TEORIA GERAL DO PROCESSO PROFESSORA ANGELA ISSA HAONAT DA AÇÃO AULA 12 TEMA 11 03/05/05

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  • TEORIA GERAL DO PROCESSO PROFESSORA ANGELA ISSA HAONAT DA AO AULA 12 TEMA 11 03/05/05
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  • APS O ESTUDO DA JURISDIO E DA COMPETNCIA NECESSRIO A ANLISE DO FENMENO PELO QUAL A PESSOA PLEITEIA ESSE SERVIO ESTATAL, O QUE DENOMINAMOS DE: DIREITO DE AO
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  • JURISDIO ALGUMAS OBSERVAES INRCIA DA JURISDIO: A JURISDIO NECESSITA SER PROVOCADA (PRINCPIO DA INRCIA DA JURISDIO) DIANTE DE UMA PRETENSO RESISTIDA CABER AO TITULAR DO INTERESSE PROVOCAR A JURISDIO.
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  • DIREITO OU PODER DE AO DIANTE DE UMA PRETENSO RESISTIDA, CABER AO TITULAR DO INTERESSE PROVOCAR A ATUAO JURISDICIONAL, NA APLICAO DO DIREITO NO CASO CONCRETO. DESTE MODO, O SUJEITO DO INTERESSE ESTAR EXERCENDO UM DIREITO (OU PODER), QUE O DIREITO DE AO, PARA CUJA SATISFAO O ESTADO DEVE DAR A PRESTAO JURISDICIONAL.
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  • ADA PELEGRINI GRINOVER CONCEITUA O DIREITO DE AO COMO: DIREITO AO EXERCCIO DA ATIVIDADE JURISDICIONAL (OU O PODER DE EXIGIR ESSE EXERCCIO). MEDIANTE O EXERCCIO DA AO PROVOCA-SE A JURISDIO, QUE POR SUA VEZ SE EXERCE ATRAVS DAQUELE COMPLEXO DE ATOS QUE O PROCESSO.
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  • VICENTE GRECO FILHO O DIREITO DE AO O DIREITO SUBJETIVO PBLICO DE PLEITEAR AO PODER JUDICIRIO UMA DECISO SOBRE UMA PRETENSO; ASSIM, O DIREITO DE AO DIRIGIDO CONTRA O ESTADO, J QUE PROVM DESTE A DECISO SOBRE O DETERMINADO PEDIDO.
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  • AUTONOMIA DO DIREITO DE AO 1. TEORIA IMANENTISTA A TEORIA IMANENTISTA, TAMBM DENOMINADA DE MONISTA OU UNITRIA, CLSSICA OU CIVILISTA, TEVE COMO UM DOS MAIS EXPRESSIVOS DEFENSORES NA PESSOA DE SAVIGNY.
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  • AUTONOMIA DO DIREITO DE AO A ADOO DESTA TEORIA GERA TRS CONSEQNCIAS : NO H AO SEM DIREITO. NO H DIREITO SEM AO. A AO SEGUE A NATUREZA DO DIREITO.
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  • TEORIA CIVILISTA A AO ELEMENTO DO DIREITO MATERIAL; A AO SE IDENTIFICA COM O DIREITO MATERIAL, TRABALHANDO COM O ENTENDIMENTO DE QUE FAZEM PARTE DE UMA MESMA REALIDADE. A AO ENTENDIDA COMO A REAO DO DIREITO MATERIAL A UMA VIOLAO QUE O ATINGE. (COELHO, 2004, P. 211).
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  • QUESTES NO RESOLVIDAS PELA TEORIA CIVILISTA DA AO 1. EXISTNCIA DA AO INFUNDADA AO INFUNDADA AQUELA QUE NO SE RECONHECE, AO FINAL DO PROCESSO, A EXISTNCIA DO DIREITO SUBJETIVO ALEGADO. NESTE CASO, NO PODEMOS DIZER TAMBM QUE NO H AO SEM DIREITO OU DIREITO SEM AO, J QUE HOUVE O EXERCCIO DO DIREITO DE AO, MESMO SEM A PRESENA DO DIREITO MATERIAL, O QUE DEMONSTRA A SEPARAO E NO A UNIDADE ENTRE AO E DIREITO.
