Revista CI 38ª Edição

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Revista de Cosmetologia

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  • Revista de Cosmetologia e Ingredientes Cosmticos | 1

  • 2 | Revista de Cosmetologia e Ingredientes Cosmticos

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  • 4 | Revista de Cosmetologia e Ingredientes Cosmticos

    Diretor Geral Maurcio Gaspari Pupo

    mauricio@innedita.com

    Editor Chefe Maurcio Gaspari Pupo

    mauricio@innedita.com

    Redatores Jelena Cvijic

    Roberta Rigon

    Flvio Castilho

    Claudia Meirelles

    Projeto Grfico Thiago Gimenez Mota

    thiago@innedita.com

    Editorao Jos Messias de Oliveira

    Diretor Comercial Neto Montagnini

    neto@innedita.com

    Marketing Hugo Campos

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    Anncios marketing@innedita.com

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    Tiragem 2.000 exemplares

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    bem como dos anncios contidos nesta edio.

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    CI - Cosmetic Ingredients

    Revista de Cosmetologia e Ingredientes Cosmticos

    Edio 38

    ndice

    6 Mecanismo da Formao de Rugas

    1 0 Teste de Eficcia Antirrugas e Anti-aging

    1 6 Nutricosmtica Anti-Aging: Bases Cientficas

    2 0 Fosfolipdios em Cosmticos

    2 8 Pseudofoliculite da Barba

    3 2 Dermaxyl

    3 4 HyalufixTM GL

    3 5 Syn-Hycan

    3 6 leo de Pracaxi

    3 8 Kjico Dipalmitato: ster Lipossolvel do cido Kjico

    4 0 Liposiliol C

    4 1 X-pressinTM

    4 2 Roscea: Overview

    5 0 Comisso Europeia e Segurana de Parabenos

    5 2 Toxicidade de Parabenos: Atualizao Cientfica

    5 4 Eventos

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  • 6 | Revista de Cosmetologia e Ingredientes Cosmticos

    IN FOCO

    Mecanismo daFormao de RugasO Mais Proeminente Sinal do Envelhecimento Cutneo

    O envelhecimento cutneo uma das reas de maior investimen-to cientfico, pois atualmente busca-se um prolongamento da expecta-tiva de vida associado a uma vida saudvel e a uma aparncia jovial. Oenvelhecimento da pele pode ser caracterizado atravs de sinais pre-sentes na pele, como, por exemplo, hiperpigmentao, descoloraodos pelos, aparecimento de rugas e perda da textura.-1,2

    O envelhecimento cutneo ocorre de maneira cronolgica ounatural. Mas a pele, por se manter em contato direto com o ambiente,apresenta ainda danos decorrentes da exposio ambiental.3 Assim, oenvelhecimento da pele pode ser subdividido em dois tipos principais:envelhecimento intrnseco e extrnseco.1

    Durante as ltimas dcadas, buscou-se o entendimento dos me-canismos celulares e moleculares que promovem o envelhecimentocronolgico e o fotoenvelhecimento. As pesquisas revelaram que oenvelhecimento cronolgico e o fotoenvelhecimento so o resultadode alteraes moleculares importantes.3

    Envelhecimento Intrnseco ou Cronolgico

    O envelhecimento intrnseco ou cronolgico um evento pro-gramado. A epiderme - camada mais superficial da pele - est emconstante renovao. Esse processo s possvel pois a camadabasal da epiderme um dos poucos tecidos que expressa a telomerase4,uma enzima ribonucleoproteica que pode impedir o encurtamentodos telmeros, um dos mecanismos atualmente previstos como po-tencial causador do envelhecimento celular cronolgico.2 Entretanto,a atividade da telomerase reduzida com o avano da idade.5

    Envelhecimento Extrnseco ou Fotoenvelhecimento

    O envelhecimento extrnseco causado por fatores ambientais,sendo a radiao ultravioleta o principal fator ambiental no envelhe-cimento (fotoenvelhecimento),3,6,7 alm do estresse e da poluio,que tambm causam danos cutneos.6,7 Esses fatores ativam os re-ceptores da via de transduo atravs de um mecanismo indepen-dente de ligante.8

    A ampla exposio da pele radiao UV promove aumentodos riscos de danos fotooxidativos, que apresentam efeitos prejudi-ciais acumulativos, pois a exposio radiao solar, tanto UVAquanto UVB, promove a excitao dos eltrons, o que leva forma-o do oxignio singleto e de outras espcies reativas de oxignio,que podem causar leso ao DNA, lipdios e protenas, e acelerar oencurtamento dos telmeros.9,10

    Assim, a pele fotodanificada apresenta alteraes nos compo-nentes celulares e extracelulares, com acmulo da desordem naelastina e na fibrina, alm da perda severa de colgeno intersticial, amaior protena estrutural do tecido conectivo drmico.11

    Envelhecimento Intrnseco X EnvelhecimentoExtrnseco

    O envelhecimento cronolgico e o fotoenvelhecimento apre-sentam sinais diferentes. Alm disso, diferem tambm na visualizaomicroscpica. Mas no so considerados entidades distintas, apre-sentando algumas caractersticas moleculares importantes.12,13

    Assim, verifica-se que o envelhecimento intrnseco pode ser agra-vado por leses oxidativas de baixo grau aos telmeros e a outrosconstituintes celulares, devido ao metabolismo aerbico e aos fato-res ambientais,10 sendo o envelhecimento extrnseco umasobreposio ao envelhecimento intrnseco, ocasionando o enve-lhecimento prematuro da pele.

