Riscos Costeiros – Estratégias de prevenção, mitigação e protecção, no âmbito do planeamento de emergência e do ordenamento do território

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  • 1. Riscos Costeiros Estratgias de preveno, mitigao eproteco,nombito do planeamento de emergncia e do ordenamento do territrio Cadernos Tcnicos PROCIV Edio: Autoridade NAcional de Proteco Civil junho de 2010
  • 2. CadernosTcnicosPROCIV#1502 NDICE Acrnimos e smbolos 08 1. Introduo 10 2. Enquadramento 11 2.1. Alteraes climticas, subida do nvel do mar e presso sobre o litoral 12 2.2. Estratgias integradas 17 2.3. Riscos e Proteco Civil 23 3. Unidades territoriais e estatutos de proteco 27 3.1. Conceitos essenciais 27 3.2. A Reserva Ecolgica Nacional (REN) 31 3.3. O Domnio Pblico Hdrico (DPH) 44 4. Factores fsicos e ambientais relevantes 50 4.1. Dinmicas oceanogrficas 50 4.2. Ecossistemas marginais prioritrios 65 5. Impactes antrpicos 79 5.1. Barragens e regularizao de caudais fluviais 81 5.2. Obras porturias e dragagens 82 5.3. Ocupao e proteco costeira 88 5.4. Resduos, efluentes e qualidade da gua 94 6. Avaliao de Riscos 108 6.1. Indicadores de susceptibilidade e interdependncias crticas 109 6.2. Cartografia de risco 117 7. Medidas mitigadoras, de preveno e proteco 127 7.1. Defender a costa e os recursos naturais 128 7.2. Gesto, ordenamento e segurana 141 7.3 Sistema de previso, alerta e resposta 147 8. Bibliografia 152 9. Legislao 154 NDICE DE FIGURAS Figura 1: Processos nas variaes a longo prazo do nvel do mar 13 Figura 2: Presso atmosfrica mdia ao nvel do mar 15 Figura 3: Esquema conceptual de anlise, avaliao e gesto de riscos no mbito da articulao estratgica entre a proteco civil e o ordenamento Do territrio 25 Figura 4: Conceito de Zona Costeira (limites) adoptada pela ENGIZC, na Resoluo do Conselho de Ministros n. 82/2009, de 20 de Agosto de 2009 28 Figura 5: Fronteiras da margem continental e da zona costeira 30 Figura 6: Composio da Rede Fundamental de Conservao da Natureza 31 Figura 7: reas de proteco do litoral e alguns limites costeiros, tendo em conta o RJREN (Decreto-Lei n 166/2008) 33 Figura 8: Arriba costeira alcantilada 39 Figura 9: Domnio Pblico Hdrico, de acordo com a legislao do DPH 46 Figura 10: Critrios de demarcao da crista de arribas alcantiladas e no alcantiladas em diversas litologias 47 Figura 11: Espiral e transporte de Ekman no hemisfrio norte 51
  • 3. CadernosTcnicosPROCIV#15 03 Figura 12: Geometria dos alinhamentos da Terra, da Lua e do Sol nas foras construtivas (mars-vivas) e destrutivas (mars-mortas) da onda mareal 53 Figura 13: Exemplo de sistema anfidrmico e variao mareal associada 55 Figura 14: Principais componentes da onda e diminuio dos dimetros orbitais descritos pelas partculas at base da onda 56 Figura 15: Esboo da refraco das ondas e respectivas ortogonais numa linha costeira irregular 58 Figura 16: Formao de ondas gigantes quando as ortogonais inflectem contra uma corrente com velocidades variveis superfcie, gerando forte distrbio nas direces devido refraco e difraco das ondas ocenicas 60 Figura 17: Situaes meteorolgicas mais comuns em Portugal 62 Figura 18: A - Sistema frontal das latitudes mdias do Atlntico nordeste; B Alturas significativas (HS) das ondas. Adaptado da carta meteorolgica H+48 12H, de 06/03/2001 63 Figura 19: Esboo morfolgico das frentes dunares elicas da costa ocidental portuguesa, com a posio de algumas das espcies vegetais representativas 68 Figura 20: Resposta do sapal subida do nvel do mar 77 Figura 21: Aces, retroaces e Interaces com maior impacto na dinmica costeira e impactes das intervenes antrpicas 80 Figura 22: Esboo da evoluo das correntes hidrulicas criadas pela subida da gua na barra mareal 84 Figura 23: Esboo das foras e estruturas envolvidas nos processos de refraco e difraco das ondas junto aos molhes porturios da barra do Mondego 85 Figura 24: Efeitos de uma construo beira-mar sobre a conservao da praia 90 Figura 25: Ondulao incidente num esporo transversal em condies de tempestade de inverno (com storm surge) 93 Figura 26: Consequncias das descargas de efluentes atravs de emissrios submarinos 96 Figura 27: Efeitos da presso humana sobre o litoral pela intensificao da extraco de gua doce subterrnea 98 Figura 28: Efeito da construo de espores na alimentao sedimentar pela deriva litoral e na exposio relativa ao risco 110 Figura 29: Evoluo da susceptibilidade a inundao, considerando um evento meteorolgico do mesmo tipo, o qual pode ainda ser sobredimensionado no contexto de agravamento de extremos climticos com eventual colapso de estruturas de conteno 112 Figura 30: Quatro tipos primrios de movimentos de massa 114 Figura 31: Articulao dos conceitos fundamentais na avaliao e localizao de riscos 118 Figura 32: Localizao do risco para um determinado perigo 119 Figura 33: Algumas opes estratgicas de resposta a um determinado Risco 119
