Potiguar Notícias - Ed. 438

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Potiguar Notícias - Ed. 438

Text of Potiguar Notícias - Ed. 438

  • www.potiguarnoticias.com.brParnamirim - 20 de agosto de 2012 - segunda-feira Ano 12 - nmero 438- R$ 1.50

    Cefas Carvalho

    Perfis de Mulher:Homanegem aJos de Alencar

    Pg 7

    Pinto Jnior

    Novidades sobrepoltica local eestadual, alm devariedades

    Valrio Mesquita

    Outros causospitorescos envolvendo personagens

    Pgina 2

    Evandro Borges

    Mun. Pg. 3

    Potiguar Notcias

    Pgina 5

    Veculo Levesobre Trilhos -

    VLT: Uma anlise

    Joo Bezerra

    Econ. Pg. 2

    Natal recebeempresrios dosetor de supermercados

    on no 4

    Claudino Leite

    Assembleia deDeus se preparapara evangelizarna Copa 2014

    Mun. Pgina 8

    Impunidadeajuda a crescer a criminalidade

    Aumenta em Parnamirim

    Entrevista com o secretrio

    de Defesa Social do Estado, Al-

    dair da Rocha.

    . Municpios. Pgina 3

    Ex-prefeitos condenadosa devolver R$ 1,7 milho

    VIOLNCIACONTRA A MULHERReportagem especial mostra os nmeros da violncia e

    como trabalha a Delegacia da Mulher . Capa. Parnamirim.

    Pgina 4.

    O cordelista e pesquisador

    Marciano Medeiros lana cor-

    del que conta a vida e a morte

    de Virgulino Ferreira.

    Pgina 7.

    Time de basqueteleva paratletas atorneios nacionais

    O time potiguar do Tigres

    junta esporte, garra e cidadania

    e sonha alto. Pgina 2.

    Festa do Boi ter50 edio livreda febre aftosa

    Governo do Estado e criado-

    res festejam liberao do gado

    potiguar. Economia. Capa

    Pesquisa aponta nmeros de Parnamirim

    Pgina 3

    Dona Gonala:Moradora smbolo

    do Vale do Sol Pgina 8

    Arte, cultura,sociedade e mais

    Municpios. Pg. 7

    Entrevista comAntnio Peixoto

    Prefeito e candidato reeleio, em

    Cear-Mirim, fala sobre administrao,

    campanha e municpio. Municpios. Capa

    Lampio biografado em cordel

    Potiguar Capa:2.qxd 17/8/2012 21:59 Page 2

  • DESTAQUESDESTAQUESda semana

    Banda punk presa porcriticar presidenteTrs integrantes da banda punk

    Pussy Riot foram condenadas,

    nesta sexta-feira, por terem

    invadido uma catedral de Moscou

    para protestar contra o presidente

    da Rssia, Vladimir Putin.

    governo federal negociacom grevistasO governo federal props, nesta

    sexta-feira (17), reajuste de

    15,8%, a ser pago at 2015, a 18

    setores do servio pblico federal,

    enquadrados no Plano Geral de

    Cargos do Poder Executivo

    (PGPE).

    Trabalho

    Mundo

    Nmero de latrocniosaumenta no RioO nmero de latrocnios (roubos

    seguidos de morte) aumentou

    26,2% no Estado do Rio de

    Janeiro nos sete primeiros meses

    deste ano em relao ao mesmo

    perodo do ano passado,

    segundo estatsticas divulgadas.

    Estatstica

    ARTIGOS

    01) Dona Balbina era proprietria deuma das melhores peixadas da cida-de. Chegando a Grossos, o indicativoera o almoo da Balbina. Com essa fre-guesia e mais os gracejos, ela conse-guiu eleger Tico, o filho caula, trs ve-zes vereador. Ele j sonhava em serprefeito. Eu Tico, prefeito, j pen-sou?, sonhava acordado. O interessedos empresrios do sal, inflacionou acampanha. Tico no tinha dinheiro pa-ra competir. Conversando com a me,sobre a real situao, a velha Balbina oconsolou: Conte com sua me meufio!. noite, dona Balbina estavano palanque e de microfone em punho,convocava o povo: Minha gente! Voteem Tico meu! Tico meu honesto. direito e vai botar pra lascar! No sis-quea. No dia trs de outubro, Ticomeu nas urnas!. Com um cabo eleito-ral desse quilate, Tico no decolou.Acabou insosso na terra do sal.

    02) O ento senador Dinarte Marizno empenhava a palavra. Para o ve-

    Valrio Mesquita

    Presidente do

    TCE/RN e

    escritor

    PReciSo teR coRagem

    O cartunista Laerte se veste de mu-lher, mas tem namorada. Isso mesmo.Numa entrevista que deu para o site darevista Trip, ele diz que comeou a pen-sar em se vestir com roupas femininas apartir de 2004, e que um de seus persona-gens das tirinhas, o Hugo, deu o impulso,quando ele desenhou o cara se depilan-do, se maquiando e tal e depois saindomontado, numa roupa ultrafeminina.Ele conta que a ideia de se vestir comroupas femininas no estava vinculada auma fantasia. E vontade de frequentar area cultural do outro gnero, o reserva-do das mulheres, explica. Embora sejaum cara, sem dvida, inteligente, bemeducado, culto e descolado, o caminho

    entre a vontade e a realizao foi longo.Matutou a ideia por cinco anos. E revelaque foi um perodo de confuso, preocu-pao, busca, dvida, processos. E a,em 2009, foi num estdio especializadoem montar travestis e crossdressers e selibertou da representao montona davestimenta masculina.

