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Jornal Balada da União nº 327 Janeiro/Fevereiro 2015

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Text of Jornal Balada da União nº 327 Janeiro/Fevereiro 2015

  • PROPRIEDADE: CONVVIOS FRATERNOS*DIRECTOR REDACTOR: P. VALENTE MATOSPUBLICAO MENSAL- ANO XXXV- online n 3 (N 327)- Janeiro/Fevereiro 2015

    O MEU AVIVAR DE COMPROMISSOSe portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas l do Alto, onde Cristo est sentado direita de Deus.Afeioai-vos s coisas l de cima, e no s da terra. Porque estais mortos e a vossa vida est escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo vossa vida aparecer, ento tambm vs aparecereis com ele na glria. (Col. 3, 1-5)

    O caminho da Quaresma est prximo!

    Aproxima-se o tempo da quaresma, tem-po de purificao e preparao para o Ministrio Pascal. Um convite reflexo. Aproveitemos para refletir sobre o nosso comportamento humano, no h con-verso autntica quando no envolvemos o corao. Para isso temos que encarnar no nosso quotidiano gestos concretos de orao, esmola e jejum. um tempo for-te de ORAO que nos leva a uma expe-rincia pessoal com Deus. Tempo de JEJUM que nos leva a um gesto concreto de converso: privarmo-nos de algo para uma liberdade interior maior. Tempo de PARTILHA que nos leva a doarmo-nos aos outros nossos irmos. tempo de rasgar os coraes e voltar ao Senhor! Somos convidados pelo Esprito ao De-serto da Quaresma para nos fortalecer

    nas tentaes que nos afastam dos Pla-nos de Deus. Aproveitemos este tempo para nos reciclarmos, para nos centrar-mos apenas no essencial e iniciarmos uma caminhada rumo vida nova da Pscoa. Proponhamos a ns prprios no-vas metas, pequenas coisas que podemos fazer no nosso dia-a-dia para estarmos mais prximos dEle. tempo para nos pormos a caminho, tempo para fazer o ponto da situao, tempo para a novidade!No caminho da Quaresma somos convi-dados a arrependermo-nos daquilo que no fazemos segundo a lei do Evangelho, e a resistirmos a todas as tentaes que nos desviam do caminho iniciado no dia do nosso batismo.

    Somos tambm convidados a escutar a voz de Deus, e a mantermos a nossa alma pura de forma a podermos construir a nossa tenda nos caminhos de Deus.Somos convidados a (re) construir a nos-sa vida, a pr-mos de lado o materialis-mo, a darmos importncia Palavra de Deus, pois s assim poderemos viver se-gundo os seus preceitos.Somos convidados a confiar, Naquele que veio ao mundo para nos salvar, pois s assim poderemos seguir os caminhos da Luz.Somos convidados a preservar a nossa vida na Terra, semeando a alegria, a es-perana e o amor, pois s deste modo se-remos capazes de construir um mundo melhor e mais justoPor meio de pequenos sacrifcios, ofere-

    cimentos, saibamos abrir as portas do nosso corao ao Redentor e que Ele per-manea em ns!Faamos silncio escutemos a voz de Deus que nos fala e demos-lhe graas porque quis morar em ns! E digamos-lhe com toda a confiana: Eis-me aqui! Faa-se a Tua vontade! Que o Senhor converta o nosso corao, para que sejamos humildes e simples e saibamos viver e entregarmo-nos no amor e servio aos irmos.Vivamos este tempo Quaresmal tambm unidos a Maria! Ela nos devolver a es-perana! Ao Seu lado preparemos a imensa alegria da Ressurreio!

    Manuela Pires CF 860Bragana-Miranda

    Jesus, como admirvel o Teu amor!Como reconfortante saber o quanto me amas!Que maior prova de amor posso eu querer? Por mim sujeitaste-te morte e morte na Cruz! Por amor da humanidade deixaste-te mal-tratar e crucificar, permitiste, at, que distribussem as Tuas vestes e sorteassem a Tua tnica. Entregaste-te dor com tanta humildade, com tanto amor, com tanta paz! E mesmo no meio do sofrimento, ainda pensavas na hu-manidade e na sua salvao e deste-nos o maior bem que poderias dar: A Me! Entregaste-nos a me para a amarmos e recebermos no nosso corao e a ela recorrermos nas nossas necessidades. Qui-seste deixar-nos protegidos e amados com o amor de Me.E eu? Que tenho eu feito em agradecimento a tanto amor? Nada! Ou muito pouco!Quantas vezes fui como judas, o traidor, ou quantas vezes sou fraca como Pedro, que num momento te defende dando testemunho de Ti, como no momento seguinte te nego, ao colocar-te em 2 plano na minha vida, por vergonha, talvez, ou por vaidade, ou simples-mente por comodismo.Eu sem Ti nada sou, eu sei mas s vezes parece que me esque-o to fcil desviar-me do teu caminho e s vezes to difcil regres-sar a que eu mais preciso de Ti, da tua mo. Preciso estar atenta e perseverar, porque quando penso que j estou bem, no bom caminho, a estou eu a fracassar a desviar-me.Perdoa-me, Jesus, pelas minhas fraquezas e ajuda-me a ser perse-verante, a ser forte e caminhar na tua luz.Eu quero estar contigo como tu ests comigo. Quero segui-te, que-ro ser discpulo do teu amor, dar testemunho da verdade e fazer as obras do Pai. Pois foi para isto que me escolheste e me chamaste. Ajuda-me a fazer a vontade do Pai e no a minha.Perdoa os momentos de desnimo e d-me a graa de, com a tua luz, iluminar aqueles que me rodeiam e ser luz e verdade para aqueles que no te conhecem. Ajuda-me a ser fiel tua palavra para poder transmiti-la aos que a no vivem nem a conhecem.O que mais desejo que estejas comigo e eu contigo todos os dias da minha vida.

