Potiguar Notícias Edição 408

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Potiguar Notícias Edição 408

Text of Potiguar Notícias Edição 408

  • www.potiguarnoticias.com.brParnamirim - 23 de janeiro de 2012 - segunda-feira Ano 12 - nmero 408 - R$ 1.50

    Cefas Carvalho

    Melencolia:Filme do ano fala sobre o fim do mundo

    Pg 7

    Pinto Jnior

    Outubro agora nosmunicpios daGrande Natal

    Valrio Mesquita

    Enlio Petroviche sua trajetriano InstitutoHistrico do RN

    Pgina 2

    Evandro Borges

    Mun. Pg. 3

    Rmulo Estnrley

    Mun. Pg. 6

    Claudino Leite

    H cerca de 500 templosevanglicos em Natal

    Mun. Pgina 8

    Potiguar NotciasLiderana de Carlos em pesquisas pode ser ilusria

    Rosalba e Micarla em atrito por Copa

    Pgina 5

    A EmendaConstitucionaln 29 e sua regulamentao

    Servidor sequeixa dosservios doBanco do Brasil

    on no 4

    MacabaSo GonaloSanta CruzCarnaubaisJandusGoianinha

    e outros

    RN

    MUNICPIOS NESTA EDIO

    Cepe se preparapara 2 Carnaval da Saudade

    Assim como a primei-

    ra edio, o evento ser

    realizado na sede da en-

    tidade, no dia 11 de fe-

    vereiro. Pg. 8

    Lei probe uso de celularem agncia bancria

    Projeto de lei do ve-

    reador Rosano Taveira,

    presidente da Cmara, e

    sancionada pelo prefeito

    Maurcio Marques, pro-

    be o uso de telefones ce-

    lulares dentro de agn-

    cias de banco. Isso dar

    mais segurana aos

    usurios. Parn. Pg. 3

    Pg. 3

    A popularidadede seu Messiasda Caern

    Aos 71 anos, o encana-

    dor ainda est na ativa.

    Ele guarda na memria o

    nome de muitos endereos

    de Macaba. Pg. 6

    Ex-prefeito lidera pesquisas em Natal, mas parte do eleitorado pode pensar que ele conta com apoio de Wilma

    Disputa por obras da Copa estaria confrontando as autoridades

    Pg. 3

    Garibaldi leva sua lendria sorte Previdncia Pgina 3

    A Prefeitura de Parnami-rim iniciar, no perodo de23 de janeiro a 7 de fevereiro,a inscrio do concurso deRei Momo e Rainha do Car-naval 2012 para suceder Sil-vano Jeferson e CarolineReis , eleitos em 2011.

    Parnamirim. Capa

    Rei e Rainha doCarnaval de Pirangisero escolhidos

    Rei e Rainha doCarnaval de Pirangisero escolhidos

    KENGASKENGASA programao 2012 dasKengas ser aberta no dia29 com uma feijoada noPalcio da Cultura.Atraesmusicais ealegria se-ro as mar-cas dafesta

    Pgina 7

    Potiguar Capa:2.qxd 20/1/2012 15:34 Page 2

  • DESTAQUESDESTAQUESda semana

    Enem no concedercorreo de provas

    O ministro da Educao,

    Fernando Haddad, disse que no

    h condies tecnolgicas de se

    conceder cpia das correes da

    prova de redao aos

    participantes do Enem.

    Brasil registra 30 anosda morte de Elis

    No ltimo dia 19 (quinta-

    feira) registrou-se 30 anos da

    morte da cantora Elis Regina.

    Diversos shows e eventos em

    todo o Brasil lembraram a mem-

    ria da artista, uma das maiores

    intrpretes da histria da msica

    brasileira.

    Pepe pisa na mo deMessi em partida To comentada quanto a

    vitria do Barcelona sobre o

    Real Madrid por 2 a 1 pela

    Copa do Rei da Espanha foi o

    piso que o luso-brasileiro

    Pepe deu na mo de Messi.

    Suspeita de estuprono Big Brother Brasil A suspeita de que Daniel teria

    estuprado Monique foi a

    polmica do programa Big

    Brother Brasil da rede Globo

    nesta semana. Daniel foi

    expulso pela produo.

    Polmica

    Educao

    Arte

    Esporte

    ARTIGOS

    Relembrando Enlio Petrovich

    No cenrio cultural da nossa provn-cia, a rigor, enquanto alguns fazemmanchetes, outros fazem histria. Elefez histrias.

    O cidado potiguar Enlio Lima Pe-trovich realizou, ao longo do tempo,atravs do Instituto Histrico e Geogr-fico do Rio Grande do Norte uma pas-sagem to promissora e relevante quepermanecer calado quando ele silenciapara sempre, ser ignominioso.

    Ele levou a cultura norte-riogranden-se aos principais centros intelectuais dopas, no apenas divulgando a obra deLus da Cmara Cascudo, atravs doIHGRN, mas tambm, lanando livrosde dezenas de autores do nosso RioGrande do Norte. E em Natal esse tra-balho foi hercleo. A atividade culturalque a tantos desencanta, em Enlio tevea fora encantatria das estaes, deuma chama votiva permanente, irremo-vvel e imorredoura.

    Num verdadeiro mutiro editorial,dezenas de livros foram lanados e ou-tros reeditados. Sem hora, sem vez esem ver recursos oficiais, Enlio s tevea voz e a vontade itimorata de fazer.

