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ISSN 2316-5804

S.I.NFORME

Revista de Tecnologia da Informao do Curso de Sistemas de Informao

Faculdade Escritor Osman da Costa Lins - FACOL

Vitria de Santo Anto, PE ANO 2, N. 2 dez.2013

S.I.nforme

Publicao anual

Revista do Curso de Sistemas de Informao Bacharelado da Faculdade Escritor Osman da Costa Lins Facol

Diretor da FACOL:Dr. Paulo Roberto de Leite Arruda

Vice-Diretor da FACOL:Tlio Albuquerque Duarte

Diretor Pedaggico:Prof. Pricles Tavares Austregsilo Filho

Coordenadora Geral Acadmica:Prof. Nancy Farias Martins Leite

Coordenador do Curso de Sistemas de InformaoProf. MSc. Cleyton Mrio de Oliveira Rodrigues

Conselho Editorial:Cleyton Mario de Oliveira Rodrigues

Elcias Ferreira da Costa

Pricles Tavares Austregsilo FilhoJos Procpio da Silveira

Gleibson Rodrigo Silva de Oliveira

Conselho Cientfico:Prof. MSc. Cleyton Mrio de Oliveira Rodrigues

Prof. MSc. Ryan Ribeiro de Azevedo

Prof. MSc. Ana Cristina Freitas CesarStefano Toscano

Prof. Esp. Audrey Bezerra de VasconcelosProf. Esp. Iuri Santos SouzaProf. Msc. Jailze de Oliveira Santos

Prof. Esp. Gleibson Rodrigo Silva de Oliveira

Diagramao:Evandro Bonifcio de Andrade Departamento de Web Design.

Publicao:Associao Vitoriense de Educao, Cincias e Cultura, entidade mantenedora da Faculdade Escritor Osman da Costa Lins FACOL. CNPJ: 03.391.726/0001-90.

Endereo:

Rua do Estudante, 85, Bairro Universitrio, Vitria de Santo Anto/PE. CEP 55612-650. Tel. (81) 3114-1200 www.facol.com - e-mail: contato@facol.net

IMPRESSO:

Luci Artes Grficas Ltda

lucigraf@terra.com.br

(REVISTA DE TECNOLOGIA DA INFORMAO DO CURSO DE SISTEMAS DE INFORMAO: S.I.nformeVitria de Santo Anto, PE: Facol, a. 2, n.2 ___. 2013, ____p. ISSN 2316-5804)

SUMRIO

Metodologia Cientfica: A carncia das Faculdades de Computao3

O Uso do Software Clic Adaptado no Processo de Aprendizagem da Escrita do Aluno Cego Congnito9

Soluo DSM para Micro e Pequenas Software House13

Uma proposta de Gerenciamento BPO baseada em anlise de mudanas para empresas de software24

Assessing Intra-Application Exception Handling Reuse with Aspects37

EH-Meter Uma Ferramenta para Coleta de Mtricas de Tratamento de Excees53

ODST: Uma Ontologia para o Domnio e Estudo das Doenas Sexualmente Transmissveis59

Desenvolvimento distribudo de software utilizando Scrum: O estudo de caso do Firescrum.65

EDITORIAL

Metodologia Cientfica: A carncia das Faculdades de Computao

Cleyton Mrio de Oliveira Rodrigues

Centro de Informtica Universidade Federal de Pernambuco, (CIn/UFPE) Cdigo Postal 7851 RECIFE PE Brasil

cleyton.rodrigues@gmail.com

Resumo. Numa rea onde algoritmos funcionando, simulaes com resultados e demais atividades prticas sempre mais bem vista que qualquer outra atividade mais terica, o uso de metodologias cientficas na prtica da pesquisa, e no seguimento de padres deixado em segundo plano. Neste contexto, observa-se que as faculdades de computao pecam por no utilizar ou no saber como e quando utilizar a disciplina de Metodologia Cientfica. Na viso dos estudantes (uma viso, sobretudo, incorreta) uma disciplina que no traz muitos benefcios para a rea da Computao. Isto faz com que os alunos e at mesmo os professores percam o entusiasmo em praticar e usar normas da metodologia cientfica. Como resultado, temos ao final do curso alunos que sabem programar bem, mas no sabem escrever, ou seja, no sabem expressar formalmente suas opinies, suas idias. Este artigo visa ento esclarecer alguns pontos a respeito dos problemas e impactos do no respeito ao rigor cientfico, alm de algumas idias sobre como e quando ministrar a disciplina nas faculdades de computao.

1. Introduo

comum na academia avaliar o aprendizado dos alunos atravs de relatrios ou resenhas cientficas, focando em um determinando assunto, ou at mesmo validar e estudar dados de uma pesquisa de campo realizada. Muitos at acreditam que tal prtica pedaggica, em certas situaes, mais propcia para avaliar o quanto de informao que o aluno consegue adquirir com relao a um tema ou algum conceito explorado em aula. Evidentemente que o foco principal do trabalho o valor agregado ao tema de pesquisa. Contudo, nos ltimos anos, observa-se que as Instituies de Ensino Superior (IES) incentivam prticas que auxiliem os alunos a desenvolverem seu sensocrtico e a produzirem textos de carter cientfico. Alguns trabalhos (http://www.urutagua.uem.br/014/14maia.htm) destacam a importncia da disciplina de Metodologia Cientfica, mas tambm descrevem a pouca relevncia que muitos pesquisadores ainda lhe atribuem.

