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  • Aprenda

    Xadrez comGarry

    Kasparov

    Traduqao ' Bazan Tecnologia e Lingtifstica

    Fabio Santos de Goes

    Ediouro

  • Sumario

    Nota~ao Alg6brica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 LI

  • N ota~ao Algebrica

    Os lances que aparecem neste livro sao escritos segundo a "nota

  • LIC;Ao 1

    Por Que Estudar Xadrez?

    A proposta da revista Sport in the URSS, de publicar uma serie de li~6es minhas para os seus leito- res, me pegou urn pouco de sur- presa; porque eu mesmo ainda estou estudando as sutilezas do xadrez.

    Depois de pensar urn pouco, eu resolvi que, escrever a respeito da minha compreensao e da mi- nha interpreta~ao dos fundamen- tos do xadrez, tambem seria uti! paramim.

    Eu sou urn apaixonado pelo xadrez; esta paixao ja dura muitos anos e e para sempre. Eu estou sempre estudando xadrez, e estu- dando minuciosamente. Mesmo quando eu analiso aquilo que ja fiz e tra~o pIanos para 0 futuro, nao consigo deixar de me impres- sionar diante da inesgotabilidade do xadrez e de me tomar cada vez mais convencido da sua imprevi- sibilidade. Veja por voce mesmo: j a foram disputados milh6es de

    partidas e milhares de livros fo- ram escritos, sobre van os aspec- tos do jogo. E assim mesmo nao existe urn metoda ou uma f6rmu- la capaz de garantir a vit6ria. Nao ha criterios, matematicamente comprovados, para avaliar-se se- quer urn lance, quanta mais uma posi~ao . Os experts em xadrez nao tern duvidas de que, na maio- ria das posi~6es, ba mais de uma continua~ao recomendavel e ca- da urn escolhe 0 "melbor" lance com base na sua pr6pria expe- riencia, capacidade analitica e ate mesmo carater. Nem mesmo a pos- sibilidade do emprego de compu- tadores, para analise, parece seria no presente, uma vez que ainda nao foi encontrado urn algoritmo [definitivo] da partida de xadrez, e nao ha program a algum capaz de Ii dar confiavelmente com suas complica~6es multiplas. E por que falar a respeito de detalhes, posicr6es e estagios da partida

  • quando nem mesmo ha uma res- posta para a pergunta "0 que e 0 xadrez? Urn esporte, uma arte ou uma ciencia?"

    Alguns dirao: "Os jogadores de xadrez participam de tomeios e disputam partidas, lutam para veneer e 0 resultado e importante para eles - 0 que significa que 0 xadrez e urn esporte. Ele desen- volve a for~a de vontade e ajuda as pessoas a se tomarem mais fortes ."

    E como pode alguem conven- cer outro da corre~ao da opiniao daqueles que sempre se impres- sionam com a beleza das combi- na~6es e da l6gica das taticas do xadrez? Para estes urn engenhoso sacriffcio da Dama em uma parti- da perdida e uma fonte de prazer, ao passo que uma partida mon6- tona, for~ada, os deixa indiferen- tes. Para estes 0 xadrez e uma ar- te, capaz de trazer felicidade e de dar senti do aos momentos de lazer.

    Ao mesmo tempo, ha tambem muitos entusiastas capazes de pas- sar noites em claro resolvendo urn problema do tipo: "Por que as Pretas moveram a Torre para a casa d8 em vez de mover 0 Cava- 10 para a casa c6? Por que a posi- ~ao das Pretas e melhor?" Para estes 0 xadrez e principalmente

    6

    uma ciencia baseada no raciocf- nio l6gico.

    Eu gosto do xadrez pela sua versatilidade e pela sua multipli- cidade. Foi a beleza e 0 brilhan- tismo dos golpes taticos que me cativaram ainda na infancia. Pri- meiro admirando este brilhantis- mo, e depois buscando-o nas rni- nhas pr6prias partidas, e a seguir tentando jogar bonito - tais fo- ram os estagios do meu cresci- mento - como urn prisioneiro da arte do xadrez. Mas depois veio a epoca em que comecei a compe- tir com os outros, a tomar parte em tomeio ap6s tomeio, e is to quer dizer que tive que come~ar a trilhar 0 carninho do xadrez como esporte. Eu ainda gosto de jogar bonito, mas nao mais posso ser indiferente aos meus resultados; a se vou ganhar ou terrninar nas ultimas posi~6es.

    Eu quero veneer, eu quero der- rotar todos, mas quero faze-lo com estilo, em urn combate es- portivo honesto. 0 ex-campeao mundial, Mikhail Botvinnik, que eu considero meu professor, e urn acadernico do xadrez, cujo traba- Tho me ajudou a abordar 0 xadrez cientificamente. Ele despertou em rnim 0 prazer de pesquisar e de resolver os inumeraveis proble- mas do jogo. Ao longo de meus

  • preparativos para as competi- ~6es, e durante minhas amilises de partidas e aberturas, de rep en- te, percebi que estava tentando estudar meticulosa e metodica- mente, com uma persistencia tipi- ca de urn pesquisador. Estou con- vencido de que a minha afei~ao por todos estes aspectos do xa- drez ira contribuir para preservar a minha paixao, pelo resto da mi- nha vida.

