Tgp mat av2

  • View
    98

  • Download
    0

Embed Size (px)

DESCRIPTION

HHHHHHHH

Transcript

2.4.7. DA CLASSIFICAO DAS TUTELAS JURISDICIONAIS.

Sabe-se que no existe apenas um tipo de processo. A tutela jurisdicional se apresenta de vrias formas, com contedo diverso, tudo em funo da natureza do direito a ser protegido. A modalidade de tutela processual depende nica e exclusivamente do tipo de proteo de que o direito material necessita. (BEDAQUE, Jos Roberto dos Santos. Tutela Cautelar e Tutela Antecipada: tutelas sumrias e de urgncia. 3 edio. So Paulo: Malheiros, 2003, p. 13).Sendo vrias necessidades de proteo que o direito subjetivo pode apresentar, diversas ho de ser tambm as respostas do rgo jurisdicional, dando lugar ao surgimento de mais de uma modalidade tpica de tutela jurisdicional. (GUERRA, Marcelo Lima. Direitos Fundamentais e a Proteo do Credor na Execuo Civil. So Paulo: Revista dos Tribunais, 2003, p.18)

H a tutela jurisdicional: de direito processual (provimento judicial pedido imediato) e de direito material (pedido mediato - bem da vida).a) Tutela de direito material visa a proteger o suposto direito violado.A tutela de direito material obtida atravs do reconhecimento via jurisdio do direito do autor e da autorizao do uso da fora estatal em seu proveito.A depender do direito material violado cabe ao autor pedir uma tutela especfica ao seu direito.Exemplos:

Tutela de reintegrao aps lesionado o direito busca-se retornar ao estado anterior (status quo ante).

Tutela de ressarcimento aps lesionado o direito, e em havendo prejuzo (dano), busca-se compensar financeiramente o prejuzo sofrido.Tutelas preventivas - evitam a leso atuando no mbito da simples ameaa tutelas de urgncia e tutela inibitria. Tutelas de urgncia buscam impedir os efeitos devastadores resultantes da demora prestacional sobre o direito pretendido (podem vir atravs de medidas cautelares ou tutelas antecipadas).Tutela Inibitria antes da leso ao direito, ou mesmo quando este j lesionado, busca-se evitar o ilcito ou impedir sua continuidade, independendo de prejuzo (dano). Tutela individual protege-se direito subjetivo individual.Tutela coletiva protege-se direito subjetivo de grupo.

AO

Teorias sobre a natureza jurdica da aoA natureza jurdica da ao veio se transformando ao longo dos anos na mesma proporo em que o processo se desenvolveu enquanto cincia e instrumento de efetivao do direito material.A primeira teoria, denominada de imanentista, clssica ou civilista sustentava que a ao estava diretamente ao direito material, no existia a autonomia do direito de ao. Direito material e a sua correspondente ao eram considerados faces da mesma moeda. O art. 75 do Cdigo Civil de 1916 dizia que a todo direito corresponde uma ao, que o assegura. Tal dispositivo ilustra a lgica da teoria imanentista.

Com o avano do tempo, percebeu-se que a teoria imanentista da ao no havia como prosperar, diante da complexidade das relaes jurdicas e da construo de uma viso publicista do processo, onde se constatou que o direito de ao diferente do prprio direito material, surgiu ento a teoria da ao como um direito autnomo.Assim, a teoria da ao como direito autnomo ganhou fora dando ensejo a duas importantes teorias. A teoria da ao como um direito autnomo e concreto e ao como um direito autnomo e abstrato.A teoria do direito autnomo e concreto baseia-se na idia de que somente poder ser exercido o direito autnomo de ao se houver um direito material concreto a ser efetivado. Vale trazer a lio de Cintra, Grinover e Dinamarco sobre o tema:

Entretanto, como a existncia de tutela jurisdicional s pode ser satisfeita atravs da proteo concreta, o direito de ao s existiria quando a sentena fosse favorvel. Conseqentemente, a ao seria um direito pblico e concreto (ou seja, um direito existente nos casos concretos em que existisse direito subjetivo.)[footnoteRef:1] [1: In Teoria Geral do Processo, pg. 250.]

A teoria da ao como direito autnomo e concreto, que tinha como defensor Chiovenda e Wach, foi sendo superada pela teoria da ao como um direito autnomo e abstrato pois no explicava, com clareza as hipteses em que a sentena julgava improcedente o pedido do autor. Neste sentido, ganhou fora e veio se consolidando ao longo dos anos a teoria da ao como direito autnomo e abstrato exercido pelo autor contra o Estado, vez que este tem a funo de prestar a tutela jurisdicional, e em face do ru que ser submetido a deciso judicial.