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  • QUESTES NO RESOLVIDAS PELA TEORIA CIVILISTA DA AO 2. AO DECLARATRIA NEGATIVA ATRAVS DA AO DECLARATRIA POSSVEL OBTER A DECLARAO A RESPEITO DA EXISTNCIA OU INEXISTNCIA DE UMA RELAO JURDICA. NA DECLARATRIA NEGATIVA O AUTOR PRETENDE DEMONSTRAR QUE NO EXISTE UMA RELAO JURDICA DE DIREITO MATERIAL ENTRE AS PARTES.
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  • POLMICA WINDSCHEID-MUTHER A POLMICA ENTRE WINDSCHEID E MUTHER, TRAVADA NA ALEMANHA DO SCULO PASSADO, DEU O PASSO PARA A REELABORAO DO CONCEITO DE AO. AS DOUTRINAS DOS DOIS AUTORES SE COMPLETAM, ADMITINDO A EXISTNCIA DE UM DIREITO DE AGIR CONTRA O ESTADO E CONTRA O DEVEDOR.
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  • POLMICA WINDSCHEID-MUTHER AS IDIAS DOS JURISTAS NO SO EXCLUDENTES COMPLEMENTAM-SE. SEPARAM O DIREITO MATERIAL DA AO QUE SUSTENTAM SER DIREITO DO LESADO VOLTADO CONTRA O ESTADO, PARA QUE PRESTE A TUTELA JURISDICIONAL.
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  • OUTROS JURISTAS DEMONSTRARAM A AUTONOMIA DO DIREITO DA AO, ATRAVS DE DUAS IMPORTANTES TEORIAS: A) A TEORIA DO DIREITO CONCRETO TUTELA JURDICA; B) A TEORIA DO DIREITO ABSTRATO DE AGIR.
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  • A) A AO COMO DIREITO AUTNOMO E CONCRETO PARA ESTA TEORIA, S HAVER O DIREITO DE AO CASO A SENTENA SEJA FAVORVEL AO PEDIDO FORMULADO PELO AUTOR. VINCULA-SE, PORTANTO, A EXISTNCIA DA AO AO RESULTADO DO PROCESSO. EQUVOCO, QUE NO RESPONDE TRS INDAGAES:
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  • 1. COMO EXPLICAR OS ATOS PROCESSUAIS PRATICADOS AT A SENTENA NAS AES JULGADAS IMPROCEDENTES? NO H COMO FALAR QUE NO HOUVE O EXERCCIO DO DIREITO DE AO, QUANDO OS ATOS PRATICADOS CITAO, PRODUO DE PROVAS, JULGAMENTO NO SE ENQUADRAM NO DIREITO MATERIAL.
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  • 2. QUAL DIREITO FOI EXERCIDO PELO AUTOR, UMA VEZ QUE O ESTADO ESTAVA OBRIGADO A PRESTAR-LHE TUTELA JURISDICIONAL? SE O DIREITO DE ACIONAR O JUDICIRIO NO CORRESPONDE AO DIREITO DE AO DO AUTOR, QUAL A ESSNCIA DESSE DIREITO? NA VERDADE, APENAS A EXISTNCIA DO EXERCCIO DO DIREITO DE AO PODE EXPLICAR A ATIVIDADE JURISDICIONAL PRATICADA PELO ESTADO.
