SEGURANÇA E QUALIDADE ?· Ao fim de três edições da Revista Segurança e Qualidade ... complementar…

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  • Ao fim de trs edies da Revista Segurana e Qualidade Alimentar, pode-mos concluir que se trata de um projecto informativo bem sucedido a avaliarpelas centenas de pedidos para envio da revista, provenientes dos diferen-tes elos da cadeia alimentar e por parte dos tcnicos e profissionais queencontram nos variados artigos que publicamos respostas para as suasdvidas, ideias para a resoluo de certas dificuldades e sugestes para asmelhorias que pretendem empreender.

    Sabemos, por isso, que o aprofundamento do conhecimento nesta rea umimperativo constante, o que nos levou a complementar esta 4 edio daRevista com uma separata sobre Valorizao Profissional na Cadeia Alimen-tar, com o objectivo de promover a formao contnua e incentivar a melhoriado desempenho profissional de todos aqueles que se encontram nas orga-nizaes da cadeia alimentar: sejam profissionais com maior ou menor espe-cializao, sejam responsveis e dirigentes de reas tcnicas, sejam aindatodos aqueles que detm nas suas mos a gesto e conduo das suasempresas ou instituies, da indstria ao centro de sade, da exploraoagrcola unidade hoteleira, do cash&carry ao operador logstico, da autar-quia ao laboratrio.

    O saber no ocupa lugar diz o ditado popular. Da a seleco diversifi-cada de licenciaturas, mestrados e doutoramentos que apresentamos, osquais escolhemos de acordo com o que julgamos ser os interesses dosmltiplos leitores da Revista. uma oferta abrangente, desde cursos maisespecficos nas reas da segurana e da qualidade alimentar, das enge-nharias agro-alimentares, da nutrio ou da medicina veterinria, at aosque complementam ou se cruzam com essas reas. A multidisciplinaridadeque se impe cada vez mais a gestores e profissionais justifica informarigualmente sobre cursos na rea da higiene, sade e segurana do trabalho,sobre os que incluem a gesto de sistemas da qualidade, os que esto liga-dos a reas de investigao e desenvolvimento, bem como os de gestohoteleira ou de sade pblica. Isto porque a segurana e qualidade alimentar de uma grande transversalidade s actividades e veio para ficar.

    Pela primeira vez se rene numa publicao esta oferta de cursos das enti-dades do ensino universitrio, politcnico e cooperativo destinada em exclu-sivo aos operadores da cadeia alimentar, bem como das principais entidadesformativas nesta rea. Trata-se igualmente de uma primeira oportunidadepara, de forma direccionada e selectiva, as diferentes entidades promoveremas suas especificidades e particularidades junto do mercado, ao mesmotempo que um conjunto de responsveis institucionais, acadmicos e asso-ciativos reflecte sobre a pertinncia da valorizao profissional ao longoda vida.

    SEGURANA E QUALIDADE ALIMENTAR N.04 - MAIO 2008 SUPLEMENTO

    Revista SEGURANA E QUALIDADE ALIMENTAR N. 04 - MAIO 2008

    Valorizaoprofissionalna cadeia alimentar

    Graziela AfonsoDirectora da RevistaSegurana eQualidade Alimentar

    Edio e Propriedade: Editideias Edio e Produo, Lda.Redaco, Produo e Publicidade: Av. das Foras Armadas,4 - 8 D, 1600-082 Lisboa Tel.: 217 819 442 Fax: 217 819 447editideias@infoqualidade.net www.infoqualidade.netDireco: Graziela Afonso grazielaafonso@infoqualidade.netMarketing e Publicidade: Marta Dias martadias@infoqualidade.netFotografia: mevans/istockphoto (capa e ndice); entidades participantesProduo grfica: IDG Zona Industrial de Frielas, 2660-020 Frielas

    Este suplemento faz parte integrante da edion. 4 de MAIO de 2008 da RevistaSEGURANA E QUALIDADE ALIMENTARe no pode ser distribudo separadamente

    DDaa aaccrreeddiittaaoo cceerrttiiffiiccaaooddee eennttiiddaaddeess ffoorrmmaaddoorraassAnabela Solano

    VVaalloorriizzaarr aa EEnnggeennhhaarriiaa AAlliimmeennttaarrOlga Laureano e Jos Empis

    FFoorrmmaaoo ee IInnoovvaaoopprreecciissaamm--ssee!!Isabel de Sousa

    PPrroommoovveerr aa aaccttuuaalliizzaaooPaula Pereira

    OOppttiimmiizzaarr oo ccaappiittaall hhuummaannooMadalena Carrito

    NNuuttrriicciioonniissttaa:: ffoorrmmaannddoo ee ffoorrmmaaddoorrMaria de Jesus Graa

    OOffeerrttaa ddoo eennssiinnoo ssuuppeerriioorrppaarraa aa ccaaddeeiiaa aalliimmeennttaarrListagem de escolas e cursos

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  • Fazendo uma retrospectiva dos dez anos de existncia do Sistema deAcreditao de Entidades Formadoras, devemos falar no papel assumidodesde logo pelo Estado atravs da criao da Portaria n 782/97, que condi-cionou o acesso a apoios financeiros para a formao profissional por partedas entidades, estabelecendo como condio necessria a sua acredita-o operao de validao tcnica global e reconhecimento formal dacapacidade formativa de uma entidade.

