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Revista Portuária - 15 Fevereiro 2016

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Revista Portuária - 15 Fevereiro 2016

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  • Editora Bittencourt

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    ANO 15 EDIO N 192Fevereiro 2016 EDITORIAL

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    Variar para permanecer no mercado

    Economia&Negcios Fevereiro 2016 3

    Rua Brusque, 337 - Itaja - SC

    Diversificar investimentos. Essa comumente a sugesto de economistas para que empresrios mantenham seus negcios em ordem mesmo em tempos difceis. Tanto que muitos, por mais que tenham um ramo chave, so tambm proprietrios e scios de empresas de segmentos dos mais va-riados, formando, algumas vezes, um conglomerado.

    Empresrios de sucesso vo do ramo alimentcio ao imo-bilirio, do vesturio logstica. O importante mesmo conse-guir tirar proveito do mercado quando ele est favorvel para um ou outro lado.

    Essa tambm est sendo a estratgia adotada pelo Por-to de Itaja, que se prepara para talvez operar cargas que no fazem parte de seu cotidiano. Enquanto o departamento co-mercial negocia a operao de madeira, carros e at produtos a granel pelo terminal, a populao j toma partido nas redes sociais.

    Bastou a superintendncia confirmar as negociaes, cho-veram comentrios da populao preocupada com os agravan-tes que esse tipo de operaes podem trazer para a cidade. Enquanto uns poucos elogiam a iniciativa para fazer com que o terminal minimize perdas recentes, a grande maioria se preocu-pa com a logstica.

    O transporte dessas cargas de dentro do terminal portu-rio pelas vias da cidade fator preocupante, visto que no se pode contar com a Via Expressa Porturia. Alm disso, a sujeira outra questo levantada pelos muncipes, j que talvez essas cargas no sejam transportadas em contineres.

    Tudo isso, claro, est sendo estudado. Muito provavel-mente a empresa interessada na carga precisar fazer uma s-rie de adaptaes. Mas o fato que em tempos de economia desfavorvel, nem mesmo uma potncia como o Porto de Itaja pode se dar ao luxo de descartar cargas.

  • 6 VARIEDADEPorto de Itaja busca respiro na operao de novas cargas

    Sumrio

    12 INFLAOProduo txtil nacional cresce devido queda do real

    24 IMPOSTO DE RENDAViagens internacionais ficam mais caras com fim de iseno

    30 100%Porto de Imbituba dobra movimentao em janeiro

    32 INTERMODAL 2016Incremento em terminais particulares alavanca setor porturio

    48 UNIQUEGrupo de Braslia investe R% 6 milhes em academia em Balnerio Cambori

    49 SEST/SENATUnidade de formao para trabalhadores do transporte em Itaja recebe R$ 15 milhes

    4 Fevereiro 2016 Economia&Negcios

  • 6 Fevereiro 2016 Economia&Negcios

    Diante do cenrio de crise e quedas bruscas na mo-vimentao de contineres, o Porto de Itaja busca um respiro em novas frentes de trabalho. Entre 2014 e 2015, houve uma reduo de quase 22% nas ope-raes do porto pblico. Um escape imediato seria o incio das operaes de cargas a granel. Um cargueiro de soja est previsto para atracar em Itaja j no prximo ms, mas o Porto precisa passar por severas adaptaes para no perder a rota para terminais como So Francisco do Sul, com tradio no manuseio de cargas soltas.

    Esto avanadas as negociaes com um operador interessado em movimentar soja pelo Porto de Itaja. O

    nome da empresa mantido em sigilo. Contudo, de acor-do com o superintendente do complexo, Antnio Ayres dos Santos Jr, h programao para um primeiro navio com soja atracar no municpio em maro. Embora a novidade deixe a autoridade porturia otimista, a nova modalidade de transporte a granel s ser uma realidade se o Porto passar por adaptaes. Todas as adequaes devero ser feitas pela empresa interessada.

    Segundo Ayres, a pretenso inicial movimentar 50 mil toneladas de soja por ms, o equivalente a um navio. Ele informa que est sendo consultada a parte legal e tc-nica para o terminal ingressar neste novo mercado.

    Porto de Itaja busca na movimentao de commodities respiro contra crise

    Primeiro navio com soja pode atracar no municpio em maro deste ano

    Por Karine Mendona

  • TRANSPORTE DE CARGAS FRACIONADAS E LOTAES28 anos transportando com agilidade e rapidez

    Economia&Negcios Fevereiro 2016 7

    ImpasseUm empecilho operao so as

    obras nos beros 3 e 4. A previso de que os trabalhos sejam concludos tam-bm em maro e j recebam o primeiro navio com carga solta. Caso contrrio, o porto pblico ter de negociar com a APM Terminals, arrendatria dos beros 1 e 2, para receber o cargueiro. O in-teressante que recebamos em nossos beros. O nosso maior desafio ter o porto em condies de receber o navio, pontua Ayres.