    Manuela Pires CF 860Bragana-Miranda

    A minha Orao de Reconciliao

  • Balada da Unio Janeiro/Fevereiro 20152

    O Conselho Nacional do Movi-mento dos Convvios Fraternos reuniu em Ftima no dia 24 de Janeiro. Estiveram presentes re-presentantes de 12 dioceses do movimento, tendo algumas das dioceses ausentes justificado a sua impossibilidade em estarem presentes. A reunio teve incio com as saudaes do senhor Pa-dre Valente a todos os represen-tantes das dioceses presentes, tendo-se iniciado os trabalhos com uma orao, rogando a pre-sena do Espirito Santo na inspi-rao dos trabalhos.Iniciou-se os trabalhos com a anlise crtica do XLI Encontro Nacional, ocorrido nos pretri-tos dias 6 e 7 de setembro de 2014. Os representantes dioce-sanos tiveram a oportunidade de partilhar as suas avaliaes do ltimo encontro nacional, tendo referido, que de modo ge-ral decorreu muito bem. Nesta avaliao foram realados al-guns aspetos, nomeadamente; a participao dos jovens e casais convivas tem diminudo em n-mero, o que foi visvel na cele-brao penitencial, onde esta-vam muito menos jovens do que no sarau conviva, os represen-tantes diocesanos referem que deve-se promover a participao dos jovens na tarde de sbado, bem como a necessidade de res-peitar os horrios das celebra-es convivas. Foi referido que nas celebraes deve-se intensi-ficar o uso dos cnticos do movi-mento, para que todos partici-pem, sinal de unio entre a famlia conviva, a qual reza e canta em conjunto no santurio mariano. O dia de sbado termi-nou com uma noite de intimida-de com Maria, aquando da cele-brao do tero do rosrio e da procisso de velas. No trminus da noite o sarau foi muito parti-cipado e considerado muito po-sitivo, uma verdadeira festa con-viva. No domingo, a eucaristia presi-dida pelo senhor Bispo de Lei-ria-Ftima foi muito participada pelos convivas. A prece no final da eucaristia e a dinmica reali-zada na escadaria da esplanada foi considerada muito expressi-va da vivncia e da unio da fa-mlia conviva. Na despedida, no parque dois, a participao foi escassa, mas os que estiveram presentes gostaram da partilha interdiocesana. Ao longo da reflexo avaliativa do encontro nacional foi reala-do o trabalho extraordinrio realizado pelos convivas das dioceses participantes nos even-tos, nomeadamente na realiza-o da letra e msica da prece, do guio, do cartaz, na organiza-o da atividade cnica aquando

    da prece no trminus da eucaris-tia, da impresso dos cartazes e dos autocolantes, na organiza-o de cada uma das atividades do fim de semana da peregrina-o, a todos foi atribudo um louvor pelo trabalho a favor dos outros, a isto se chama a alegria de evangelizar. Na continuidade dos trabalhos procedeu-se preparao do XLII Encontro Nacional do mo-vimento dos Convvios Frater-nos, a realizar no santurio de Ftima, nos dias 5 e 6 de setem-bro. Iniciou-se por realizar um debate reflexivo sobre a escolha do tema da peregrinao, aps muitas propostas e anlise das mesmas foi escolhido o seguinte tema da peregrinao: Inquie-ta-te, supera-te, s santo. Aps o debate muito interessan-te para a escolha do tema, consi-derado por todos muito inspira-dor e provocador do carisma conviva, procedeu-se distri-buio das atividades da pere-grinao, de acordo com as pro-postas das dioceses. A distribuio das principais tare-fas foi a seguinte: A diocese de Setbal a responsvel pelo aco-lhimento, a diocese de Viseu prepara a celebrao penitencial a acontecer no centro pastoral Paulo VI, a diocese de Vila Real dinamiza o momento de Ressur-reio no exterior do centro pas-toral Paulo VI, aquando da cele-brao penitencial. A celebrao Mariana a realizar na capelinha das aparies ficou a cargo da diocese de Coimbra. As medita-es dos mistrios do tero do Rosrio, de sbado, sero escri-tas pela diocese de Aveiro, no domingo, o texto ser escrito pela diocese de Portalegre e Cas-telo Branco. A leitura das medi-taes, em cada mistrio do ter-o, de sbado seguir a seguinte ordem; Aveiro, Vila real, vora, Guarda e Porto casais; no do-mingo a ordem ser a seguinte: Portalegre Castelo Branco, Bra-gana, Viseu, Braga e Algarve. Na procisso de velas de sbado, a diocese da Guarda transporta-r numa frao do trajeto o an-dor de nossa senhora, no do-mingo, na procisso de entrada

