Campanha Calçada Segura - Taubaté

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1. Cuidando dos seus Direitos Reclama Taubat Primeira apresentao aos Assessores dos Vereadores, na sala Judith Mazela, na Cmara Municipal de Taubat no dia 09.04.2014 2. Garantir com igualdade o direito de ir e vir a toda comunidade um ato de cidadania. comum encontrarmos caladas em condies precrias, que atrapalham ou at impedem a circulao dos pedestres. Basta caminhar um pouco pela cidade de Taubat para encontrar diversos problemas, como: buracos, pedras e pisos soltos, degraus, desnveis ou salincias, piso escorregadio, irregular ou trepidante, razes expostas de rvores inadequadas, veculos em cima do passeio, materiais de construo, entulho, lixo, produtos de lojas em exposio, vendedores ambulantes, ou ainda equipamentos urbanos mal localizados. 3. Como a maioria das ruas, caladas, quintais e espaos abertos da cidade esto asfaltados ou cimentados, as guas das chuvas rapidamente escorrem para ralos, bocas de lobos e em pouco tempo esto nos rios, sendo que, logo aps as chuvas pararem, j encontraremos nossas ruas e caladas nos lugares mais altos secas e as baixadas alagadas. Para evitar estes transtornos de enchentes e prejuzos econmicos devido a alagamentos com perda de bens, propomos atravs deste trabalho alertar a populao sobre a importncia de se implantar as caladas seguras e/ou ecolgicas. 4. A calada ecolgica que consiste em evitar a impermeabilizao dos passeios pblicos e privados, atravs da implantao de material permevel como os entretravados, juntamente com uma arborizao adequada no calamento, far com que a cidade fique valorizada no aspecto esttico, quebrando um pouco da frieza de nossas ruas, dando um charme mesma, seguido de uma correta sinalizao para portadores de necessidades especiais, atravs dos pisos tteis. Neste sentido, este trabalho tem como o objetivo informao da importncia em se obter um calamento ecolgico, ou seja, um calamento permevel. 5. Estamos em busca desta informao e de todas decorrncias que este tipo de acidente causa. Por exemplo: Se sua me cair num deste buracos, ela certamente ir para o Pronto Socorro. Se tudo der certo e no dia estiver o quadro completo de mdicos, isto pode demorar algumas horas ou um dia inteiro de sofrimento. 6. Se o seu parente for de mais idade, e tiver complicaes decorrentes deste fato, ele poder ir para a UTI e l ficar at a morte. Na Certido de bito, no estar constando morte por acidente na calada e sim: Infeco Hospitalar Fora todos os transtornos que isto causar, ainda vai ter uma conta para pagar, com remdios, fisioterapia, exames mdicos, deslocamentos e etc., sem contar as sequelas que podem ser para sempre! 7. Temos vrias Leis, Projetos de Lei, Normas, que no colocam o CIDADO, com senhor de Direito e sim um reles pagador de tributos, em total desacordo com o pensamento dominante em nossa Justia. Para se livrar de um problema e mais uma vez, transferir a responsabilidade para o CIDADO, se criou uma falsa ideia, de que cabe ao proprietrio a responsabilidade pela manuteno do Passeio Pblico. 8. O artigo abaixo foi escrito pela Dra. Luza Cavalcante Bezerra, Bacharel em direito pela UFRN e especialista em direito constitucional pela Unisul, e trata da natureza jurdica das caladas urbanas e da responsabilidade dos municpios de manuteno delas. No entendo porque a manuteno da calada de responsabilidade do proprietrio do imvel e no da prefeitura. At porque, no temos uma padronizao ou regra para as construes, dificultando assim, que a cidade tenha acessibilidade por todos os bairros, fora isso no h fiscalizao suficiente para que a manuteno seja feita e encontramos muitos buracos e problemas nas caladas. 9. Nas vias pblicas, existem, em regra, trs segmentos de concreto apostos em paralelo, a saber, um caminho apropriado para o trnsito de veculos e dois passeios a ele adjacentes, chamados caladas, que tm, por objetivo fundamental, propiciar s pessoas de diferentes idades e condies fsicas um translado seguro pelas ruas da cidade. Inobstante sua relevncia social, as caladas no tm sido construdas de maneira acessvel, tampouco mantidas de forma adequada, situao que compromete o direito constitucional de ir e vir dos pedestres, especialmente no que concerne a idosos, crianas e pessoas com deficincia. Mostra-se necessrio, por conseguinte, refletir sobre quem tem a responsabilidade precpua pela feitura, manuteno e adaptao das caladas urbanas. 10. Nesse contexto, observa-se que o Cdigo de Trnsito Brasileiro, em seu Anexo I, traz o conceito normativo de calada, definindo-a como parte da via, normalmente segregada e em nvel diferente, no destinada circulao de veculos, reservada ao trnsito de pedestres e, quando possvel, implantao de mobilirio urbano, sinalizao, vegetao e outros fins. Constata-se, desde logo, que o legislador ptrio consagrou a calada como parte integrante da via pblica, esclarecendo a sua independncia dos lotes em frente aos quais se instala, o que leva inevitvel concluso de que figura a calada como bem pblico por excelncia. 