  • 4. CadernosTcnicosPROCIV#1504 Figura 34: Carta topogrfica de uma zona costeira hipottica 120 Figura 35: Carta topogrfica com os elementos expostos (fsicos) 121 Figura 36: rea inundvel (registo histrico do alcance mximo de cheias) 122 Figura 37: Alteraes morfolgicas e aglomerado urbano existente na zona costeira hipottica, no presente 123 Figura 38: reas inundveis, considerando a actualizao dos factores de predisposio 124 Figura 39: Classes de susceptibilidade a inundaes costeiras (inundaes e galgamentos) 125 Figura 40: Localizao de elementos expostos estratgicos, vitais e/ou sensveis (EEVS) 126 Figura 41: Opes polticas bsicas previstas na iniciativa EUROSION, como resposta subida do nvel do mar 131 Figura 42: Situao comum na expanso urbana e proteco das frentes costeiras (1); e alternativas s estruturas habituais e de ordenamento urbano (2) 132 Figura 43: Balano sedimentar em esporo sujeito a ataque bi-direccional da ondulao, em condies semelhantes s da costa portuguesa (1); e uma possvel soluo (2) adequada dinmica costeira 133 Figura 44: Instalao de quebra-mares submersos no litoral prximo da faixa costeira do Centro e Norte de Portugal, sob dinmica erosiva e protegida por espores transversais 134 Figura 45: Esboo dos factores que condicionam a distncia litoral e a profundidade na implantao de um quebra-mar submerso 135 Figura 46: Opes de interveno em sistemas dunares degradados ou fragilizados, considerando a presso antrpica 137 Figura 47: Vrias hipteses de evoluo de um ecossistema dunar degradado 138 Figura 48: Gesto de Risco e ocorrncias em Arribas 143 Figura 49: Demolies e usos indevidos em DPM 145 Figura 50: Sinais para identificao de riscos costeiros 146 Figura 51: Gesto de recursos numa cadeia crtica de eventos e aces 147 NDICE DE FOTOS Foto 1: Escarpas de eroso das dunas frontais a sotamar do esporo da Leirosa 70 Fotos 2A e 2B: reas estuarinas de sapal alto (A) e de salina (B) 73 Foto 3: Apanha de bivalves na zona estuarina, em perodo de baixa-mar de mars-vivas 76 Foto 4: Troo assoreado, a montante do Aude de Coimbra, no rio Mondego 82 Fotos 5A e 5B: Agitao martima de tempestade e efeito da refraco e da difraco das ondas na cabea do molhe porturio sul da barra do Mondego 86 Fotos 6A e 6B: Actividade de dragagem 87 Foto 7: Praia e frente martima da povoao do Carvoeiro, Algarve 89
  • 5. CadernosTcnicosPROCIV#15 05 Foto 8: As Construes nas frentes martimas do DPM tm levado a aumentar o investimento pblico no reforo da proteco costeira (espores e muros martimos), enquanto a rea de praia vai desaparecendo (neste caso, na Cova-Gala) 89 Foto 9: Poder destruidor das vagas sobre muro de proteco na marginal ocenica da Figueira da Foz 91 Foto 10: Esporo transversal para reteno de areia a barlamar na frente da povoao da Costa de Lavos 92 Fotos 11A e 11B: Impacto de um perodo de ondulao de SW sobre a face norte de um esporo e a zona contgua de praia e duna frontal da regio centro oeste portuguesa 93 Foto 12: Em condies de maior agitao martima, verifica-se a ressuspenso das plumas que, por vezes, atingem reas estuarinas e praias distantes 97 Foto 13: Tanques de crescimento de explorao pisccola semi-intensiva 101 Foto 14: Expanso urbana nas ltimas dcadas sobre a zona interdunar 108 Fotos 15A e 15B: Estruturas de proteco sobre dunas costeiras 136 NDICE DE QUADROS Quadro I: Resumo e enquadramento dos principais indicadores de referncia na caracterizao ambiental da zona costeira 21 Quadro II: Respostas aos contaminantes qumicos e bioqumicos 97 Quadro III: Definies normativas para as classificaes do Estado Ecolgico das massas de gua, de acordo com a DQA 99 Quadro IV: Representao grfica das Classes de Susceptibilidade 124
  • 6. CadernosTcnicosPROCIV#1506 Antes de imprimir este caderno pense bem se mesmo necessrio. Poupe electricidade, toner e papel. Se optar por imprimir, este caderno foi preparado para serem usados os dois lados da mesma folha durante a impresso.
  • 7. CadernosTcnicosPROCIV#15 07 O que o Caderno Tcnico sobre Riscos Costeiros? um documento de apoio estratgico s actividades de ordenamento do territrio e de planeamento de emergncia e, nesse sentido, de apoio deciso poltica sustentada. Promove o conhecimento e a compreenso de conceitos e os procedimentos que melhor se adequam s dinmicas de interface, nomeadamente pelo enquadramento das aces e medidas de carcter preventivo, regulamentar, de proteco pesada e de interveno operacional que contribuem para a segurana de pessoas e bens, a preservao dos recursos naturais e o desenvolvimento sustentvel. A quem interessa? De um modo geral, interessa aos gestores e decisores polticos e a todos os tcnicos dos diversos sectores e nveis da administr