    para a eucaristia o transporte numa frao do trajeto ser as-segurado pela diocese de vora. No que respeita ao sarau este ser organizado pela diocese de Santarm. A despedida no par-que dois ser realizada pela dio-cese do Porto. A diocese de Bra-gana ficou responsvel pela msica e letra da prece. A dioce-se de Bragana elaborar tam-bm o cartaz, e a diocese de Vi-seu imprime e replica os cartazes e autocolantes da peregrinao. O senhor padre Valente, funda-dor do movimento dos Conv-vios Fraternos e presidente do Conselho Nacional, deu a co-nhecer que o movimento no ano de 2018 completar os 50 anos de existncia, momento marcan-te na vida do movimento que ca-rece de uma digna comemora-o. Para dar seguimento a esta inteno, de promover as come-moraes dos 50 anos do movi-mento foi criada uma equipa de trabalho que ir esquematizar e agendar propostas de atividades, entre outras atividades a imple-mentar, prope-se a realizao do terceiro congresso do movi-mento Convvios Fraternos. To-das as propostas sero discuti-das e aferidas pelo Conselho Nacional em reunies futuras.O tema do jornal Balada da Unio foi debatido, o presiden-te da reunio referiu que o custo do jornal em formato papel bastante elevado, tendo-se por isso privilegiado, sempre que possvel o envio em formato di-gital. O jornal um veculo de partilha entre todos os convivas, pelo que foi solicitado s dioce-ses uma maior participao com o envio de notcias, reflexes e demais textos.Mais uma vez foi referido pelo presidente da reunio, a impor-tncia de dinamizar os grupos de jovens e casais convivas, ten-do referido que a base do movi-mento so os ncleos paroquiais, que depois sero inspiradores de jovens, incitando-os a participa-rem nos Convvios Fraternos, e assim rejuvenescerem os grupos paroquiais e animarem a diocese em que se inserem.

    Inquieta-te, supera-te, s santo!

    Dizer horrendo ou qualquer outra palavra para (des)qualificar o atentado perpetrado no fim de uma ma-nh parisiense, no dia 7 de janeiro de 2015, a um jor-nal francs insuficiente. O que d grande relevncia condenao do ato terrorista simultaneamente o silncio e as muitas palavras ditas, as muitas vozes que se levantam contra os provocadores da morte. Feliz-mente!As mesmas palavras e muitas mais tambm no che-gam para condenar o ataque a uma escola em Peshawar, cidade do Paquisto, que vitimou 140 pessoas, a maio-ria crianas e adolescentes. Foi h menos de um ms e apenas um dos muitos exemplos recentes de atenta-dos dignidade da pessoa, na sua expresso mais ex-trema, a morte. Infelizmente!Em causa no est a comparao entre dramas abomi-nveis que atingem a humanidade. Antes a repercus-so que provoca no outro, em mim, quando dele tomo conhecimento num quotidiano aparentemente pacfi-co. Apesar de tudo, a proximidade criada pelos media no altera emoes e subjees de cada sujeito e das sociedades porque as anlises e tentativas de combate aos confrontos entre povos esto cada vez mais condi-cionadas por programas, econmicos, polticos ou ideolgicos, que pervertem nascena os objetivos aparentemente desejados.Catalogar o que motiva os ataques terroristas em seto-res da religio, de razes tnicas ou culturais ou rela-cionadas com o controlo dos recursos naturais e de fronteiras apenas permite adiar a procura de solues, mesmo considerando a poro fundamentalista de cada um desses mbitos. H causas perdidas, falsa-mente distantes, onde permanecem as razes dos con-

    flitos que desarmam a normalidade ocidental, fre-quentemente ameaa por acontecimentos remetidos habitualmente para as telas do cinema.Apontar solues ousadia. Apenas possvel garantir o que est ao alcance de cada sujeito, de cada mulher e homem, procurando sempre salvaguardar a dignidade da pessoa humana, a prpria e a do irmo. Quando assim acontecer numa ou duas pessoas, numa multi-do, segue-se a pista do Papa Francisco na mensagem para o Dia Mundial da Paz: Assim como as organiza-es criminosas usam redes globais para alcanar os seus objetivos, assim tambm a ao para vencer este fenmeno requer um esforo comum e igualmente global por parte dos diferentes atores que compem a sociedade.Colocar em marcha a globalizao da fraternidade o desafio proposto pelo Papa e poder ser o motivo principal de todas as manifestaes contra qualquer atentado. Tambm o que afetou um jornal porque, afi-nal, os media livres so os principais meios para de-nunciar atos hediondos e propor alternativas. Salva-guardando sempre a dignidade das pessoas.

    Paulo Rocha

    Um jornal e uma escola

  • Dizer Sim a Jesus

    Remexendo no ba das lem-branas e das experincias vivi-das, encontrei algo que marcou e muito a minha vida! No meio das folhas de um caderno preen-chido com mensagens, anota-es, citaes, pensamentos, sentimentos, estados de esp-rito a est O Pedido que um dia JC me fez: Eu Preciso de ti! Eu conto con-tigo! Com o teu esforo, o teu entusiasmo, a tua sabedoria, o teu dinamismo, o teu tem-po Eu conto com a tua vida! Eu escolhi-te a ti mesma!s tu que eu quero para traba-lhar comigo na minha seara. s tu que eu quero para meu disc-pulo. No tenhas medo, nada te-mas, tudo estar bem. Eu estou contigo!