A rea da computao, prtica por sua natureza, tambm sofre pela falta de entusiasmo dos alunos e professores em ministrar essa disciplina. No h uma porcentagem concreta, mas uma rpida examinada nas grades curriculares dos cursos de computao (Engenharia, Cincias da Computao, Sistemas de Informao e Licenciatura) revela que muitos cursos no possuem nem a disciplina na grade curricular (como na Universidade Estadual de Minas Gerais, CEFET-SP e na PUC-RIO). Mesmo aquelas IES que possuem estas disciplinas, erram por no saber quando aplicar (isto , no comeo, meio, ou no trmino do curso), ou at mesmo a forma como ensinada no desperta nos alunos a importncia de se escrever com coeso e coerncia. Esse fator grave na rea da computao porque nesse meio nota-se certa preocupao pela praticidade, pelo algo funcionando, deixando para segundo plano (isto quando h um segundo plano) as normas de regulamentao de uma boa escrita.

2. A importncia da Metodologia Cientfica

De forma geral a Metodologia Cientfica o estudo dos caminhos do saber, isto , como se adquire conhecimento. Muitos se enganam ao pensar que a disciplina de cunho apenas terico; ao contrrio, em seu maior tempo totalmente prtica (pelo menos, deveria ser). Esto a cargo da disciplina, algumas aes fundamentais: (i) como se organiza um relatrio ou um trabalho cientfico, (ii) como realizada uma pesquisa cientfica, (iii) como adequar um texto a um padro, entre outros pontos. Estes sero mais explorados abaixo.

Todo docente j viveu a situao de solicitar um relatrio para a turma, como parte da nota, e escutar dos alunos crticas como: Eu no sei por onde comear a escrever. Por parte do aluno, umas das primeiras aes a tomar estruturar o relatrio. Estruturar significa dividir em tpicos, captulos e/ou sees a organizao do documento. Quando o assunto um artigo de pesquisa cientfica, esta organizao j vem pr-configurada, ou seja, os responsveis pelo evento onde o artigo ser submetido j indicam a quantidade mnima e mxima de pginas, alm de informar que o artigo, por exemplo, possui uma introduo, com os pontos principais que sero discutidos, e uma concluso, com o que se aprendeu aps o trabalho.

Outra reclamao recorrente dos alunos que eles no sabem onde procurar e extrair informaes relevantes para seu trabalho, ou melhor dizendo, como se realiza uma pesquisa e como identificar as melhores referncias. tarefa do docente mostrar as diferentes formas de pesquisa, e como cada uma pode ser realizada. Tambm deve ser motivo de estudo saber como analisar dados e como refinar o contedo pesquisado para extrair o que importante para o documento final.

Por fim, a qualidade dos trabalhos entregues falha, no em valor de contedo, mas sim como ele foi disposto, isto , o documento no seguiu as normas de regulamentao. Seguir normas no quer dizer to somente formatao do texto, mas engloba, sobretudo, outros aspectos mais tcnicos. Como exemplo, imaginem que durante uma pesquisa um aluno encontre uma frase bastante pertinente ao seu trabalho. Para evitar cpias indevidas, isto , o uso desautorizado de textos de outros autores, os alunos devem aprender a fazer citaes (de forma direta e indireta). Isto representa apenas um dos vrios outros casos que impactam a importncia da metodologia cientfica.

3. ABNT

A ABNT se refere Associao Brasileira de Normas e Tcnicas. uma entidade, sem fins lucrativos, fundada em 1940 para gerenciar a normalizao tcnica do Brasil. importante ressaltar que a ABNT est alinhada com os padres internacionais de normalizao, como a ISSO (International Organization For Standardization) e tambm com o padro do MERCOSUL Associao MERCOSUL de Normalizao (AMN).

Embora cada IES possa criar seus regimentos internos, normalmente, estes regimentos tm como base as normas da ABNT. Ela atua fortemente no desenvolvimento cientfico e tecnolgico do pas, fomentando e promovendo a produo, comercializao e o uso correto de bens e servios produzidos. A ABNT regula a estruturao e formatao de documentos comuns no ambiente acadmico, tais como, relatrios, monografias, dissertaes e teses.

Este rgo surge ento como um grande parceiro das IES. Estas por sua vez, devem apoiar prticas pedaggicas que disseminem seu uso durante a graduao, no s de Computao, mas toda e qualquer formao profissional. Uma forma de se trabalhar isso atravs de palestras e mesas redondas, onde aspectos relativos normalizao e pesquisa cientfica (publicao, patentes) so abertamente discutidos.

O problema da no adequao as normas e aos padres no de inteira responsabilidade do corpo discente. Pelo contrrio, as IES devem incentivar que o seu corpo docente esteja hbil a avaliar os relatrios e monografias, no apenas com base nos conceitos empregados, mas como eles foram pesquisados e como eles esto sendo exibidos ao leitor. Infelizmente, o que se observa professores que no esto atentos a estas prticas, e pior, definem muitas vezes um padro prprio que seus alunos devam seguir.

3. Metodologia Cientfica: Quando aplicar?

Em um curso de graduao de Computa