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Revista ACIM maio 2016

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  • Revista ACIM / 1

  • Revista ACIM / 3

    uma honra estar na presidncia da

    ACIM, entidade que fao parte h mais

    de uma dcada. Nas duas ltimas ges-

    tes tive a honra de ocupar a primeira

    vice-presidncia. Neste perodo confir-

    mei a fora da entidade, seja na defesa

    da classe empresarial, seja na discus-

    so do futuro da cidade e do desenvol-

    vimento regional.

    Sei da importncia da Associao

    Comercial para os pequenos empre-

    srios, que encontram respaldo para

    continuar crescendo, gerando empre-

    go e renda. por isto que vamos conti-

    nuar trabalhando de forma engajada,

    com a oferta de cursos e mais edies

    do projeto ACIM em Ao, que leva pa-

    lestras gratuitas aos bairros. Tambm

    vamos continuar dando total apoio ao

    Empreender, programa que une, em

    ncleos, empresrios de um mesmo

    segmento para discutir as adversida-

    des e do qual temos orgulho de ter o

    maior nmero de ncleos do Brasil.

    Outro projeto importante, e que

    tem a parceria do Conselho de De-

    senvolvimento Econmico de Maring

    (Codem), o Masterplan, um estudo

    que vai contribuir com as gestes mu-

    nicipais e ajudar a nortear o desenvol-

    vimento regional. Nas prximas sema-

    nas teremos o resultado da primeira

    etapa, que o planejamento socioeco-

    nmico feito pela PwC. A segunda fase

    ser a contratao de outra consultoria

    internacional para elaborar o planeja-

    mento urbanstico, e novamente deve-

    remos contar com o apoio e patrocnio

    de empresas para o projeto.

    Nesta gesto assumimos o com-

    promisso de continuar oferecendo

    respaldo para o trabalho de entidades

    que ficam no mesmo prdio da ACIM,

    como o Conselho Comunitrio de Se-

    gurana de Maring (Conseg) e Obser-

    vatrio Social de Maring.

    E como a Associao Comercial

    a legtima representante da classe

    empresarial, vamos continuar defen-

    dendo os interesses da comunidade

    e a transparncia e tica na gesto

    pblica. Queremos que os polticos

    defendam, acima de tudo, os interes-

    ses da sociedade, e no os interesses

    partidrios e pessoais.

    A todos os diretores que assu-

    mem comigo o desafio de conduzir

    a ACIM pelos prximos dois anos, os

    mais sinceros votos de bom traba-

    lho. Sei que muitos so voluntrios

    em outras entidades e somaro suas

    experincias. Tambm tenho certe-

    za do profissionalismo e empenho

    dos funcionrios, que do uma con-

    tribuio valiosa para manter a en-

    tidade uma verdadeira agncia de

    fomento regional.

    Aos associados, assumo o com-

    promisso de continuar trabalhando

    por boas prticas e construindo este

    grande legado da ACIM. Estamos de

    portas abertas, afinal a Associao

    Comercial a casa do empreende-

    dor maringaense.

    // Jos Carlos Valncio presidente da Associao Comercial e Empresa-

    rial de Maring (ACIM)

    s boas prticas

    PALAVRA DO PRESIDENTE

  • Maio 2016

  • Revista ACIM / 5

  • ndice //

    ENTREVISTA // MERCADO

    REPORTAGEM

    DE CAPA //

    30

    Para o jornalista Kennedy Alen-car, a interpretao jurdica so-bre o crime de responsabilida-de fiscal da presidente Dilma Rousseff ficou em segundo plano: recorre-se a um instru-mento da Constituio para tirar do poder um governo im-popular e incompetente

    Desde que a Lins de Vascon-cellos foi criada, em 2000, mais de dez mil pessoas pas-saram por l buscando for-mao profissional, segundo Cezar Eduardo Ivantes; a crise tem levado mais profissionais a buscar cursos de recolocao rpida e especializao

    Apoio Intitucional

    Paulo Rogrio Pavo viu o n-mero de refeies servidas no restaurante dele cair devido aos marmiteiros informais; essa concorrncia apenas uma das vertentes da encolha do mercado de trabalho, que tem motivado tambm o em-preendedorismo formal

    8

    16 24

  • Revista ACIM / 7

    ASSOCIATIVISMO COMPORTAMENTO //

    SADE //

    Jos Carlos Valncio assumiu, em abril, a presidncia da ACIM, que era ocupada por Marco Tadeu Barbosa; tam-bm foram empossados os diretores dos conselhos de Ad-ministrao (que ele preside), Superior, ACIM Mulher, Cope-jem e Comrcio & Servios

    Gabriela Chagas Rotta convi-dou os moradores do Jardim Novo Horizonte a participarem de um mutiro de limpeza do bairro, mas ningum apareceu no dia combinado; jogar lixo em local proibido apenas uma das infraes da convi-vncia comunitria

    No consultrio de Flvio Taira Kashiwagi, o ronco, apneia e a insnia esto entre os maio-res obstculos para uma boa noite de sono; a polissonogra-fia monitora funes cerebral, respiratria, cardaca e mus-cular para identificar se o pa-ciente tem distrbios

    4028

    44

    ano 53 edio 564maio/2016

    Factory Totalnossa capa:

  • Maio 2016

    entrevista // Kennedy AlencAr

    A afirmao do jornalista Kennedy Alencar sobre a herana negativa da crise atual; foi o consenso, segundo ele, que ajudou a democratizar o Brasil, a estabilizar a economia e a derrubar a inflao // Rosngela Gris

    O envenenamento da disputa po-

    ltica partidria e o crescimento da

    intolerncia no debate pblico so

    apontados pelo jornalista Kennedy

    Alencar como as provveis piores he-

    ranas da atual crise para o pas.