11. Sob essa perspectiva, o professor Jos dos Santos Carvalho Filho ensina que como regra, as ruas, praas, jardins pblicos, os logradouros pblicos pertencem ao Municpio. Levando-se em considerao que as ruas e logradouros consistem justamente nas chamadas vias pblicas, bem como que as caladas, por definio legal, so partes integrantes dessas vias, no h outra concluso possvel seno a de que so as caladas bens pblicos municipais. A despeito disso, as legislaes municipais, em sua maioria, tm atribudo aos particulares proprietrios dos imveis que se alinham calada pblica a responsabilidade primria pela manuteno dessa parte da via. de se questionar, aqui, qual seria o fundamento jurdico dessa obrigao imputada ao cidado. 12. J podem ser excludas, desde logo, as hipteses de interveno do Estado na propriedade privada, porquanto, conforme elucidado no decorrer deste texto, a titularidade das caladas, assim como de toda a via pblica, do prprio Municpio. No subsiste, tambm, o argumento de que se estaria falando em exerccio do poder de polcia administrativa, uma vez que esse se caracteriza essencialmente pela possibilidade de se impor condutas ou restries com o objetivo de impedir que os particulares, no mbito de sua esfera privada liberdades e propriedades , atuem de modo nocivo aos interesses da coletividade. 13. No caso especfico das caladas, o poder de polcia pode servir de fundamento para a vedao do avano da propriedade do lote para a rea correspondente calada a ele contgua, como, tambm, pode proibir o particular de colocar obstculos no local, como rvores, cadeiras ou mesas. No legitima, entretanto, a exigncia normativa para que o particular seja incumbido da obrigao primria de construo e manuteno dessas caladas, porquanto, aqui, o Poder Pblico no est restringindo o exerccio prejudicial de uma liberdade pelo cidado, mas, sim, est estabelecendo uma verdadeira obrigao de fazer sem qualquer relao jurdica que a fundamente. 14. Saliente-se, ainda, que essas normas afrontam diretamente o disposto no artigo 23, inciso I, da Constituio Federal de 1988, o qual, ao tratar da competncia administrativa atribui aos entes federados, de maneira expressa, a competncia quanto conservao do patrimnio pblico. Perceba-se, no caso, que o Poder Pblico municipal delega inconstitucionalmente ao particular um dever que seu, esquivando-se de sua obrigao primria manter as caladas urbanas. Gera, dessa maneira, a dificuldade prtica de tornar essa parte da via pblica padronizada e acessvel como um todo, j que, ao atribuir irregularmente a responsabilidade pelas caladas aos particulares, confere a esses a liberdade de constru-las sua maneira, sob a justificativa incua de que exercer o controle da realizao dessas obras mediante fiscalizao. 15. Resta claro, portanto, que normas com esse contedo, por serem materialmente inconstitucionais e, ainda, nefastas para a concretizao de direitos fundamentais, como a liberdade de ir e vir dos cidados, precisam ser afastadas do ordenamento jurdico, para que se possa finalmente exigir do Poder Pblico municipal, titular legtimo das obrigaes pertinentes aos bens pblicos municipais, a obrigao de manter e tornar acessveis por completo as caladas urbanas de sua alada 16. Vamos destinar 2%, do nosso oramento de 870 MILHES, que dever dar uns 18 milhes, mais, uns 3 milhes em verbas federais que esto disponveis no programa de Mobilidade Urbana, o Estado entraria com mais 2 milhes. Com vinte e trs milhes de reais, mais dois milhes que poderiam vir da sobra do oramento da cmara 2014, no final deste ano, teramos uma previso de investimento da ordem de 25 milhes de reais. No seria nem de longe um valor compatvel com as necessidades de nossa cidade, porm, seria um bom comeo e daria para trocar todas as caladas do centro pelo menos. 17. Com mais investimentos nos prximos anos, alocados nos prximos Planos Pluri Anuais, teramos a oportunidade de tratar a todos de nossa cidade, com um mnimo de dignidade e respeito ao prximo, com relao a tragdia que esto nossa caladas (PASSEIO PBLICO). Temos de pensar que um dia todos ns vamos ficar velhos e precisaremos de lugares seguros para nos movimentar. 18. Vamos pensar que podemos aumentar nossas famlias e ter de levar nossos filhos ao centro, de carrinho de beb, vamos torcer para que ningum do nosso relacionamento, tenha que ficar internado numa UTI, por conta de um azulejo que estava solto e que provocou traumas, que poder levar a bito, e nunca se dir que foi por causa de um buraco no PASSEIO PBLICO, que este cidado faleceu. 19. O programa Calada Segura, da Prefeitura de So Jos dos Campos, se tornou o mais novo nicho de mercado para fabricantes e fornecedores de bloquetes utilizados na construo de caladas. Seis so os fabricantes de bloquetes que produzem para o mercado de SJCampos. O valor do m do bloquete de cor natural pode chegar at R$ 50 e o do colorido a R$ 55. O custo mdio da calada com entertravado