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Teoria da Comunicação na América Latina

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  1. 1. TEORIA DA COMUNICAO NA AMRICA LATINA
  2. 2. CARACTERSTICAS Marcas da dependncia cultural: cultura do silncio e da submisso X Resistncia e Luta
  3. 3. MANEIRAS DE ESTUDAR TAIS PESQUISAS A partir de centros de estudos, publicaes e autores (Christa Berger) A partir do histrico e da tentativa de periodizao (Marques de Melo)
  4. 4. FUNDADORES - LUIZ RAMIRO BELTRAN: desde 1930 estudos de jornalismo atravs dos mtodos historiogrficos e bibliogrficos; - Tradio de transpor e incorporar questes alheias influncia norte-americana.
  5. 5. 1- ESTUDOS HISTRICOS E DOCUMENTAIS: AT 1960 2- TEORIAS DIFUSIONISTAS X MILITNCIA POLTICA: ENTRE OS ANOS 1960 E 1970 3 BUSCA DE TEORIAS E MTODOS AUTCTONES: ENTRE OS ANOS 1970 E 1980 4- PESQUISAS DE RECEPO, MEDIAES CULTURAIS E HIBRIDIZAO CULTURAL: A PARTIR DOS ANOS 1980 A HISTRIA DA PESQUISA EM COMUNICAO NA AL EM QUATRO PERODOS
  6. 6. PRIMEIRO PERODO - Documentao descritiva das principais atividades da imprensa; - Anos 1930: primeiros cursos de Jornalismo e Propaganda; - 1954: Publicao acadmica Journalism Quartely (EUA) coletnea de estudos latino-americanos; - Pesquisas sobre histria dos jornais; - Primeiras pesquisas do Ipobe.
  7. 7. PRIMEIRO PERODO - Fim da Segunda Guerra Mundial: acelerado processo de industrializao; - Grandes massas urbanas pobres contato com meios eletrnicos e com o american way of life. at os anos 1960
  8. 8. - Sociedade de Consumo ganha corpo na AL em cidades como Cidade do Mxico, So Paulo, Buenos Aires, Santiago e Lima.
  9. 9. CRIAO DO CIESPAL - Prope um novo modelo de contedos para o ensino universitrio na rea: estudos de morfologia, contedo da imprensa e estudos sobre o comportamento do pblico consumidor dos MCM.
  10. 10. Ciespal Centro Internacional de Estudos Superiores de Comunicao para a Amrica Latina, sediado em Quito, no Equador.
  11. 11. CRIAO DO CIESPAL - Unesco: agncia da Organizao das Naes Unidas para a educao e cultura incentiva estudos e debates dobre os mcm na AL (contexto da Alina para o Progresso). Sede da Unesco, em Paris.
  12. 12. CRIAO DO CIESPAL - Kennedy X Revoluo Cubana. Sede da Unesco, em Paris.
  13. 13. PESQUISAS DO CIESPAL Pesquisas sobre a aplicao na AL de modelos que haviam sido moldados em realidades muito diferentes da nossa e que no se adequavam ao continente (postura funcionalista e acrtica) X Pesquisa denncia de inspirao frankfurtiana: presena de multinacionais e avano da ideologia do consumo ameaa soberania dos pases latino americanos
  14. 14. PESQUISAS DO CIESPAL II - Cursos para profissionais que atuam em comunicao de massa na AL; - Pesquisadores: Wilbur Schramm, Raymond Nixon, John McNelly, Jacques Kayser e Jofre Dumazedier; - Temas: comunicao e modernizao; rdio e tele educao, liderana de opinio; - Metodologias: pesquisa quantitativa e anlise de contedo.
  15. 15. PRIMEIRAS CONSTATAES > Falta de um marco conceitual prprio; > Falta de um mnimo de sistematizao; > Desprezo de uma viso qualitativa profunda; > Excessiva concentrao em meios massivos; > Pesquisa acidental e no racional; > Falta de poltica e planos para orientar a pesquisa.
  16. 16. PESQUISA ENGAJADA! > Pesquisa passa a ser utilizada como instrumento do processo de mudana social, feita em conjunto com movimentos populares; > Influncia de Armand Mattelart e Paulo Freire; > Cepal Comisso Econmica para AL (FHC e Celso Furtado) > Oposio ao difusionsimo Teoria da Dependncia: noo de centro e de periferia; > Esse pensamento crtico foi, durante muitos anos, a fundao terica da escola crtica da AL.
  17. 17. OUTRAS TEORIAS INFLUENCIAM PENSAMENTO NA AMRICA LATINA - Teologia da Libertao: Leonardo Boff; - Estruturalismo Europeu (em especial ideias de Louis Althusser); - Predominavam no continente mtodos importados dos EUA; - Ciespal prope, em 1973, busca de solues latino-americanas para seus problemas atravs da comunicao na educao e da comunicao popular.