    Irrequieto, incansvel, colocou o Ins-

    tituto na vanguarda cultural do RioGrande do Norte quando poucos, desa-visados e canhestros, supunham-no se-pultado vivo num mausolu de velha-rias. As suas iniciativas culturais tiveramo sabor de manh de ressurreio por-que provou que a instituio se mantevelimpa e criadora no seu mister obstinadoe gratuito. A mais antiga Casa da Me-mria do estado deveria merecer dos po-deres pblicos e do povo mais apoio por-que detm sob a sua guarda todo o patri-mnio histrico que representa a pr-pria alma norte-riograndense. E ai dopovo que no sabe preservar o seu passa-do! E muito mais piedade merecem osgovernantes que no auxiliam as insti-tuies culturais!

    Enlio foi um viajor de longo curso ea obra que nos lega um testemunho fi-delssimo de sua atuao e idias sobreos mais variados assuntos onde impri-miu o selo de sua experincia e o sensode observao acerca da provncia e seushabitantes.

    Ele realizou-se como administradorcultural que tem a fora de ser a mdia de-le prprio. A imagem que imprimiu emtodos ns a de um homem solidrio,obstinado, bom esposo e pai, amigo in-transigente e de honestidade inatacvel.

    Irrequieto, incansvel, colocou o Ins-tituto Histrico e Geogrfico do RioGrande do Norte na vanguarda culturaldo estado, atravs de promoes com osaber de manh de ressurreio porque

    provou a cada dia que a Casa da Mem-ria se renovou, determinada e criadora,no seu labor corajoso e gratuito.

    Enlio nunca deixou de ser o guar-dio quer queiram ou no os insensa-tos do patrimnio histrico que repre-senta a prpria alma norte-rio-granden-se. Assisti-o, em vrias ocasies, semapoio oficial, d a volta por cima pelavontade corajosa de fazer, de promovere divulgar a cultura e a histria do RioGrande do Norte. No pode deixar deser reconhecido como esgrimador depelejas alm de perseverante, deixandomarcas de eternidade na afetividadedos seus gestos. Admiro-o porque sou-be, de forma forte e intensa, nos des-compassos das incompreenses da lidecultural, ser o capataz do silncio e daslongas esperas.

    Diante de tudo e de todos, cultivou avivncia de ser simples, disponvel, abor-dvel, democrata nas intransigncias enas concesses.

    Abenoado seja Enlio que no dei-xou cair por terra o impulso dos pionei-ros daquela tarde plcida e fagueira deNatal de 29 maro de 1902, quando do-ze homens impolutos em Natal funda-ram a Casa da Memria do Rio Grandedo Norte. Ao sopro dos idealistas: Vi-cente Lemos, Alberto Maranho, Dion-sio Filgueira, Nestor dos Santos Lima,Aldo Raposo de Melo, agrega-se agora,a lembrana pro tempore de Enlio Li-ma Petrovich.

    Valrio Mesquitamesquita.valerio@gmail.ccom

    Presidente do

    TCE/RN e

    escritor

    100 anos de Marieta Lima

    No ltimo dia 12, estive em Mossorpara participar de uma festa mpar. Ne-la, comemoramos o centenrio de nas-cimento de Marieta Lima de Medeiros,artista e professora de arte, responsvelpela formao de vrios outros artistasdaquela cidade. Realizado na praa aolado do Memorial da Resistncia, oevento foi organizado pelas netas daaniversariante e contou com a presenade muitos de seus familiares, alm deautoridades polticas e intelectuais devrias reas, todos representados pororadores emocionados na expresso deadmirao e respeito.

    D. Marieta tem importncia em minhatrajetria de artista e de pesquisador. Paracomear, ela tem alguma ascendncia so-bre minha prtica artstica, mesmo queeu no tenha sido diretamente seu aluno.De forma enviesada que fui atingidopor seus ensinamentos, particularmenteatravs de meu irmo, Jos Victor, e do

    saudoso e multifacetado artista Jos Bou-lier Sidou. O primeiro frequentou algu-mas de suas aulas de desenhos que eletrazia para casa e que eu, meio s escon-didas, tentava repetir na incipincia deminha pouca idade, mas na ansiedade deaprender. Quanto a Boulier, passei a serseu vizinho j depois de v-lo passar emfrente casa em que eu morava e que es-tava no caminho entre a dele a e de DonaMarieta, onde ele praticava pintura. Pos-so dizer que Boulier foi meu primeiroprofessor de arte, e o sentido classicistaprprio de sua arte e de sua professorame foi transmitido em nossa convivnciade, pelo menos, uns quatro a cinco anos. evidente que ns tivemos outras fontesque influram nas formas com que confi-guramos nosso desenho e nossa aborda-gem da cor. Ambos pudemos dar enca-minhamento s nossas prticas ao sabordas visualidades disponveis nos anos ses-senta do sculo passado, principalmente,e, com estas, operar redefinies das dire-es, digamos, acadmicas oriundas doatelier da artista e professora.

    Eu no havia ainda concludo meuprimeiro curso de ps-graduao umaespecializao em ensino de educaoartstica, isto em 1984, quando fui esti-mulado por Ana Mae Barbosa a em-

    preender uma pesquisa sobre histria doensino de arte no Rio Grande do Norte.Como se diz, eu no contei conversa eno demorei em decidir que tentaria es-crever uma biografia de D. Marieta. Naverdade, a pesquisa inicial ainda incluiuoutras professoras de arte mossoroenses,alm de Ivan Lima, seu filho. Mas tantoa histria pessoal de D. Marieta quantosua diversificada experincia como pro-fessora de arte exerceram especial atra-o para mim. No primeiro caso, as cir-cunstncias rocambolescas de seu casa-mento e posterior separao, assim co-mo suas batalhas domsticas para criaros filhos e seu envolvimento com a vidapol