    Coragem! S firme nesta cami-nhada. No desanimes, nem te apoquentes, d um passo de cada vez. Pensa em todas as gra-as alcanadas muitas mais ters. S fiel minha palavra. Eu velarei por ti.Tem confiana em mim, na mi-nha bondade e no meu amor. Da tua vida eu cuidarei.Evangeliza! Leva a todos os po-vos a minha mensagem de amor, de harmonia de paz.No temas! Eu estou contigo em todos os momentos, para todo o sempre.Seguido da minha resposta: Senhor, no fcil dizer sim

    ao teu pedido mas o que eu mais quero claro que podes contar comigo, com o meu tem-po, com a minha disponibilida-de. Estou aqui, neste momento, a assumir este desafio estou disposta a deixar-te comandar a minha vida.Vai ser uma tarefa difcil. Preci-sars de ter muita pacincia co-migo.Hoje aqui, tudo parece ser to fcil, mas eu sei que uma vez l fora, no combate, as complica-es surgem. E nesta sociedade em que vivemos, sabes muito bem, que no fcil permanecer fiel tua palavra. No entanto, vou esforar-me por isso. Tenho que orar e ser perseverante, eu sei j mo disseste outras ve-zes pois a orao que nos

    fortalece.Eu aceito o desafio e com a Tua ajuda, eu conseguirei. Juntos fa-remos maravilhas!Confio em Ti, no Teu amor e es-tou disposta a trabalhar na tua seara.Hoje o Senhor continua a cha-mar-me a mim e cada um de ns e espera a nossa respos-ta Que ela seja sempre este SIM: Confio em Ti e quero tra-balhar contigo!

    Manuela Pires CF 860Bragana-Miranda

    Eu quero estar disposto a tudo!

    Foi nos dias 28,29 e 30 de Dezembro que o gelado Seminrio de Vila Viosa acolheu o Convvio Fraterno 1262, que juntou 57 jovens da Arquidiocese de vora. Trazamos o corao cheio das coisas da nossa vida, das nossas tristezas, ale-grias, projectos, histrias, pessoas, d-vidas e certezas, mas havia sobretudo vontade de estar pronto para viver aqueles trs dias. Foram trs dias espe-ciais, onde o tempo parou para que nos pudssemos encontrar connosco, com Deus e com os outros. Vivemos este Convvio com a vontade de ouvir, sentir e viver cada momento. Descobrimos que Deus nos amou pri-meiro, que conhece as nossas fragilida-des e as nossas faltas, mas que com a Sua graa continua a querer transfor-

    mar as nossas vidas e fazer maravilhas em ns. Foram trs dias em que fomos descobrindo este projecto de Felicidade que Ele tem para cada um e que este projecto se constri todos os dias no concreto e quotidiano das nossas vidas. Descobrimos um Deus que se faz pre-sente at no silncio e que espera o nos-so sim. Percebermos que nos deixa pis-tas e indicaes, que nos deixa meios que nos ajudam a perseverar e a desco-brir por onde caminhar.Fizemos este Convvio juntos e perce-bemos que continuamos no nosso quarto dia a caminhar juntos em Cris-to, com a vontade de continuar a dizer Eu quero estar disposto a tudo!

    Pela equipa coordenadora,Margarida Duarte

    CONVVIOS RUMO AO FUTURO

    NOS DIAS 20, 21 E 22 DE FEVEREIRO DE 2015:1273 Em Paris, para filhos de emigrantes portugueses.

    NOS DIAS 27, 28 DE FEVEREIRO E 1 DE MARO DE 2015:1274 Em Eirol, Aveiro, para jovens desta diocese.

    NOS DIAS 22, 23 E 24 DE MARO DE 2015:1275 No Seminrio de Santarm, para jovens desta diocese.

    NOS DIAS 30, 31 DE MARO E 1 DE ABRIL DE 2015:1276 No Seminrio de S. Jos, Vila Viosa, para a diocese de vora.

    NOS DIAS 24, 25 E 26 DE ABRIL DE 2015:1277 Em Coimbra, para jovens desta diocese.

    NOS DIAS 1, 2 E 3 DE MAIO DE 2015:1278 No Seminrio de Alcains, para jovens da diocese da Guarda e Castelo Branco.

    CONVVIO PARA CASAISNOS DIAS 1, 2 e 3 DE MAIO DE 201535 Em Eirol, Aveiro, para casais da diocese de Porto.