  18. 18. EXEMPLOS DESSA MOBILIZAO - MEBS Movimento de Educao de Base; - CEBS Comunidades Eclesiais de Base; - Centros de documentao e comunicao popular Cefria, Centro Pastoral Vergueiro; - Cinema e Teatro Popular; - UCBC Unio Crist Brasileira de Comunicao.
  19. 19. Centro de Documentao e Pesquisa Vergueiro.
  20. 20. DIFICULDADES EPISTEMOLGICAS - Militncia se confunde com inovaes cientficas; - Elementos da poltica, da economia e da cultura regionais, agrupados em modelos europeus marxistas e semiolgicos so incorporados pesquisa; - Diviso entre escola emprica (norte-americana), calcada em tcnicas de pesquisa de audincia e anlise de contedo e escola crtica (europia) de contedo ideolgico e contra o imperialismo cultural.
  21. 21. PRIMEIROS CENTROS DE PESQUISA > Ininco Instituto de Investigaciones de la Comunicacin, fundado em 1973 na Venezuela; > CEREN Centro de Estudos da Realidade Nacional fundado em 1970 no Chile; > ILET Instituto Latino Americano de Estudios Transnacionales, 1976, Mxico; > Duas revistas: Comunicacin y Cultura (CEREN) e Lenguajes (Associao Argentina de Semitica).
  22. 22. SEGUNDO PERODO - Crise poltca e econmica: endividamento externo, manifestaes populares contra a carestia, clamor pela volta da democracia; - Passagem de um estgio de completa dependncia dos modelos tericos dos EUA e Europa para uma tentativa de autonomizao do campo da comunicao; - Estudos se multiplicam e se diversificam; - Retomada das democracias e da liberdade de imprensa.
  23. 23. ENSINO DE COMUNICAO - Primeiros cursos: final dos anos 1940 (1947 Csper Lbero); - Beletrismo X Tecnicismo; - Dcada de 1970: primeiros cursos de ps graduao (Mestrado): USP e PUC-SP; - Institucionalizao da pesquisa atravs das primeiras associaes cientficas: Intercom 1977; - ALAIC Associao Latino-Americana dos Investigadores da Comunicao; - Felafacs Federaao Lationo-Americana das Faculdades de Comunicao.
  24. 24. AUTORES - Armand Mattelart; - Eliseo Vern; - Paulo Freire: Comunicao ou extenso e Pedagogia do Oprimido; - Termo Indstria Cultural est presente nas pesquisas, mas no garante unidade nas anlises; - Livros: Para ler o Pato Donald e O Imprio norte-americano das Comunicaes (Herbert Schiler).
  25. 25. TERCEIRO PERODO - Coexistiam pesquisas de base crticia, emprica e semiolgica-estruturalista; - Com a diminuio dos confrontos ideolgicos, comeam a surgir pesquisas voltadas para a comunicao e a cultura; - Teoria das Mediaes (Jess Martin-Barbero); - Teoria da hibridizao cultural (Nstor Garcia Canclini).
  26. 26. SOLUES - Comisso Internacional para o Estudo dos Problemas de Comunicao, proposta pela Unesco em 1977; - NOMIC Nova Ordem Mundial da Informao e da Comunicao; - Livro: A informao na nova ordem internacional; - Cassete-frum de Mrio Kaplun (Uruguai); - Esquerda acadmica em crise se apoia em Gramsci (intelectual orgnico). Busca de
  27. 27. QUARTO PERODO - Final dos anos 1980: de um lado livros que discorriam sobre os sistemas de comunicao e seu poder de manipulao ideolgica e, de outro, os que ensinavam a produzir formas alternativas e populares de comunicao; - Linhas e fronteiras entre as disciplinas j no so to claras; - Cabe cultura o papel de mediao social e terica da comunicao com o popular, com a vida cotidiana e os meios (Michel de Certeau).
  28. 28. - Nova perspectiva: a comunicao deve ser tratada no cenrio da cultura que, na Amrica Latina, encontra eco na sua formao hbrida, que propicia mltiplas mediaes na recepo das mensagens; - Conceitos chaves para a compreenso da comunicao na AL; - Os conceitos de dependncia e ideologia so substitudos pelos de mediao e hibridao. QUARTO PERODO
  29. 29. CARACTERSTICAS DA PESQUISA EM COMUNICAO NO INCIO DO SCULO XXI - Intelectuais perplexos frente aos desdobramentos da comunicao em todas as instncias sociais; - Campo de estudo da comunicao legitimado como transdisciplinar; - Processos de comunicao so entendidos na sua multidimensionalidade; - Movimentos de desterritorializao e hibridaes.
  30. 30. INDSTRIA CULTURALE COMUNICAO MASSIVASO OS NOMES DOS NOVOS PROCESSOS DE PRODUO E CIRCULAO DA CULTURA, QUE CORRESPONDE NO S A INOVAES TECNOLGICAS MAS A NOVA FORMAS DE SENSIBILIDADE.