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1 PROPOSTA DE FORMAÇÃO DOS PROGRAMAS PELC, VIDA SAUDÁVEL E PELC PARA POVOS INDÍGENAS E COMUNIDADES TRADICIONAIS Universidade Federal de Minas Gerais Ministério do Esporte SNELIS - CGEPEL 2016

PROPOSTA DE FORMAÇÃO DOS PROGRAMAS PELC, VIDA

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    PROPOSTA DE FORMAO DOS PROGRAMAS PELC, VIDA SAUDVEL E PELC PARA POVOS INDGENAS E COMUNIDADES TRADICIONAIS

    Universidade Federal de Minas Gerais

    Ministrio do Esporte SNELIS - CGEPEL

    2016

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    PROPOSTA DE FORMAO DOS PROGRAMAS PELC, VIDA SAUDVEL E PELC PARA POVOS INDGENAS E COMUNIDADES TRADICIONAIS

    De acordo com as Diretrizes dos Programas Esporte e Lazer da Cidade (PELC), incluindo o PELC para Povos Indgenas e Comunidades Tradicionais (PCT) e Vida Saudvel (VS), a formao configura-se como uma ferramenta pedaggica imprescindvel para o desenvolvimento dessas propostas. Desde 2010, a formao desses programas vem sendo coordenada pela UFMG, por meio de uma Equipe gestora que conta com a atuao de profissionais qualificados, com conhecimento das especificidades do PELC e do VS.

    O processo de reviso da proposta de formao do PELC, do PCT e do VS foi deflagrado no Encontro de Formadores, Consultores, Orientadores e Articuladores Regionais realizado em Vitria-ES no perodo de 12 a 14 de maro de 2014.

    Nessa oportunidade, foi realizada uma dinmica de trabalho coletivo com o objetivo de revisar e reestruturar os parmetros da formao de agentes sociais do PELC, VS e PCT. Essa proposta foi conduzida pela Equipe gestora/UFMG em conjunto com representantes do Ministrio do Esporte, que mobilizaram discusses com os participantes do evento, divididos em trs grupos:

    PELC - Coordenao: Prof. Silvio Ricardo da Silva

    Vida Saudvel Coordenao: Profa. Christiane Luce Gomes

    Povos Indgenas e Comunidades Tradicionais - Coordenao: Prof. Jos Alfredo Oliveira Debortoli

    Para dar continuidade s primeiras discusses realizadas pelos grupos, aps o evento novos dilogos e estudos foram empreendidos no sentido de avanar a reviso dos objetivos e contedos de cada Mdulo dos Programas que, a partir do Edital 2013, passaram a ser em nmero de quatro: Introdutrio I, Introdutrio II, Avaliao I e Avaliao II.

    Algumas dessas atividades foram realizadas a distncia e envolveram a coordenao de cada grupo de trabalho e alguns formadores/articuladores regionais que haviam participado do trabalho em Vitria com afinidade e insero temtica em cada proposta. Esboadas as linhas mais gerais de cada programa, novas discusses foram desenvolvidas com todo o grupo participante do evento de capacitao gerencial realizado em Braslia no perodo de 05 a 06 de junho/2014.

    A partir da semana que se seguiu a esse evento, ainda em junho de 2014, os resultados dos estudos e discusses sobre a formao de agentes sociais dos programas PELC/PCT/VS foram compartilhados por e-mail com todas as pessoas envolvidas para que pudessem contribuir com o aperfeioamento final das propostas formativas. A sntese dos trabalhos foi apresentada na reunio realizada em Braslia, nos dias 25 e 26 de setembro de 2014, com formadores, articuladores, consultores, equipe do Ministrio do Esporte e da UFMG.

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    Posteriormente, foram feitos novos estudos pela coordenao dos trabalhos na UFMG, no sentido de iniciar o processo de levantamento de material didtico bibliogrfico e audiovisual para fundamentar os contedos da formao delineados para os trs programas: PELC, VS e PCT. Essa atividade teve continuidade em 2015 e em 2016, com o auxlio de todos os envolvidos com os programas para que o processo formativo continue sendo permanentemente aprimorado do ponto de vista didtico e terico-metodolgico.

    Os resultados desse processo esto especificados neste documento, conforme ser apresentado a seguir.

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    PROPOSTA DE FORMAO DO PELC

    Universidade Federal de Minas Gerais

    Ministrio do Esporte SNELIS CGEPEL

    2016

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    1. O Programa Esporte e Lazer da Cidade PELC

    A formao presencial do PELC ocorre nos seguintes momentos: Mdulo Introdutrio I, Mdulo Introdutrio II, Mdulo de Avaliao I, Mdulo de Avaliao II e Formao em Servio. Todas estas etapas possuem, parcialmente, objetivos e contedos prprios.

    1.1 Mdulo Introdutrio I

    O Mdulo Introdutrio I (MI I) desenvolvido por Formadores do PELC e deve acontecer no final do 3 ms do perodo de estruturao do convnio ou do termo de cooperao do convnio, com carga horria de vinte e quatro (24) horas, distribudas em trs dias.

    Devero participar desse primeiro mdulo os agentes sociais e coordenadores pr-selecionados. Tal mdulo pode funcionar como um dos vrios critrios para a contratao dos profissionais que atuaro no programa, o que dever ocorrer na sequncia do mdulo de formao (a partir do 4 ms). Este mdulo de formao deve reunir um nmero maior de agentes sociais do que o necessrio, visando, assim, suprir eventuais desistncias posteriores, elaborando-se uma lista de excedentes. Tambm devero participar do Mdulo Introdutrio os demais atores envolvidos no convnio, como gestores e representantes da entidade de controle social, sendo o convite extensivo a autoridades polticas do municpio.

    importante frisar a necessidade de efetiva participao e frequncia no mdulo. No caso de uma frequncia inferior a 70% dos agentes sociais e gestores inscritos, o encontro dever ser suspenso e remarcado, cabendo as despesas desse novo processo entidade convenente.

    Caso haja a necessidade de substituio de agentes sociais durante a execuo do convnio, no havendo suplentes, a entidade dever desenvolver uma formao especfica, no mesmo modelo do mdulo realizado anteriormente (objetivos, diretrizes, metodologia, dados sobre a realidade local e desafios).

    A concepo metodolgica aplicada tem base nos pressupostos da Educao Popular: estudo da realidade, organizao do conhecimento e aplicao do conhecimento.

    Objetivos do Mdulo Introdutrio I do PELC:

    Conhecer e refletir sobre a realidade local (comunidade, municpio e regio);

    Apresentar a histria, os princpios, as diretrizes, os objetivos e a operacionalizao do PELC;

    Socializar o Planejamento Pedaggico do convnio aprovado pelo Ministrio do Esporte;

    Oportunizar aos agentes sociais os conhecimentos bsicos sobre concepo, diretrizes e objetivos do PELC, bem como esporte, lazer e possibilidades didtico-metodolgicas para interveno;

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    Destacar os princpios para a execuo do Planejamento Participativo com vistas a subsidiar a construo do projeto poltico-pedaggico do convnio do PELC;

    Planejar e fornecer orientaes detalhadas sobre as aes sistemticas e assistemticas do convnio, delineando a grade horria dos ncleos, observadas as cargas horrias dos agentes sociais e as diretrizes que preveem atividades diversificadas e em diversos turnos.

    A partir dos objetivos apontados, so indicados como temas possveis para a formao do mdulo introdutrio I, os seguintes:

    O Ministrio do Esporte, a SNELIS e o PELC: constituio poltica e histrica;

    Identificao e anlise da realidade local;

    A proposta do PELC e a realidade local;

    Cultura, Lazer e Esporte: conceitos e perspectivas;

    Planejamento participativo, organizao do trabalho pedaggico e fundamentos terico-metodolgicos do programa, incluindo: composio/funcionamento do Conselho gestor e da Entidade de controle social; educao popular; organizao dos ncleos, espaos e equipamentos; atividades sistemticas e assistemticas/eventos, grade horria e formao em servio.

    1.2 Mdulo Introdutrio II

    O Mdulo Introdutrio II (MI II) deve acontecer no 6 ms de existncia do convnio, ou seja, no 2 ms de desenvolvimento das atividades, com carga horria de vinte e quatro (24) horas, em trs dias de atividades.

    O mdulo ser desenvolvido por Formadores do PELC seguindo os objetivos, diretrizes e a metodologia do programa, os dados sobre a realidade local e os desafios vistos no Mdulo Introdutrio I.

    Objetivos do Mdulo Introdutrio II do PELC:

    Aprofundar conceitos, diretrizes, princpios e objetivos desenvolvidos no Mdulo I;

    Acompanhar o desenvolvimento das atividades sistemticas programadas no Planejamento Pedaggico aprovado pelo Ministrio do Esporte;

    Acompanhar o desenvolvimento das atividades assistemticas planejadas no Mdulo I e durante o convnio;

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    Reforar a importncia do Planejamento Participativo com vistas a subsidiar a construo do projeto poltico-pedaggico do convnio do PELC;

    Destacar o papel do agente social como agente de incluso e transformao social.