    Ao longo destes dez anos, o sistema de acreditao tem vindo a marcaruma posio, que tem sido reconhecida pelo seu rigor e exigncia. Para estereconhecimento contribuiu a reviso efectuada ao sistema em 2002, publi-cando-se os requisitos de acreditao numa aproximao ntida aos sis-temas de gesto da qualidade, e em 2006, com a introduo do modelo derenovao dando destaque ao papel da entidade formadora na sua auto--avaliao, numa aproximao ao modelo de excelncia da EFQM Euro-pean Foundation for Quality Management. O sistema de acreditao conti-nuou a ser procurado pela condio de acesso das entidades ao FundoSocial Europeu, mas cada vez mais por entidades que, no recorrendo afinanciamento, encontram na acreditao um factor de distino e de quali-dade que uma referncia para o mercado onde intervm.

    Servios e clientes do sistema de acreditao

    D Entidades formadoras, de natureza jurdica e tipologias diversas, enquan-to beneficirios directos do estatuto de acreditao e dos seus potenciaisbenefcios;

    D Cidados e empresas, enquanto beneficirios indirectos da actuao dosistema;

    D Organismos institucionais, enquanto utilizadores da informao geradapelo sistema.

    Em termos de nmeros, o sistema de acreditao apresentava no finalde 2007, entre outros, os seguintes indicadores de dimenso:D 4721 entidades candidatas (de 1998 a Dezembro de 2007);D 1632 entidades acreditadas (Dezembro de 2007);D 2800 visitas de acompanhamento realizadas at final de Dezembro de

    2007 (somente com recurso a colaboradores internos);D 6 seminrios anuais desde 2002 com a presena de mais de 500 parti-

    cipantes cada.

    Oferta formativa acreditadana rea alimentar

    As entidades formadoras acreditadas so de vrias naturezas e tipo-logias, bem como a sua actuao na formao profissional muito diferen-te em termos de pblicos-alvo,reas de educao e formao,modalidades, entre outros.

    Tendo em conta a informaoque o sistema de acreditao for-nece ao mercado ao nvel dasreas de educao e formao,destaca-se aqui as entidadescom interveno formativa aonvel das indstrias alimentares(rea 541). Estas entidades re-presentam 5% do universo deentidades acreditadas, sendo adistribuio por tipologias a quese apresenta no grfico.

    Analisando a actual procura do sistema de acreditao por parte degrandes grupos nacionais ligados ao sector da distribuio alimentar,observa-se um investimento ao nvel da construo de centros deformao prprios, proporcionando por esta via uma resposta medidadas necessidades de formao dos seus colaboradores internos,contribuindo para a sua valorizao contnua.

    Da acreditao certificao

    A formao profissional um instrumento disposio de toda a socie-dade que se deve pautar pela qualidade, contribuindo dessa forma para amodernizao do tecido econmico.

    O Sistema de Acreditao de Entidades Formadoras, no mbito do esta-belecido no acordo de concertao social sobre a reforma da formao pro-fissional (2007), passa a certificar as entidades formadoras e prope ele pr-prio candidatar-se ao reconhecimento como entidade acreditada no mbitodo Sistema Portugus da Qualidade (SPQ).

    Inicia-se desta forma um novo ciclo orientado para a melhoria da quali-dade da formao profissional, regulando e avaliando a actividade das enti-dades formadoras, nomeadamente com o recurso a auditorias externas.

    Da acreditao certificaode entidades formadoras

    Anabela SolanoDirectora de Servios Direco deServios de Qualidadee Acreditao daDGERT

    TTIIPPOOSS DDEE CCLLIIEENNTTEESSEntidadesformadoras(clientes directos)

    Beneficirios finaisda formaoprofissional(cidadose empresas)

    Institucionais(gestores, tribunais, etc.)

    SSEERRVVIIOOSSAcreditao, incluindo: informao sobre o sistema apoio/esclarecimentos anlise e deciso das

    candidaturas visitas de acompanhamentoInformao diversa sobreacreditao e formao em geral.

    Anlise de queixas e reclamaes.

    Disponibilizao da listagem dasentidades acreditadas.Informao especializada.

    MMEEIIOOSS//CCAANNAAIISS

    Site

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    02 | N.4 SEGURANA E QUALIDADE ALIMENTAR SUPLEMENTO

  • O engenheiro alimentar exerce a sua actividadeno domnio do processamento fsico, qumico e bio-lgico de matrias-primas e subsidirias condu-cente produo e comercializao de alimentospara consumo humano. A sua actuao estende-sena actualidade a um vasto leque de actividades,nomeadamente:

    D Concepo, planeamento, execuo e fiscaliza-o de projectos industriais;

    D Concepo, planeamento e gesto de sistemasda qualidade e segurana alimentar;

    D Gesto operacional do processo produtivo, doaprovisionamento distribuio;

    D Gesto e controlo de servios e instalaes tc-nicas;

    D Desenvolvimento e optimizao de processos eprodutos alimentares;

    D Procedimentos conducentes ao licenciamentode unidades industriais;

    D Anlise do impacte ambiental resultante de pro-cessos industriais;

    D Realizao de auditorias, peritagens e pareceres periciais