuamente.

    Uma vez detectado o empobrecimento da percepo humana, caracterizando inmeros

    exemplos de intolerncia, historicamente j citados, o Museu da Tolerncia ter sua

    concepo arquitetnica baseada no universo transitrio da ao humana. A dualidade

    do bem e do mal, no apenas no sentido cristo de seus significados, mas na fora

    muitas vezes ditatorial de transformao dos valores de uma sociedade; afetando

    profundamente o stio de sua implantao.

    O estrangulamento da rea em razo das leis urbanas de recuos, afastamentos e altura,

    obriga a alterao do solo a fim de respeitar o programa pr-estabelecido.

    O acesso se dar ao nvel da rua sem interrupo entre os espaos. Neste ponto cria-se

    um estranho desequilbrio j que o raciocnio da implantao, propositalmente explicita

    os limites legais para ocupao, sendo fortemente marcado pela estrutura perifrica e

    externa s vedaes; esta marcao uma aluso aos campos de concentrao nazista,

    com cabos de ao travando o bloco delimitador mesmo que visualmente permevel.

    Estes cabos de ao sero rompidos apenas nas reas de acesso, abrindo a conexo, como

    uma praa, onde ficar a recepo e o acesso para todo o museu.

    A rea de exposio temporria comea em declive, do acesso (nvel da rua) at o piso

    plano a 4,00 metros abaixo pertencente a mesma exposio temporria. Esta interveno

    no terreno, simula novas curvas de nveis em lajes descoladas da laje de piso, com a

    inteno de ventilar e iluminar parte da rea da exposio permanente logo abaixo,

    alm de recriar um terreno artificial baseado na eroso de lugares esquecidos.

    Nos vales de eroso, geralmente os dejetos so jogados, corpos abandonados, usaremos

    ento este fosso como o epicentro, o grande exemplo de alterao ambiental para

  • mostrarmos nas exposies as aes humanas positivas e/ou negativas, pois toda ao

    repercute, reverbera, altera.

    Para a percepo daqueles que passam pelas reas prximas, haver na rea de maior

    perspectiva do terreno, voltada para a praa Prof Jorge Americano, um bloco de

    concreto oco, inclinando para o grande fosso como se estivesse sendo tragado, abriga a

    loja e o caf no mezanino; tendo os elevadores de acesso do pblico s exposies, alm

    de servir como cobertura da recepo.

    Externo e revestindo este bloco de concreto, havero vrias placas de barro queimado

    (como telhas) com distncias diferentes presas em espinhos de ferro, como se

    descascassem de seu corpo, remetendo ao solo seco do nordeste e agora da Amaznia.

    Tais placas de barro sero moldadas pelos trabalhadores da obra em loco, agregando

    valor e diferena de forma em suas superfcies, uma vez que a absoro individual das

    informaes , no necessariamente resultam na igualdade das respostas.

    No fosso (nvel 4,00 metros) ficaro alm das exposies temporrias,a rea de

    montagem com uma sala para coordenao, reserva tcnica, cinema e sanitrios.

    Descendo mais 4,00 metros (de piso a piso) ficaro o auditrio com sanitrios e o

    espao para a exposio permanentes aonde painis estaro dispostos de maneira a

    formar aparentes salas convencionais , separadas em dois grupos de acordo com o tema

    da exposio ( aes benficas e malficas ). Separando estes dois grupos, no sentido

    longitudinal, ter uma parede sinuosa transparente de meia altura, contnua, permitindo

    que, visualmente, o antagonismo dos temas expostos, sejam sempre comparados.

    No lado do grupo que expem aes humanas negativas, um tecido na cor de sangue

    tornar o teto flcido, interferindo na apreenso total dos espaos. Os painis nos quais

    ficaro os documentos, quadros, fotos, etc.., a serem expostos, rotacionaro em torno de

    um eixo central na velocidade lenta, a fim de quebrar o percurso lgico de visitao,

    causando desconforto nos visitantes.

    No outro lado, o grupo de exposio sobre aes humanas positivas, ficar sob a rea do

    pavimento superior em que as lajes descoladas recriam uma nova topografia, dando uma

    sensao de desafogo, dando vida s imagens e liberando a perspectiva para o cu.