    So temas pertinentes formao do MI II do PELC:

    Reviso e aprofundamento dos temas do MI I: Esporte, Lazer e Polticas pblicas; Animao sociocultural;

    Prticas corporais diversas e suas possibilidades nas aes do convnio;

    Auto-organizao comunitria e participao popular;

    Planejamento e organizao de eventos: Orientaes terico-metodolgicas.

    Formao em servio

    1.3 Formao em Servio

    Deve ocorrer durante todo o perodo de durao do convnio, em reunies semanais que serviro para estudo, troca de ideias, planejamento, palestras e oficinas, em cada um dos ncleos, com organizao, financiamento e realizao sob responsabilidade da entidade conveniada. Podero ser realizados momentos de estudo e trocas de experincias entre um ou mais ncleos. A entidade poder solicitar autorizao do ME/SNELIS/CGAO/CGEPEL para aproveitar os recursos no utilizados e/ou rendimento de aplicao para a contratao do palestrante que atuar nesse mdulo. A solicitao deve conter o contedo a ser desenvolvido e ser analisada, podendo ser ou no deferida. Para tanto, precisam ser observadas as restries existentes na legislao de convnios. Devem ser incentivados que os temas deste momento de formao surjam a partir das prprias dificuldades e dilemas encontrados no campo de atuao. Podem ser chamadas pessoas que estejam habilitadas para atender as especificidades do Programa local.

    So objetivos da Formao em servio:

    Aprofundar conceitos e contedos acerca do esporte e do lazer no contexto do PELC, tendo como base as caractersticas principais da populao atendida;

    Planejar, de forma participativa, as atividades sistemticas e assistemticas dos ncleos;

    Qualificar os registros: elaborao de texto, relato de experincia, relatrios, questionrios, pesquisas de campo, instrumentos de avaliao, etc;

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    Abordar temas de interesse do pblico alvo do Programa, com vistas qualificao das atividades;

    Desenvolver metodologias de avaliao processual das atividades e do desempenho dos agentes e execuo do convnio.

    Sugesto de contedos a serem abordados na Formao em Servio:

    Minorias sociais, acessibilidade e incluso social;

    Violncia;

    Reflexes e vivncias de prticas corporais (jogos, esportes, danas, lutas, ginsticas, etc);

    Sade e qualidade de vida;

    Ludicidade;

    Integrao do PELC com as outras polticas sociais;

    Meio ambiente;

    Orientaes quanto s metodologias, mecanismos e instrumentos de avaliao, elaborao de projetos (ex: eventos); gesto democrtica e controle social; planejamento de aes de mobilizao comunitria;

    Outros contedos diretamente ligados a demandas e necessidades de aprofundamento de determinados temas do PELC.

    Sugesto de Metodologias para Formao em Servio:

    Reunies peridicas de planejamento e avaliao das atividades (devem constar na grade horria dos ncleos);

    Cursos, oficinas e palestras que se apresentam no cotidiano das aes da formao em servio, no sentido de manter o dilogo permanente acerca dos limites e possibilidades do funcionamento sistemtico e assistemtico dos ncleos, possibilitando a vivncia dos contedos e atividades do Programa;

    Atividades de campo no sentido de ampliar as aes dos agentes e da comunidade atendida e beneficiada pelo ncleo, em reunies com os diferentes segmentos de interesse (peladeiros, grupos de dana popular, grupos de ginstica, grupos de capoeira, etc.);

    Registro e monitoramento (aes avaliativas) para construir e registrar o fazer pedaggico do ncleo, incluindo questes de planejamento das oficinas e eventos, a histria da comunidade no funcionamento do ncleo, os resgates de suas manifestaes populares, a constituio de associaes

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    representativas e a formao de grupos esportivos e de dana, teatro ou msica.

    Intercmbio entre ncleos, projetos sociais e entidades que, num mesmo municpio, constroem experincias diferentes, em funo de suas necessidades locais, seu territrio e seus espaos.

    Construo e participao em eventos, encontros, seminrios e congressos para democratizar as experincias construdas nos ncleos na perspectiva da divulgao, e sob o ponto de vista da experimentao, em outras regies.

    Sugere-se que o processo de formao em servio seja acompanhado, distncia, pelo(s) formador(es) que desenvolveu(eram) os mdulos introdutrios. O(s) formador(es) dever(o) retornar nos mdulos de avaliao.

    1.4 Mdulos de Avaliao I e II

    Os Mdulos de Avaliao I e II (AV I e AVI II) so realizados no decorrer do processo de desenvolvimento das atividades dos ncleos do PELC:

    AV I - deve ocorrer no 14 ms do convnio, que o 10 ms de pleno desenvolvimento das atividades;

    AV II deve ocorrer no 22 ms do convnio, que corresponde ao 18 ms de pleno desenvolvimento das atividades.

    Ambos os mdulos devero ser desenvolvidos por formadores do PELC e tero cada um, 16 horas de durao, distribudas em dois dias de atividades.

    So objetivos dos Mdulos de Avaliao do PELC:

    Preparar uma sntese das atividades realizadas, para avaliao do grupo: relatos de experincias organizados pelos coordenadores e agentes;

    Apresentar uma sntese da atuao da entidade de controle social e do grupo gestor do convnio;

    Definir as aes que objetivem potencializar os pontos fortes e minimizar as fragilidades;

    Revisar os contedos abordados no Programa a partir da necessidade dos agentes;

    Planejar uma ao de impacto para encerramento do convnio e quando necessrio, para aumentar a adeso no programa;

    Preparar instrumentos de avaliao do PELC: de resultado, processo e impacto;

    Sistematizar uma proposta coletiva de continuao da poltica pblica (municipalizao).

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    Sugesto de contedos a serem abordados no Mdulo AV I do PELC:

    Planejamento participativo,

    Avaliao processual,

    Tcnicas de avaliao (construo de instrumentos);

    Autogesto comunitria.

    Sugestes de contedos a serem abordados no Mdulo AV II do PELC:

    Avaliao processual: Aprofundamento;

    Funcionamento dos Ncleos e impactos identificados;

    Polticas pblicas e sociais de lazer: Desafios para a gesto democrtica e perspectivas de continuidade das aes do programa.

    Metodologia dos Mdulos de Avaliao:

    A programao deve contemplar visita aos locais de funcionamento das atividades, bem como, momentos junto comunidade envolvida avaliao pela comunidade, apresentaes diversas dos contedos trabalhados, etc.

    1.5 Sugestes de material didtico para fundamentar a formao do Programa Esporte e Lazer da Cidade

    Filmes/curtas:

    - La Maison en Petits Cubes https://www.youtube.com/watch?v=O_2Sc8fD_Kc - Ilha das flores https://www.youtube.com/watch?v=e7sD6mdXUyg - Inveno da Infncia https://www.youtube.com/watch?v=xfLLPMDkDtA - Vida Maria https://www.youtube.com/watch?v=R2pEeVqShe4 - Tarja Branca https://www.youtube.com/watch?v=dadvMzBqIdI

    https://www.youtube.com/watch?v=O_2Sc8fD_Kchttps://www.youtube.com/watch?v=e7sD6mdXUyghttps://www.youtube.com/watch?v=xfLLPMDkDtAhttps://www.youtube.com/watch?v=R2pEeVqShe4https://www.youtube.com/watch?v=dadvMzBqIdI

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    - Filhos do Paraso https://www.youtube.com/watch?v=qf-TBppeIvE

    - Escritores da liberdade https://www.youtube.com/watch?v=9oD77Rz6UZM - Vem danar https://www.youtube.com/watch?v=brYzPpdE5R - O Jarro https://www.youtube.com/watch?v=LC-S0fTMY-M

    Referncias bibliogrficas

    ALVES, Rubem. Construir povos. In: Conversas sobre Poltica, 2 ed. Campinas: Verus, 2002.

    BORDENAVE. Juan E. Daz. O que participao. SP: Brasiliense, 1983.

    DEMO, Pedro. Avaliao qualitativa. SP: Cortez, 1987.

    FERREIRA, M. P. A; MARCELLINO, N. C. Brincar, Jogar, Viver: programa esporte e lazer na cidade volume II n 01 2007.

    FERREIRA, M. P. A; MARCELLINO, N. C. Brincar, Jogar, Viver: programa esporte e lazer da cidade volume I 2007.

    FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. RJ: Paz e terra, 1982.

    GOMES, Christianne L. (org). Dicionrio crtico de lazer. Belo Horizonte: Autentica, 2004.

    GOMES, Christianne L. Lazer: Necessidade humana e dimenso da cultura. Revista Brasileira de Estudos do Lazer - RBEL, v. 1, p.3-20, 2014. Disponvel em: https://seer.lcc.ufmg.br/index.php/rbel/article/view/327/227. Acesso em 15 dez. 2014.

    ISAYAMA, Helder Ferreira, LINHALES, Meily A. (Orgs.). Avaliao de polticas e polticas de avaliao: questes para o esporte e o lazer. Belo Horizonte: Ed.UFMG, 2008.

    MARCELLINO, N. C. Formao e Desenvolvimento de Pessoal em Lazer e Esporte. Campinas, SP. Papirus, 2003.