  • JOVENS EM ALERTA Janeiro/Fevereiro 20154

    Realizou-se, nos passados dias 27, 28 e 29 de Dezembro, em Eirol, o Convvio Fraterno n. 1264, para jovens da zona Sul da Diocese do Porto.Foram 51 os jovens que, pela pri-meira vez nele participaram acei-tando o desafio de trocar uns dias de frias, bem merecidas, passa-dos das mais diversas formas de diverso ou com a famlia, para as passarem numa famlia e am-biente diferentes, mas maravilho-so, junto de amigos e daquele au-tntico e verdadeiro Amigo, Jesus, que d pleno sentido vida. Certa-mente interrogar-se-iam: ser que vale a pena o sacrifcio? Uns estudam, outros trabalham, mas consigo todos traziam muita alegria, boa disposio, como deve ser prprio de um jovem, como tambm os seus problemas, as suas angstias, os seus medos, as suas dvidas, o seu sofrimento, tudo aquilo que atormenta o dia a dia de um jovem e o pode levar a fazer as seguintes perguntas: qual a razo de ser do meu viver? O que me falta para eu ser feliz, onde no falta nada? A estas perguntas e a muitas outras dvidas, lenta e si-lenciosamente estes jovens foram encontrando respostas. Os seus rostos revelavam a alegria do feedback do encontro ntimo, com a razo de ser das suas vidas, Jesus Cristo: o perdo, a liberdade, a alegria, o Amor. Jesus est vivo, porque continua a actuar, a querer relacionar-se connosco, marcando definitivamente a vida e a histria de quem se encontra com Ele, sen-do impossvel ser-se a mesma pes-soa; descobriram que Deus Pai, e o melhor dos pais e com a Sua mi-sericrdia e infinito Amor acolhe

    os Seus filhos de braos abertos, fazendo festa por isso; e descobri-ram que a vida s tem sentido se for til a Deus e ao prximo, com Jesus. Neste nosso tempo, onde difcil ser-se querente e onde se busca apenas o prazer imediato, o poder, onde cada um considerado ape-nas um objecto de produo e, es-sencialmente, de consumo, e se esquecem alguns Valores funda-mentais, esta festa que estes con-vivas iro fazer doravante, desta descoberta ntima de Jesus, do Seu infinito Amor e perdo, da Sua in-finita bondade e da Sua plena li-berdade. Na sociedade de hoje, materialista e efmera, Ele o ni-co sentido da vida. Foi o sentimento de alegria pela descoberta do encontro pessoal e ntimo com Jesus, do Seu Amor, que ficou bem expresso no encer-ramento em Avanca. Falaram mais alto os seus coraes mostrando a vontade e a abertura para se recon-ciliarem consigo, com a sua fam-lia e seguirem pelo verdadeiro Ca-minho que conduz felicidade.Todos os convivas, familiares e amigos participaram, terminando com chave de ouro, a Eucaristia, sinal visvel da presena espiritual e especial de Jesus a cada um de ns.Termino convidando os novos convivas, os coordenadores, todos continuemos empenhados em tes-temunhar a mensagem de Alegria e Liberdade de Jesus a quantos nos rodeiam, quaisquer que sejam as situaes e ambientes.

    Pela equipa coordenadoraCarlos Matos (C.F.492)

    Ps ConvvioO Nosso Caminho

    PortoDeus no desiste de mim

    No passado dia 31 de Janeiro tivemos mais um pos-convivios em Loureiro. Alis eram dois, o segundo do convvio n. 1251 e o ltimo do CF n. 1238.A caminhada que tem inicio no convvio, tem como paragem quase obrigatria os quatro pos convvios onde os jovens tm a oportunidade de rever todos aqueles com quem partilharam uma experincia marcante de encontro com CRISTO e de sentir a sua presena no testemunho de todos os que os rodeiam.Nesse sbado sentimos com alegria que muitos jovens fizeram o esforo de se juntar para viver e partilhar as suas experincias nesta nova forma de ver o mundo, em conformidade com a mensagem de Cristo: o amor fraterno, a con-crdia, a partilha e a paz de quem vive para o prximo e para Deus, e, no se fechou em si mesmo, alheio do mundo!Muitos no puderam estar connosco, quer por questes profissionais, quer por estarem longe e no conseguirem juntar-se a ns pois os seus estudos levam-nos para longe das famlias e dos amigos. Contudo no foram esquecidos! Nas nossas oraes e pensamentos inclumos e lembramos a todos. Mesmo aqueles que no vieram no por estarem longe fisicamente, mas sim por o seu corao

