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Teoria das Inteligências Múltiplas

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INTELIGNCIAS MLTIPLAS

INTELIGNCIAS MLTIPLAS

Margarita Garcia GarciaEDELVIVES(TRADUZIDO E ADAPTADO)

NDICE

1.A TEORIA DAS INTELIGNCIAS MLTIPLAS22.COMO TRABALH-LAS EM AULA?63.QUESTIONRIOS DE AVALIAO DE INTELIGNCIAS MLTIPLAS84.A CAIXA DE FERRAMENTAS135.A AVALIAO186.EM CONCLUSO21

1. A TEORIA DAS INTELIGNCIAS MLTIPLAS

De acordo com a teoria das Inteligncias mltiplas, todo o ser humano possui oito tipos de inteligncia. So estes que lhe permitem perceber o mundo, estando todas estas inteligncias presentes em todas as pessoas, ainda que nem todas as desenvolvam de maneira igual, uma vez que o fator cultural e ambiental facilitar, ou no, o seu desenvolvimento. H que tambm ter em conta que estas inteligncias ou habilidades cognitivas so independentes, isto , ter uma boa capacidade musical no significa necessariamente ter uma boa capacidade matemtica. No obstante isso, as inteligncias esto relacionadas entre si, e ao treinarmos uma delas, podemos melhorar outras sem que disso tenhamos inteno, j que a nossa prtica ter sempre consequncias sobre a estruturao do pensamento. As oito inteligncias, segundo Gardner, so as seguintes:.Inteligncia lingustico-verbal

a capacidade de utilizar as palavras e a linguagem para expressar os pensamentos de um modo adequado, gerando uma comunicao eficaz tanto a nvel verbal como escrito. Tambm contempla o uso de palavras e a linguagem com sentido de humor, habilidade para a retrica, a poesia, a literatura, a oratria, assim como a facilidade de aprender idiomas. Dispem desta capacidade os advogados, lderes, escritores, jornalistas

Inteligncia lgico-matemtica

a habilidade de utilizar adequadamente o raciocnio lgico, a capacidade de utilizar os nmeros de um modo correto, assim como a de manipular todas as estratgias, abstraes, leis matemticas e aritmticas. Supe a sensibilidade aos raciocnios indutivo e dedutivo, resoluo de problemas e aos procedimentos cientficos. Esta inteligncia est muito desenvolvida em cientistas, investigadores, filsofosInteligncia naturalista

a capacidade de entender as relaes entre as espcies (animais e plantas), os objetos (meio) e as pessoas. Implica um processo cientfico no entendimento do mundo natural. As habilidades de identificar, observar, discriminar e classificar espcies ou elementos da natureza configuram esta inteligncia. Transcende o mero respeito pelo mundo natural, valorizando-o e buscando novas formas de relacionamento. Dispem desta inteligncia oceanlogos, bilogos, gemlogos, gelogos, botnicos, Inteligncia visual-espacial

a capacidade de gerar e processar informao em trs dimenses para obter um modelo mental do mundo. Esta habilidade percebe e gera relaes entre imagens, cores, espaos, figuras pelo que as pessoas que desenvolveram esta inteligncia so hbeis em visualizar e interpretar representaes grficas ou organizadores visuais. Arquitetos, cirurgies, marinheiros, escultores, decoradores tm esta inteligncia bastante desenvolvida.

Inteligncia musical

a capacidade que permite a expresso e a perceo das distintas formas musicais. Nela podemos destacar a habilidade de tocar um instrumento musical, reproduzir uma pea, compor melodias, distinguir diferentes sons musicais, a facilidade para discriminar os diferentes tons, timbres e ritmos, e o talento para comunicar emoes com a linguagem musical. , em definitivo, uma sensibilidade para os sons. Dispem desta inteligncia os msicos, cantores, compositores, bailarinos

Inteligncia cinestsica-corporal

a capacidade que permite que o corpo e a mente funcionem de um modo integrado, para expressar ideias e sentimentos, comunicar pensamentos e gerar atividades com o prprio corpo. O seu desenvolvimento vai deste o controlo postural at a um alto grau de especializao fsica. Esta capacidade est presente em bailarinos, joalheiros, mecnicos, artesos, atores, desportistas.

Inteligncia intrapessoal

a capacidade de conhecer-se a si mesmo, de identificar, discriminar e expressar as diferentes emoes e sentimentos, e de regular a prpria conduta em funo dessa valorizao emocional. Implica a habilidade de reconhecer as prprias metas, aspiraes, crenas, convices, pensamentos. Este autoconhecimento requer que se conheam potencialidades e debilidades. Esta inteligncia est especialmente desenvolvida em pensadores, pessoas consagradas vida religiosa