    MARCELLINO, N. C. Pedagogia da Animao. 4 Ed. Campinas, SP. Papirus, 2002.

    MARCELLINO, Nelson de Carvalho. Lazer e educao. Campinas: Papirus, 1995.

    MARTIN, Marilena F. O Homem Ldico. Associao Internacional pelo Direito da Criana Brincar, (s/d).

    https://www.youtube.com/watch?v=qf-TBppeIvEhttps://www.youtube.com/watch?v=9oD77Rz6UZMhttps://www.youtube.com/watch?v=brYzPpdE5Rhttps://www.youtube.com/watch?v=LC-S0fTMY-M

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    MASCARENHAS, Fernando. Lazerania tambm conquista: tendncias e desafios na era do mercado. In: Movimento. Porto Alegre. Vol.10, n. 2, p.155 - 182; mai/ago. 2004.

    MASCARENHAS, Fernando. Em busca do cio perdido: Idealismo, panacia e predio histrica sombra do lazer. In: PADILHA, Valquria (Org.). Dialtica do lazer. So Paulo: Cortez, 2006.

    MASCARENHAS, Fernando. Lazer e Utopia: limites e possibilidades de ao poltica. In: Movimento. Porto Alegre. Vol.11, n. 3, p.155 - 182; setembro/dezembro de 2005.

    MELO, Victor Andrade de. A Cidade, O Cidado, O Lazer e a Animao Cultural. Disponvel em: http://grupoanima.org/wp-content/uploads/anim_cult_cidade_livro_licere.pdf

    MELO, Victor Andrade de. Lazer e minorias sociais. So Paulo: IBRASA, 2003.

    MULLER, Pierre; SUREL, Yves. A Anlise das Polticas Pblicas. Pelotas/RS: EDUCAT, 2002.

    PADILHA, Valquria (org.). Dialtica do lazer. So Paulo: Cortez, 2006.

    PINTO, Leila Mirtes. Como fazer projetos de lazer: elaborao, execuo e avaliao. Campinas, Papirus, 2007.

    PNUD. Esporte como estratgia de desenvolvimento social e econmico: programa das Naes Unidas para o desenvolvimento, 2001. http://www.pnud.org.br/projetos/governanca/visualiza.php?id07=44 (acesso dia 13 de maio 2011).

    RAMOS, M. L. B. C. (Org.). Formao no programa esporte e lazer da cidade. Braslia: Fields, 2011.

    SANTIN, Silvino. Educao Fsica: da alegria do ldico opresso do rendimento. 3 ed. Porto Alegre: EST edies, 2001.

    SAVIANI, Dermeval. Educao: do senso comum conscincia filosfica. 9.ed. So Paulo: Autores Associados,1989.

    SOUSA, Eustquia Salvadora [et al.]. Sistema de monitoramento e avaliao dos programas Esporte e Lazer da Cidade e Segundo Tempo do Ministrio do Esporte. Belo Horizonte: O Lutador, 2010.

    SOUZA, Celina. Polticas Pblicas: uma reviso da literatura. Sociologias, Porto Alegre, n. 16, jul./dez., 2006.

    STIGGER, Marco Paulo. Esporte, Lazer e estilos de vida: um estudo etnogrfico. Campinas, SP: Autores Associados chancela editorial CBCE, 2002.

    STIGGER, Marco Paulo. Participao Popular na Gesto do Espao Pblico de Lazer: um caminho percorrvel na construo da utopia democrtica. In: MARCELLINO, Nelson Carvalho (Org.). Polticas Pblicas Setoriais de Esporte e lazer: O Papel das prefeituras. Campinas, SP: Autores Associados, 1996. p.117-133.

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    TURRA, Glria Maria G. et al. Planejamento de ensino e avaliao. Porto Alegre: Sagra, 1988.

    VASCONCELLOS, Celso dos S. Avaliao: concepo dialtica-libertadora do processo de avaliao escolar. SP: Libertad, 1998.

    ZUCHETTI, Dinor Tereza; MOURA, Eliana. Explorando cenrios: educao no escolar e pedaggica social. Revista Educao Unisinos, So Leopoldo, vol 10, n.3, p. 228-236, 2006. Disponvel em:http://www.unisinos.br/publicacoes_cientificas/images/stories/pdfs_educacao/vol10n 3/art07_moura.pdf Acesso em: 15 de julho 2011.

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    PROPOSTA DE FORMAO

    DO PROGRAMA VIDA SAUDVEL

    Universidade Federal de Minas Gerais

    Ministrio do Esporte SNELIS CGEPEL

    2016

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    2. O Programa Vida Saudvel

    Na busca por garantir o direito da pessoa idosa frente s polticas pblicas de esporte e lazer, o Ministrio do Esporte, atravs da SNELIS, decide reconhecer o Vida Saudvel como um Programa Social que, at 2011, era um dos ncleos do Programa Esporte e Lazer da Cidade.

    O Programa Vida Saudvel (VS) possibilita a prtica de atividades fsicas, culturais e de lazer para a pessoa idosa, estimulando a convivncia social, a formao de gestores e lideranas comunitrias, a pesquisa e a socializao do conhecimento, contribuindo para que o lazer e o esporte sejam tratados como polticas pblicas e direito de todos.

    Para qualificar o VS, discusses foram empreendidas no Encontro de formadores do PELC realizado em Vitria-ES em maro de 2014. Essa iniciativa contou com a participao de vrias pessoas, que foram reunidas no grupo de trabalho sobre o Programa Vida Saudvel.1

    Dos dilogos coletivamente desenvolvidos, chegou-se proposta de definio do objetivo central do Programa Vida Saudvel: democratizar o lazer e o esporte para pessoas idosas na perspectiva da Promoo da Sade.

    Os debates sobre a Promoo da Sade foram empreendidos desde a dcada de 1970 em pases da Europa, no Canad e nos Estados Unidos. Em seus primrdios, vincula-se fortemente s noes de estilo de vida e risco epidemiolgico, possuindo carter liberal e comportamentalista. A partir da dcada de 1980, a Promoo da Sade assumiu perspectivas crticas e radicais. Entra em cena a viso de que sade resultante de condies de alimentao, habitao, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso aos servios de sade. assim, antes de tudo, o resultado das formas de organizao social da produo, as quais podem gerar grandes desigualdades nos nveis de vida sociais (MINAYO, 1992). Nessa perspectiva, a Promoo da Sade passa a ser vista como um meio de contribuir para mudanas sociais, como uma forma de deslocar a nfase na medicalizao do sistema de sade para o enfoque em polticas pblicas e aes multisetoriais. Nesse sentido, o desenvolvimento comunitrio e o empowerment so apontados como elementos chaves do processo de capacitao dos cidados para que, coletivamente, lutem pelo direito social plena sade.2

    A partir do objetivo central desdobram-se os seguintes objetivos especficos do VS:

    1 Participaram do grupo de discusso sobre o Programa Vida Saudvel em Vitria: Aniele

    Assis, Antonieta Alves, Carlos Fernando Cunha Jr., Danusa Dias Soares, Evilsio Martins Vieira, Joelma Cristina Gomes, Keni Vazzoler, Liana Romera, Luiz Carlos Lira, Marcia Soares, Silvana Regina Echer e Silvano Coutinho. Representantes do Ministrio do Esporte: Ana Elenara da Silva Pintos, Gabriela Ghislene, Sthefany Syandra e Christianne Luce Gomes/UFMG. 2 MINAYO, Maria Ceclia de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em sade.

    So Paulo: Hucitec, 1992.

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    Desenvolver aes voltadas para pessoas idosas, predominantemente, a partir de 60 anos nos ncleos de esporte e de lazer;

    Estimular a intersetorialidade e a gesto participativa entre os sujeitos locais direta e indiretamente envolvidos;

    Orientar entidades convenentes para estruturar e conduzir polticas pblicas de lazer e de esporte para pessoas idosas baseadas na educao popular;

    Promover e estimular a formao continuada de gestores e agentes sociais de lazer e esporte, com vistas a intervir junto ao pblico idoso;

    Incentivar a organizao coletiva de eventos de lazer e esporte para envolver a populao local;

    Garantir a apropriao do direito ao lazer e ao esporte recreativo, reconhecendo e valorizando a cultura local.

    O Programa Vida Saudvel prioriza o protagonismo da pessoa que envelhece na perspectiva da emancipao humana e do desenvolvimento comunitrio; valorizando a diversidade cultural local e a intergeracionalidade; fomentando o respeito diversidade sexual, tnica e religiosa, entre outras; implementando e ampliando as aes intersetoriais com Ministrios, secretarias estaduais e municipais, instituies de Ensino Superior e outros setores da sociedade. Visa, ainda, contribuir para que as aes de lazer e de esporte avancem do atual estgio de poltica de governo para a dimenso mais ampla de Poltica de Estado.

    Neste sentido, as diretrizes norteadoras dos processos pedaggicos do VS so as seguintes:

    Auto-organizao comunitria;

    Trabalho coletivo;

    Protagonismo da pessoa que envelhece;

    Valorizao da cultura local;

    Valorizao dos saberes das pessoas idosas;

    Respeito diversidade (cultural, geracional, sexual, tnica e religiosa);

    Intersetorialidade;

    Municipalizao.