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  • SENTENA INJUSTA = QUELA QUE ACOLHE PEDIDO INFUNDADO DO AUTOR (SEM OBSERVAR O DIREITO MATERIAL). EMBORA TENHA OCORRIDO O ACOLHIMENTO DA PRETENSO, O QUE PARA OS ADEPTOS DA DOUTRINA DO DIREITO CONCRETO TUTELA JURDICA IMPLICARIA NO DIREITO DE AO, O DIREITO MATERIAL NA VERDADE NO EXISTE. O QUE RETATA UM EXEMPLO DA AUTONOMIA DO DIREITO DE AO EM RELAO AO DIREITO MATERIAL. 3. COMO EXPLICAR UMA DECISO INJUSTA QUE ACOLHE A PRETENSO INFUNDADA DO AUTOR?
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  • POSIO DE ADOLF WACH DEMONSTRA COM CLAREZA A INADEQUAO DA TEORIA CIVILISTA DEMONSTROU QUE AO LADO DA AO CONDENATRIA PRATICAMENTE A NICA TRATADA PELA TEORIA CIVILISTA EXISTIA TAMBM A AO DECLARATRIA (QUE VISA A CERTEZA JURDICA).
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  • DEFINIO DE ADOLF WACH DO DIREITO DE AO DIREITO RELATIVAMENTE INDEPENDENTE, QUE SERVE A MANUTENO DA ORDEM CONCRETA DOS DIREITOS PRIVADOS, EM RELAO AOS QUAIS UM DIREITO SECUNDRIO E INDEPENDENTE QUANTO AOS SEUS REQUISITOS.
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  • COELHO (APOSTILA P. ) PREPONDERA O ENTENDIMENTO DE QUE O DIREITO DE AO UM DIREITO SUBJETIVO PBLICO EXERCIDO APENAS EM RELAO AO ESTADO JUIZ, QUE MOVIMENTADO PARA SOLUCIONAR O CONFLITO, NO OBSTANTE A SOLUO POSSA INTERFERIR NA ESFERA JURDICA DO RU.
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  • POSIO DE CHIOVENDA O PRIMEIRO A AFIRMAR A AUTONOMIA DO DIREITO DE AO NA ITLIA; NO O CONCEBIA, PORM, COMO UM DIREITO TOTALMENTE AUTNOMO. PARA ELE: A VONTADE CONCRETA DA LEI REALIZA-SE INDEPENDENTEMENTE DE PROCESSO; CASO NO HAJA REGULAR CUMPRIMENTO DA OBRIGAO, H NECESSIDADE DE PROCESSO PARA TRADUZIR A VONTADE DA LEI.
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  • A POSIO DE GIUSEPPE CHIOVENDA RESSALTA QUANTO AO DIREITO DE AO: (A) QUE NO CORRESPONDE A UM DIREITO SUBJETIVO MATERIAL, POR NO VISLUMBRAR A OBRIGAO DO ESTADO EM PRESTAR A TUTELA JURISDICIONAL; (B) NO POSSUI NATUREZA PBLICA; (C) DIRIGIDA CONTRA O ADVERSRIO E NO CONTRA O ESTADO; (D) TRATA-SE DE UM DIREITO POTESTATIVO.
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  • ARRUDA ALVIM NO EST NA APOSTILA (ATENO) SEGUNDO CHIOVENDA O PROCESSO SERVE A DUAS CATEGORIAS DE DIREITO: 1. DOS DIREITOS LIGADOS AO BEM DA VIDA, A SEREM ALCANADOS, ANTES DE TUDO, MEDIANTE A PRESTAO POSITIVA OU NEGATIVA, DO OBRIGADO;
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  • ARRUDA ALVIM NO EST NA APOSTILA (ATENO) 2. DOS DIREITOS TENDENTES MODIFICAO DO ESTADO JURDICO EXISTENTE, OS QUAIS SO OS DIREITOS POTESTATIVOS. AQUI RESIDE A GRANDE NOVIDADE DO PENSAMENTO DE CHIOVENDA. O QUE DIREITO POTESTATIVO?
