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Teoria da comunicação-raquel

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Teoria da comunicação-raquel

Text of Teoria da comunicação-raquel

  • MAURO WOLF

    TEORIAS DA COMUNICAO

    Mass media: contextos e paradigmasNovas tendncias

    Efeitos a longo prazoO newsmaking

    Textos de apoio

  • TEORIAS DA COMUNICAAOEDITORIAL PRESENA

    FICHA TCNICA

    Ttulo original: Teorie delle Comunicazioni di MassaAutor: Mauro [email protected] Gruppo Editoriale Fabbri, Bompiani, Sonzogno, Etas S.p.A., Milan, 1985Traduo: @ Editorial Presena, Lda.Traduo: Maria Jorge Vilar de FigueiredoCapa: Sector Grfico de Editorial PresenaFotocomposio: Multitipo - Artes Grficas, Lda.Impresso e acabamento: Tipografia Peres1.'edio, Lisboa, 19872.'edio, Lisboa, 19923.'edio, Lisboa, 19944.'edio, Lisboa, 19955.'edio, Lisboa, Setembro, 1999Depsito legal n 141011/99

    Reservados todos os direitos para Portugal EDITORIAL PRESENA Rua Augusto Gil, 35-A - 1049-043 LISBOA Email: [email protected] Internet: http://www.editpresenca.pt/

    a meus pais

    NDICE

    INTRODUO ......................................................................................13

    PRIMEIRA PARTE

    A EVOLUO DA PESQUISA SOBRE AS COMUNICAES DE MASSA

    1. CONTEXTOS E PARADIGMAS NA PESQUISA SOBRE OS MASS MEDIA...................................................................................................211. 1. Premissa..........................................................................................211.2. A teoria hipodrmica........................................................................221.2. 1. A sociedade de massa..................................................................231.2.2. O modelo comunicativo da teoria hipodrmica............................271.2.3. O modelo de Lasswell e a superao da teoria hipodrmica.............................................................................................291.3. A abordagem emprico-experimental ou da persuaso....................331.3.1. Os factores relativos audincia..................................... ...............361.3.2. Os factores ligados mensagem.....................................................421.4. A abordagem emprica de campo ou dos efeitos limitados..............461.4. 1. As pesquisas sobre o consumo dos mass media...........................481.4.2. O contexto social e os efeitos dos mass media..............................511.4.3. Retrica da persuaso ou efeitos limitados.....................................581.5. A teoria funcionalista das comunicaes de massa............................621.5.1. A posio estrutural- funcionalista.................................................631.5.2. As funes das comunicaes de massa........................................66 1.5.3. Dos usos como funes funes dos usos: a hiptese dos uses and gratifications.........................................................................................701.6. A teoria crtica.................................................................................821.6.1. Linhas gerais da teoria crtica........................................................821.6.2. A indstria cultural como sistema..................................................841.6.3. O indivduo na era da indstria cultural..........................................86

  • 1.6.4. A qualidade do consumo dos produtos culturais...........................881.6.5. Os efeitos dos mass media .....................................................891.6.6. Os gneros..................................................................................911.6.7. Teoria crtica versus pesquisa administrativa.................................921.7. A teoria culturolgica....................................................................1001.8. A perspectiva dos cultural studies...............................................1071.9. As teorias comunicativas...............................................................1101.9. 1. O modelo comunicativo da teoria da informao........................1121.9.2. O modelo comunicativo sernitico-informacional.........................1221.9.3. O modelo semitico-textual........................................................1261.10. Concluses.................................................................................132

    SEGUNDA PARTE

    NOVAS TENDNCIAS DA PESQUISA: MASS MEDIA E CONSTRUO DA REALIDADE

    2. ESTUDO DOS EFEITOS A LONGO PRAZO.............................1392. 1. Premissa.....................................................................................1392.2. A hiptese do agenda-setting......................................................1442.3. Alguns dados sobre o efeito do agenda-setting............................1472.3. 1. O diferente poder de agenda dos diversos mass media...........1482.3.2. Efeitos cognitivos versus predisposies?................................1522.3.3.Que conhecimentos e que pblicos para o efeito da agenda-setting?...156 2.4. Limites, problemas e aspectos metodolgicos da hiptese do agenda-setting..................................................................................1602.4. 1. As agendas dos diversos mass media....................................1602.4.2. A natureza e os procesos do agenda-setting............................1652.4.3. O parmetro temporal na hiptese do agenda-setting...............1702.4.4. Outras questes em agenda.....................................................173