    As atividades sistemticas realizadas nos ncleos do VS necessitam contemplar os interesses da cultura corporal e ldica para a pessoa idosa, sendo organizadas na forma de oficinas, com frequncia mnima semanal, de

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    carter permanente e/ou rotativo, de acordo com as caractersticas e interesses da comunidade.

    Sugere-se que sejam previstas oficinas diversas, tais como:

    Exerccios fsicos (terrestres ou aquticos): alongamento, caminhada, ginstica, natao, hidroginstica, watsu, yoga, pilates, shiatsu, etc.;

    Atividades esportivas: voleibol, handebol, basquete, futebol, esportes de aventura, tnis de mesa, cmbio, etc.;

    Lutas: carat, jud, taekwondo, etc.;

    Atividades culturais e artsticas: msica, teatro, artesanato, filmes, salas de leitura, etc.;

    Danas: regionais, contemporneas, clssicas, ginstica coreografada, etc.;

    Capoeira e suas adaptaes;

    Jogos populares e de salo;

    Jogos cognitivos: dama e xadrez;

    Contao de histrias, teatro e dramatizaes;

    Outras possibilidades de manifestaes da cultura corporal do movimento, alm das relatadas acima, que atendam s diretrizes do programa.

    As oficinas devero contemplar os interesses do pblico alvo, sendo imprescindvel a adaptao das atividades s pessoas idosas com deficincia (limitao fsica, mental, sensorial ou mltipla).

    Deve estar prevista a possibilidade de dilogo com a cultural local e o fortalecimento da diversidade cultural, promovendo interface das mais variadas manifestaes e suas geraes.

    Atividades diversificadas facilitam a participao de pblicos diferenciados; portanto, a garantia dessa diversidade para a pessoa idosa deve ser tratada como prioridade pelo gestor, e desenvolvida com cautela pelos agentes sociais.

    Os agentes sociais que fazem o Vida Saudvel acontecer de fato, pois so personagens principais no que diz respeito elaborao e execuo das aes pretendidas, pautadas no princpio da gesto participativa. Devem compor o quadro interdisciplinar e multiprofissional para a construo e interveno dos saberes populares e saberes acadmicos, a fim de tratar o lazer e esporte como direitos sociais. Como as pessoas idosas constituem um grupo diferenciado, os agentes sociais selecionados precisam se apropriar de conhecimentos sobre o processo de envelhecimento e ter experincia suficiente sobre as atividades que sero desenvolvidas com os participantes. Ademais, os agentes sociais devero ser desprovidos de preconceitos, sendo imprescindvel sensibilidade e conhecimento acerca do processo de envelhecimento. Recomenda-se que aqueles agentes que atuaro diretamente

  • 18

    com as atividades fsico-esportivas sejam professores e/ou estudantes de Educao Fsica, ou orientados por um deles.

    imprescindvel o envolvimento de lideranas comunitrias que j desenvolvem atividades (capoeiristas, bailarinos, artistas plsticos, msicos, atores, etc.) nas comunidades a serem atendidas, para a execuo do VS junto s pessoas idosas. Podem ser agentes: professores de educao fsica, educadores populares e comunitrios, demais profissionais de reas afins ao lazer e envolvidos diretamente com a execuo do programa. Os agentes sociais selecionados devem ter conhecimento e experincia sobre as atividades que desenvolvero.

    A formao presencial do PELC ocorre nos seguintes momentos: Mdulo Introdutrio I, Mdulo Introdutrio II, Mdulo de Avaliao I, Mdulo de Avaliao II e Formao em Servio. Todas estas etapas possuem, parcialmente, objeivos e contedos prprios.

    2.1 Mdulo Introdutrio I

    O Mdulo Introdutrio I (MI I) do programa desenvolvido por Formadores do PELC e deve acontecer no final do 3 ms do perodo de estruturao do convnio ou do termo de cooperao, com carga horria de vinte e quatro (24) horas, distribudas em trs dias.

    Devero participar desse primeiro mdulo os agentes sociais e coordenadores pr-selecionados. Tal mdulo pode funcionar como um dos vrios critrios para a contratao dos profissionais que atuaro no programa, o que dever ocorrer na sequncia do mdulo de formao (a partir do 4 ms). Este mdulo de formao deve reunir um nmero maior de agentes sociais do que o necessrio, visando, assim, suprir eventuais desistncias posteriores, elaborando-se uma lista de excedentes. Tambm devero participar do Mdulo Introdutrio os demais atores envolvidos no convnio, como gestores e representantes da entidade de controle social, sendo o convite extensivo a autoridades polticas do municpio.

    importante frisar a necessidade de efetiva participao e frequncia no mdulo. No caso de uma frequncia inferior a 70% dos agentes sociais e gestores inscritos, o encontro dever ser suspenso e remarcado, cabendo as despesas desse novo processo entidade convenente.

    Caso haja a necessidade de substituio de agentes sociais durante a execuo do convnio, no havendo suplentes, a entidade dever desenvolver uma formao especfica, no mesmo modelo do mdulo realizado anteriormente (objetivos, diretrizes, metodologia, dados sobre a realidade local e desafios).

    A concepo metodolgica do programa tem base nos pressupostos da Educao Popular: estudo da realidade, organizao do conhecimento e aplicao do conhecimento.

    Contedos sugeridos para o Mdulo Introdutrio I do VS (3 dias):

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    Processo histrico do PELC

    Princpios, objetivos e diretrizes do Programa Vida Saudvel;

    Marco Legal Estatutos e documentos relacionados ao idoso; polticas pblicas e sociais; esporte e lazer como direitos sociais; empoderamento e participao social da pessoa idosa;

    Cultura, esporte e Lazer: prticas corporais para pessoas idosas

    Processo de envelhecimento: Acessibilidade, preveno de quedas e problemas de sade que mais acometem as pessoas idosas;

    Promoo da Sade: modelos de ateno sade

    Planejamento participativo, organizao do trabalho pedaggico e fundamentos terico-metodolgicos do programa, incluindo: composio/funcionamento do Conselho gestor e da Entidade de controle social; educao popular; organizao dos ncleos, espaos e equipamentos; atividades sistemticas e assistemticas/eventos, grade horria e formao em servio.

    1.2 Mdulo Introdutrio II

    O Mdulo Introdutrio II (MI II) deve acontecer no 6 ms de existncia do convnio, ou seja, no 2 ms de desenvolvimento das atividades, com carga horria de vinte e quatro (24) horas, em trs dias de atividades.

    O mdulo ser desenvolvido por Formadores do PELC seguindo os objetivos, diretrizes e a metodologia do programa, os dados sobre a realidade local e os desafios vistos no Mdulo Introdutrio I.

    Contedos sugeridos para o Mdulo Introdutrio II do VS (3 dias):

    Promoo de sade, Lazer e prticas corporais para pessoas idosas: Aprofundamento;

    Cultura, esporte e lazer: Aprofundamento;

    Auto-organizao comunitria e participao popular;

    Espaos, equipamentos e contedos no dia a dia do Vida Saudvel; acessibilidade e preveno de quedas;

    Planejamento e organizao de eventos: Orientaes terico-metodolgicas.

    2.3 Formao em Servio

    Deve ocorrer durante todo o perodo de durao do convnio, em reunies semanais que serviro para estudo, troca de ideias, planejamento, palestras e oficinas, em cada um dos ncleos, com organizao, financiamento

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    e realizao sob responsabilidade da entidade conveniada. Podero ser realizados momentos de estudo e trocas de experincias entre um ou mais ncleos. A entidade poder solicitar autorizao do ME/SNELIS/CGAO/CGEPEL para aproveitar os recursos no utilizados e/ou rendimento de aplicao para a contratao do palestrante que atuar nesse mdulo. A solicitao deve conter o contedo a ser desenvolvido e ser analisada, podendo ser ou no deferida. Para tanto, precisam ser observadas as restries existentes na legislao de convnios. Devem ser incentivados que os temas deste momento de formao surjam a partir das prprias dificuldades e dilemas encontrados no campo de atuao. Podem ser chamadas pessoas que estejam habilitadas para atender as especificidades do Programa local.

    So objetivos da Formao em servio:

    Aprofundar conceitos e contedos acerca do esporte, do lazer e da sade no contexto do PELC, tendo como base as caractersticas principais da populao atendida;

    Planejar, de forma participativa, as atividades sistemticas e assistemticas dos ncleos;

    Qualificar os registros: elaborao de texto, relato de experincia, relatrios, questionrios, pesquisas de campo, instrumentos de avaliao, etc;

    Abordar temas de interesse do pblico alvo do Programa, com vistas qualificao das atividades;

    Desenvolver metodologias de avaliao processual das atividades e do desempenho dos agentes e execuo do convnio.

    Sugesto de contedos a serem abordados na Formao em servio do VS:

    Os contedos abordados estaro diretamente ligados a demandas e necessidades de aprofundamento de determinados temas do Programa, para qualificar a execuo, atendendo aos princpios, diretrizes, conceitos, concepo e caractersticas, apresentados nos Mdulos Introdutrios, tais como os listados a seguir.

