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Revista Portuária - 11 Setembro 2015

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Revista Portuária - 11 Setembro 2015

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  • 4 Setembro 2015 Economia&Negcios

    Editora BittencourtRua Anita Garibaldi, 425 | Centro | Itaja Santa Catarina | CEP 88303-020 Fone: 47 3344.8600

    DiretorCarlos Bittencourt [email protected]

    Diagramao:Solange Alves [email protected]

    Redao:Carla [email protected]

    Capa: Leandro Francisca

    Contato ComercialRosane Piardi - 47 8405.8776 [email protected]

    Contato Comercial (agncias)Junior Zaguini - 47 [email protected]

    Elogios, crticas ou [email protected] assinar: Valor anual: R$ 300,00A Revista Porturia no se responsabiliza por conceitos emitidos nos artigos assinados, que so de inteira responsabilidade de seus autores.www.revistaportuaria.com.br twitter: @rportuaria

    ANO 15 EDIO N 187SETEMBRO 2015 EDITORIAL

    Comercial para todo o Brasil

    VIRTUAL BRAZIL Ltda+55 48 3233-2030 | +55 48 9961-5473

    MAIL: [email protected]: [email protected]

    Em casa as famlias cortam gastos, at as crianas passam a economizar, nem que seja com guloseimas. O governo fede-ral tambm faz cortes, coisa que poderia ter sido feita muito antes, afinal a m gesto dos recursos pblicos e fraudes milion-rias so, em parte, responsveis pelo afundamento de toda uma populao em dvidas.

    Quem espera ansioso a crise passar acaba se deparando com o alarde de economistas, que projetam altas cada vez maiores do dlar diante do real. At mesmo a lista de brasileiros milionrios na Forbes diminuiu. No ano passado eram 65 e encolheu para 54. O fator favorvel do ranking que alguns que j figuravam na lista conseguiram enriquecer ainda mais.

    o caso de Jorge Paulo Lemann, que viu sua fortuna subir de US$ 19,7 bilhes para os atuais US$ 25 bilhes, ficando com a 26 posio entre os mais ricos do mundo. Assim, o maior acionista da Ambev, Burguer King e scio da gestora 3G Capital, no tem do que reclamar.

    Outra que no est l muito preocupada com dinheiro Lia Maria Aguiar. Garantiu na Justia o direito a uma herana bilionria do banco Bradesco e, sem filhos, vai doar tudo para a caridade. Atitude nobre, mas que causou espanto e bombardeou as redes sociais. Pensando bem, aos 77 anos, nada mais apropriado.

    Para os no bilionrios o jeito apertar os cintos e esperar para que as coisas melhorem. Mas a experincia da crise fica. O consumo consciente uma lio que deve permanecer. Ser im-portante lembrar-se dele especialmente quando, em perodos de retomada da economia, o governo volte a incentivar o consumo de forma desenfreada, como j ocorreu.

    Linhas de crdito surgiram aos montes para todo tipo de cliente em um passado bastante recente. No faltaram incentivos fiscais para a compra de um carro zero quilmetro, por exemplo. Tudo isso denota um bom momento e queremos que esse bom mo-mento volte, claro. Mas o que se quer tambm a gesto ora-mentria seja mais consciente para no pagarmos uma conta pela qual no optamos. Isso sem falar na famosa conta da corrupo.

    Crise sim, porm nem para todos

  • Economia&Negcios Setembro 2015 5

    NDICE

    www.revistaportuaria.com.br

    Duas vezes por semana, a Revista Porturia atualiza o blog da publica-o, que tem sempre informaes exclusivas sobre tudo o que acon-tece no mundo dos negcios no Brasil. O informativo jornalstico en-caminhado duas vezes por semana para uma base de dados segura e criteriosamente construda ao longo de 15 anos de mercado, formada por mais de 90 mil empresas. Composto por notcias econmicas de interesse de empresrios, polticos e clientes, o blog trata de todo e qualquer tema que envolva economia, especialmente aqueles voltados aos terminais porturios de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Para-n. Se voc souber de alguma novidade, tiver informaes relevantes sobre temas econmicos e quiser contribuir com o trabalho da Revista Porturia, entre em contato com a reportagem no endereo eletrnico: [email protected]

    Revista Porturia tambm est na web com informaes exclusivas

    26Com dlar alto,

    consumidor troca importados por nacionais

    43Santa Catarina

    tem menor taxa de desemprego do Brasil

    Especialista d dicas para fortalecer marcas

    mesmo na crise

    8

    Estudo lista reas que pagam bem sem exigir

    curso superior

    44Mercado gourmet apresenta expanso em Itaja e regio16

  • 6 Setembro 2015 Economia&Negcios

    O ndice de Confiana do Empresrio In-dustrial (Icei), divulgado pela Confede-rao Nacional da Indstria (CNI), ficou estvel em agosto, com 37,1 pontos em relao a julho. Apesar dos nmeros, o indicador est 18,6 pontos abaixo da mdia histrica e 9,4 pontos inferior a agosto de 2014.

