REGULAMENTO GERAL DO ESTATUTO DA ADVOCACIA E ?· 1º do Estatuto, sujeitam-se ao regime do Estatuto,…

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  • REGULAMENTO GERAL

    REGULAMENTO GERAL

    DO ESTATUTO DA ADVOCACIA E DA OAB*

    Dispe sobre o Regulamento Geral previsto na Lei

    n 8.906, de 04 de julho de 1994.

    O CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, no uso

    das atribuies conferidas pelos artigos 54, V, e 78 da Lei n 8.906, de 04 de julho de 1994,

    RESOLVE:

    TTULO I

    DA ADVOCACIA

    CAPTULO I

    DA ATIVIDADE DE ADVOCACIA

    SEO I

    DA ATIVIDADE DE ADVOCACIA EM GERAL

    Art. 1 A atividade de advocacia exercida com observncia da Lei n 8.906/94 (Estatuto),

    deste Regulamento Geral, do Cdigo de tica e Disciplina e dos Provimentos.

    Art. 2 O visto do advogado em atos constitutivos de pessoas jurdicas, indispensvel ao registro

    e arquivamento nos rgos competentes, deve resultar da efetiva constatao, pelo profissional

    que os examinar, de que os respectivos instrumentos preenchem as exigncias legais

    pertinentes. (NR)1

    Pargrafo nico. Esto impedidos de exercer o ato de advocacia referido neste artigo os

    advogados que prestem servios a rgos ou entidades da Administrao Pblica direta ou

    indireta, da unidade federativa a que se vincule a Junta Comercial, ou a quaisquer reparties

    administrativas competentes para o mencionado registro.

    Art. 3 defeso ao advogado funcionar no mesmo processo, simultaneamente, como patrono e

    preposto do empregador ou cliente.

    Art. 4 A prtica de atos privativos de advocacia, por profissionais e sociedades no inscritos na

    OAB, constitui exerccio ilegal da profisso.

    Pargrafo nico. defeso ao advogado prestar servios de assessoria e consultoria jurdicas para

    terceiros, em sociedades que no possam ser registradas na OAB.

    Art. 5 Considera-se efetivo exerccio da atividade de advocacia a participao anual mnima em

    cinco atos privativos previstos no artigo 1 do Estatuto, em causas ou questes distintas.

    Pargrafo nico. A comprovao do efetivo exerccio faz-se mediante:

    a) certido expedida por cartrios ou secretarias judiciais;

    b) cpia autenticada de atos privativos;

    c) certido expedida pelo rgo pblico no qual o advogado exera funo privativa do seu

    ofcio, indicando os atos praticados.

    Art. 6 O advogado deve notificar o cliente da renncia ao mandato (art. 5, 3, do Estatuto),

    preferencialmente mediante carta com aviso de recepo, comunicando, aps, o Juzo.

    Publicado no Dirio de Justia, Seo I do dia 16.11.94, p. 31.210-31.220. Ver art. 78 do Regulamento Geral. 1 Ver Sesses plenrias dos dias 16 de outubro, 06 e 07 de novembro de 2000 (DJ, 12.12.2000, p. 574, S.1).

  • REGULAMENTO GERAL

    Art. 7 A funo de diretoria e gerncia jurdicas em qualquer empresa pblica, privada ou

    paraestatal, inclusive em instituies financeiras, privativa de advogado, no podendo ser

    exercida por quem no se encontre inscrito regularmente na OAB.

    Art. 8 A incompatibilidade prevista no art. 28, II do Estatuto, no se aplica aos advogados que

    participam dos rgos nele referidos, na qualidade de titulares ou suplentes, como

    representantes dos advogados. (NR)2

    1 Ficam, entretanto, impedidos de exercer a advocacia perante os rgos em que atuam,

    enquanto durar a investidura.

    2 A indicao dos representantes dos advogados nos juizados especiais dever ser promovida

    pela Subseo ou, na sua ausncia, pelo Conselho Seccional.

    SEO II

    DA ADVOCACIA PBLICA

    Art. 9 Exercem a advocacia pblica os integrantes da Advocacia-Geral da Unio, da Defensoria

    Pblica e das Procuradorias e Consultorias Jurdicas dos Estados, do Distrito Federal, dos

    Municpios, das autarquias e das fundaes pblicas, estando obrigados inscrio na OAB,

    para o exerccio de suas atividades.

    Pargrafo nico. Os integrantes da advocacia pblica so elegveis e podem integrar qualquer

    rgo da OAB.

    Art. 10. Os integrantes da advocacia pblica, no exerccio de atividade privativa prevista no Art.

    1 do Estatuto, sujeitam-se ao regime do Estatuto, deste Regulamento Geral e do Cdigo de

    tica e Disciplina, inclusive quanto s infraes e sanes disciplinares.3

    SEO III

    DO ADVOGADO EMPREGADO4

    Art. 11. Compete a sindicato de advogados e, na sua falta, a federao ou confederao de

    advogados, a representao destes nas convenes coletivas celebradas com as entidades

    sindicais representativas dos empregadores, nos acordos coletivos celebrados com a empresa

    empregadora e nos dissdios coletivos perante a Justia do Trabalho, aplicveis s relaes de

    trabalho.