    Contedos gerais: sade e promoo da sade; processo de envelhecimento e educao gerontolgica; intergeracionalidade, violncia, incluso social de pessoas idosas com deficincia, prticas corporais para o pblico idoso (jogos, esportes, danas, etc.); linguagens artsticas; instrumentos didtico-metodolgicos, intersetorialidade e integrao com as outras polticas sociais, dentre outros;

    Orientaes de trabalho com registros e sistematizaes de experincias e intervenes; estimulando a organizao de pequenos artigos, relatos de experincia, textos didticos e documentrios;

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    Metodologias, mecanismos e instrumentos de avaliao;

    Gesto de polticas pblicas;

    Elaborao de projetos (ex: eventos);

    Gesto democrtica e controle social;

    Planejamento de aes de mobilizao comunitria.

    Metodologias sugeridas:

    Reunies peridicas de planejamento e avaliao das atividades (deve constar na grade horria dos ncleos).

    Cursos, oficinas e palestras que se apresentam no cotidiano das aes da formao em servio, no sentido de manter o dilogo permanente acerca dos limites e possibilidades do funcionamento sistemtico e assistemtico dos ncleos, possibilitando a vivncia dos contedos e atividades do Programa VS.

    Atividades de campo no sentido de ampliar as aes dos agentes e da comunidade atendida e beneficiada pelo ncleo, em reunies com os diferentes segmentos de interesse (peladeiros, grupos de dana popular, grupos de capoeira).

    Registro e monitoramento (aes avaliativas) para construir e registrar o fazer pedaggico do VS, incluindo questes de planejamento das oficinas e eventos, a histria da comunidade no funcionamento do ncleo, os resgates de suas manifestaes populares, a constituio de associaes representativas e a formao de grupos esportivos e de dana, teatro ou msica.

    Intercmbio entre ncleos, projetos sociais e entidades que, num mesmo municpio, constroem experincias diferentes, em funo de suas necessidades locais, seu territrio e seus espaos.

    Construo e participao em eventos, encontros, seminrios e congressos para democratizar as experincias construdas nos ncleos do VS na perspectiva da divulgao, e sob o ponto de vista da experimentao, em outras regies.

    Sugere-se que o processo de formao em servio seja acompanhado, distncia, pelo(s) formador(es) que desenvolveu(eram) os mdulos introdutrios. O(s) formador(es) dever(o) retornar nos mdulos de avaliao.

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    2.4 Mdulos de Avaliao I e II

    Ambos os mdulos de Avaliao devero ser desenvolvidos por formadores do PELC e tero cada um, 16 horas de durao distribudas em dois dias de atividades.

    AV I - deve ocorrer no 14 ms do convnio, que o 10 ms de pleno desenvolvimento das atividades;

    AV II deve ocorrer no 22 ms do convnio, que corresponde ao 18 ms de pleno desenvolvimento das atividades.

    So objetivos dos Mdulos de Avaliao do PELC:

    Preparar uma sntese das atividades realizadas, para avaliao do grupo: relatos de experincias organizados pelos coordenadores e agentes;

    Apresentar uma sntese da atuao da entidade de controle social e do grupo gestor do convnio;

    Definir as aes que objetivem potencializar os pontos fortes e minimizar as fragilidades;

    Revisar os contedos abordados no Programa a partir da necessidade dos agentes;

    Planejar uma ao de impacto para encerramento do convnio e quando necessrio, para aumentar a adeso no programa;

    Preparar instrumentos de avaliao do Vida Saudvel: de resultado, processo e impacto;

    Sistematizar uma proposta coletiva de continuao da poltica pblica (municipalizao).

    Contedos sugeridos para o Mdulo de Avaliao I do VS (2 dias):

    Planejamento e Avaliao: Aspectos terico-metodolgicos;

    Aprofundamento de contedos tratados nos Mdulos Introdutrios I e II;

    Vida Saudvel e auto-gesto comunitria;

    Funcionamento dos Ncleos;

    Vida Saudvel: Avaliao processual.

    Contedos sugeridos para o Mdulo de Avaliao II do VS (2 dias):

    Avaliao processual: Aprofundamento;

    Funcionamento dos Ncleos e impactos identificados;

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    Polticas pblicas e sociais de lazer para pessoas idosas: Desafios para a gesto democrtica e continuidade das aes programa.

    2.5 Sugestes de material didtico para fundamentar a formao do Programa Vida Saudvel

    Vdeos (curta-metragens e fragmentos de filmes): - Lugares comuns - discusso do pai idoso com seu filho http://www.youtube.com/watch?v=0szukiZKvVw

    - Sean Penn curta-metragem: 11 de setembro enfrentamento da velhice http://www.youtube.com/watch?v=9h92e_YbTcI

    - Geris game - velhice http://www.youtube.com/watch?v=03T2pKO8ItE

    http://www.youtube.com/watch?v=9IYRC7g2ICg

    - The mirror - da infncia velhice http://www.youtube.com/watch?v=DCJiEHa7oOc

    - O curioso caso de Benjamin Button http://www.youtube.com/watch?v=mgOgWP9KLvA - Meu estranho av http://www.youtube.com/watch?v=wYBpxPRn_nw

    - A vov do rap http://www.youtube.com/watch?v=SyH0hf8D3vM

    - Curta-metragem Metamorfose https://www.youtube.com/watch?v=cMGtB0h_LA0

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    Associao Brasileira de Educao Mdica; So Paulo: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia do Estado de So Paulo, 2003. (Resumo disponvel em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-32832003000200018&script=sci_arttext).

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    http://books.google.com.br/books?id=W2NJdZYNTqIC&printsec=frontcover&hl=pt-BR&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false. Acesso em 02 jan. 2015.

    Marcos Legais:

    Poltica Nacional do Idoso Lei n 8.842/1994 Reafirma diretrizes previstas na Constituio Federal e cria o Conselho Nacional do Idoso

    Estatuto do Idoso Lei 10.741 de 1/10/2003 Art 3 - obrigao da famlia, da comunidade, da Sociedade e do Poder Pblico assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivao do direito vida, sade, alimentao, educao, cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, cidadania, liberdade, dignidade, ao respeito e convivncia familiar e comunitria.

    Lei n 11.433 de 28/12/2006 - Institui o dia nacional do idoso celebrado no dia 1 de outubro de cada ano.

    Poltica Nacional de Sade da Pessoa Idosa Portaria n 2.528 de 19/10/2006 Tem como finalidade recuperar, manter e promover a autonomia e a independncia dos indivduos idosos, direcionando medidas coletivas e individuais de sade para esse fim.

    Comisso Intersetorial de Sade da Pessoa Idosa do Conselho Nacional de Sade acompanha a implementao da Poltica Nacional de Sade da Pessoa Idosa e do Estatuto do Idoso.

    Decreto Presidencial n 8.114/2013 Compromisso Nacional para Envelhecimento Ativo Parceria entre as polticas pblicas para monitorar aes desenvolvidas visando promoo do envelhecimento ativo e garantir a articulao entre rgos e entidades pblicas.

    Diretrizes para o cuidado das pessoas idosas no SUS: proposta de modelo de ateno integral, lanado em 2014.

    http://books.google.com.br/books?id=W2NJdZYNTqIC&printsec=frontcover&hl=pt-BR&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=falsehttp://books.google.com.br/books?id=W2NJdZYNTqIC&printsec=frontcover&hl=pt-BR&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false

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    PROPOSTA DE FORMAO DO PELC PARA POVOS INDGENAS E COMUNIDADES TRADICIONAIS

    Universidade Federal de Minas Gerais

    Ministrio do Esporte SNELIS - CGEPEL

    2016

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    3.O PELC para Povos Indgenas e Comunidades Tradicionais PCT Trata-se de ncleos voltados especificamente para Povos Indgenas e Comunidades Tradicionais, conforme estabelecido no Decreto n. 6040: so grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas prprias de organizao social, que ocupam e usam territrios e recursos naturais como condio para sua reproduo cultural, social, religiosa, ancestral e econmica, utilizando conhecimentos, inovaes e prticas gerados e transmitidos pela tradio. Assim, alm dos povos indgenas, o PCT reconhece diversas comunidades tradicionais, tais como: quilombolas, populaes ribeirinhas, populaes rurais, as comunidades de terreiro, os extrativistas, os ribeirinhos, os caboclos, os pescadores artesanais, kalungas, os pomeranos, faxinalenses, as comunidades de fundos, ciganos, geraizeiros, vazanteiros, pantaneiros e demais sujeitos sociais emergentes, cujas identidades coletivas se fundamentam em direitos territoriais e numa autoconscincia cultural. Esta singularidade recai tanto sobre os contedos quanto sobre as metodologias de formao, bem como os prprios sentidos de uma formao voltada para a garantia de direitos de pessoas que vivem contextos especficos em profunda relao com seu territrio e experincias culturais. A perspectiva do desenvolvimento de uma Poltica de Lazer em contextos indgenas e com comunidades tradicionais desafia ampliar a compreenso de outras maneiras de organizao da vida social e, nessa direo, indagar como as polticas de direito podem contribuir para a ampliao da cidadania desses povos, fortalecendo suas identidades, suas prticas, possibilidades de apropriao de seu territrio, e de expresso de suas formas de socialidade.

