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  • # MCASP Esquematizado # Parte I - Procedimentos Contbeis Oramentrios

    Prof. Gilmar Possati www.estrategiaconcursos.com.br 1 de 10

    MCASP ESQUEMATIZADO1

    Parte I Procedimentos Contbeis Oramentrios

    Princpios Oramentrios: So premissas a serem observadas na concepo da proposta oramentria. No tm carter absoluto ou dogmtico, estando sujeitos a transformaes em seu conceito e modificaes. Atualmente, no

    conseguem atender a todas as nuanas do universo econmico-financeiro do Estado Moderno. Por isso existem

    muitas excees.

    Princpios Oramentrios

    Princpio Premissa

    Unidade O oramento deve ser uno, ou seja, deve existir apenas um oramento para dado exerccio.

    Universalidade

    O oramento deve conter todas as receitas e despesas do Estado.

    Excees (so no tocante s previses de receitas)

    Crditos Adicionais; Tributo institudo por Lei aps a aprovao da LOA; Receitas e despesas

    operacionais das empresas pblicas e SEM, consideradas estatais independentes; Receitas

    extraoramentria (art. 3 Lei 6404/64): ARO, emisses de papel-moeda e entradas

    compensatrias no ativo e no passivo financeiro.

    Oramento Bruto Todas as parcelas da receita e da despesa devem aparecer no oramento em seus valores

    brutos, sem qualquer tipo de deduo.

    Anualidade

    O oramento pblico deve ser elaborado e autorizado para um perodo determinado,

    geralmente um ano.

    Excees

    Crditos ESPECIAIS e EXTRAORDINRIOS com vigncia plurianual

    No Afetao das

    Receitas

    A receita oramentria de IMPOSTOS no pode ser vinculada a rgos ou fundos.

    Excees (principais)

    FPM, FPE, Sade, FUNDEF, Adm. Tributria, garantia ARO, contragarantia Unio, pgto.

    dbitos c/ Unio.

    Discriminao

    (Especializao)

    A LOA no consignar dotaes globais destinadas a atender indiferentemente a despesas de

    pessoal, material, servios de terceiros, transferncias ou quaisquer outras.

    Excees

    - Investimentos em regime de execuo especial (art. 20, Lei 4320/64);

    - Reserva de Contingncia.

    Exclusividade

    A LOA no pode conter dispositivo estranho fixao das despesas e previso das receitas

    Excees

    - Autorizao p/ abertura de crditos SUPLEMENTARES;

    - Autorizao p/ contratao de operaes de crdito (ainda que por Antecipao - ARO)

    Equilbrio A LOA dever manter o equilbrio, do ponto de vista contbil, entre os valores de receita e de

    despesa.

    Clareza A LOA deve ser apresentada em linguagem clara e compreensvel a todas as pessoas que

    necessitam manipul-la.

    Programao Utilizao do oramento como auxiliar efetivo da administrao, especialmente como tcnica

    de ligao entre as funes de planejamento e gerncia

    Legalidade O Planejamento e oramento so realizados por meio de leis (PPA, LDO e LOA)

    Publicidade Para que a LOA possa criar, modificar, extinguir ou condicionar direitos e deveres, obrigando a

    todos, h que ser publicada.

    Sinceridade

    (Exatido)

    As leis oramentrias devem apresentar de maneira sincera (exata) o conjunto dos recursos e

    dos encargos do Estado.

    1 Material elaborado com base na 6 edio do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Pblico e em materiais didticos disponveis no Portal do Tesouro Nacional.

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    Receitas: Em sentido amplo, os ingressos de recursos financeiros nos cofres do Estado denominam-se receitas pblicas, registradas como receitas oramentrias, quando representam disponibilidades de

    recursos financeiros para o errio, ou ingressos extraoramentrios, quando representam apenas

    entradas compensatrias. Em sentido estrito, chamam-se pblicas apenas as receitas oramentrias.

    Ingressos de Recursos Financeiros nos Cofres Pblicos (Receitas Pblicas em sentido amplo)

    Ingressos Extraoramentrios Receitas Oramentrias

    (Receitas Pblicas em sentido estrito)

    Representam entradas compensatrias;

    Recursos financeiros de carter temporrio;

    Estado mero agente depositrio;

    No integram a LOA;

    Em geral, no tm reflexos no PL da entidade

    Exemplos: Depsitos em Cauo, Fianas,

    Operaes de Crdito ARO, Emisso de Moeda

    e Outras entradas compensatrias

    Representam disponibilidades de recursos;

    So utilizados para cobertura de despesas;

    Pertencem ao Estado;

    Transitam pelo patrimnio;

    Aumentam o saldo financeiro;

    Em regra, esto previstas na LOA (Princpio da Universalidade).