    Meus pais me ensinaram a mo- ver as pe~as quando eu tinha cin- co anos, e eu fiquei fascinado. Urn ana mais tarde, fui levado para urn grupo de xadrez no Clube de Jovens Pioneiros em Baku, on de eu me imaginava em urn reino de jogadores de xadrez. Desejando convencer-nos do carater parado- xal do xadrez, 0 nosso instrutor arrumou as pe~as sobre 0 tabulei- ro, logo em uma das primeiras sess6es; vej a 0 diagrama a seguir.

    Esta posi~ao, onde os peque- nos Pe6es derrotam 0 inimigo, era tao surpreendente que parecia urn conto de fadas, e tomei-me incapaz de viver sem 0 xadrez desde enmo. Sempre admirei esta posi~o.

    Eu sempre gostei de atacar desde a infancia; ainda gosto de jogar na of ens iva. Dediquei mui- to tempo para estudar os funda- mentos, que parecem nao ter ne-

    7

    nhuma influencia direta no jo- go mas que - estou convencido - sao necessarios tanto para urn Grande Mestre quanto pa- ra urn amador que queira melho- rar 0 seu jogo e obter agradaveis resultados em torneios. Para atin- gir 0 seu alto padrao de jogo, urn Grande Mestre tern que gas- tar milhares de horas estudando centenas de partidas. Seu talento jamais se desenvolveria sem ta- manho trabalho. Se voce gosta de jogar xadrez mas nao tern tempo para dedicar-se a urn estudo inde- pendente, mas assim mesmo quer derrotar seus amigos, voce tera que gastar algumas dezenas de ho- ras debru~do sobre 0 tabuleiro.

    Nesta serie de artigos, tento expor a minha compreensao dos fundamentos, em uma linguagem que seja clara para todos, e falar sobre as sutilezas que sao impres- cindiveis aos verdadeiros am an- tes do xadrez.

  • LI

  • suas pe

  • suas desvantagens, uma vez que bloqueia a diagonal do Bispo na casa b7.

    6 cd 4JxdS Apos 6 ... ed, 0 Bispo na casa

    b7 teria sido bloqueado pelo seu proprio Peao e correria 0 risco de continuar imobilizado por algum tempo. Embora uma tal caracte- ristica na posi~ao das Pretas nao seja capaz de, por si so, deterrni- nar 0 sucesso das Brancas, e 0 acumulo consistente de pequenas vantagens como est a que perrnite a urn Grande Mestre virar 0 jogo a seu favor.

    7 ~e2

    Urn outro microconflito se de- senvolve na partida em torno do lance e4, que permitiria as Bran- cas ocuparem 0 centro. Ao esco- Iher este lance as Brancas levam em considera~ao que apos 7 e4? liJxc3 8 bc ..txe4 as Pretas ga- nham urn Peao.

    10

    7 c5 As Pretas poderiam acabar

    com 0 plano das Brancas jogando 7 ... f5, mas 0 custo seria muito alto. Elas ficariam com urn Peao fraco e atrasado na cas a e6.

    8 e4 liJxc3 9 be

    Aqui h3. urn novo ganho por parte das Brancas. Elas consegui- ram colocar urn forte par de Pe6es no centro e estao lutando pelo controle da quinta fileira, isto e, de "territorio inirnigo". Os joga- dores de xadrez chamam isto de "vantagem em espa~o".

    9 ..te7

    10 ..tbS+ ..te6 11 ..td3

    Em xadrez nem sempre uma linha reta corresponde a menor distancia entre dois pontos. Ao mover 0 Bispo para d3, em do is lances, as Brancas colheram mais beneflcios do que teriam feito ca- so 0 tivessem movido para Ii di- retamente. As Pretas tiveram que abdicar do lance mais natural contra 0 xeque, porque apos 10 ..tb5+ ltJc6 11 liJe5 ~8 12 ~a4 ~c713 ~xa7 na8? 14 ..txc6+ as Brancas venceriam. 0 Bispo das Pretas fica em uma posic;:ao infe- liz na casa c6, atrapalliando as suas proprias pe~as . Os jogadores de xadrez costumam se referir a

  • tais casos como "mau posiciona- mento de pe~a" e "pobre coorde- na~ao de for~as".

    11 ... 4Jbd7

    OBispo ocupando a cas a c6 for~ou 0 Cavalo a urn papel pas- sivo, impedindo que pudesse exercer urn papel ativo naquela cas a, de onde ele atuaria sobre 0 centro controlado pelas Brancas. Po de ser que as Pretas nao quises- sem dar as Brancas a vantagem do par de Bispos ap6s 11 ... 0-0 124Je5, mas este teria sido 0 me- nor de do is males, uma vez que na situa~ao presente 0 Rei Preto permanece no centro. Teria sido mais razoavel se as Pretas bus cas- sem a seguran~a do seu mona rca retirando-o do centro, tao logo quanta possivel.

    12 0-0 J a que as Pretas demoram a

    colocar seu Rei em seguran~a, as Brancas decidem abrir 0 centro a qualquer custo (removendo os Pe6es das colunas centrais). Para isto elas afastam 0 seu Rei da zo- na de comb ate deixando a area livre para a a~ao das Torres.

    12 ... h6 Uma medida preventiva, simi-

    lar ao lance 4 a3, que impediu 0 lance das Pretas ... ~b4. Mas 12 .. . 0-0 seria mais adequado.

    11

    o seqiienciamento preciso das opera~6es e urn componente im- port ante da partida, e 0 Grande Mestre Florian Gheorghiu esco- lheu urn momenta infeliz para medidas preventivas.

    13 ru1 As Brancas centralizam a Tor-

    re, antevendo a abertura da colu- na da Dama.

    13 ... tic7 J a e tarde demai