    Todas estas questes vo ao encontro do objetivo central do Programa Esporte e Lazer na Cidade, que o da busca pela democratizao do lazer e do esporte recreativo para todas as pessoas na perspectiva do direito, da cidadania e da dignidade da vida social.

    Durante o evento realizado em Vitria-ES3, as discusses enfatizaram a necessidade de sistematizar e garantir as especificidades do trabalho com Povos Indgenas e Comunidades Tradicionais. Esta singularidade recai tanto sobre os contedos quanto sobre as metodologias de formao, relacionados aos prprios sentidos de uma formao voltada para a garantia de direitos de pessoas que vivem (em) contextos especficos, em profunda relao com seu territrio e experincias culturais.

    A perspectiva do desenvolvimento de uma Poltica de Lazer em contextos indgenas e de comunidades tradicionais desafia-nos ampliar a compreenso de outras maneiras de organizao da vida social e, nessa direo, indagar como as polticas de direito podem contribuir para a ampliao

    3 Participaram deste grupo de trabalho formadores, coordenadores regionais e gesto PELC/UFMG: Ricardo Garcia, Lucilia Matos, Jos Nildo Ca, Maria Leonor Brenner Ceia

    Ramos, Eneida Feix, Paulo Lacerda, Sheylazarth P. Ribeiro, Carmen Llia, Arthur Jos

    Medeiros de Almeida, Marie Luce Tavares, Marclia de Sousa Silva, Khellen Correia e Jos

    Alfredo Oliveira Debortoli.

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    da cidadania desses povos, fortalecendo suas relaes, suas prticas e possibilidades de apropriao de seu territrio e de expresso de suas formas de socialidade. A elaborao de um processo de formao de agentes que realizam trabalhos com povos indgenas e populaes tradicionais implica o reconhecimento e a compreenso de uma dinmica de experincias cotidianas que implicam relaes identitrias e territoriais. Uma poltica de lazer, nessa direo, vai ao encontro da urgncia de encontrarmos respostas aos desafios cotidianos da vida desses povos, nesses contextos, onde tambm se inclui o direito ao lazer. Objetivos dos processos de formao do PCT

    O desenvolvimento comunitrio e a efetivao de direitos sociais constituem elementos chaves para que todos os cidados, coletivamente, conquistem direitos sociais fundamentais. Nessa direo, os processos de formao desenvolvidos no processo de implantao o PELC na especificidade dos contextos indgenas e tradicionais, buscaro:

    Conhecer e refletir sobre a realidade local;

    Apresentar os princpios, as diretrizes, os objetivos e operacionalizao do PELC aos agentes envolvidos;

    Elaborar procedimentos para operacionalizar o Planejamento Pedaggico do convnio aprovado pelo Ministrio do Esporte;

    Discutir instrumentos e metodologias para o desenvolvimento e avaliao das aes de implantao do Programa;

    Destacar os princpios para o planejamento participativo com vistas a subsidiar a construo do projeto poltico-pedaggico do convnio do PELC;

    Planejar as aes sistemticas e assistemticas do convnio, delineando a grade horria dos ncleos, observadas as cargas horrias dos agentes sociais, as diretrizes que preveem atividades diversificadas e em diversos turno, bem como as especificidades locais.

    Enfatiza-se, assim, a importncia de conhecer e destacar prticas,

    conceitos e significados que emergem de realidades to diferentes. Prope-se, nessa direo, que as propostas e os mdulos de formao

    sejam permanentemente adequados aos contextos de formao. Por isso a importncia de uma abertura e de uma flexibilizao das diretrizes diante das especificidades do o trabalho com Povos Indgenas e Comunidades Tradicionais.

    Seguindo os princpios do Programa, o Mdulo Introdutrio I (MI I) desenvolvido por Formadores do PELC e deve acontecer no final do 3 ms do perodo de estruturao do convnio ou do termo de cooperao do convnio, com carga horria de vinte e quatro (24) horas, distribudas em trs dias.

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    Devero participar desse primeiro mdulo os agentes sociais e coordenadores pr-selecionados. Tal mdulo pode funcionar como um dos vrios critrios para a contratao dos profissionais que atuaro no programa, o que dever ocorrer na sequncia do mdulo de formao (a partir do 4 ms). Este mdulo de formao deve reunir um nmero maior de agentes sociais do que o necessrio, visando, assim, suprir eventuais desistncias posteriores, elaborando-se uma lista de excedentes. Tambm devero participar do Mdulo Introdutrio os demais atores envolvidos no convnio, como gestores e representantes da entidade de controle social, sendo o convite extensivo a autoridades polticas do municpio.

    importante frisar a necessidade de efetiva participao e frequncia no mdulo. No caso de uma frequncia inferior a 70% dos agentes sociais e gestores inscritos, o encontro dever ser suspenso e remarcado, cabendo as despesas desse novo processo entidade convenente.

    Caso haja a necessidade de substituio de agentes sociais durante a execuo do convnio, no havendo suplentes, a entidade dever desenvolver uma formao especfica, no mesmo modelo do mdulo realizado anteriormente (objetivos, diretrizes, metodologia, dados sobre a realidade local e desafios).

    A concepo metodolgica aplicada tem base nos pressupostos da Educao Popular: estudo da realidade, organizao do conhecimento e aplicao do conhecimento.

    Aspectos especficos do trabalho com povos indgenas e comunidades tradicionais. Destacamos a importncia de:

    Conhecer e valorizar os contextos, realidades e prticas locais.

    Promover e fortalecer o registro e a contextualizao histrica e identitria de cada povo: suas prticas, sua territorialidade; seus propsitos sociais; e as demandas prprias por direitos.

    Entender o trabalho com Povos Indgenas e Comunidades Tradicionais como uma ao poltica que valoriza a fora da cultura e a existncia histrica desses contextos.

    3.1 Indicaes metodolgicas para a formao com povos indgenas e comunidades tradicionais:

    Aos processos de formao, se impe prever e organizar, preliminarmente, um tempo/processo distinto para conhecer, registrar, estabelecer contatos e relaes com lideranas e populao. Compreender as realidades locais um princpio que antecede elaborao de contedos e metodologias, bem como o desenvolvimento de um processo de formao em dilogo com a dinmica da vida das populaes tradicionais e indgenas.

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    Entendemos ser necessrio constituir um grupo de formadores para o trabalho com Povos Indgenas e Comunidades Tradicionais. importante elaborarmos uma sistemtica de registros e trabalhos desenvolvidos, que tambm so processos de produo de conhecimento.

    Para os processos de formao:

    Destacamos a necessidade de uma outra temporalidade para as formaes com Povos Indgenas e Comunidades Tradicionais, diferente do que j existe, no no sentido de ruptura total com o modelo, mas que possa considerar: as lgicas locais, outros tempos que ampliem os processos de formao; inclusive considerando as distncias at os territrios, que por vezes os formadores demoram 2 ou 3 dias para chegar at as localidades.

    Sugerimos o estabelecimento de um tempo de presena anterior aos processos de formao que possibilite construir uma relao inicial com as comunidades e suas lideranas, tornando possvel o envolvimento e a sensibilidade necessria para compreender e atuar com e a partir da realidade local.

    Desenvolver um Roteiro de registros para que essa presena e permanncia do formador na comunidade possa subsidiar sua proposta de formao. Propomos uma Visita Tcnica no formato de imerso que objetive constituir relaes e produzir dados para posterior interveno.

    Propomos uma imerso anterior de 2 dias, fazendo contato com lideranas e comunidade, elaborando registros de campo: escrito, fotogrfico e flmico, para ento construir a proposta. Contactar lideranas, identificar conhecimentos, ouvir as demandas que podero ser tratadas no formato de oficinas. Elaborao conjunta do projeto/proposta de formao.

    Essa imerso possibilitar-nos- conceber mediaes que contemplem tanto as formas locais de experincias corporais e esportivas quanto a importncia de ampliao de experincias e prticas. Tais relaes o que nos possibilita fortalecer novos sentidos do direito ao lazer dessas populaes, partindo do que j existe e est estabelecido e propondo novas apropriaes e possibilidades de prticas de lazer.

    Destacamos a importncia de que um nmero significativo de agentes seja de pessoas dos prprios contextos beneficiados, valorizando os conhecimentos instalados nas tradies das comunidades, entendendo que uma das proposies do PELC contribuir para o fortalecimento identitrio destas populaes. Isto no significa minimizar o direito ao conhecimento universal que a experincia e o direito ao lazer contemplam.

    Estimular o registro de suas histrias pelos prprios povos beneficiados, identificando suas prticas corporais e culturais, construindo propostas a partir de elementos das prticas corporais desses povos.

    Os trabalhos que iro acontecer, tambm, precisam estar envolvidos e harmonizados com as lgicas dos contextos locais para o estabelecimento das oficinas, identificando: acontecimentos significativos, eventos, locais de prticas e horrios de funcionamento.

