Click here to load reader

Seminário A Sustentabilidade no Jornalismo Brasileiro - Programa RSE na Mídia, Instituto Ethos

  • View
    1.158

  • Download
    2

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Apresentação de Luciano Martins, Fundamentos da Pauta Contemporânea.

Text of Seminário A Sustentabilidade no Jornalismo Brasileiro - Programa RSE na Mídia, Instituto Ethos

  • 1. Uma pautaverde demais Luciano Martins Costa So Paulo, Maro2011 Como a imprensa brasileira aborda a questo da sustentabilidade

2. O longo caminho da pauta da sustentabilidade

  • 1966 - Presidente do conglomerado Fiat/Olivetti, Aurelio Peccei, alerta para riscos da expanso do sistema econmico.
  • Roma, Itlia, 1968 Clube de Roma alerta para a finitude dos recursos naturais e defende mudanas na economia mundial.

3.

  • Estocolmo, Sucia, 1972 Conferncia das Naes Unidas sobre o Meio Ambiente, sob efeito do Relatrio Meadows, do Clube de Roma, leva criao do PNUMA e do Dia Mundial do Meio Ambiente.
  • Oslo, Noruega, 1983 Criada a Comisso Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.

4.

  • Oslo, Noruega, 1987 Divulgado o Relatrio Brundtland, Nosso Futuro Comum, com os princpios do desenvolvimento sustentvel: aquele que permite satisfazer as necessidades das geraes atuais sem comprometer a possibilidade de as geraes futuras satisfazerem suas prprias necessidades.

5.

  • Rio de Janeiro, Brasil,1992 Eco92, Conferncia das Naes Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, estabelece necessidade de metas - a Agenda 21, com pressupostos da conciliao entre desenvolvimento econmico e defesa do meio ambiente.
  • Firmada a Conveno da Biodiversidade por 156 pases.

6.

  • Berlim, Alemanha, 1995 CoP 1, primeira Conferncias das Partes, inicia processo de negociao de metas e prazos especficos para reduo das emisses de gases do efeito estufa, vlidos apenas para os pases desenvolvidos. Surge a proposta de criao de um protocolo comum a ser negociado dois anos depois.

7.

  • Genebra, Suia,1996 CoP 2, termina com a declarao para elaborao de obrigaes legais para o alcance das metas de reduo de emisses e com a destinao de fundos para os pases em desenvolvimento produzirem suas polticas ambientais.

8.

  • Kyoto, Japo, 1997 CoP 3, adotadas as metas de reduo de emisses para os pases desenvolvidos, ento qualificados como Pases do Anexo I, evento chamado deProtocolo de Kyoto . No entanto, o ento presidente George W. Bush decidiu no ratific-lo. Para entrar em vigor, precisava da adeso de pelo menos 55 pases que somassem 55% das emisses globais. Isso s veio a ocorrer em 16 de fevereiro de 2005, quando a Rssia firmou o compromisso. Os Estados Unidos se retiraram do acordo em 2001.

9.

  • Bonn, Alemanha, 1999 CoP 5, marcada pela implementao do Plano de Aes de Buenos Aires, com avanos no conceito de uso sustentvel do solo e recursos para capacitaes nos pases em desenvolvimento.
  • Debatida amplamente a questo da preservao versus combate fome.

10.

  • Haia, Holanda, 2000 CoP 6, uma grande expectativa frustrada pelos impasses criados em torno dos novos conceitos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, mercado de carbono, financiamento do desenvolvimento sustentvel nos pases pobres e mudanas na questo do uso do solo. Acirram-se as divergncias entre a Unio Europia e os Estados Unidos.

11.

  • Bonn, Alemanha, 2001 CoP 6 complementar, realizada em situao de emergncia para discutir a posio dos Estados Unidos, que se retirou do Protocolo de Kyoto e exigia a definio de metas de reduo de emisses tambm para os pases em desenvolvimento.
  • Convencionou-se que os pases em desenvolvimento iriam apresentar metas de reduo de emisses.

12.

  • Marrakesh, Marrocos, 2001 CoP 7, regulamentados limites no uso do crdito de carbono originados no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e criados fundos de ajuda a pases em desenvolvimento para projetos de adaptao s mudanas climticas.

13.

  • Nova Delhi, India, 2002 CoP 8, influenciada pela realizao, no mesmo ano, da Cpula Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio+10), resultou na criao de metas para o uso de fontes de energia renovvel, a adeso da iniciativa privada e de ONGs ao Protocolo de Kyoto e a definio do mercado de crdito de carbono.

14.

  • Milo, Itlia, 2003 CoP 9, marcada pelos esforos para regulamentar os sumidouros de carbono relacionados aos MDL e definio das condies para obteno de crditos de carbono atravs do manejo de floresta e reflorestamento.
  • Investidores pressionam por regulamentao do nascente mercado de ttulos de crdito por reduo das emisses.

15.