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  • DIREITO POTESTATIVO O PODER DE ADQUIRIR OU ALIENAR DIREITOS, OU DE EXERCER SOBRE SEUS DIREITOS TODA AO DE USO, GOZO, DISPOSIO OU PROTEO QUE A LEI LHE ASSEGURA. O QUE SE CARACTERIZA PELO FATO DE SEU TITULAR PODER EXERCER LIVREMENTE SUA VONTADE, PRODUZINDO EFEITOS NA ESFERA JURDICA DE TERCEIRO, SEM QUE ESTE POSSA IMPEDI-LO. EX.: O PODER DE REVOGAR UMA PROCURAO.
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  • DIREITO POTESTATIVO EXTRAI-SE DA QUE OS DIREITOS POTESTATIVOS TEM A CARACTERSTICA FUNDAMENTAL DE, ATRAVS DOS MESMOS, PODER ALGUM INFLUIR, COM SUA MANIFESTAO DE VONTADE, SOBRE A CONDIO JURDICA DE OUTRO, SEM O CONCURSO DA VONTADE DESTE.
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  • QUESTES SEM RESPOSTAS NA TEORIA DE CHIOVENDA. (1) QUE NO CORRESPONDE A UM DIREITO SUBJETIVO MATERIAL, POR NO VISLUMBRAR A OBRIGAO DO ESTADO EM PRESTAR A TUTELA JURISDICIONAL; O DIREITO DE AO GARANTIDO EM SEDE CONSTITUCIONAL, COMO UM DIREITO SUBJETIVO GARANTIDO PELO ESTADO (ART. 5, XXXV), SEGUNDO O QUAL NENHUMA LESO OU AMEAA DE DIREITO PODE SER AFASTADA DO JUDICIRIO.
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  • QUESTES SEM RESPOSTAS NA TEORIA DE CHIOVENDA. (2) NO POSSUI NATUREZA PBLICA; A NATUREZA PBLICA DO DIREITO DE AO BEM COMO DO PROCESSO SO INCONTESTVEIS. NO H DVIDAS QUE O INTERESSE PBLICO O INTERESSE QUE DEVE PREVALECER. SEM PACIFICAO SOCIAL H RISCOS DO ESTADO DESAPARECER.
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  • QUESTES SEM RESPOSTAS NA TEORIA DE CHIOVENDA. (3) DIRIGIDA CONTRA O ADVERSRIO E NO CONTRA O ESTADO; POR CONTA DA NATUREZA PBLICA DA AO E DO PROCESSO, O ENTENDIMENTO QUE HOJE PREVALECE O DE QUE ESTA DIRIGIDA TO- SOMENTE CONTRA O ESTADO, EMBORA O ADVERSRIO TENHA QUE SE SUJEITAR AO SEU RESULTADO.
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  • QUESTES SEM RESPOSTAS NA TEORIA DE CHIOVENDA. (4) TRATA-SE DE UM DIREITO POTESTATIVO. CHIOVENDA CONFIGURA A AO COMO UM DIREITO POTESTATIVO; EM CERTOS CASOS, PARA ATUAR O DIREITO POTESTATIVO, H NECESSIDADE DE INTERVEO DO JUIZ; EM OUTROS, ESTA NO NECESSRIA.
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  • B. A AO COMO DIREITO AUTNOMO E ABSTRATO. TEORIA ELABORADA POR - DEGENKOLB, NA ALEMANHA, E POR PLSZ, NA HUNGRIA - COINCIDENTEMENTE; O DIREITO DE AO INDEPENDENTE DA EXISTNCIA EFETIVA DO DIREITO MATERIAL PRETENDIDO.
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  • B. A AO COMO DIREITO AUTNOMO E ABSTRATO. PELA TEORIA DA AO COMO DIREITO AUTNOMO E ABSTRATO, MESMO QUE A SENTENA SEJA FAVORVEL OU DESFAVORVEL NO SE DEIXA DE TER UMA AO.
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