Aula 8 mecanismos de coping

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  • MECANISMOS DE COPING

  • Ser Saudvel = normal = a maioria das pessoas e saudvel a maior parte do tempo.O que significa ser saudvel?

  • Dimenses das crenas de sadeFisiolgicas ou fsicas

    Psicolgicas

    Comportamental

    Consequncias futuras

    Ausncia de doena

    Boa condio fsica; ter energiaFeliz, energtico, sentir-se com boa disposioComer, dormir bemViver mais tempoNo estar doente, nenhuma doena e sintomas

  • O que significa estar doente?Conceptualizaes da doenaNo se sentir normalSintomas especficosDoenas especficasConsequncias da doena

    Dimenso temporal

    Ausncia de sade

    Exemplosno estou a sentir-me bemFisiolgicos/psicolgicosCancro, depresso e gripeNo consigo fazer o que costumo fazerQuanto tempo iro durar os sintomasNo se sentir saudvel

  • O que so cognies de doena?So crenas implcitas do senso comum que o paciente tem sobre a doena.

    As crenas proporcionam apoio de esquemas para:CopingCompreender a doenaOs cuidados a ter no caso de doena.

  • Cognies de doenaLeventhal e col. identificaram 5 dimenses cognitivas das crenas de doena:

    Identidade: diagnstico da doenaCausa percepcionada da doena: biolgica, psicossocialDimenso temporal: durao da doena, aguda ou crnicaConsequncias: efeitos da doena (fsicos, emocionais ou a combinao de ambos)Possibilidade de cura ou controlo da doena: acreditar ou no na cura ou controlo da doena e suas consequncias.

  • Pequisas demonstraram que os indivduos tm:

    Crenas consistentes sobre as doenas que so usadas para atribuir sentido as suas doenas e os ajudar a perceber qualquer sintoma em andamento.

    Modelo de comportamento de doena para anlise da relao entre a representao cognitiva de doena e o comportamento de coping.

    Modelo de auto-regulao do comportamento de doena

  • Modelo de auto-regulao de comportamento de doenaLeventhal incorpora o seu modelo de cognio de doena no modelo de auto-regulao do comportamento de doena.Este modelo baseia-se no modelo de resoluo de problemas e sugere que os indivduos lidam com com as doenas/sintomas da mesma forma que fazem com problemas.Perante um problema ou mudana no estado do indivduo, este ficar motivado para a resoluo do problema e restabelecimento da normalidade.

  • Ento:Sade = normalidadeDoena = problemaO individuo estara motivado para reestabelcer o seu estado de sade

    Modelo de auto-regulao de comportamento de doena

  • Fase 1: InterpretaoO indivduo confrontado com uma potencial doena atraves de 2 canais:Percepo dos sintomasMensagens socais diagnstico mdico

    A partir do momento em que o individuo recebe a mensagem sobre a possibilidade de estar doente, ele pode j estar motivado para voltar ao seu estado normalOs sintomas e mensagens sociais iro contribuir para o desenvolvimento das cognies de doena

  • Cognies de doenaRepresentao de ameaaIdentidadeCausaConsequnciasEvoluoCura/controlo

    Resposta emocionalMedo

    Ansiedade

    Depresso

  • Fase 2: CopingEvitamentoNegaoCrena baseada na realidade do desejo

    AproximaoTomar medicamentosIr ao mdicoDescansarFalar com amigos e familiares sobre as suas emoes

    As estratgias de coping so uma tentativa de reestabelcer a normalidade saudvel

  • Fase 3: PonderaoAvaliao individual da eficcia da estratgia de coping e a resoluo de continuar com essa ou optar por outra estratgia alternativa

  • Porque um modelo de auto-regulao? modelo de auto-regulacao porque os trs componentes (interpretao coping ponderao) se inter-relacionam de modo a manter o status quo (regular self) do organismo.

  • Mudanas causadas pela doena:IdentidadeLocalizaoApoio socialPapelFuturo

    Factores especficos da doena:ImprevistaInformao pouco claraTomada urgente de decisoSignificado ambguoExperincia anterior limitada

    Processo de doena Doena = Crise

  • O processo de CopingMoos e Schafer descreveram trs processos que constituem o processo de coping quando o indivduo confrontado com a doena.

    Avaliao cognitivaTarefas adaptativasCompetncias de coping

  • Processo 1: Avaliao cognitivaAvaliao da gravidade e significado da doena.A informao, experincias anteriores e suporte social podero influenciar na avaliao.Nesta fase integram-se as cognies de doena descritas por Leventhal - crencas implcitas que o paciente tem sobre a sua doena.

  • Processo 2: Tarefas adaptativasTarefas relacionadas com doenaLidar com a dor e outros sintomas (lidar com os sintomas e reconhecer as possveis mudanas na gravidade dos sintomas)Lidar com o ambiente hospitalar e com os procedimentos especiais do tratamento (lidar com as intervenes mdicas e seus efeitos secundrios)Desenvolver e manter relaes adequadas com o pessoal que presta os cuidados de sade (desenvolvimento de relaes com profissionais de sade)

  • Processo 2: Tarefas adaptativasTarefas gerais:Preservar o equilbrio emocional razovel (compensao das emoes negativas despertadas pela doena com emoes positivas)Preservar uma auto-imagem satisfatria e manter o sentimento de competncia e mestria (lidar com as consequncias fisicas da doenaa e adaptar-se a dependncia dos medicamentos)Manter relaes com a famlia e amigos (conservao da rede social)Preparar-se para um futuro incerto (aceitar perdas decorrentes da doena e redefinir o futuro)

  • Processo 3: competncias de copingCoping focalizado na avaliao tentativas para compreender a doena. Representa uma busca pelo significado da doena.

    Coping focalizado no problema envolve a confrontao e reconstruo de modo a controlar a situao.

    Coping focalizado nas emoes controle das emoes e manuteno do equilbrio emocional

  • Implicaes do processo de copingO tipo de tarefas e competncia usadas podem determinar o resultado deste processo, que pode ser de adaptao psicolgica e bem-estar ou de longevidade e qualidade de vida.Esta teoria distingue dois tipos de equilbrio:Adaptao saudvel que resulta numa maturaoResposta no adaptativa que resulta em deterioraoA adaptao saudvel implica numa orientao para a realidade, tarefas adaptativas e competncias construtivas de coping.