PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº ?· PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº Altera dispositivos da Lei Complementar…

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PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N

Altera dispositivos da Lei Complementar n 141, de 13 de janeiro de 2012 que Regulamenta o 3o do art. 198 da Constituio Federal para dispor sobre os valores mnimos a serem aplicados anualmente pela Unio, Estados, Distrito Federal e Municpios em aes e servios pblicos de sade; estabelece os critrios de rateio dos recursos de transferncias para a sade e as normas de fiscalizao, avaliao e controle das despesas com sade nas 3 (trs) esferas de governo; revoga dispositivos das Leis nos 8.080, de 19 de setembro de 1990, e 8.689, de 27 de julho de 1993; e d outras providncias..

O CONGRESSO NACIONAL DECRETA: Art. 1. O art. 5 da Lei Complementar n 141 de 13 de janeiro de 2012 passa a vigorar com a seguinte redao: Art. 5. A Unio aplicar, anualmente, em aes e servios pblicos de sade, montante igual ou superior a dez por cento de suas receitas correntes brutas, nos termos do 1 do art. 11 da Lei n 4.320, de 17 de maro de 1964, constantes de anexo lei oramentria anual referente s receitas dos oramentos fiscal e da seguridade social, excludas as restituies tributrias.

1 Para os efeitos desta Lei, so consideradas receitas correntes brutas a totalidade das receitas:

I tributrias;

II patrimoniais;

III industriais;

IV agropecurias;

V de contribuies;

VI de servios;

VII de transferncias correntes;

VIII outras receitas correntes, como as provenientes de recursos financeiros recebidos de outros entes de di reito pblico ou privado, quando destinadas a atender despesas classificveis em Despesas Correntes.

2 vedada a deduo ou excluso de qualquer parcela de receita vinculada finalidade especfica ou transferida aos demais entes da Federao a qualquer ttulo.

Art. 4. A Lei Complementar n 141 de 13 de janeiro de 2012 passa a vigorar acrescida de um art. 13 com a seguinte redao:

Art. 13-A. Os recursos de que trata esta Lei Complementar, enquanto no empregados na sua finalidade, devero ser aplicados em conta vinculada mantida em instituio financeira oficial, nos termos do 3 do art. 164 da Constituio Federal, sob a responsabilidade do gestor de sade e de acordo com a legislao especfica em vigor.

1 As receitas financeiras decorrentes das aplicaes referidas no caput devero ser utilizadas em aes e servios pblicos de sade, no sendo consideradas, no entanto, para fins de apurao dos recursos mnimos previstos nesta Lei Complementar.

2 Para fim do previsto no caput, sero mantidas, separadamente, contas bancrias para o gerenciamento dos seguintes recursos, provenientes:

I da aplicao dos percentuais mnimos vinculados s aes e servios pblicos de sade, na forma prevista nos arts. 2 e 3 desta Lei, em conta nica;

II das transferncias regulares e automticas do Fundo Nacional de Sade;

III de repasses de outros entes da Federao;

IV de operaes de crdito internas e externas vinculadas sade; e

V de outras receitas destinadas sade.

Art. 5. A Lei Complementar n 141 de 13 de janeiro de 2012 passa a vigorar acrescida de um art. 15 com a seguinte redao:

Art. 15-A. Os recursos provenientes de taxas, tarifas ou multas arrecadados por entidades prprias da rea da sade que integram a administrao direta ou indireta dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios devero ser aplicados em aes e servios pblicos de sade pelas respectivas entidades, no sendo

considerados, no entanto, para fim de apurao dos recursos mnimos previstos nesta Lei Complementar.

Art. 6. O art. 16 da Lei Complementar n 141 de 13 de janeiro de 2012 passa a vigorar acrescido de trs pargrafos com a seguinte redao:

Art. 16............................................................................................................

1 O montante correspondente ao percentual incidente sobre o produto da arrecadao direta dos impostos pelos entes da Federao, inclusive os previstos no inciso I do art. 157 e no inciso I do art. 158 da Constituio Federal, ser repassado ao respectivo Fundo de Sade at o 10 (dcimo) dia do ms subsequente.

2 Os recursos correspondentes ao montante e aos percentuais incidentes sobre as transferncias intergovernamentais previstas nos incisos II e III do 2 do art. 198 da Constituio Federal sero repassados ao Fundo de Sade na mesma data em que forem realizadas as respectivas transferncias, podendo os Estados, o Distrito Federal e os Municpios optar, de forma expressa, pela modalidade automtica de repasse conta do Fundo.

3 Os recursos de que trata esta Lei Complementar sero recolhidos e movimentados at sua destinao final com gastos em aes e servios pblicos de sade em contas especficas mantidas em instituio financeira oficial, na forma do 3 do art. 164 da Constituio Federal.