    3. DA SOCIOLOGIA DOS EMISSORES AO NEWSMAKING.....1773.1. Premissa....................................................................................1773.2. Os estudos sobre os emissores: do gatekeeper ao newsmaking.1783.2. 1. A pesquisa sobre os gatekeepers...........................................1803.2.2. Os estudos sobre a distoro involuntria.............................1833.2.3. Aspectos metodolgicos da pesquisa sobre o newsmaking.....1863.3. O newsmaking: critrios de importncia e noticiabilidade............1883.3. 1. Fragmentao da informao e noticiabilidade.........................1913.4. O newsmaking: os valores/notcia..............................................1953.4. 1. Critrios substantivos.............................................................2003.4.2. Critrios relativos ao produto..................................................2063.4.3. Critrios relativos ao meio de comunicao.............................2103.4.4. Critrios relativos ao pblico..................................................2123.4.5. Critrios relativos concorrncia...........................................2143.5 As routines produtivas..............................................................2183.5.1. A recolha dos materiais informativos......................................2183.5.2. As fontes..............................................................................2223.5.3. As agncias...........................................................................2313.5.4. A agenda de servio..............................................................2363.6. A seleco das notcias............................................................2403.7. O editing e a apresentao das notcias..................................2443.8. Algumas observaes finais.....................................................249

    CONCLUSES...........................................................................253

    BIBLIOGRAFIA.........................................................................255

  • INTRODUO

    Como todos os consumidores dos mass media sabem, as comunicaes de massa so uma realidade feita de muitos aspectos diferentes: regulamentaes legislativas sempre encapotadas quanto ao ordenamento jurdico do sistema televisivo; intrincadas operaes financeiras em tomo da propriedade de alguns meios; episdios retumbantes acerca da no realizao de um programa considerado incmodo; crises, quedas e triunfos das vrias estruturas produtivas cinematogrficas; repetidas polmicas sazonais sobre os efeitos deplorveis que os mass media teriam sobre as crianas; entusiasmos e sobressaltos em relao s novas tecnologias e aos cenrios por elas prefigurados. A enumerao poderia continuar e serviria para realar que os mass media constituem, simultaneamente, um importantssimo sector industrial, um universo simblico objecto de um consumo macio, um investimento tecnolgico em contnua expanso, uma experincia individual quotidiana, um terreno de confronto poltico, um sistema de interveno cultural e de agregao social, uma maneira de passar o tempo, etc.Tudo isso se reflecte naturalmente na forma de estudar um objecto que muda tantas vezes de forma: a longa tradio de anlise (sinteticamente designada pelo termo communication research) acompanhou os diversos problemas que iam aflorando, atravessando perspectivas e disciplinas, multiplicando hipteses e abordagens. Da resultou um conjunto de conhecimentos, mtodos e pontos de vista to heterogneos e discordantes que tornam no s difcil mas porventura tambm insensata qualquer tentativa para se conseguir uma sntese satisfatria e exaustiva. Se, todavia, se renunciar a seguir todas as correntes de pesquisa para se expor apenas as tendncias mais difundidas e consolidadas daquilo que, neste complexo domnio, se transformou ou est a transformar em tradio de estudo, a tentativa parece ento ser possvel.Esta obra representa precisamente um esforo para seguir nessa direco, analisando os principais modelos tericos e os principais mbitos de pesquisa que caracterizaram os estudos sobre os mass media. O trabalho no est dividido por meios de comunicao (imprensa, rdio, televiso, etc.), mas pelas teorias que mais incidiram na pesquisa. As lacunas, os aspectos subvalorizados ou descurados podero parecer numerosos, ainda que, ao interpretar a histria, a evoluo e a situao actual da communication research, tenha tentado fornecer simultaneamente uma resenha exaustiva deste sector.Antes de passar a expor as diversas teorias dos mass media, convm descrever sumariamente o estado da matria em estudo por volta dos finais dos anos 70, perodo que representou um verdadeiro e preci