Psicologia Analítica

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Um resumo básico sobre Psicologia analítica e sobre a obra do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung

Text of Psicologia Analítica

  • 1. PSICOLOGIA ANALTICA CARL GUSTAV JUNG

2. 3.

  • Histrico
  • ---Nasce Carl Gustav Jung
  • em 26 de Julho de 1875
  • em Kesswill, regio nordeste da Suia.
  • ---Filho mais velho de um pastor suio.
  • ---Antes de seu nascimento 2 irmos
  • morreram ainda na primeira infncia.

4.

  • ---Sua me era uma pessoa muito boa, estudava filosofia, mas a noite mexia com espiritismo, o que causava muito medo em Jung.
  • ---O pai apesar de pastor, quando estava em casa era uma pessoa diferente, brigava com sua esposa.
  • ---Jung se interessava muito por religio, percebia no pai e na me uma dualidade. Percebeu que dentro do ser-humano existem todas as possibilidades. Percebeu o conceito de opostos.

5.

  • ---Jung era voltado para o mundo das fantasias. Gostava de brincar com pedras.
  • --- Se interessou por 4 reas filosofia, arqueologia, histria e cincias naturais.
  • ---Aps fazer 1 ano de ci ncias naturais foi fazer medicina (histologia=estudo das clulas e tecidos),estudava tambm anatomia.
  • ---Dava palestras no clube zolfingia
  • (filosofia,parapsicologia)

6.

  • ---Foi para Munique em 1900 , ganhou de um amigo um livro sobre psiquiatria, nele tinha a frasede Kraft ebing, para diagnosticar algo o mdico precisa ter isso dentro dele uma fantasia..voc s reconhece algo no outro se tiver isso dentro de voc.
  • ---Em Zurich se inscreveu para ser assistente de psiquiatria num hospital chamado burgholzlique era cuidado por Eugen Bleuler, o hospital tinha como base a Esquizofrenia, tratava a demencia precoce.
  • ---Jung no estava interessado em dar diagnsticos, o junguiano no busca o diagnstico.

7.

  • ---Olhava para os contedos de suas fantasias, o que o sujeito vivencia em termo de imagens.
  • ---Criou o teste de associao de palavras em que apareciam reaes a determinadas palavras que escapavam ao controle, o tempo de reao se estendia,pessoa suava. Etc Essas reaes eram chamadas de reaes fisiolgicas.
  • ---Esse teste deu origem ao livro Estudos experimentais...comprova a existncia do inconsciente.
  • ---Em 1903 casou-se com Emma Rauschenbach.
  • ---Em 1907 visitou pela primeira vez Freud.
  • ---O relacionamento profissional de Jung e Freud
  • durou 6 anos.

8.

  • --- Jung se tornou presidente da Associao Psicanaltica.
  • ---Freud chamava Jung de Filho mais velho adotivo de prncipe herdeiro e sucessor.
  • ---Jung no aceita completamente a idia da teoria sexual de Freud, motivo que levou os 2 a se separarem. Jung lanou o livro Smbolos da Transformao.
  • ---Aps se separar de Freud ficou 3 anos inativo, apenas estudando a si-mesmo, seu inconsciente, vises, sonhos.

9.

  • ---Aps esse retiro, voltou a ativa e escreveu Tipos psicolgicos. Viajou por muitos lugares para estudar culturas diversas. frica, Egito, Novo Mxico, India, Ceilo.Etc
  • ---Estudou alquimia com Richard Wilhelm.
  • ---Em 1922 comprou um terreno na parte extrema do lado de Zurique, na aldeia Bollingen. Construiu uma casa para ele, uma torre que servia de retiro particular para ele.
  • ---Em 1955 morre sua esposa.

10.

  • Morre em 1961aos 86 anos, em sua casa no lago.

11. Psiqu

  • Para Jung, a Psique humana est dividida em:

12.

  • Consciente
  • Inconsciente Pessoal
  • Inconsciente Coletivo
  • Self
  • Lembrando que esses 4 itens so instncias psquicas e no devem ser consideradas estruturas.Essas instncias no so fixas, mas dinmicas.

13. Consciente 14.

    • -- formado pelo Ego (eu).
    • --O ego o centro do consciente pessoal.
    • -- o que eu acho que sei sobre mim mesmo.
  • --O ego composto por: percepes conscientes, recordaes, pensamentos e sentimentos que so reconhecidos.
  • --O ego altamente seletivo. Ele seleciona contedos que so assimilados. Ateno seletiva.
  • --O ego est relacionado vontade.
  • --Percepo geral do prprio corpo e da prpria existncia.