Art. 7. O pargrafo quarto do art. 24 da Lei Complementar n 141 de 13 de janeiro de 2012 passa a vigorar acrescido de um inciso II com a seguinte redao

Art. 24................................................................................................

4 ..................................................................................................

I ......................................................................................................

II na Unio, as despesas com amortizao e respectivos encargos financeiros decorrentes de operaes de crdito contratadas para o financiamento de aes e servios pblicos de sade.

Art. 8. A Lei Complementar n 141 de 13 de janeiro de 2012 passa a vigorar acrescida de um art. 45 com a seguinte redao:

Art. 45-A. Esta Lei Complementar ser revista por outra aps o quinto ano de sua vigncia. Art. 9 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicao, revogadas as disposies em contrrio.

JUSTIFICATIVA

Esta proposio tem por objetivo alterar dispositivos da Lei

Complementar n 141, de 13 de janeiro de 2012 que: Regulamenta o

3o do art. 198 da Constituio Federal para dispor sobre os valores

mnimos a serem aplicados anualmente pela Unio, Estados, Distrito

Federal e Municpios em aes e servios pblicos de sade;

estabelece os critrios de rateio dos recursos de transferncias para a

sade e as normas de fiscalizao, avaliao e controle das despesas

com sade nas 3 (trs) esferas de governo; revoga dispositivos das

Leis nos 8.080, de 19 de setembro de 1990, e 8.689, de 27 de julho de

1993; e d outras providncias..

Alm de determinar o montante mnimo de recursos a serem

aplicados pelos entes federativos em aes e servio s pblicos de

sade, a Lei Complementar 141/12 tambm estabeleceu regras para o

repasse, aplicao desses recursos, previu diversos mecanismos de

fiscalizao que reforaram as instncias de controle sobre o Sistema

nico de Sade (SUS).

O SUS a mais avanada proposta de poltica pblica de sade

do mundo e tem beneficiado a populao brasileira nas duas ltimas

dcadas. Porm precisamos ampliar o acesso e com qualidade.

O SUS envolve cerca de 6 mil hospitais, 440 mil leitos

contratados, 63 mil unidades ambulatoriais, 26 mil equipes de sade

da famlia, 215 mil agentes comunitrios, 13 mil equipes de sade

bucal. Ocorrem anualmente cerca de 12 milhes de internaes

hospitalares, mais de 1 bilho de procedimentos em ateno primria

em sade, 150 milhes de consultas mdicas, 2 milhes de partos,

300 milhes de exames laboratoriais, 1 milho de tomografias

computadorizadas, 9 milhes de exames de ultrassonografia, 140

milhes de doses de vacinas que constituem um excelente programa

de imunizaes. Temos o maior sistema pblico de transplantes de

rgos do mundo e um programa de controle de DST/AIDS que

referncia mundial, tanto no tratamento, quanto na preveno.

Todavia, o SUS subfinanciado desde o seu nascedouro. Ao se

tomar por base o estabelecido no art. 55 do Ato das Disposies

Constitucionais Transitrias (ADCT) da CF/88 (at que seja aprovada

a lei de diretrizes oramentrias, trinta por cento, no mnimo, do

oramento da seguridade social, excludo o seguro -desemprego,

sero destinados ao setor sade) evidente que a vontade do

legislador, de destinar sade 30% do oramento da seguridade veio

se perdendo ao longo do tempo e hoje chegaria a representar o dobro

dos recursos financeiros destinados.

Acreditando no SUS e sua necessidade na vida dos brasileiros, as

esperanas de qualificar o sistema pblico de sade, dotando -lhe de

financiamento adequado s suas funes e competncias

permaneciam creditadas na regulamentao da Emenda

Constitucional 29 (EC 29). A EC 29, aprovada em 2000, padeceu at

incio de 2012 da falta de regulamentao.

Hoje, ainda que a EC 29 esteja regulamentada pela Lei

Complementar 141/12 no houve avano no aspecto do

financiamento da poltica de sade pblica. As esperanas

depositadas na regulamentao da EC 29 no se torn aram realidade.

Mesmo que existam argumentos para alimentar enormes

resistncias vinculao de receitas , preciso contrabalance-los

com outros, cuja populao e seu bem maior, a vida, esto

representados. Interessa-nos planejar o futuro das geraes atuais e

vindouras do pas que hoje a 6 economia mundial. Precisamos

mudar esse cenrio, melhorando o SUS.

A populao brasileira ainda convive com alta incidncia de

doenas infecto-contagiosas, carncias nutricionais, elevada

prevalncia de mortes por causas externas, doenas cardiovascular