A teoria da ao como direito autnomo e abstrato representa a idia de que o direito de ao no est subordinado ao direito material. Ele autnomo e pode ser exercido mesmo se o autor no tiver razo, eis a razo de sua abstrao.Com efeito, mesmo se a parte autora no tiver razo ela pode exercer o seu direito de ao e atuar junto ao Poder Judicirio para provar as suas alegaes, mesma que estas no sejam acolhidas pelo Juiz. Esta atuao garantida atravs do exerccio do direito de ao, autnomo e abstrato.Importante ressaltar, tambm, que o direito de ter um processo e o de provar suas alegaes em juzo, consectrio do direito de ao, pode ser exercido tambm pelo ru, quando se utiliza do processo para realizar a sua defesa. Aluisio Mendes apresenta est idia da seguinte forma:O Estado Democrtico de Direito passou a ter uma preocupao muito grande com o chamado processo e com os procedimentos, sob o prisma inclusive da prpria legitimao poltica. como se dizer que em uma eleio no basta escolher um bom candidato, h que se ter lisura no processo de escolha do candidato. Em termos de direito processual, pode-se dizer que no adianta uma pessoa ter razo e ter o direito material, h que se ter todo um processo, devido, legal correto, para que o Estado possa julgar da melhor forma, preservando sempre o direito das partes e, por isso, se fala que ao direito de ao tambm corresponde ao direito de defesa da outra parte,na medida que tanto o autor quanto o ru tm direito.[footnoteRef:2] [2: In Teoria Geral do Processo, pg.64.]

A teoria da ao como um direito subjetivo pblico autnomo e abstrato a que melhor atende aos anseios do processo civil contemporneo.Surgiu com Liebman, importante processualista italiano que em sua estadia no Brasil muito influenciou na consolidao do processo civil brasileiro, a teoria da ao ecltica.Para Liebman a ao um direito autnomo e abstrato mas necessrio que o autor preencha algumas condies para a existncia do direito de ao. Autores brasileiros aprimoraram a viso de Liebman e sustentaram que as condies da ao so condies para o exerccio irregular do direito e no para a existncia do direito de ao. O ordenamento processual brasileiro adotou a teoria ecltica de Liebman que pode ser verificada nos arts. 3 e 267, VI, do Cdigo de Processo Civil.Importante ressaltar, por fim, que o direito de ao tem fundamental constitucional pois consectrio do art. 5, XXXV, da CF/88, que dispe sobre o amplo acesso justia.A palavra ao polivalente, pois pode ter diversos significados. Pode se referir, por exemplo, na designao da conduta humana positiva que passvel de gerar alguma consequncia no plano ftico ou jurdico.

Elementos identificadores da AoToda ao judicial, ou o seu instrumento que a petio inicial, possui elementos identificadores que permite individualizar determinar demanda. Neste sentido, toda demanda tem elementos de identificao como partes, pedido e causa de pedir.A finalidade maior dos elementos identificadores da demanda evitar que haja aes versando sobre a mesma matria de fato e sobre as mesmas partes. Quando as demandas possuem os mesmos elementos diz-se que ocorreu o fenmeno processual da litispendncia, conforme se depreende do art. 301, 3, do Cdigo de Processo Civil.Uma ao identificada pelos seus elementos: partes, pedido e causa de pedir. Uma ao idntica outra quando coincidem todos os elementos da ao[footnoteRef:3]. [3: Art.301, 2o , do CPC - Uma ao idntica outra quando tem as mesmas partes, a mesma causa de pedir e o mesmo pedido]

Se a ao idntica ajuizada quando a anterior j transitou em julgado com deciso de mrito, d-se a coisa julgada, devendo ser a segunda extinta sem resoluo de mrito (art.267, V, do CPC).A perempo[footnoteRef:4] se d quando o autor por negligncia d causa por trs vezes a extino do feito na forma do art.267, III, do CPC, perdendo assim de vez o direito de ao em relao quela especfica lide. [4: art.268 do CPC - Pargrafo nico. Se o autor der causa, por trs vezes, extino do processo pelo fundamento previsto no no III do artigo anterior, no poder intentar nova ao contra o ru com o mesmo objeto, ficando-lhe ressalvada, entretanto, a possibilidade de alegar em defesa o seu direito.]

Partes. So as pessoas que participam do contraditrio. No processo civil as partes so autor e ru. No processo penal acusador e acusado ou ru, no processo trabalhista Reclamante e Reclamado. No se pode confundir a parte com seu representante legal. Um beb pode ser parte num processo mas deve ser representado por sua me ou por seu pai. O representante no parte.

Pedido. O pedido dividido em duas categorias. Pedido mediato e pedido imediato. O pedido imediato a providncia jurisdicional que se pretende com a ao. Se A quer que B seja despejado de seu imvel deve buscar uma providncia jurisdicional, uma sentena que condene B a sair do imvel. Esta sentena condenatria o pedido imediato. O pedido mediato o bem da vida, ou seja o que se pede atravs de uma sentena judicial. No caso exemplificado acima o pedido mediato, bem da vida, o prprio imvel.Causa de Pedir. A causa de pedir o fundamento do pedido. A causa de pedir o conjuntos dos fatos narrados pelo autor onde tais fatos violaram um dever jurdico ou uma norma jurdica. Trata-se dos fundamentos de fato e de direito. Os fatos alegados pelo autor so denominados de causa de pedir remota e o fundamento jurdico a causa de pedir prxima.Imagine a seguinte situao:Tcio foi atropelado por uma moto. Narra na sua petio inicial que no dia 30/102014, por volta das 14h, estava atravessan