    O superintendente informa que as demais adaptaes para iniciar as movi-mentaes a granel sero de responsabi-lidade do operador que ir movimentar.

    Alm da movimentao de soja, o Porto de Itaja tambm estuda a possibi-lidade de operar trigo, madeira em toras e carros. J em Navegantes, o diretor--superintendente administrativo da Por-tonave, Osmari de Castilho Ribas, revela que o porto privado no tem interesse em diversificar as frentes de trabalho e, por enquanto, continuar movimentando apenas contineres.

    Adaptaes necessriasA soja cuja movimentao est sen-

    do negociada para ocorrer no Porto de Itaja orgnica e h uma exigncia dos importadores de que ela seja embarcada por um terminal que no movimenta soja transgnica, para evitar mistura.

    Algumas alternativas para movi-mentar a carga a granel esto em estudo. A primeira alternativa de que o opera-dor construiria um armazm inflvel no Porto de Itaja, prximo aos beros 3 e 4.

    A soja chegaria de caminho ao Porto, se-ria descarregada neste armazm, coloca-da em contineres especiais, que levados ao navio, teriam um fundo que se abriria e a soja seria estocada nos pores do na-vio. Isso porque o Porto de Itaja no tem esteiras que levam a soja at os navios.

    Outra opoA segunda alternativa seria o ope-

    rador alugar um dos vrios galpes dis-ponveis ao longo da BR-101, ou prxi-mos, para estocar a soja fora da cidade. Os contineres seguiriam para o Porto cheios, mas sem derramar a soja pelo meio do caminho, seriam erguidos para os navios e despejariam a soja nos po-res. Neste caso, a operao exigiria um local alfandegado, o que pode atrasar as negociaes.

    Em busca da competitividadeNo h infraestrutura, tanto portu-

    ria quanto rodoviria, para se trabalhar com cargas a granel em Itaja. Entretanto, alguma medida precisa ser tomada para evitar que o porto pblico quebre. Segun-do a despachante aduaneira e professora de Gesto Porturia na Univali, Hilda Ma-ria de Souza Rebello, quando as ativida-des com cargas de maior valor agregado deixam de circular, uma boa alternativa apostar em lotes como os de soja.

    Hoje, movimentar cargas a granel seria um paliativo para tentar retomar-mos nossa movimentao. Ainda no somos competitivos como So Francisco, pois eles j tm um histrico de movi-mentao. Estamos engatinhando, mas esta uma soluo, avalia.

    Nosso maior desafio ter o porto em

    condies de receber o navio

    Antnio Ayres dos Santos Jr

  • 8 Fevereiro 2016 Economia&Negcios

    Enquanto o Porto de Itaja encerrou 2015 com queda nas movimentaes, So Francisco do Sul apre-sentou aumento de 11,9% no terceiro trimestre do ano passado. Segundo a Agncia Nacional de Transportes Aquavirios (Antac), esse melhor desempenho no porto de So Francisco est atrelado ao volume de suas mo-vimentaes de cereais, sementes e frutos oleaginosos, que apresentaram crescimento expressivo, principal-mente por parte do milho e da soja.

    Em todo o pas, no terceiro trimestre de 2015 a movimentao de granis slidos foi de 169,8 milhes de toneladas brutas, aumento de 10% quando compa-rado ao mesmo perodo do ano anterior. Neste mesmo perodo, a soja registrou aumento de 35,1% em relao mesma poca de 2014.

    De acordo com informaes da Companhia Nacio-nal de Abastecimento (Conad), a alta do dlar frente ao real contribuiu para uma melhora no preo interno da commodity, amenizando a queda no preo interna-cional, que em agosto de 2015 registrou o menor valor cotado desde maro de 2009 (US$ 322,46/T).

    Como pode se observar no levantamento da An-tac, no terceiro trimestre de 2015, a movimentao de granis, tanto lquido quanto slido, somam juntos mais de 85% de toda a movimentao de cargas do pas.

    Granel representa maior fatia da movimentao de cargas do pas

  • Economia&Negcios Fevereiro 2016 9

    Os resultados de 2015 foram negativos quando com-parados com o perodo ante-rior. Houve uma reduo total de 21,6% nos volumes. En-quanto em 2014 foram mo-vimentados 4.019.076 TEUs, o ano passado fechou com o nmero de 3.150.735 TEUs.

    As quedas mais brus-cas foram principalmente na importao. S em dezembro de 2015, foram importados 36.912 TEUs, uma queda de 73,8% nas importaes, em comparao ao mesmo per-odo de 2014. Este o menor volume mensal registrado desde 1999. Segundo a au-toridade porturia, o pas de-sacelerou a compra de bens no exterior devido a fatores como a queda na atividade econmica e o dla