    Restando os vestirios, copa, almoxarifado, manuteno e reservatrio de gua logo

    abaixo.

    cima do grande fosso das tolerncias e intolerncias humanas, suspenso 6,00 metros

    do nvel da rua, ficaro os espaos destinados a aprendizagem, com salas de aula,

    laboratrios, biblioteca; rea administrativa e coordenao das exposies e

    alimentao, com restaurante na cobertura, num total de quatro andares.

    Cada andar estar desencontrado do andar seguinte para melhor captao da luz natural,

    seja pelas aberturas horizontais ou por clarabias resultantes dos espaos destes

    desencontros.

    Estes quatro andares rompero os limites da estrutura perifrica, como se almejasse no

    mais interferir o espao comum.

    Entre a estrutura perifrica e as lajes suspensas, ter um tecido para vedao e

    sinalizao de temas sobre diversos assuntos expostos ou em pauta para interao at

    mesmo daqueles que s passam e comeariam a interagir. Este tecido representa uma

    cortina que ao invs de esconder as atrocidades, refora o peso dos assuntos abordados.

    Fica assim ento repartido e confrontando a polaridade da falta de limites aliada a

    alterao nefasta por propsitos pequenos, contra o respeito e at mesmo a excluso

    contemplativa do estado natural das coisas como entendimento da extenso de cada um.

  • LATVIAN NATION REFLECTING SOULS MEMORIAL

    Inclino-me no rio Daugava, como sinal de respeito, ajoelho sua margem e

    percebo que toda gua sua no tem o propsito de saciar minha sede; talvez inundar

    minha razo inquieta. To logo percebo minha imagem em sua superfcie confusa com

    tudo que at ento estaria atrs de mim criando um novo quadro.

    Sinto-me, ento, parte de uma realidade transitria, mas que me liga percepo

    e a reflexo do tempo alm do espao.

    O cu agora embaixo de mim, pe-me cara a cara com a imaterialidade.

    Olho para o horizonte, ainda ofuscado pelo reflexo da luz solar na superfcie do

    rio Daugava, e levo fragmentos do que ficou registrado em minha mente e povo a ilha

    com memrias de toda nao unida.

    Lembro do ano de 1989, milhares de pessoas de mos dadas confirmando o

    sentimento de unio que nunca foi destrudo ou retirado fora.

    Esta imagem ainda forte em minha mente, norteia a idia de um memorial que

    celebre a alma unida de todo o povo da Latvia.

    Tubos metlicos subiro e descero ao longo de seu percurso tendo suas

    extremidades por vezes no solo da ilha, no rio ou no ar.

    Ao longo deste tubos metlicos existiro placas de espelhos (ou qualquer outro

    material reflexivo) onde sero gravados os nomes de todos os cidados mortos ou

    desaparecidos da Latvia durante as ocupaes. O espelho inclinar levemente para o

    cu, levando a imaterialidade e reflexo,assim que o espelho volta para a posio

    vertical, nossa imagem se une ao entorno e milhares de nomes dos antepassados, mais

    uma vez pondo enfrente de ns o que at ento estava trs e me recordo do Daugava que

    me trouxe este fragmento de reflexo.

    Quando inclinadas, as placas de espelhos refletiro o sol criando pontos de

    brilho intenso, ofuscando por vezes os visitantes, que apelam memria na falta da

    viso ntida; alm de dar vida ilha quando vista de longe.

    noite, luzes no topo das colunas inclinadas, faro o papel da luz solar,

    recriando os mesmos efeitos de brilho ofuscante, alm de criar fachos de luzes no cu;

    protegendo ento, a nao contra qualquer noite de terror, como as de 13 e 14 de julho

    de 1941.

    Na parte da ilha estrangulada pelos dois lotes que no pertencem Fundao

    KOKNESES, ficaro as salas para explicaes e informaes, ponto escolhido, pois

    com o estreitamento, a concentrao de visitantes ser maior, facilitando a propagao

    das idias, alm de mostrar que a unio desta nao nunca ser rompida mesmo sobre

    presso externa.

    Para que a ilha no fique apenas para visitao, nas grandes reas abertas

    proponho atividades sociais, tais como cinema e concertos ao ar livre, exposies de

    artes e literatura para que se torne um ponto de convvio e reflexo de vidas.

  • NOVA SEDE DO IPHAN

    Comeo minhas intenes, citando o arquiteto Lcio Costa e parte do seu

    relatrio do plano piloto de Braslia.