15. Inconsciente Pessoal

  • Formado por:
  • 1)Percepes e impresses subliminares com carga energtica insuficiente para atingir o consciente.
  • 2) Idias ainda fracas e indiferenciadas.

16.

  • 3)Traos de acontecimentos ocorridos durante a vida e perdidos pela memria consciente. Histria pessoal.
  • 4)Recordaes penosas de serem relembradas.
  • 5)Grupo de representaes carregado de forte potencial afetivo, incompatveis com a atitude consciente (complexos).

17. Complexos

  • Composto por duas partes.
  • 1-Parte externa composta por contedos pessoais reprimidos.
  • 2-Ncleo arquetpico
  • (contedo mitolgico, coletivo)

18.

  • Casca do Complexo->Superfcie que se apresenta como o padro de reao, dependente de uma rede de associaes em torno de uma emoo central e adquirido individualmente por acontecimentos e traumas de infncia.
  • Ncleo arquetpico-> Predisposio bsica que determinar quais os tipos de complexos que se desenvolvero. Padro humano universal .

19. Inconsciente coletivo

  • -Camada mais profunda do Inconsciente.
  • -Fundamentos da Psiqu comuns a todos os homens.
  • - Herana comum que transcende todas as diferenas de cultura e de atitudes conscientes.

20.

  • formado por:

21. Arqutipos

  • So disposies latentes para reaes idnticas.
  • -Predisposies inconscientes.
  • -Formas SEM CONTEDOque organizam e direcionam a psiqu

22.

  • Existem tantos arqutipos quantas as situaes tpicas na vida. Uma repetio infinita gravou estas experincias em nossa constituio psquica, no sob a forma de imagens saturadas de contedo, mas a princpio somente como formas sem contedo que representavam apenas a possibilidade de um certo tipo de percepo e de ao
  • Carl G. Jung

23.

  • Os principais arqutipos so:
  • -Persona
  • -Sombra
  • -Anima/ Animus
  • -Self
  • -Grande me
  • -Velho sbio

24. Persona

  • Persona a mscara que os antigos usavam para representar no teatro.
  • Este arqutipo est relacionado aos diversos papis sociais que desempenhamos na sociedade.
  • a maneira da pessoa se apresentar em sociedade.

25.

  • -Desempenhamos diversos papis na sociedade que vivemos, pai, me, mdico, professor, pastor, lder da igreja etc.
  • -Devemos cuidar para que no haja identificao com a persona, ou seja, para que a pessoa no viva conforme o papel social, mas que identifique que em tal lugar, trabalho, escola, casa etc apenas est desempenhando um papel.

26. Sombra

  • A sombra se refere a tudo que h de sombrio, de escuro, de tenebroso em ns.
  • So contedos reprimidos, qualidades consideradas menos boas, menos desejveis ou ms.

27.

  • A sombra costuma ser projetada numa figura do mesmo sexo que o indivduo.
  • Um dos momentos mais difceis na anlise quando o paciente se confronta com a sua sombra. Quando ele reconhece nas pessoas que no gosta caractersticas que so suas, mas que no foram aproveitadas pelo ego e caram na sombra.
  • O paciente deve estar preparado para fazer essa confrontao com a sombra.

28.

  • A sombra uma imagem do ego, visto que os contedos pertencem a pessoa, apenas no foram assimilados, o contedo no desaparece, fica na sombra.
  • - muito importante, para a progresso da anlise, que o analista trabalhe com o paciente os contedos da sombra. Para Jung, esses contedos so importantes para completar o repertrio da pessoa. Caso os contedos sejam reintegrados, a conscincia fica com um maior sentido de totalidade e mais perto da individuao.

29.

  • -Os contedos da sombra esto em evidente contraste com os ideais do ego.
  • -A sombra pode tambm ser projetada de forma coletiva, como nossos inimigos, ou personificaes do mal.
  • -Algumas das representaes mitolgicas da sombra so :O Dmonio, o arquiinimigo, o tentador, o inimigo.
  • - aquilo que descobrimos estar faltando em ns.

30. Anima/Animus

  • Esses arqutipos tm a ver com os relacionamentos com pessoas de sexo oposto.
  • A anima representa o feminino que h dentro de cada homem.
  • O animus representa o masculino que h dentro de cada mulher.

31.

  • Anima e animus representam idealizaes inconscientes. Ou seja, modelos de perfeio ideais para cada pessoa.
  • Projetamos anima e animus em pessoas que gostamos, amigos, namorado, namorada etc.
  • Amor platnico um exemplo de projeo da anima e animus. No conhecemos a pessoa, apenas nos apaixonamos por um ide