  • Buenos Aires, Argentina, 2004 CoP 10, quando as partes do Protocolo de Kyoto aprovam as regras para implementao das metas estabelecidas no Protocolo e alguns pases em desenvolvimento divulgam seus primeiros inventrios de emisso de gases do efeito estufa.

16.

  • Montreal, Canad, 2005 CoP 11, primeira conferncia aps a entrada em vigor do Protocolo de Kyoto, ratificado com a adeso da Rssia, destaque para a questo das emisses produzidas pelo desmatamento nos trpicos e definio da segunda etapa do Protocolo, marcada para 2012.
  • Aumentam as presses internacionais pela reduo do desmatamento na Amaznia.

17.

  • Nairbi, Qunia, 2006 CoP 12, Brasil apresenta modelo para reduo das emisses originadas pelo desmatamento em pases em desenvolvimento; reviso do Protocolo de Kyoto.
  • Expanso da economia mundial cria grandes expectativas para financiamento de aes em favor do meio ambiente.

18.

  • Bali, Indonsia, 2007 CoP 13, sob o impacto da divulgao do preocupante relatrio do IPCC sobre o clima, estabelecido prazo at dezembro de 2009 para os pases apresentarem planos para a etapa seguinte do Protocolo.
  • Estabelecidos compromissos verificveis, mensurveis e reportveis para reduo de emisses por desmatamento de florestas tropicais.

19.

  • Poznan, Polnia, 2008 CoP 14. Animado pela eleio de Barack Obama e possvel mudana de postura dos Estados Unidos, um grupo de pases em desenvolvimento assume novos compromissos no obrigatrios para reduo de emisses.
  • Brasil apresenta bons resultados na reduo do desmatamento na Amaznia.
  • Maior protagonismo da iniciativa privada.

20.

  • Copenhague, Dinamarca, 2009 CoP 15, realizada sob grandes expectativas, frustrou muitos participantes e especialistas pela falta de resultados concretos em termos de medidas para a reduo das emisses, mas permitiu a criao de bases polticas para um acordo que possa ser cumprido.
  • Imprensa declara que o evento foi um fracasso, mas muitos compromissos so divulgados nas semanas seguintes.

21.

  • Cancun, Mxico, 2010 CoP 16, marca um maior protagonismo da iniciativa privada, que pressiona os governos a adotarem regras claras e globais para uma nova economia voltada para a sustentabilidade.
  • Reviso do Protocolo de Kyoto, preparao de mecanismos para regular o valor do patrimnio ambiental.

22.

  • Gesto sustentvel - o conjunto de estratgias, tticas, prticas, processos e ferramentas informados pelo mais elevado conhecimento cientfico disponvel, o que induz a decises corretas. Evita-se aqui o vis meramente ambientalista ou "humanista". O que cientificamente comprovado deve ser traduzido para as prticas corporativas, governamentais, pessoais e familiares. As normas so parte desses instrumentos, e as certificaes so exatamente isso - certificados assegurando que tal empresa, aplicando o conhecimento mais avanado disponvel, se capacitou a aplicar tais instrumentos em sua gesto (novos padres de competio).

Alguns conceitos: 23.

  • 2. Sustentabilidade - uma dinmica, um movimento em direo ao estado de arte da aplicao, na prtica, do conhecimento cientfico. Assim como a modernidade no um estado consolidado, mas uma etapa no movimento de aproximao da contemporaneidade (quanto mais prximo do contemporneo, mais moderno), a sustentabilidade uma dinmica que mais se justifica quanto mais prxima estiver do conhecimento cientfico.

24.

  • 3. Responsabilidade social - a expresso do grau de insero da corporao em seu ambiente social, fsico, cultural e poltico, com o pressuposto de que uma de suas misses mais importantes contribuir para a evoluo (melhoria contnua) desse ambiente. Claro que o ambiente interno e externo organizao, e at ntimo, pois a empresa tambm deve preservar o bem-estar emocional de seusstakeholders . Portanto, estamos tratando de relacionamentoexterno ,internoentimo .

25. Como cobrimos essa pauta

  • Foco na questo ambiental, com destaque para estatsticas de desmatamento, iniciativas de empresas e regulao.
  • Tema social desvinculado do contexto de sustentabilidade.
  • Raras referncias a iniciativas de gesto pela sustentabilidade.
  • Inovao tema isolado, vinculado a tecnologia e no a sustentabilidade.

26. Algumas consideraes

  • Jornalismo econmico s enxerga o aspecto financeiro.
  • Novas tecnologias melhoram anlise de riscos e oportunidades, tornando tangveis variveis antes intangveis.
  • Ampliao do mercado de capitais altera conceito destakeholder .
  • Responsabilidade social tem forte vnculo com defesa de direitos humanos e debates sobre futuro do capitalismo.

27. Outras consideraes

  • Necessidade de anlises que cubram as novas complexidades.
  • Buscar qualificao para abordagens complexas.
  • Necessidade de buscar novas fontes.
  • Atentar para aplicao do conhecimento cientfico.
  • Discutir sistemas e no apenas aspectos pontuais dos fatos econmicos, polticos e sociais.

28. FIM