    se ter afastado de ns e de CRISTO. A verdade que somos todos parte desta Igreja e onde quer que o nosso caminho nos leve e como nos leve os nos-sos braos esto sempre abertos para os receber confortar e apoiar.O nosso caminho no se faz apenas caminhando o trilho que nos parece mais seguro e tranquilo. Por vezes temos que nos desviar do nosso caminho e trilhar o de outros que se perderam para os ajudar.Tal como CRISTO no tinha pejo em se juntar aos menos afortunados e por vezes aos mais perdidos da sociedade para os salvar, ou pelo menos levar-lhes a palavra da Salvao, tambm ns devemos perder o medo e ir atrs de todos os que se perdem nos caminhos da vida. Quantas vezes a trilhar o nosso prprio caminho nos cruzamos com um irmo que est perdido e passamos ao lado sem sequer lhe lanar um olhar? certo que muitos nem se apercebem que es-to a ir no caminho errado, outros tem vergonha e pensam que j no tem Sal-vao (apesar da sua juventude e toda uma vida pela frente). Mas como eles nos podem ver como uma possvel ajuda se a nica coisa que vem no nosso olhar indiferena?No devemos ter medo de ir ter com o irmo que se perdeu! Temos a luz de CRISTO que nos ilumina o caminho seja ele qual seja! Temos a Cruz de CRIS-TO que um lembrete do amor de DEUS para connosco e que, seja qual seja o nosso pecado, com o nosso arrependimento sempre nos acolhe sem demoras!O Papa Francisco com frequncia lembra-nos estes temas. A muitos surpreende com as suas palavras ao despertar uma sociedade que to depressa liberta tudo como estigmatiza tudo, consoante aquilo que der mais jeito e mais vendas nos media! No tem dito nada de muito novo, pelo menos nada que Jesus no tenha dito j! Apenas est a aliar s suas palavras as suas aes, o que confere ao seu discurso uma fora que palavras bonitas mas vazias nunca tero. Por que no seguimos o exemplo e aliamos ao nosso discurso, as nossas aes para ten-tarmos chegar a mais gente?Porque no tentamos no prximo ps convvio, ou na nossa vida, procurar cha-mar os que se distanciaram do caminho de DEUS e da felicidade?Somos todos jovens, e como jovens somos hoje, privilegiados evangelizadores. Vamos MOSTRAR ao mundo quem CRISTO, e no o que dizem d`Ele!Ficamos vossa espera no prximo encontro!

    Pela equipa coordenadora,Hlder PinhoConvvio Fraterno n1264 para jovens da Diocese do Porto

  • JOVENS EM ALERTAJaneiro/Fevereiro 2015 5

    Ainda entre o calor do Natal e a an-siedade pela surpresa do Ano Novo, realizou-se no Seminrio do Precio-sssimo Sangue de Proena-a-Nova nos dias 27, 28 e 29 de Dezembro, o sexagsimo segundo Convvio Fra-terno da Diocese de Portalegre Cas-telo Branco.Durante estes trs dias de encontro connosco prprios, de estender a mo a Deus e de fazer sorrir os outros, dei-xmos no porto os nossos medos e inseguranas e embarcmos perante toda a nossa fragilidade para muito mais longe. Arregalmos os olhos quando nos falaram do sentido para a vida, aprendemos a interpretar me-lhor o valor dos mandamentos numa dinmica aula de direito, contaram-nos pequenas histrias que nos indi-caram o caminho para a felicidade e depois de algumas experincias de laboratrio, tivemos a oportunidade

    de compreender as consequncias do pecado. Contudo, percebemos que Cristo liberta-nos sempre desta escu-rido quando estendemos a mo ao Seu Pai.Aps um encontro sereno com Deus envolto em momentos de orao e de testemunhos mais arrojados, devol-veram-nos a capacidade de sonhar, de voar de querer ir sempre muito mais longe unidos a um s corpo, com uma misso de confiana em Deus e seduzidos por um olhar expresso numa gravura a carvo. Mas o desafio comeou hoje, pois o mundo c fora no acompanhou a mudana que ocorreu no nosso cora-o durante estes trs dias e ser perse-verante neste quarto dia, implica dar um passo de cada vez com firmeza, coragem e humildade.Este foi um convvio muito especial como h muito no tnhamos, pois

    BraganaSomos eco da Palavra

    O Natal de 2014 foi vivido de forma muito especial pelos 24 jovens da Diocese de Bragana-Miranda que realizaram o Convvio Fraternos 1257, bem como por todos os convi-vas que tiveram a graa de nele parti-cipar. Reunidos nos dias 19, 20 e 21 de dezembro no Centro Social e Pa-roquial de S. Bento e S. Francisco, em Bragana, pudemos viver, em es-prito de comunho e de fraternida-de, um verdadeiro (re)encontro com Jesus Cristo, Palavra de Deus encar-

    nada, que nos desafia permanente-mente a ser suas testemunhas vivas e atuantes no mundo de hoje.Somos eco da Palavra foi o mote escolhido para o CF 1257, uma ex-presso que vai ao encontro do desa-fio lanado pela Diocese Bragana-Miranda para este o ano pastoral, o Ano da Bblia, iluminado pela exor-tao de S. Paulo Entrego-vos a Deus e Palavra o desafio de es-

    cutar, viver e proclamar a Palavra. Estes foram trs dias de uma forte experincia de redescoberta da pes-soa de Jesus Cristo e da Sua Igreja, de tomada de conscincia da nossa con-dio de jovens discpulos que so o Seu eco. Com Ele e por Ele, somos hoje voz da Esperana num mundo mergulhado em palavras vs que aprisionam, escravizam e silenciam, palavras que nos afastam da Palavra (da verdadeira Palavra) que liberta e d vida.

    Neste Natal, sentimos que Jesus Me-nino nasceu verdadeiramente no nosso corao. A Ele nos confiamos para que a Sua Palavra no mais se silencie em ns e dela possamos dar testemunho aos jovens e ao mundo.

    Pela equipa coordenadoraSandra do Vale CF 1225

    Jesus Cristo precisa de ti!

    ... Coragem! O mundo, a Igreja precisam de vs., da primavera que sois vs. E Jesus Cristo quis tambm precisar de vs...