    ... Cidade planejada para o trabalho ordenado e eficiente mas ao mesmo tempo

    cidade viva e aprazvel prpria do devaneio e especulao intelectual capaz de torna-

    se, com o tempo, alm de centro de governo e administrao, num foco de cultura dos

    mais lcidos e sensveis do pas...

    ... Nasceu do gesto primrio de quem assinala um lugar ou toma posse: dois

    eixos cruzando-se em ngulo reto, ou seja, o prprio sinal da cruz. ...

    Parto deste princpio e assinalo o lugar, mas desta vez no como quem toma

    posse, o sinal da cruz, mas quem indica um percurso, um caminho, uma continuidade

    espacial que parte do solo ocupado e se projeta ao cu como se explicssemos as formas

    sinuosas da natureza, de uma montanha, atravs do movimento mmico, silencioso.

    Da mesma maneira que ao arrancarmos algo do solo, trazemos parte dele junto;

    trago junto ao movimento, ligaes ao seu plano de origem, mostrando a raiz submersa

    que estrutura o movimento sinuoso de um gesto natural e que desenvolve a essncia e o

    programa do projeto.

    Este percurso caracterizado por uma laje, parte do sul junto ao terreno e se eleva

    em direo ao norte, liberando suas laterais para iluminao natural, alm de proteger

    dos ventos predominantes do mesmo quadrante. 45 deste eixo norte - sul no

    quadrante nordeste, um prolongamento que abriga o setor de Interao, serve como

    barreira, protegendo os acessos dos ventos vindos do leste que predominam ao longo do

    ano.

    O projeto se desenvolve em dois subsolos, trreo, 1 e 2 pavimentos. O nvel

    trreo est na cota 1.035,50m e ser destinado utilizao de todas as pessoas, inclusive

    visitantes do IPHAN, contendo o estacionamento descoberto, os acessos verticais e o

    setor de interao/eventos com auditrio e biblioteca com cafeteria, loja, recepo, rea

    de leitura, acervo, reserva, arquivos e sanitrios.

    O sistema virio cortar o conjunto, permitindo o desembarque coberto, alm do

    acesso ao 2 subsolo para o estacionamento coberto. Um brao lateral, ligar o trreo

    com o 1 subsolo onde estar a entrada de funcionrios, ambulatrio (permitindo o

    acesso de uma ambulncia) e, onde se faro o abastecimento da cozinha.

    O partido adotado, que tem grande parte do programa em subsolos, deriva da inteno de proteger as pessoas das intempries.

    No 1 pavimento, na cota +4,00m, sobre a biblioteca, estaro o salo de

    exposies, centro de memria e reserva tcnica, seguido do 2 pavimento, na cota +

    7,00m, reservado para o arquivo intermedirio e permanente; caracterizando o setor de

    Interao como uma unidade independente.

    O 1 subsolo ser acessado por elevadores e escada, alm da rampa de uso misto

    para automveis e pedestres. Neste piso, um grande vazio central propiciar insolao e

    ventilao aos ambientes e ter apenas num dos lados espao para circulao de

    automveis, ligando-o ao 2 subsolo.

    Os ambientes sero destinados laboratrios, com acesso ao exterior (caso

    necessitem), salas de coordenao com divisrias de vidro, permitindo iluminao e

    maleabilidade no espao futuramente, diretoria administrativa e administrao da sede

    ,alm da rampa de acesso ao 2 subsolo, tanto para pedestres como para automveis.

    Nas reas destinadas coordenao e diretoria administrativa, divisrias de

    vidro estaro dispostas de maneira que cada gerente esteja ladeado de suas respectivas

  • divises, alm de no bloquear a luz no ambiente de trabalho. Vale ainda ressaltar, que a

    laje de cobertura das reas de coordenao e laboratrios, sero inclinadas e protegidas

    por vegetao, ajudando no conforto trmico e na iluminao.

    No 2 subsolo, seguindo a projeo do vazio central do 1 subsolo, estar um

    jardim ladeado, da mesma forma, pelas salas da diretoria, sala para grandes reunies e o

    acesso ao estacionamento coberto. Este pavimento ter os acessos por meio de rampa,

    elevadores e escada. Da mesma maneira, divisrias de vidro estaro dispostas de forma

    que cada diretor esteja ladeado de suas respectivas divises, alm de facilitar a

    iluminao nas reas de trabalho.