    Art. 12. Para os fins do art. 20 da Lei n 8.906/94, considera-se de dedicao exclusiva o regime

    de trabalho que for expressamente previsto em contrato individual de trabalho. (NR)5

    Pargrafo nico. Em caso de dedicao exclusiva, sero remuneradas como extraordinrias as

    horas trabalhadas que excederem a jornada normal de oito horas dirias.

    Art. 13. (REVOGADO)6

    Art. 14. Os honorrios de sucumbncia, por decorrerem precipuamente do exerccio da

    advocacia e s acidentalmente da relao de emprego, no integram o salrio ou a remunerao,

    no podendo, assim, ser considerados para efeitos trabalhistas ou previdencirios.

    Pargrafo nico. Os honorrios de sucumbncia dos advogados empregados constituem fundo

    comum, cuja destinao decidida pelos profissionais integrantes do servio jurdico da

    empresa ou por seus representantes.7

    2 Ver Sesses plenrias dos dias 16 de outubro, 06 e 07 de novembro de 2000 (DJ, 12.12.2000, S.1, p. 574). 3 Ver notas no Captulo V, Ttulo I do Estatuto. 4 Ver notas no Captulo V, Ttulo I do Estatuto. 5 Ver Sesses plenrias dos dias 16 de outubro, 06 e 07 de novembro de 2000 (DJ, 12.12.2000, S.1, p. 574). 6 Ver Sesses plenrias dos dias 16.de outubro, 06 e 07 de novembro de 2000 (DJ, 12.12.2000, S.1, p. 574).

  • REGULAMENTO GERAL

    CAPTULO II

    DOS DIREITOS E DAS PRERROGATIVAS

    SEO I

    DA DEFESA JUDICIAL DOS DIREITOS E DAS PRERROGATIVAS

    Art. 15. Compete ao Presidente do Conselho Federal, do Conselho Seccional ou da Subseo,

    ao tomar conhecimento de fato que possa causar, ou que j causou, violao de direitos ou

    prerrogativas da profisso, adotar as providncias judiciais e extrajudiciais cabveis para

    prevenir ou restaurar o imprio do Estatuto, em sua plenitude, inclusive mediante representao

    administrativa.

    Pargrafo nico. O Presidente pode designar advogado, investido de poderes bastantes, para as

    finalidades deste artigo.

    Art. 16. Sem prejuzo da atuao de seu defensor, contar o advogado com a assistncia de

    representante da OAB nos inquritos policiais ou nas aes penais em que figurar como

    indiciado, acusado ou ofendido, sempre que o fato a ele imputado decorrer do exerccio da

    profisso ou a este vincular-se. (NR)8

    Art. 17. Compete ao Presidente do Conselho ou da Subseo representar contra o responsvel

    por abuso de autoridade, quando configurada hiptese de atentado garantia legal de exerccio

    profissional, prevista na Lei n 4.898, de 09 de dezembro de 1965.

    SEO II

    DO DESAGRAVO PBLICO

    Art. 18. O inscrito na OAB, quando ofendido comprovadamente em razo do exerccio

    profissional ou de cargo ou funo da OAB, tem direito ao desagravo pblico promovido pelo

    Conselho competente, de ofcio, a seu pedido ou de qualquer pessoa. (NR)9

    1 Compete ao relator, convencendo-se da existncia de prova ou indcio de ofensa

    relacionada ao exerccio da profisso ou de cargo da OAB, propor ao Presidente que solicite

    informaes da pessoa ou autoridade ofensora, no prazo de quinze dias, salvo em caso de

    urgncia e notoriedade do fato.

    2 O relator pode propor o arquivamento do pedido se a ofensa for pessoal, se no estiver

    relacionada com o exerccio profissional ou com as prerrogativas gerais do advogado ou se

    configurar crtica de carter doutrinrio, poltico ou religioso.

    3 Recebidas ou no as informaes e convencendo-se da procedncia da ofensa, o relator

    emite parecer que submetido ao Conselho.

    4 Em caso de acolhimento do parecer, designada a sesso de desagravo, amplamente

    divulgada.

    5 Na sesso de desagravo o Presidente l a nota a ser publicada na imprensa, encaminhada ao

    ofensor e s autoridades e registrada nos assentamentos do inscrito.

    6 Ocorrendo a ofensa no territrio da Subseo a que se vincule o inscrito, a sesso de

    desagravo pode ser promovida pela diretoria ou conselho da Subseo, com representao do

    Conselho Seccional.

    7 O desagravo pblico, como instrumento de defesa dos direitos e prerrogativas da advocacia,

    no depende de concordncia do ofendido, que no pode dispens-lo, devendo ser promovido a

    critrio do Conselho. (NR)10

    7 Ver anexo: STF - ADI n. 1194. 8 Ver Sesses plenrias dos dias 17 de junho, 17 de agosto e 17 de novembro de 1997 (DJ, 24.11.1997, S.1, p. 61.378

    61.379). 9 Ver Sesses plenrias dos dias 17 de junho, 17 de agosto e 17 de novembro de 1997 (DJ, 24.11.1997, S. 1, p. 61.378

    - 61.379).

  • REGULAMENTO GERAL

    Art. 19. Compete ao Conselho Federal promover o desagravo pblico de Conselheiro Federal ou

    de Presidente de Conselho Seccional, quando ofendidos no exerccio das atribuies de seus

    cargos e ainda quando a ofensa a advogado se revestir de relevncia e grav