    A partir desse comportamento parafi-laco, alguns podem chamar o que ele fazde travestismo ou de crossdresser que uma espcie de vida secreta de ho-mens que se vestem de mulher. O prprioLaerte que tem dado muitas entrevistasdesde que assumiu sua nova vestimenta,no me parece muito chegado a traosdefinitivos. Definir, muitas vezes, pode li-mitar o olhar. Eu confesso que acho tudoisso muito estranho. No vou ser hipcri-ta de afirmar que a princpio vejo comnaturalidade. Mas jamais pensaria que inaceitvel. E penso tambm que essaatitude dele de muita coragem.

    Assisti, h poucos dias, a um docu-mentrio na TV que mostrava um casalde lsbicas, que tomavam hormniosmasculinos, a ponto de desenvolver bar-

    ba e aumento de peso. J tinham dois fi-lhos adotivos e um(a) deles(delas?) resol-veu engravidar, porque, afinal, tinha te-ro. O programa procurou mostrar aquelafamlia como qualquer outra famlia,com direitos e deveres, sonhos e realiza-es. Por que no? normal o que dife-rente causar estranhamento. Agora, oque no normal a intolerncia, o pre-conceito, a delimitao do que certo ouerrado, a partir de princpios absoluta-mente discriminatrios. O que certo oupadro para mim no tem de ser, neces-sariamente, certo ou errado para outrem.Eu penso que o que importa ser feliz.

    Com tantas representaes definido-ras de padro: mulher deve ser doce, fa-lar baixinho, vestir 38 e ter peitos quecaibam na mo. Homem no chora, ho-mem precisa entender de futebol, ho-mem est acostumado a levar fora. Me-nina brinca com boneca, menino combola. Com tantas regras e padres, dum medo danado de a gente assumirquem e ultrapassar as mscaras da so-ciedade. E, para ser feliz, preciso tercoragem.

    Sheyla Azevedo

    Jornalista e

    escritora

    Por artes da insnia

    Pois o sono no veio. Em boa horano veio, embora passe das 3 da ma-nh. Um lanche, uma gua, uma an-dana pelo terrao, uma espiada na lua,belo boto de luz na saia sem fim danoite...

    , passou o tempo em que me afligiaquando tinha insnia. O sono no veioe pronto. s vezes, quem esperamostambm no vem, e muito do que deve-

    ria vir no vem, ou vem de outra forma enem percebemos.

    H muito, por exemplo, no escrevoaqui. Ento, em vez de contar intermin-veis carneirinhos -receita talvez universalpara chamar o sono-, decidi escrever so-bre isso mesmo: a experincia da insniaque estou tendo. Ficar olhando o teto que no vou, nem me esconder de mimmesma, cobrindo a cabea.

    H sempre algo de melhor a fazer, nes-sas horas.

    Resolvi escrever -j disse, mas pareceupouco, e fui buscar no youtube a apresen-tao de Ivan Lins no J Soares de on-tem. Estou escutando, pela terceira vez,Atrs Poeira, agradvel cantiga compos-ta por Ivan em parceria com Vtor Mar-tins. Rafael Altrio, de imensos ombros,

    faz a segunda voz. Ficou bonito, ficoubonito, repito para mim mesma.

    No poderia haver melhor acalentopara essa desvontade de dormir.

    Mas ainda pareceu pouco: fui l foraoutra vez, olhei de novo a lua e, ao retor-nar, deixei a porta no trinco. Agradatambm essa sensao de no medo, dequietude.

    Logo veio a compreenso de que arua que precisava dormir, descansar,no eu.

    E um galo canta no sei em que quin-tal. Que bom que ainda h galos cantan-do nas noites desta cidade, que assim semostra mais amorosa, mais minha, qua-se minha, como se Nova Palmeira tivessese mudado pra c, para o bairro ondemoro, mesmo que por uma noite.

    Nivaldete Dantas

    Escritora e

    professora

    Pentatleta medalhista recebida com festaA atleta Yane Medeiros, medalha

    de bronze no pentatlo foi a

    ltima brasileira medalhista nos

    jogos e foi recebida com festa

    em Recife. Ela cobrou maior

    apoio ao pentatlo no Brasil.

    Esporte

    Brasil vence Sucia eameniza desgasteAps a derrota na final da

    Olimpada de Londres, Mano

    Menezes, tcnico da seleo

    brasileira, colocou jogadores

    mais exparientes em campo e o

    Brasil venceu a Sucia por 3 a 0

    na ltima quarta-feira, dia 15.

    Esporte

    PGINA 2POTIGUAR NOTCIASOpiniO Parnamirim - 20 de agosto de 2012 - segunda-feira

    lho, promessa era dvida. Certa feita, osenador comprometeu-se com a socie-dade caicoense sobre um empreendi-mento que envolvia uma verba vultuo-sa. Dinarte recorreu aos generais. O pre-sidente muito solcito, chamou o minis-tro Jarbas Passarinho e aconselhou:Dinarte nosso valoroso senador. Pro-videncie sua reivindicao. O ilustreseridoense saiu feliz. Trs meses depois,as cobranas da populao aumenta-vam. No Palcio do Planalto, entrandosem bater porta, Dinarte cara a caracom o general-presidente, cobrou: Meucaro presidente, seu ministro Passari-nho, no um amigo lealll!. Deu meiavolta e no voltou mais a falar com Jar-bas Passarinho que era seu incondicio-nal amigo. Um ano se passou e a verbaapareceu, porm, a insatisfao e a mu-dez continuaram. A reconciliao veiotempo depois.

    03) Na cmara municipal de Mosso-r, a finada Arena detinha quase maio-ria total. Diante dos fatos, o MDB, com-posto de dois ou trs vereadores apenasfalava ao vento, ou como diziam,conturbavam as sesses. Certa vez,