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    H que se entender e respeitar a lgica de organizao e dinmica cotidiana da comunidade.

    No quadro de horrios e funcionamento importante garantir certo grau de autonomia para alterar o planejamento pedaggico, legitimando processos prprios da vida local.

    Identificar recursos metodolgicos que auxiliem a formao de agentes. Elaborar dados que possam gerar novos materiais para dar suporte aos processos de formao: textos, filmes e documentrios.

    Para o monitoramento e avaliao, os diferentes registros materiais do trabalho devem ser o principal instrumento, inclusive do prprio processo de formao.

    Diante de nossas diferentes construes lingusticas pode vir a ser necessrio um interprete para fazer as mediaes necessrias.

    O formador precisa ter um compromisso com esse tipo de trabalho. necessrio ser algum que saiba ouvir e respeitar as diferenas; que acolha com humildade a autoridade do outro e coisas que tem a ensinar e compartilhar. Entender que seu trabalho gerador de autonomia e no de dependncia cultural.

    Enfatizamos a importncia de realizao do trabalho em dilogo com as proposies e superviso da SEPPIR.

    A formao presencial do PCT ocorre nos seguintes momentos: Incurso Preliminar, Mdulo Introdutrio I, Mdulo Introdutrio II, Mdulo de Avaliao I, Mdulo de Avaliao II e Formao em Servio. Todas estas etapas possuem, parcialmente, objetivos e contedos prprios.

    Contedos/atividades sugeridos:

    3.2 Incurso Preliminar (2 dias)

    Contato com lideranas.

    Envolvimento ambiental, territorial, poltico, cultural e social.

    Produo de Registros.

    Sistematizao de sugestes e demandas.

    3.3 Mdulo Introdutrio I

    O Mdulo Introdutrio I (MI I) do programa desenvolvido por Formadores do PELC e deve acontecer no final do 3 ms do perodo de estruturao do convnio ou do termo de cooperao, com carga horria de vinte e quatro (24) horas, distribudas em trs dias.

    Contedos sugeridos para o Mdulo Introdutrio I do PCT (3 dias)

    Diretrizes do Programa Esporte e Lazer da Cidade e suas relaes com os direitos dos Povos Indgenas e Comunidades Tradicionais;

    Marco Legal Estatutos e documentos relacionados aos Povos Indgenas e Comunidades Tradicionais; polticas pblicas e sociais; esporte e lazer como direitos e participao sociais;

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    Cultura, Alteridade e Territorialidade;

    Cultura, esporte e lazer: concepes e princpios para o trabalho com PCT;

    Prticas corporais, Relaes Ambientais e Processos Identitrios dos Povos Indgenas e Comunidades Tradicionais;

    Planejamento participativo, organizao do trabalho pedaggico e fundamentos terico-metodolgicos do programa, incluindo: composio/funcionamento do Conselho gestor e da Entidade de controle social; educao popular; organizao dos ncleos, espaos e equipamentos; atividades sistemticas e assistemticas/eventos, grade horria e formao em servio.

    3.4 Mdulo Introdutrio II

    O Mdulo Introdutrio II (MI II) deve acontecer no 6 ms de existncia do convnio, ou seja, no 2 ms de desenvolvimento das atividades, com carga horria de vinte e quatro (24) horas, em trs dias de atividades.

    O mdulo ser desenvolvido por Formadores do PCT seguindo os objetivos, diretrizes e a metodologia do programa, os dados sobre a realidade local e os desafios vistos no Mdulo Introdutrio I.

    Contedos sugeridos para o Mdulo Introdutrio II do PCT (3 dias)

    PCT: Aprofundamento das relaes com as prticas e significados das experincias culturais locais;

    Cultura, lazer e esporte: Aprofundamento conceitual no contexto das experincias culturais locais;

    Polticas pblicas e gesto participativa com Povos Indgenas e Comunidades Tradicionais;

    Espaos, equipamentos e contedos culturais no cotidiano do PCT;

    Lazer, prticas corporais e experincia cultural dos Povos Indgenas e Comunidades Tradicionais: Aprofundamento das relaes com as prticas e significados das experincias culturais locais;

    Planejamento e desenvolvimento de oficinas e contedos de prticas: Orientaes terico-metodolgicas.

    3.5 Formao em Servio

    Deve ocorrer durante todo o perodo de durao do convnio, em reunies semanais que serviro para estudo, troca de ideias, planejamento, palestras e oficinas, em cada um dos ncleos, com organizao, financiamento e realizao sob responsabilidade da entidade conveniada. Podero ser realizados momentos de estudo e trocas de experincias entre um ou mais ncleos. A entidade poder solicitar autorizao do

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    ME/SNELIS/CGAO/CGEPEL para aproveitar os recursos no utilizados e/ou rendimento de aplicao para a contratao do palestrante que atuar nesse mdulo. A solicitao deve conter o contedo a ser desenvolvido e ser analisada, podendo ser ou no deferida. Para tanto, precisam ser observadas as restries existentes na legislao de convnios. Devem ser incentivados que os temas deste momento de formao surjam a partir das prprias dificuldades e dilemas encontrados no campo de atuao. Podem ser chamadas pessoas que estejam habilitadas para atender as especificidades do Programa local.

    So objetivos da Formao em servio:

    Aprofundar conceitos e contedos acerca do esporte e do lazer no contexto do PCT, tendo como base as caractersticas principais da populao atendida;

    Planejar, de forma participativa, as atividades sistemticas e assistemticas dos ncleos;

    Qualificar os registros: elaborao de texto, relato de experincia, relatrios, questionrios, pesquisas de campo, instrumentos de avaliao, etc;

    Abordar temas de interesse do pblico alvo do Programa, com vistas qualificao das atividades;

    Desenvolver metodologias de avaliao processual das atividades e do desempenho dos agentes e execuo do convnio.

    3.6 Mdulos de Avaliao I e II

    Ambos os mdulos de Avaliao devero ser desenvolvidos por formadores do PCT e tero cada um, 16 horas de durao distribudas em dois dias de atividades.

    AV I - deve ocorrer no 14 ms do convnio, que o 10 ms de pleno desenvolvimento das atividades;

    AV II deve ocorrer no 22 ms do convnio, que corresponde ao 18 ms de pleno desenvolvimento das atividades.

    So objetivos dos Mdulos de Avaliao do PCT:

    Preparar uma sntese das atividades realizadas, para avaliao do grupo: relatos de experincias organizados pelos coordenadores e agentes;

    Apresentar uma sntese da atuao da entidade de controle social e do grupo gestor do convnio;

    Definir as aes que objetivem potencializar os pontos fortes e minimizar as fragilidades;

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    Revisar os contedos abordados no Programa a partir da necessidade dos agentes;

    Planejar uma ao de impacto para encerramento do convnio e quando necessrio, para aumentar a adeso no programa;

    Preparar instrumentos de avaliao do PCT: de resultado, processo e impacto;

    Sistematizar uma proposta coletiva de continuao da poltica pblica (municipalizao).

    Contedos sugeridos para o Mdulo de Avaliao I do PCT (2 dias)

    Planejamento e Avaliao: Aspectos terico-metodolgicos.

    Auto-gesto comunitria.

    Funcionamento dos Ncleos PCT.

    Avaliao processual. Contedos sugeridos para o Mdulo de Avaliao II do PCT (2 dias)

    Avaliao processual: Aprofundamento.

    Funcionamento dos Ncleos PCT e impactos identificados.

    Polticas pblicas e sociais de lazer para os Povos Indgenas e Comunidades Tradicionais: Desafios para a auto-gesto e continuidade das aes programa.

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    3.6 Sugestes de material didtico para fundamentar a formao do PELC para povos indgenas e comunidades tradicionais

    Documentrios:

    Terras de quilombo (30') autoria: Tomaz Lima

    Inventrio Cultural de Quilombos do Vale do Ribeira (54'). Autoria: Instituto Socioambiental (www.socioambiental.org).

    O arpo e o anzol (6'30). autoria: Carlos Sautchuk.

    Filmes:

    Xingu.

    Paralelo 10.

    Narradores de Jav.

    Referncias

    ALMEIDA, Arthur J. M. de. Esporte, Jogo e Brincadeiras: compreendendo elementos interculturais para uma educao escolar indgena crtica. In. GRANDO, Beleni; PASSOS, Luiz (orgs.). O Eu e o Outro na Escola: contribuies para incluir a histria e a cultura dos povos indgenas na escola. Cuiab: UFMT, 2010. p. 121 a 128.

    ALVARES, Myriam Martins. Kitoko Maxakali: a criana indgena e os processos de formao, aprendizagem e escolarizao. Revista Anthropolgicas, ano 8, v. 15, n. 1, 2004.

    ALVES, Vnia de Ftima Noronha. O corpo ldico Maxakali: desvelando os segredos de um programa de ndio. 1999. xxf. Dissertao (Mestrado em Educao) - Faculdade de Educao, Universidade Federal de Minas Gerais, 1999.

    BERGO, Renata S. Quando o santo chama: o terreiro de umbanda como contexto de aprendizagem na prtica. Tese (Doutorado em Educao) Faculdade de Educao da UFMG, Belo Horizonte, 2011.