    Especializado na cobertura dos

    bastidores da poltica e economia em

    Braslia, o comentarista da Rdio CBN

    e reprter do SBT no v possibilidade

    de reverso do processo de impeach-

    ment, hoje tramitando no Senado, e

    atribui o fracasso do governo petista

    a poltica econmica equivocada da

    presidente Dilma Rousseff (PT).

    Na vinda a Maring, em 12 de

    abril, para o lanamento do livro A

    solidez de um legado, que conta a

    histria da ACIM, Alencar conversou

    com a Revista ACIM sobre o iminen-

    te governo Michel Temer (PMDB) e

    traou cenrios para as prximas

    eleies. Confira:

    Os escndalOs de cOrrupO e a guerra pOltica sO vistOs cOmO fatOres que afundaram mais O pas na crise ecOnmica. O senhOr acredita nissO?

    O Brasil perdeu a capacidade de criar consensos

    O peso maior da crise econmica se

    deve aos erros e s decises equivo-

    cadas do governo Dilma nos ltimos

    cinco anos. Mas inegvel que as in-

    vestigaes de corrupo, ao atingir

    o partido que est no poder e figuras

    prximas a presidente, adicionaram

    elementos crise e dificultaram a

    ao do governo. Em muitos momen-

    tos em que o governo ganhou flego,

    tanto no Congresso quanto na eco-

    nomia, a Lava Jato trouxe revelaes

    com impactos devastadores.

    quais fOram Os errOs cruciais dO gOvernO dilma?Desde o comeo a presidente aplicou

    uma poltica econmica equivocada

    de interveno exagerada. Ela des-

    truiu a poltica fiscal, exagerou na de-

    sonerao, baixou os juros de maneira

    abrupta e depois precisou aument-

    -los, permitiu a convivncia por muito

    tempo com inflao alta. Outro erro

    A presidente Dilma Rousseff aplicou uma poltica econmica equivocada de interveno exagerada. Ela destruiu a poltica fiscal, exagerou na desonerao, baixou os juros de maneira abrupta e depois precisou aument-los, permitiu a convivncia por muito tempo com inflao alta. Outro erro foi segurar os preos dos combustveis na Petrobras

  • Revista ACIM / 9

    Quem ?Kennedy Alencar

    O Que FAZ? comentarista da CBN e reprter do

    SBT

    destAQue pOR?

    especialista na cobertura dos bastidores da

    poltica e economia do Brasil

    Walter Fernandes

    foi segurar os preos dos combustveis

    na Petrobras, alm dos problemas

    de m administrao e a corrupo

    que minaram a capacidade de inves-

    timento da estatal. Tambm foram

    adotadas medidas equivocadas no

    setor eltrico.

    a presidente cOmeteu crime de respOnsabilidade fiscal?

    Ouo opinies fundamentadas nos

    dois sentidos. No artigo 35 da Lei de

    Responsabilidade Fiscal est cla-

    ro que crime de responsabilidade

    atentar contra a lei oramentria, e

    neste sentido as pedaladas e os de-

    cretos de crdito suplementar confi-

    gurariam atentado. Por outro lado, h

    argumentos de que a Lei de Respon-

    sabilidade Fiscal posterior lei de

    impeachment e que as medidas no

    podem ser atribudas presidente da

    Repblica. Portanto, h interpreta-

    es jurdicas elsticas para considerar

    crime de responsabilidade fiscal. S

    que essa discusso acabou ficando

    em segundo plano. O que prevaleceu

    foram argumentos de natureza polti-

    ca e a disputa de poder entre Dilma

    e o vice-presidente Michel Temer. Ou

    Av. Brasil, 2.538 44 3227-2161www.eletrobrasilmaringa.com.br

  • Maio 2016

    seja, recorre-se a um instrumento da

    Constituio para tirar do poder um

    governo impopular e incompetente.

    aprOvadO na cmara federal nO ms passadO, O prOcessO de impeachment tramita nO se-nadO. h chance de O gOvernO reverter essa situaO?Dificilmente haver reverso. J h

    apoio suficiente para instaurar o pro-

    cesso e afastar a presidente do cargo

    pelo prazo de at 180 dias, perodo em

    que dever ser julgada pelos senado-

    res. improvvel que Dilma volte ao

    poder. S um milagre poltico, porque

    estaria criado um fato consumado: o

    governo Temer estar em andamento.

    e O que pOdemOs esperar dO gO-vernO michel temer? O mercado financeiro est comprado

    no impeachment por fazer uma leitu-

    ra de que o Temer ser