    D. Antnio Monteiro

    Fazendo eco destas palavras proferidas pelo Sr. D. Antnio Monteiro no Encontro Nacional dos Convvios Fraternos 9 e 10 de Setembro de 2001, podemos refletir sobre um tema interessante Conviva, Jesus Cristo, quis tambm Precisar de ti!... , salienta-se a necessidade de ns convivas sermos modelos no meio dos outros jovens . O verdadeiro convva aquele que no usa mscaras e luta pela amizade, fraternida-de, solidariedade, tolerncia, paz.... tendo sempre a Bblia como su-porte de toda a vida, pois, ela o alimento que sacia a nossa fome. necessrio cativar os jovens com coisas novas, apresentar Jesus aos jovens como grande e nico modelo, mostrar-lhes os seus olhares, as suas respostas, as suas reaces e sobretudo a forma como aceitou a sua cruz.Hellen Kellei defendia que: muitas vezes, ficamos a olhar tanto tempo para a porta que se fechou e no vemos aquela que se nos abriu. Com toda a certeza ele tinha razo, pois, o mundo ainda maravilhoso. Ns podemos mudar algo nossa volta !... O que preciso comear. Ns somos a contra corrente!... Somos a nova esperana!... E j que Cristo quis precisar de ns, deixemos que Ele se manifeste em ns... Conta connosco Senhor!

    Grupo de Convivas da Diocese de Bragana-Miranda

    Portalegre - Castelo BrancoEmbarcar / Convvio Fraterno n1261

    contmos com trinta e quatro jo-vens maduros e audazes, e com uma equipa extraordinria, na qual se revelou uma enorme sen-sibilidade, amizade e compreen-so. E apesar de muitos medos e inseguranas, esta equipa com um corao to grande, embar-

    cou e percebeu que por vezes no arriscar pode ser um risco muito grande e to bom quando te-mos pessoas ao nosso lado que arriscam tudo com Deus e nos ajudam a chegar muito mais per-to deste amor que Ele nos deixou.

    Convvio Fraterno n1261

  • Foram muitas as vezes que os 27 novos convivas cantaram este cntico ao longo dos trs maravilhosos dias do seu Conv-vio Fraterno n. 1259, o 50 da Diocese de Beja, realizado nos dias 20, 21 e 22 de Dezembro de 2014, no Seminrio N. Sr. de Ftima, em Beja.Apesar das baixas temperaturas que se fi-zeram sentir, nos nossos coraes houve espao para acolher o Deus Menino, que nos aqueceu e reacendeu a chama da F e do Amor de Deus Pai. Assim como Maria aceitou o desafio do Senhor para ser a me de Jesus, tambm este grupo de 27 jovens e demais mem-

    bros das equipas, se lanaram num cami-nho de amor, partilha, convvio e orao.Este encontro culminou com o salo do Seminrio totalmente preenchido por familiares, amigos, jovens, antigos convi-vas, procos e os nossos Bispos D. Ant-nio Vitalino Dantas e seu Coadjutor D. Joo Marcos, no encerramento e eucaris-tia.Para nos guiar no 4 dia, pedimos a inter-cesso da nossa Me do Cu.Votos de um ano 2015 repleto de paz e bem!

    Pela CoordenaoDaniela Duarte - CF 843

    JOVENS EM ALERTA Janeiro/Fevereiro 20156

    BejaH anjos voando neste lugar, no meio do povo e em cima

    do altar, subindo e descendo em todas as direes.

    Porque a vida feita de cap-tulos, este s mais um que JC decidiu acrescentar. Nada melhor para contar uma ex-perincia do que comear com a celebre frase:... Era uma vez uma quinta feira fria de dezembro, em que tudo comeou. Foram se jun-tando coraes frios e olhares desconfiados, numa pequena sala que, s pelo facto de se entrar, j se sentia um sorriso de algum, que nos queria transmitir um pouco de sos-sego e calor humano. Nem o filme com ar tropical nos fazia destronar o pensamento mas afinal o que nos vai aconte-cer?Como num instante, subimos para uma sala onde nos foi dito 1258, este o vosso cap-tulo, porque TU INTERES-SAS-ME e vamos fazer que seja nico. Nada melhor do que cantar, pois alegra a alma e aquece o corao! Troca de olhares e de sorrisos e o ice-berg foi quebrado, gracas ao nosso Helder. Hora de recolher e as surpre-sas comeam. Que bom chegar a um quarto frio, mas saber que algum se preocu-pou para que ns sorrssemos no final de cada dia.1Dia ... Um sol radiante... l fora, mas esse Sol tambm abriu dentro da nossa casa... testemunhos, vivncias que, de uma maneira ou de outra, se encaixavam na perfeio e ainda na nossa pequena vida. Tudo neste dia por ma-