    O ndice varia de 0 a 100 pontos. Pelos cri-trios da CNI, valores abaixo de 50 indicam falta de confiana dos empresrios. A entidade avalia que o pessimismo dos empresrios est disse-minado por todos os segmentos da indstria, independentemente da regio. Ainda de acordo

    com a CNI, a indstria de transformao est com maior falta de confiana, com 36,8 pontos em agosto. O segmento da construo registrou 37,3 pontos e a indstria extrativa, 40,2 pontos. Em relao ao porte das indstrias, as pequenas sinalizaram 35,8 pontos, as mdias, 36,8 pon-tos, e as grandes, 37,8 pontos. Para chegar ao resultado da pesquisa, a CNI ouviu 3.088 em-presas de todo o pas. Dessas, 1.224 so pe-quenas, 1.155 mdias e 709 de grande porte.

    Fonte: Agncia Brasil

    Confiana do Empresrio Industrial fica estvel em agosto,

    mas abaixo da mdia histrica

    Divulgao

  • 8 Setembro 2015 Economia&Negcios

    ENTREVISTA: Fbio Fiorini

    Como vender em um momento que as pessoas no querem comprar?

    Fbio Fiorini - O momento econ-mico interfere. No tem como esconder. Por mais que alguns entusiastas digam eu sei que tem a crise, mas eu no vou participar dela, algo difcil. Tem seg-mentos que sentem mais e os que sen-tem menos. Mas o fato que quando o cenrio econmico no favorvel, o profissional de vendas precisa melhorar o aproveitamento. como um jogo de futebol. Quando o time est muito bom cria muitas oportunidades de gol e faz al-gumas. Quando ele no est muito bom, cria poucas oportunidades, que precisam ser convertidas em gol. Ento, na crise, quando tem um momento econmico assim, em vendas a mesma coisa. Ns vamos ter menos oportunidades. No que elas vo minguar, ns teremos mui-to menos que em um perodo normal. Portanto, na poca de baixa, precisamos

    melhorar o aproveitamen-to. No significa que va-mos perder absolutamen-te tudo. E isso exige mais disciplina da equipe, um foco, um cuidado maior com as oportunidades que surgem, porque elas vo ser menos que em uma poca tradicional. Ento, o momen-to econmico ou setorial desfavorvel igual a mais disciplina para aproveitar melhor as oportunidades.

    Existem mecanismos para tor-nar um produto altamente desejado, mesmo que ele no seja essencial?

    Fbio Fiorini - Se voc notar, em momentos como esses, a venda pas-sa a ser relacional e no transacional. Porque quando o momento bom, a pessoa quer comprar um produto su-prfluo, vai l e compra. Com a crise preciso que a empresa que tem um

    Criar estratgia e manter a persis-tncia so as principais aes para impulsionar uma marca mesmo em tempos difceis. Deixar de investir em co-municao faz com que seu produto seja esquecido. um erro gigante em perodos de recesso econmica. Mas nem todos os empresrios tem uma viso clara do mer-cado nesse sentido. No tem problema.

    Para ajudar micro, pequenos e m-dios empresrios a continuar crescendo

    que existem profissionais como Fbio Fio-rini, especialista em branding (construo e gesto de marcas), vendedor, consultor e palestrante. Atualmente frente do gru-po Net Branding, Fiorini j treinou mais de duas mil empresas.

    O gestor de marcas esteve em Itaja em um evento realizado em parceria com a Associao Empresarial (ACII). Na ocasio, falou de crise e como super-la tendo foco e clareza de ideias.

    Vender quando ningum quer comprar:

    saiba qual o segredo

  • Economia&Negcios Setembro 2015 9

    ENTREVISTA: Fbio Fiorini

    Curitiba - Joinville - Blumenau - Navegantes - Itaja - Balnerio Cambori - FlorianpolisEm Itaja novo endereo: Avenida Coronel Marcos Konder, 789 - Centro - Itaja - SC

    produto que no essencial comece a estabelecer uma relao. O vendedor ou as pessoas que atendem vo precisar, talvez, de um pouco mais de visitas, de cuidado, mas vo conquistando a con-fiana do cliente. A transao no acon-

    tece na primeira, na segunda eta-pa, mas pode acontecer na terceira ou na quarta. Depen-de da disciplina da pessoa em ter a pacincia, a leitura da si-tuao de que ela vai precisar criar uma rela-o um pouco mais longa para conseguir con-cretizar a venda dentro do ms. Para vender um carro, quantas visitas o cliente

    precisa fazer? Normalmente, quando a pessoa quer o carro, em duas visitas ela decide. Numa poca como essa, o ven-dedor vai precisar gerar mais contatos, s vezes at cinco dentro de um ms, para que a pessoa realmente fale tudo bem que o momento est desfavorvel, mas como a promoo est boa e eles esto fazendo de tudo para eu comprar, eu vou. Mas tudo isso depende da re-lao criada entre o comprador e o ven-dedor.

    Um bom vendedor vende qual-quer coisa?

    Fbio Fiorini - Isso muito po-lmico porque existem pessoas que j nasceram com a habilidade de vender. Antigamente, as pessoas tinham lbia de vendedores. Mas acredito que isso j passou, porque os compradores es-to mais exigentes. A lbia de vender qualquer coisa no existe mais. O que existe a habilidade de conseguir pas-sar com confiana o que o seu produto e servio tm de melhor. Eu acredito na habilidade oral, de expor, de estabelecer uma relao de confiana com o cliente, mas no acredito em um discurso vazio. Para a pessoa que tem,