    Sero classificadas como receita oramentria, sob as rubricas

    prprias, todas as receitas arrecadadas, inclusive as

    provenientes de operaes de crdito, ainda que no previstas

    no Oramento. (Art. 57 da Lei n 4.320/1964)

    Ressalvas: operaes de credito por antecipao da receita

    (ARO); emisses de papel-moeda; outras entradas

    compensatrias

    CLASSIFICAES DA RECEITA

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    IA

    Quanto ao impacto na situao lquida patrimonial

    Quanto natureza

    Quanto ao resultado fiscal

    EFETIVA

    NO EFETIVA

    Aumenta a situao lquida patrimonial da entidade

    Em geral, aumentam as disponibilidades da entidade com efeito positivo sobre o patrimnio

    No altera a situao lquida patrimonial da entidade

    CORRENTE

    CAPITAL

    Em geral, no provocam efeito sobre o patrimnio (Ex: obteno de dvidas ou alienao de bens)

    PRIMRIA

    FINANCEIRA

    Referem-se predominantemente a receitas correntes

    No contribuem para o resultado primrio ou no alteram o

    endividamento lquido.

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    CODIFICAO DA RECEITA ORAMENTRIA (MTO 2016)

    C O E DDDD T

    Categoria

    Econmica Origem Espcie

    Desdobramentos para identificao

    de peculiaridades da receita Tipo

    Exemplo: Imposto sobre a Renda de Pessoa Fsica (IRPF), cdigo 1.1.1.3.01.1.1

    CLASSIFICAO DA RECEITA ORAMENTRIA QUANTO NATUREZA

    ETAPAS DA RECEITA ORAMENTRIA

    Etapas da Receita Oramentria

    Planejamento Previso

    Execuo

    Lanamento

    Arrecadao

    Recolhimento

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    Despesas: A despesa pblica o conjunto de dispndios realizados pelos entes pblicos para o funcionamento e manuteno dos servios pblicos prestados sociedade. Os dispndios, assim

    como os ingressos, so tipificados em oramentrios e extraoramentrios.

    Despesas

    Dispndios Extraoramentrios Dispndios Oramentrios

    No consta na lei oramentria anual, compreendendo

    determinadas sadas de numerrios decorrentes de

    depsitos, pagamentos de restos a pagar, resgate de

    operaes de crdito por antecipao de receita e

    recursos transitrios.

    Toda transao que depende de autorizao

    legislativa, na forma de consignao de dotao

    oramentria, para ser efetivada;

    CLASSIFICAES DA DESPESA

    Impacto na situao lquida

    Trata-se de uma classificao para fins contbeis.

    Institucional

    A classificao institucional reflete a estrutura de alocao dos crditos oramentrios e est estruturada

    em dois nveis hierrquicos: rgo oramentrio e unidade oramentria.

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    Unidade Oramentria agrupamento de servios subordinados ao mesmo rgo ou repartio a que

    sero consignadas dotaes prprias (art. 14 da Lei n 4.320/1964).

    rgos oramentrios correspondem a agrupamentos de unidades oramentrias. As dotaes so

    consignadas s unidades oramentrias, responsveis pela realizao das aes.

    No h ato que a estabelea, sendo definida no contexto da elaborao da Lei Oramentria Anual ou da

    abertura de crdito especial.

    Uma unidade oramentria no corresponde necessariamente a uma estrutura administrativa, como

    ocorre, por exemplo, com alguns fundos especiais e com as unidades oramentrias Transferncias a

    Estados, Distrito Federal e Municpios, Encargos Financeiros da Unio, Operaes Oficiais de Crdito,

    Refinanciamento da Dvida Pblica Mobiliria Federal e Reserva de Contingncia.

    Funcional

    A classificao funcional segrega as dotaes oramentrias em funes e subfunes, buscando responder

    basicamente indagao em que rea de ao governamental a despesa ser realizada.

    composta de um rol de funes e subfunes prefixadas, que servem como agregador