    O setor da administrao da sede, alm do vazio central, ter acesso ao exterior

    com rua direta, possibilitando a entrada e sada dos funcionrios, ambulncia e facilitar

    o funcionamento da cozinha e restaurante. O restaurante ter , na rea das refeies,

    uma clarabia auxiliando na iluminao e ventilao.

    As circulaes horizontais nestes dois subsolos, se daro pelo permetro do vazio

    central externo aos ambientes e, paralelo ao mesmo, no interior entre as divisrias.

    Suspenso, sobre parte do conjunto na cota +6,50m, ficar o pavimento da

    presidncia, com acesso de elevadores e escada. Um dos elevadores poder ser

    exclusivo do presidente devido a sua localizao prxima ao gabinete. Este conjunto

    tem a fachada oeste fechada, evitando o calor da tarde em contra partida do resto que

    ser envidraada.

    A sinuosidade mencionada no incio do texto, se dar por uma laje contnua que

    ora servir de percurso, ora de apoio e ora de cobertura. Percurso- na ligao entre

    partes do pavimento trreo e rampa de ligao ao 1 subsolo e consequentemente ao 2

    subsolo. Apoio- quando suporta e suspende o bloco da presidncia e solta-o em balano.

    Cobertura- a rea da biblioteca/setor de Interao ter seus pavimentos superiores

    atirantados nela, a fim de liberar a planta; por fim no auditrio e foyer, retorna ao piso,

    estendendo-se ao cu. Esta laje ser revestida de mosaico de pedra portuguesa criando

    desenhos de obras tombadas pelo patrimnio, caracterizando a idia de percurso,

    calada ou at mesmo de linha do tempo, de onde se faz e tem a histria preservada.

  • CLNICA MVEL HIV FRICA

    A clnica mvel para tratamento de hiv/aids composta por dois boxes retangulares (

    5,15m x 2,22m x 3,25m ) chamados de "ncleo", e seis independentes estruturas

    multifuncionais mveis chamadas de "rvores".

    Cada "ncleo" possui uma rea de armazenamento de at trs "rvores", equipamento

    mdico ou banheiro dos mdicos.

    Quando as "rvores" so retiradas dos "ncleos", a rea em que estavam armazenadas se

    transformam em dormitrios dos mdicos, com camas fixas nas paredes (como cabines

    de trem). As aberturas das portas e janelas asseguram a circulao do ar.

    O "ncleo" composto por uma estrutura leve de ao coberta por isolante trmico entre

    painis de madeira prensada reciclada, formando as paredes de vedao e cobertura.

    As "rvores" possuem estrutura tubular leve de ao com caixas de madeira prensada que

    rotacionam ( 12 ) e guardam painis retrateis translucidos que criam reas para

    atendimento individual ou em grupo.

    A cobertura das "rvores" se movimentam para captao de luz e ventilao naturais.

    Assim como os painis dos "ncleos", as "rvores" possuem tambm isolante trmico

    entre painis de madeira prensada reciclada.

    Estas "rvores" podem ser teis para a comunidade local, servindo como rea para

    comrcio, escola ou para outras necessidades transitrias.

  • CONCURSO BAIRRO NOVO SO PAULO

    Ao levantarmos a questo sobre criar, ordenar e dispor uma populao ou parte dela em

    uma rea caracterizada por um vazio urbano decorrente do reflexo da ambiciosa e

    nefasta especulao imobiliria, no basta apenas apresentarmos um desenho de formas,

    que ao decorrer dos tempos sero transformados em estilos neo inconsequente,

    homogeneizando-se com o resto at perder seu foco para uma nova rea, mas pensarmos

    num suporte de ocupao que receba e integre o movimento das mutantes necessidades,

    resultando em uma arquitetura de acomodao e de identificao de seu real valor

    social.

    O urbanismo em geral pensa em diretrizes para assentamento populacional de uma

    massa, um bloco de um s costume e vontade que dever respeitar uma s ordem.

    Ao analisarmos a populao, a ento chamada massa, devemos enxergar a sua

    existncia como a somatria de indivduos que possuem vontades distintas,

    necessidades muitas vezes imprevisiveis e assegurarmos um balisamento para sua

    sobrevivencia.

    Esta proposta que apresento aqui, visa atender no s uma ocupao que o presente

    concurso apresenta, mas viabilizar futuras mudanas de interresses e de perfil social,

    preservando o mximo possvel a adequao individual desencadeando, quem sabe,

    incentivos pluralistas e/ou espontaneos.

