Vitrine Sul de Minas #17

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Serra que pede socorro

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  • Edio n 17Outubro 2014

    SERRA QUE CHORAPEDE SOCORRO

    EDITORIAL DE MODA VERO 2015

    CUTELARIAUMA ARTE MILENAR

    GESTO DEEMPRESASFAMILIARES

    CALENDRIODE EVENTOSDA REGIO

  • 2

  • 4EDITORIAL

    EXPEDIENTEPublisher: Gabriela Real Jornalista Responsvel: Mnica Fernandes - GO 000916JP Edio: Joo CarvalhoProjeto Grfico e diagramao: Agncia RauzeCapa e Diagramao: Felipe MancilhaTiragem: 4.000 exemplaresImpresso: Grfica Novo Mundo

    ANUNCIEcontato@vitrinesuldeminas.com.br(35) 3331.3042A Revista Vitrine uma publicao da empresa Rauze,distribuda gratuitamente na cidade de So Loureno e regio. Todos os direitos reservados. proibida sua reproduo total ou parcial, sem autorizao prvia. As matrias assinadas so de responsabilidade de seus autores. Venda Proibida.

    Chegamos em nossa 17 edio. Foram 2 anos e meio de muito trabalho, mas a recompensa que nos consolidamos no mercado micro regional como uma mdia diferenciada, responsvel e indiscutivelmente como a nica com contedo local, 100% produzida dentro de So Loureno. Nosso foco , e sempre foi, a valorizao das empresas, profissionais e eventos regionais e nesse assunto ficamos experts.

    A constante busca pela excelncia nos leva, nesse momento, a auditar publicamente nossa tiragem. No ramo editorial, quando se trata de distribuio gratuita, algumas mdias impressas divulgam tiragens que no se confirmam na realidade, so as famosas mentiragens, o que impacta diretamente no resultado de quem anuncia.

    A Revista Vitrine possui todas as notas fiscais que comprovam a veracidade de seus 4.000 exemplares por edio (distribudos nas cidades de So Loureno, Caxambu, Baependi, Itanhandu e Passa Quatro) mas, para consolidar ainda mais esse nmero, convidaremos um anunciante por ms a comprov-lo pessoalmente.

    Sobre essa edio, nossa matria de capa traz um assunto de interesse de todos: um apelo populao diante da devastao da Serra da Mantiqueira, que busca solues para sua proteo e conservao.

    Nosso editorial de moda traz peas incrveis pra voc entrar no clima das tendncias e arrasar na estao mais alegre e colorida do ano com a moda jovem da Degrau, e ainda temos arte e cultura em vrios assuntos.

    As j esperadas Colunas Sociais com os melhores momentos do que rolou pela regio e o Calendrio de Eventos para voc ficar por dentro de tudo que est por vir.

    A novidade a sesso Na Mdia, que trar assuntos ligados a cultura nacional. Nosso convidado um dos artistas de maior sucesso atualmente, Alexandre Nero, que alm do Comendador que incendeia a novela das 21h, se destaca como cantor e lana seu primeiro DVD deixando nossa Vitrine ainda mais bonita e interessante.

    Boa Leitura e valorize as empres

    /vitrinesuldeminas

    COLABORADORES

    Renato Politi 20 anos de experincia em Marketing, Comunicaes e Publishing. Possui ampla experincia em liderar equipes nos setores de eventos, patrocnios e mdia e atualmente Diretor de Desenvolvimento de Negcios da Sponsorium.inc no Brasil.

    CNTIA SOUZACel: 35 8845-5335FACEBOOK /cintiasouza.makeup

  • 512 Contruo Civil Linhas de Crdito

    18 Editorial de Moda Vero 2015

    14 Sade Antroplastia guiada por navegao 16 Em Vitrine Circuito das Cervejas

    10 Educao Adolescncia: Rede Social e Comportamento

    NDICE05 SERRA QUE CHORA PEDE SOCRRO09 Coluna Social Degusta

    30 Empreendedorismo Da arte ao empreendedorismo cultural

    26 Esporte Em Vitrine Extreme Challenge

    28 Gesto Empresas Familiares

    32 Arte Uma arte milenar e muito atual34 Na Mdia Revendo o amor com pouco uso quase na caixa

    36 Colunista Convidado Como prospectar patrocinadores

    37 Cultura Narrativas culinrias

    37 Calendrio de Eventos

  • 6SERRA QUE CHORA PEDE DE SOCORRO

    O significado do nome indgena Manti-queira, que em Tupi Guarani traduzido como Serra que Chora, tem sua expli-cao no imenso conjunto de mananciais de gua encontrado pelos ndios antes dos primeiros colonizadores pisarem por estas bandas. No demorou muito para que a profuso de nascentes que abas-tecem inmeras bacias hidrogrficas da regio mostrasse sua importncia para o desenvolvimento econmico do sudeste brasileiro.

    Hoje, no entanto, aps dcadas de des-matamento e devastao, o significado do nome indgena poderia ser relaciona-do a outros fatores. Sofrendo pela falta de chuvas, que seca nascentes e favorece o alastramento de queimadas, a Serra chora por socorro. E estas no so as nicas ameaas Serra da Mantiqueira: a ocupao desordenada do solo, a expan-so urbana, a extrao mineral, a agro-pecuria tradicional (agrotxicos, adubos solveis, criao extensiva), a falta de sistema adequado de saneamento bsico e do gerenciamento dos resduos slidos urbanos e industriais na grande maioria dos municpios, alm da descaracteriza-o do patrimnio histrico-cultural, so outros exemplos.