    CARVALHO, Levindo Diniz. Imagens da infncia: brincadeira, brinquedo e cultura. 2007. xxf. Dissertao (Mestrado em Educao) Faculdade de Educao, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2007.

    CODONHO, Camila Guedes. Ensinando e aprendendo entre crianas: exemplos a partir de uma pesquisa de campo entre os ndios Galibi-Marworno do Amap. In: ENCONTRO ANUAL DA ANPOCS, 33., 2009.

    http://www.socioambiental.org/

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    COELHO, Luciano Silveira. Infncia, Aprendizagem e Cultura: as crianas patax e as prticas sociais do Guarani. Dissertao. Mestrado Interdisciplinar em Lazer, UFMG, EEFFTO, 2011.

    COHN, Clarice. A criana indgena: a concepo Xikrin de infncia e aprendizado. 2000. Dissertao (Mestrado em Antropologia) - Universidade de So Paulo, So Paulo, 2000.

    COLEO PRTICAS CORPORAIS organizao por Ana Mrcia Silva e Iara Daminani. Ed. Nauemblu e Arte.

    DINIZ, Flvia C. Samba de roda e samba de caboclo no candombl em Curitiba desde a dcada de 1960. IN: Anais / I Encontro do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Artes da FAP, Curitiba, 25 e 26 de setembro de 2008. p. 63 72. Curitiba: Faculdade de Artes do Paran, 2008. Disponvel em: Acesso em 25/02/2012.

    FALCO, J.L.; SARAIVA, M.C. (orgs.) Prticas Corporais no Contexto Contemporneo. Copiart, 2009.

    GABRIEL, Oldrey P. B. Lazer e religio: algumas aproximaes. IN: MARCELLINO, Nelson C. (org.) Lazer e sociedade: Mltiplas relaes. Campinas: Ed. Alnea, 2008.

    GARCIA, Snia M. C. Um repertrio musical de caboclos no seio do culto aos orixs em Salvador da Bahia. 2001. IN: Ictus Peridico do PPGMUS/UFBA. V. 3, p. 109 124. 2001. Disponvel em: Acesso em 19/12/2012.

    GOMES, Ana Maria Rabelo. Escolarizao estranhamento e cultura. ANAIS do XV CONBRACE / II CONICE, Recife, 2007.

    GONALVES, Maria A. R. O Candombl e o ldico. Rio de Janeiro: Quartet: NEAB UERJ, 2007.

    GRANDO, B. (org.). Jogos e Culturas Indgenas: possibilidades para a educao intercultural na escola. Cuiab: UFMT, 2010.

    GRANDO, B.; PASSOS, L. (orgs.). O Eu e o Outro na Escola: contribuies para incluir a histria e a cultura dos povos indgenas na escola. Cuiab: UFMT, 2010.

    LARA, L.M. Esporte e Lazer em Comunidades Qulomblas no Paran: identificando realidades e apontando desafios para implementao e/ou aprimoramento de Polticas Pblicas. Pensar a Prtica, v. 15, n. 1, p. 37-51, jan-mar/2012.

    LIMULJA, Hanna Uma Etnografia da Escola Indgena FenN luz da Noo de Corpo e das Experincias das Crianas Kaingang e Guarani, Dissertao de Mestrado, UFSC, 2007.

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    NUNES, Angela. No tempo e no espao: brincadeiras das crianas Auwe-Xavantes. In: LOPES DA SILVA, Aracy; NUNES, ngela; MACEDO, Ana Vera Lopes da Silva (Org.) Crianas indgenas: ensaios antropolgicos. So Paulo: Global, 2002.

    NUNES, Angela. Reflexes sobre a contribuio das crianas vida social: o caso da infncia indgena no Brasil. IN: III Seminrio Internacional da Primeira Infncia. Porto Alegre, Brasil, 2005.

    OLIVEIRA, Melissa Santana de. Kyringu i Kuery Guarani: infncia, educao e religio entre os Guarani de MBiguau. Dissertao de Mestrado. Programa de Ps-Graduao em Antropologia Social. Florianpolis, 2004. PARASO, Maria Hilda. Caminhos de ir e vir e caminho sem volta: ndios, estradas e rios no sul da Bahia. Dissertao de Mestrado. Universidade Federal da Bahia. Salvador, 1982.

    PRADO, R. Viagem pelo conceito de populaes tradicionais, com aspas. In. STEIL, C.; CARVALHO, I. C. (orgs.) Cultura, Percepo e Ambiente: dilogos com Tim Ingold. So Paulo: Terceiro Nome, 2012.

    SANDRONI, C. Samba de roda, patrimnio imaterial da humanidade. IN: Estudos Avanados. V. 24, n 69. So Paulo, 2010. Disponvel em: Acesso em 19/12/2012.

    SILVA, A.M.; FALCO, J.L. Prticas Corporais em Comunidades Quilomblas de Gois. Goinia. Editora PUC-Gois, 2011.

    SILVA, Rogrio Correia da. Circulando com os meninos: infncia, participao e aprendizagens de meninos indgenas Xakriab. Tese (Doutorado em Educao). Universidade Federal de Minas Gerais, 2011.

    SPAGGIARI, Enrico. Meu professor a bola: a dinmica multifacetada do aprendizado futebolstico. Revista Ponto Urbe, n.5, v.3, 2009.

    TASSINARI, Antonella. A educao escolar indgena no contexto da antropologia brasileira. Ilha Revista de Antropologia. n. 1, v. 10, 2008.

    TASSINARI, Antonella. Concepes de infncia indgena no Brasil. Tellus, ano 7, n. 13, p. 11-25, out. 2007.

    VELLOSO, Mnica P. As tias baianas tomam conta do pedao espao e identidade cultural no Rio de Janeiro. Estudos Histricos. V. 3, n 6, p. 207 - 228. Rio de Janeiro, 1990.

    VIANNA, Fernando de Luiz Brito. Boleiros do Cerrado: ndios xavantes e o futebol. So Paulo: Annablume/FAPESP/ISA, 2008.

    ZHOURI, A.; OLIVEIRA, R. Experincias locais e olhares globais: desafios para os moradores do Vale do Jequitinhonha (MG) no campo ambiental. In.

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    STEIL, C.; CARVALHO, I. C. (orgs.) Cultura, Percepo e Ambiente: dilogos com Tim Ingold. So Paulo: Terceiro Nome, 2012.

    Marcos Legais

    1- A Constituio Federal (1988): marco de mudana na relao entre o Estado e as comunidades indgenas no Brasil. Observa-se no Artigo 231 do Capitulo VII, que so reconhecidos aos ndios sua organizao social, costumes, lnguas, crenas e tradies, e os direitos originrios sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo Unio demarc-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens (BRASIL, 1998).

    2- Declarao das Naes Unidas sobre o direito dos Povos Indgenas (2007): documento elaborado pela Organizao das Naes Unidas, no qual se afirma que os Povos Indgenas so iguais a todos os demais povos e que reconhece ao mesmo tempo o direito de todos os povos a serem diferentes.

    3 - DECRETO N 6.040, DE 7 DE FEVEREIRO DE 2007 - Poltica Nacional de Desenvolvimento Sustentvel dos Povos e Comunidades Tradicionais - PNPCT

    4- LEI N 6.001, DE 19 DE DEZEMBRO DE 1973.- Estatuto do ndio

    5- LEI N 12.288, DE 20 DE JULHO DE 2010. - Estatuto da igualdade racial

    6- LEI N 11.645, DE 10 MARO DE 2008.- Obrigatrio, nas escolas, o estudo da histria e cultura afro-brasileira e indgena.

    http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%206.040-2007?OpenDocumenthttp://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%206.001-1973?OpenDocumenthttp://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2012.288-2010?OpenDocumenthttp://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2011.645-2008?OpenDocument

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    ANEXO 1

    Sntese dos temas dos mdulos de formao PELC e VS:

    PELC MI1: - apresentar a construo histrica do Programa e diretrizes e objetivos; - prticas e vivncias; - planejamento participativo; - lazer, cultura e esporte. - Minorias, acessibilidade e incluso e educao popular ficam para serem dialogados ao longo das atividades, conforme a autonomia de cada formador. - visita e grade horria. PELC MI2: - Reviso e aprofundamento dos tremas do MI1 (aparecer na programao quais): polticas pblicas, animao sociocultural, formao em servio...; - Prticas corporais diversas e suas possibilidades nas aes do convnio; - Auto-organizao comunitria e participao popular; - Planejamento e organizao de eventos. VS MI1: - Histrico do PELC e VS e diretrizes e objetivos; - Marco legal; - Processo de envelhecimento; - Promoo da sade; - Cultura, esporte e lazer: prticas corporais; - Planejamento participativo e organizao do trabalho pedaggico; - visita e grade horria. VS MI2: - Reviso e aprofundamento dos tremas do MI1 (aparecer na programao quais): polticas pblicas, animao sociocultural, formao em servio; - Promoo da sade; - Lazer e prticas corporais; - Auto-organizao comunitria e participao popular; - Planejamento e organizao de eventos. - itens especficos por regio.