Inteligncia interpessoal

a habilidade de estabelecer relaes adequadamente com os demais, compreender as suas diferentes opinies, estados de nimo, desejos e de adquirir papis nos diferentes grupos sociais, ainda que no s tenha a ver com a facilidade de estabelecer relaes, mas tambm com saber mant-las ao longo do tempo, isto , as pessoas que potencializaram esta inteligncia tm habilidades sociais eficazes como a empatia, a capacidade de negociao ou a escuta ativa. Dispem desta inteligncia os polticos, os terapeutas, os comerciaisChegados a este ponto deveramos perguntar onde est a inteligncia emocional? Pois bem, a teoria da inteligncia emocional, iniciada por Leuner (1966) e posteriormente objeto de investigao e desenvolvimento por Daniel Goleman (1995), a conceo global da inteligncia intrapessoal e a inteligncia interpessoal. No estamos, portanto, a falar de teorias paralelas ou contrapostas, mas de uma complementaridade e coerncia das investigaes atuais acerca da neurocincia e da inteligncia. O alcance das habilidades que configuram a inteligncia emocional to intenso e transcendente que deve ser concebida desde a inteligncia intrapessoal e a inteligncia interpessoal. Ambas possuem identidade e sentido por si mesmas, configurando a inteligncia emocional. necessrio assinalar que, atualmente, existem linhas de investigao acerca da existncia de outras inteligncias.Desde o ponto de vista pedaggico, as repercusses desta teoria so muito significativas, j que a transformao na concetualizao da inteligncia supe tambm uma mudana na prtica docente que gera inovaes a todos os nveis /relao estudante-docente, recursos, atividades, procedimentos) Sem dvida, a pergunta que gera toda esta reflexo no deveria ser relativa ao que deve corrigir-se no marco atual da educao para poder mudar a prtica docente, mas antes mudana que deve produzir-se na prtica docente para dar resposta a este novo paradigma pedaggico. Isto supe que ns, educadores e professores, nos questionemos e reflitamos acerca da pedagogia e da metodologia empregada atualmente, designadamente se funciona, se deveria ser melhorada, at onde queremos caminhar e qua formao nos faz falta para chegar onde pretendemos.Talvez como resultado desta reflexo sintam os profissionais da educao a necessidade profunda de que o sistema educativo se transforme, exatamente como os lderes empresariais e todos os que pretendem que a gente jovem desenvolva destrezas no contempladas pelo atual sistema de ensino, de modo a que venhamos a reduzir o abismo entre a realidade da aula e a realidade social.Confrontamo-nos com uma sociedade onde as crianas e os jovens reclamam novas respostas, pois so fruto da sociedade do conhecimento e da informao 2.0, que deu lugar a novas linguagens e a novos comportamentos, j que alterou por completo a sociedade que proveio da industrializao. Os nossos alunos reclamam uma educao onde sejam os estudantes os autnticos protagonistas da sua aprendizagem e onde os professores sejam os orientadores que apoiem os caminhos que percorram. Pedem uma educao em que sejam agentes ativos, atores principais dos seus processos, ainda que por vezes no o saibam transmitir. O docente um lder educativo que anima, guia, interpela e o estudante desenvolve, pensa, cr, transfere.Por isso, devem as nossas aulas reconverterem-se (se queremos dar resposta proativa a esta gerao) em autnticos laboratrios de experincias educativas, cujo hmus seja esse exerccio constante de aprender a aprender como atitude frente vida e frente a esta sociedade nova que est emergindo, e que dentro de muito pouco substituir a do 2.0. Esta habilidade de aprender capacita-nos para estar num constante processo de crescimento pessoal, em que a metacognio seja protagonista na aprendizagem em cada um dos nossos alunosOra bem, esta transformao necessita de novos espaos em que desenhemos junto dos nossos alunos, reas de aprendizagem originadas neles mesmos, em que unicamente os elementos lingusticos e lgico-matemticos no centrem os esforos da programao e condicionem a metodologia e a evoluo, j que a nossa sociedade no quer produtos mas processos. Sustenta Gardner, o que reiterado por Robinson, que o nosso sistema educativo unicamente contempla a inteligncia lingustica e a lgico-matemtica, ficando as restantes relegadas para outra categoria, como se fossem menos importantes ou fossem menos relevantes para o desenvolvimento integral da pessoa. Ao contrrio, e como vimos, temos oito maneiras de perceber o mundo, devendo, por isso, a aprendizagem gerar uma autonomia real nos nossos jovens: autonomia no raciocnio para que sejam eles mesmos os geradores de problemas (evidentemente, problemas reais e coerentes), e para que sejam capazes de formul-los, express-los, pens-los, antecip-los e, finalmente, redesenh-los, at encontrar, no a soluo, mas as diferentes possibilidades para a sua resoluo. Para isso, necessrio que em todas e cada uma das intervenes educativas marquemos caminhos que lhes permitam aprender a localizar e relacionar a informao e transform-la em conhecimento timo; que lhes proporcionemos espaos onde aprendam a pensar de forma interdisciplinar e integradora para poder perceber as diversas dimenses dos problemas: aulas onde se respire o trabalho cooperativo, j que sozinhas no podem alcanar a excelncia total. Lugares onde a curiosidade seja a linha que marque as diferentes aes educativas e que os incite a atividades concretas e pertinentes que, alm disso, ajudem a melhorarem o mundo em que vivem. Esta difcil tarefa deve iniciar-se

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