    O sistema virio seguir o raciocnio de manter as avenidas principais como a av.

    Marques de so vicente, av. Nicolas boer, marginal tite em suas configuraes atuais

    apenas requalificando seu calamento e paisagismo, criando para o interior da rea em

    questo um ramificado de ruas de mesma largura onde a hierarquisao se dar pelo

    rodzio de utilizaes que tero ao longo do dia e da semana.

    Estas ruas propostas, tero 12,00 metros de leito carroavel e dois sentidos de trfego,

    sendo possivel a utilizao junto e ao longo das guias das caladas como

    estacionamento. As caladas tero largura de 4,00 metros para o plantio de rvores e

    rea confortvel para os pedestres ; as guias sero baixas para suavizar obstculos desnecessrios. Ao longo da av. Marques de so vicente e marginal tite haver uma

    faixa no edificante destinada uma densa vegetao rasteira e de porte arbreo para

    filtrar o grande fluxo de poluio visual e sonora alm de permeabilizar o solo nestas

    reas de fcil alagamento.

    Nesta mesma poro da av. Marques de so vicente, visando melhorar a drenagem,

    sero feitas fossas fundas de aproximadamente 6,00 metros, fechadas ao nivel da rua

    por grelhas metlicas e paredes de concreto furado e com o fundo de areia, terra e brita

    para o escoamento e absoro natural das guas pluviais.

    Ao longo da av. Nicolas boer haver acesso para veculos e a criao de um arruamento

    paralelo de servido rea interna e seus equipamentos.

  • Os acessos de veculos dos lotes junto marginal tite sero transferidos para uma rua

    projetada ao fundo dos mesmos, a fim de eliminar lentido do fluxo causado pela

    entrada e sada de carros e caminhes.

    A ordenao e funes da ocupao, uma vez implantado o sistema virio, ser de

    aproximar e mesclar todos os usos e demandas. No nvel trreo, e tendo a av. Nicolas

    boer como ilusria espinha dorsal, reas destinadas ao comrcio e servio, estaro

    dispostos em semi-crculos aonde concavo e convexo acolhero e expandiro atividades

    de cunho comercial e de abastecimentos com incentivo ao funcionamento de tempo

    integral. Tal soluo se espelha para o sentido oposto a mesma avenida gerando uma

    rea interna entre os semi-crculos que ser permeada por ruas e caladas que sofrero

    rodzio de utilizaes, gerando lazer e segurana para o uso dos pedestres, moradores e

    reduo de barulho nas horas de descanso familiar, no sentido norte-sul, lajes passaro

    sobre a av. Marques de so vicente a fim de ligar e dar continuidade aos calades, alm

    de servir como passarela para o canteiro central aonde esto os pontos de nibus deste

    corredor.sobre estas lajes o uso parcial de comercio ser permitido.

    No extremo sul, junto a ferrovia, ficar uma grande rea verde destinada a prtica de

    esportes, picnic, com construo de apoio e no extremo norte junto a nova rea de

    concesso ao so paulo futebol clube, uma rea destinada a futura implantao de

    estao intermodal local com acesso margem do rio tite , caso haja alguma linha

    frrea como a exemplo do rio pinheiros e para quando o rio se tornar navegavel.

    Nas extremidades leste e oeste sero implantadas quadras com lotes para residencias

    unifamiliares de trreo mais um pavimento, com rea livre de 30% do lote podendo

    apenas anexar e nunca desmembrar. Junto com os lotes, na extremidade oeste, ficar a

    nova rea de concesso ao palmeiras futebol clube.

    a aproximadamente 8,00 metros de altura, acompanhando o formato de semi-crculo da

    rea comercial/servio do trreo, fica a laje de lazer e convivncia privativa das torres

    residenciais e de escritrios. Nestas lajes, reas de esporte e reunies sociais sero

    ligadas por pontes que unem os semi_crculos sobre o arruamento pblico e calado

    mencionados anteriormente. Com isso a separao do pblico e do privado se dar pela

    diferena de nveis com o mnimo de obstculos.

    As torres de habitao, escritrios e hoteis partiro do mesmo principio aonde o espao

    no decorrente de sua funo no tempo em que se apresenta, mas o prprio tempo

    em mutao que algumas vezes se congela por alguns usos, como no exemplo desta

    proposta.