    Localizada na regio que concentra meta-de do Produto Interno Brasileiro, a Serra da Mantiqueira envolve trs estados (60% dela est em Minas Gerais, 30% em So Paulo e 10% no Rio de Janeiro) e ainda guarda remanescentes de Mata Atlnti-ca, bioma reconhecido como Patrimnio Nacional pela Constituio Federal de

    Mat

    ria

    de

    Capa

    De braos dados, governo e ambientalistas buscam soluo conjunta para salvar a Serra da Mantiqueira.

    1988 e homologado Reserva da Biosfera em 1992 pela Organizao das Naes Unidas para Educao, Cincia e Cultu-ra (UNESCO). Em todo o Brasil, a Mata Atlntica est reduzida a menos de 7% de sua cobertura original.

    Os esforos institucionais pela proteo da Serra da Mantiqueira existem desde 1937, quando foi criado o Parque Nacio-nal do Itatiaia (primeiro Parque Nacional brasileiro). J em 1941 houve a criao do Parque Estadual de Campos do Jordo e em 1982 a APA Federal da Serra da Mantiqueira, seguida de outras unidades de conservao.

    Quando a criao de um novo Parque Nacional - Altos da Mantiqueira - foi arquivada pelo governo federal em 2010, comeamos a pensar em uma nova alternativa de preservao, diz o bilogo Tiaraju Mesquita Fialho, Consultor em Conservao da Natureza do Institu-to Oikos/SP, que lanou a proposta de tombamento da Serra da Mantiqueira em 2011. O objetivo era suprir aspectos de proteo nem sempre abrangidos pelas unidades de conservao, alm de refor-ar a efetividade das mesmas, criando um corredor ecolgico de 45 mil hectares, desde Pindamonhangaba at a cidade de Queluz, envolven-do florestas e campos de altitude na rea paulista da Serra. Alm da proteo em si, o tombamento representa-

    Por Mnica Fernandes

  • 7Capa

    S

    erra

    que

    Cho

    ra p

    ede

    soco

    rroria o reconhecimento simblico de um

    ambiente para a cultura e a sociedade regional, em favorecimento do turismo sustentvel.

    Em agosto de 2014, o movimento Manti-queira Viva levou a ideia para a internet e levantou mais de 15 mil assinaturas online pelo tombamento da Serra da Mantiqueira.

    Apresentada ao Condephaat (Conse-lho de Defesa do Patrimnio Histrico, Arqueolgico, Artstico e Turstico de So Paulo), ligado Secretaria de Cultura de So Paulo, a proposta foi encaminha-da para a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, que encomendou Fundao Florestal novos estudos sobre o tema. O resultado de todo este processo pode ser algo ainda melhor que o tombamento, afirma o bilogo Tiaraju. Tivemos alte-raes positivas neste processo, quando o Governo de So Paulo apresentou, atravs da Secretaria do Meio Ambiente/Fundao Florestal, uma proposta mais ampla que o tombamento. Trata-se da criao de um Mosaico de reas Pro-tegidas (mosaico = vrias categorias de Unidades de Conservao integradas em um nico planejamento), tendo como pano de fundo um plano de desenvolvi-

    mento regional, que privilegia o turismo, a agricultura de

    bases sustentveis, ICMS Ecolgico, Pagamen-

    to por Servios Ambientais

    e, natu-ral-

    mente, a proteo e conservao das mais altas montanhas do Brasil e do Sudeste brasileiro.

    Criado pelo Ministrio do Meio Ambien-te em 2006, o Mosaico Mantiqueira composto por 17 Unidades de Conserva-o (UC) pblicas localizadas na regio, alm de diversas Reservas Particulares do Patrimnio Natural (RPPN), abrangendo 729.138 hectares, em 38 municpios, sen-do que 434.108 hectares correspondem rea de Proteo Ambiental (APA) da Serra da Mantiqueira.

    A criao dos Mosaicos objetiva proteger reas contnuas de mata, para que todas as unidades estejam de alguma forma interligadas, formando os corredores ecolgicos necessrios conservao da biodiversidade regional. No caso da Mantiqueira, a diversidade de ecossiste-mas decorrente da variao de altitude agrega valor ambiental, com a ocorrncia de ecossistemas raros, como a floresta de araucria, as matas de neblina e os campos de altitude. A rea encontra--se protegida por diversas categorias de Unidades de Conservao com diferentes nveis de preservao. Mas ainda assim constante o processo de desflorestamen-to pela ampliao de reas urbanizadas e parcelamentos irregulares de terras para construes de casas e chcaras de veraneio, alerta Adriana Felcia Ribeiro, da Ong Mantiqueira Viva/SP.

    Ao estudar a regio, a Fundao Florestal fez uma recomendao cientfica pela proteo integral, com unidades de con-servao mais restritivas que as atuais. O governo de So Paulo est avaliando tambm os estudos do Biota (Programa de Pesquisas em Caracterizao, Conser-vao, Restaurao e Uso Sustentvel da Biodiversidade do Estado de So Paulo), que fez indicaes para reas prioritrias.

    O resultado de todo este processo pode ser algo ainda melhor que o tombamento.

  • 88

    As Unidades de Conservao, pblicas e particulares, reunidas no Mosaico da Mantiqu