    Dinmica da Sntese de Colgeno na Pele

    Em condies naturais, a pele est em constante renovao,havendo homeostase entre a quantidade de macromolculas

    Legenda. Os telmeros e a diviso celular. Em cada diviso celular h oencurtamento dos telmeros. Com a ausncia dos telmeros, aps vrias

    divises h a interrupo da diviso celular e consequentemente oenvelhecimento celular. A telomerase impede esse encurtamento do

    telmero e, consequentemente, o envelhecimento celular. Mas a atividadeda telomerase reduzida com o avano da idade.

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    IN FOCO

    sintetizadas pelos fibroblastos e as degradadas no tecidoconectivo.14 Porm, com a senescncia dos fibroblastos, essadinmica afetada, causando uma diminuio da sntese decolgeno no envelhecimento intrnseco e no aumento da suadegradao pelas metaloproteinases no envelhecimentoextrnseco. Um estudo francs verificou ainda que as radiaesUVA e UVB produzem um aumento significativo na taxa decolgeno tipo III/I e na biosntese de fibronectina.16

    Formao de RugasO aparecimento das rugas decorrente da perda da elasti-

    cidade causada pela rpida degradao do colgeno, substn-cia que compe o tecido conectivo, sendo o mais abundante namatriz extracelular, representando cerca de 90% da derme. Adegradao do colgeno ocasionada tanto pelos fatores in-trnsecos quanto extrnsecos sobre as respostas mitognicas enas vias de sinais de transduo.17,18,19

    Papel das Metaloproteinases na Formaodas Rugas

    Fatores que causam o estresse cutneo, como, por exem-plo, a irradiao UV, o estresse osmtico e o choque trmico,tm sido relacionados ativao de receptores, como por exem-plo, receptor para o fator de crescimento epidermal (EGFr),receptor da interleucina-1 (IL-1r), receptor do fator de necrosetumoral (TNFr), receptor do fator de crescimento derivado de

    Legenda. A patognese do fotoenvelhecimento est diretamente relacionada ao dano da matriz extracelular (MEC), que ocasionada por espcies reativasde oxignio, sendo as enzimas proteolticas derivadas dos neutrfilos as maiores contribuidoras do dano MEC na pele fotodanificada. Verifica-se nas figuras

    A a D que a radiao ultravioleta e infravermelha induzem a produo de metaloproteinases de matriz (MMPs).

    plaqueta (PDGFr) e receptor do fator ativador de plaquetas (PAF-r).A ativao desses receptores estimula a ativao da tirosina quinasee associa as protenas adaptadoras, as quais transferem o sinalpara a ativao do fator de transcrio da protena 1 (AP-1).17,18

    O fator de transcrio da protena 1 (AP-1) composto porduas subunidades: c-fos e c-jun. Na pele de humanos, a ativaode AP-1 limitada pela expresso de c-jun, uma vez que c-fos continuamente expressa. Interessantemente, enquanto a expres-so de c-fos em jovens (18-28 anos de idade) e em idosos (80anos de idade) no alterada, a expresso de c-jun elevada emidosos quando comparados com jovens. Com a ativao do fatorde transcrio da protena 1 (AP-1), h um aumento da produodas metaloproteinases de matriz (MMPs).3

    As metaloproteinases so enzimas capazes de atacar a maio-ria das protenas do tecido conectivo presentes na matriz, como,por exemplo, elastina, colgeno, proteoglicanas e queratinas. Asfibras elsticas so facilmente decompostas pela secreo e ativa-o das elastases atravs da exposio radiao UV ou ROS(espcies reativas de oxignio). Um estudo japons verificou queas exposies repetidas radiao UVB promoveram alteraestridimensionais na estrutura das fibras elsticas, sendo associadas reduo nas propriedades elsticas da pele. Alm disso, a radia-o UVB estimula a atividade das elastases na derme. Assim, oaumento da atividade da elastase atravs dos fibroblastos drmicosapresenta um papel fundamental no mecanismo de envelhecimen-to cutneo mediado pela exposio UVB.20

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    IN FOCO

    PDGFr tambm eleva a produo de MMPs via ativao deErk e c-jun em estresse. Nos fibroblastos, os receptorestipo beta do fator de crescimento deriva