    Esta idia se materializa com a criao de lajes planas como terrenos. Torres externas

    com elevadores, escadas e abastecimento de gua, luz, gs, telefone e esgoto sero

    ligados s lajes terrenos por pontes. Sob piso elevado, o abastecimento vindo das

    torres externas, diversificar o resultado da ocupao e responder aos desejos

    individuais que um averdadeira planta livre foi concebida. Desta foma estaremos

    tratando honestamente nossos espaos e nossas pessoas, j que hoje, a pssima

    qualidade dos espaos comercializados para habitao e trabalho, foram s obras de

    melhoria e expanso de cubiculos.

  • Estas lajes devero ser tratadas como terrenos, aonde o incentivo reas livres para o

    plantio, caracterizaro a nova ocupao; que poder ser comercializada em sua rea

    total ou fracionada em reas de no mnimo 265,00m2 por proprietrio aonde 15%

    dever ser destinadoa rea livre ( vegetao ) acima mencionada.

    O fechamento externo ser feito por elementos de proteo e captao solar, mveis e

    homogneos , a fim de no gerar poluio visual devido a possivel diversidade de

    ocupao interna.

    na rea reservada para futura estao de ligao com o aeroporto de guarulhos sero

    contruidos hoteis com comercio e servio em seu trreo junto com a rea de embarque e

    desembarque. Uma ponte sobre a linha frrea existente conduz os novos visitantes ao

    teatro do bairro novo, para que tenham contato com a nossa arte e cultura e depois iro

    interagir com o povo nos calades.

    As habitaes de interesse social sero implantadas junto av. Marques de so vicente

    para que a populao de baixa renda esteja prxima ao corredor de nibus existente.

    Os prdios tero 4 pavimentos mais trreo livre para convivncia e/ou estacionamento .

    Os apartamentos tero 45,00m2 construido cada com ligao vertical por meio de

    escadas. Dentro dos apartamentos , as plantas sero moduladas por paineis moveis

    aonde apenas o sanitrio, cozinha e os armrios estariam perfilados e fixos, lugar este

    onde os painis sero guardados. No lado de fora, um pedao de laje ligado ao interior

    possibilita o recreio familiar. Estas lajes sero alternadas entre os pavimentos de modo

    que as mesmas fiquem descobertas, absorvendo a luz natural.

    Um dos pontos importantes desta proposta de utulizar as reas sob os viadutos para

    acolher os mendigos que l hoje procuram abrigo, assumindo e tratando uma realidade

    consolidada.

    Este espao ter um pequeno ncleo de sanitrios e gerenciamento, alm de pequenos e

    individuais casulos sobrepostos e ligados por rampas com a finalidade de dormitrios.

    Externamente o espao ser revestido de forma a valorizar a sua importncia.

  • AT QUE A ARTE NOS SALVE!

    MANIFESTO ARTSTICO NOS ESPAOS PBLICOS

  • AT QUE A ARTE NOS SALVE

    O manifesto intitulado At que a arte nos salve! consiste em duas etapas de

    uma s concepo criado por mim.

    Primeiro, a produo domesticada da pintura a leo sobre tela cuja imagem

    nasce de uma reflexo literria. O texto como parte e formao da imagem de cena, j

    que a pintura, direta e solitria, dialoga com o ttulo impresso, sem segundo plano

    pictrico.

    A segunda etapa consiste em, aps concluda a produo anterior, estas telas so

    fotografadas e impressas sobre lona em grandes formatos (2,50X3,00 metros) e

    espalhadas pela cidade de So Paulo; ruas, parques, avenidas. Esta ao urbana

    itinerante intitulada de At que a arte nos salve! .

    Esta ao parte / continuao da ao do Abrigo/Manifesto uma ao de

    re-HUrbManismo, de autoria do mesmo artista.

    O re-HUrbManismo tenta re-humanizar as cidades e/ou re-urbanizar as pessoas atravs

    de atos/aes em espaos pblicos com o intuito de re-valorizar e reverter o fenmeno

    de dependncia destes mesmos espaos em relao aos espaos privados ou particulares.

    At que a arte nos salve! uma interveno cujo foco o processo de analise do ser

    humano e suas co-relaes.

    A arte como o processo de analise e entendimento humano e no apenas a produo de

    imagens decorativas. A pintura como construo literria. A imagem direta sem

    paisagens para distrao.

    uma ao individual e independente, sem patrocnios ou interlocutores.

    www.facebook.com/atequeaartenossalve

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