    gia comeou a acontecer:A partilha dos sorrisos, a in-ter ajuda, as vozes que aque-ceram com tanta msica, at que, de repente, comemos a pensar em Grandes Pormeno-res como a comunho parti-lhada, como os estados de es-prito e os olhos comeam-se a encher de lgrimas!2Dia ... O dia que nos faz re-fletir e sentir porque estamos aqui. Eis que o nosso encon-tro mais esperado est a che-gar, o corao enche-se de tantos sentimentos que s uma direco espiritual, con-fisso para comear a deixar correr o rio de lgrimas que estava preso.Aquele Abrao... Meu DEUS aquele Abrao quente, senti-do, aqueles sorrisos inigual-veis. Estava a transbordar o corao de JC sobre ns.3Dia ... pensei eu, bem, no vou chorar mais ... tolinha que eu sou ... Todos os momentos foram intensos, mas aquele envelope ... no prprio para cardacos. Por tudo isto, e por muito mais, s quem vive um convvio sente este rio de emoes!O 1258 foi o creme para soli-dificar o meu bolo de cama-das... foi e ser sempre doce, muito doce e sim... foi tam-bm a cereja no topo do bolo.Agradeo a JC por no desis-tir de ningum. Conviva na Paz e no Amor

    A Teresa que s Margarida

    ViseuTu interessas-me

    Ps Convvio do CF 1259

    CF 1259 da Diocese de Beja

    Foi no dia 25 de janeiro, um ms aps a realizao do CF 1259, que os jovens convi-vas voltaram a encontrar-se no Seminrio de Beja, no Ps-Convvio.Notava-se a ansiedade no reencontro. No entanto, os sorrisos iluminavam os rostos de cada um e a troca de abraos aquecia os coraes! Rapidamente o amor de Jesus tomou conta dos jovens, tornando notria a unio fraterna.O encontro iniciou com a orao da manh. Entre cnticos de louvor, leitura e refle-xo da palavra de Deus, a presena do Senhor foi-se tornando mais forte e intensa.Houve lugar a momentos de partilha da vivncia do 4 dia, de formas diversificadas, como msicas, vdeos e testemunhos pessoais.E como no poderia deixar de ser o encontro terminou com a celebrao da eucaris-tia, onde todos comungaram o mesmo Cristo, que tanto nos ama.A despedida deixou no ar a saudade e a certeza da orao uns pelos outros, at a um novo reencontro.Obrigada Senhor Jesus pelas maravilhas que operas nas nossas vidas!Votos de paz e bem!

    Pel A EquipaDaniela Duarte

    CF 1258 da Diocese de Viseu

  • Balada da UnioJaneiro/Fevereiro 2015 7

    Convvio da Contestao LaicadoUma Vocao

    Realizou-se, no Porto, o II Encontro Nacional de Lei-gos apresentado como tem-po de reflexo e de festa.Gosto, particularmente, que a festa seja assim publi-camente afirmada; porque acho coerente e obrigatrio que os que partilham a mesma f e o mesmo entu-siasmo (con)celebrem a alegria do Evangelho que, na feliz afirmao do papa Francisco, enche o corao e a vida daqueles que se en-contram com Jesus. Trata-se, por isso, de uma alegria profunda, de um feixe de luz que se projecta e no se esconde sendo que tam-bm no se aprisiona em qualquer instante folclri-co. Sim; que a festa no foguete passageiro mas e cito D. Manuel Linda transformao do tempo prosaico em tempo salvfi-co, potico, cheio de senti-do existencial.Mas se a festa deve ser pu-blicamente afirmada, a re-flexo igualmente urgen-te; e, muitas vezes, mais difcil de cumprir -- porque obriga a ir ao fundo, anali-sar, reforar e/ou corrigir. Obriga a razes que sejam razes.No que aos leigos diz res-peito, a reflexo teve de fo-car-se na sua vocao secu-lar, que devem viver com fidelidade e entusiasmo, considerando-a to digna como a dos sacerdotes e re-ligiosos.Os leigos no so, de facto, cristos de terceira diviso; no so meros colaborado-res de ningum, mas bapti-zados chamados a uma misso especfica a cumprir no lugar que ocupam no mundo. No so delegados

    do clero, numa espcie de partilha condescendente; e nunca deveriam ser defini-dos por excluso (fiis que no so clrigos)Aceitar tudo isto , da parte dos leigos, assumir a sua obrigao de tratar das rea-lidades temporais e orden-las segundo Deus. , com a mesma intensidade, recu-sar a tentao de se clerica-lizar ou deixar clericalizar, nas palavras e nas atitudes e, assim, pecarem ora por omisso, ora por usurpa-es de funesQuando este 2 Encontro Nacional de Leigos se pro-ps recolocar o homem no centro da sociedade, apon-tando a cada participante um dever de protagonismo que o remete para uma in-sero profunda na socie-dade e nos seus problemas; nas suas alegrias e nas suas lgrimas.A este propsito, vale para todos a advertncia do n.270 da Evangelli gau-dium: s vezes sentimos a tentao de ser cristos, mantendo uma prudente distncia das chagas do Se-nhor. Mas Jesus Cristo quer que toquemos a misria hu-mana, que toquemos a car-ne sofredora dos outros. Espera que renunciemos a procurar aqueles abrigos pessoais ou comunitrios que nos permitem manter distncia do n do drama humano, a fim de aceitar-mos verdadeiramente en-trar em contacto com a vida concreta dos outros e co-nhecermos a fora da ter-nura.O estatuto de observador no um estatuto missio-nrio!...

    Joo Aguiar Campos

    Em meados de 1972, a directora do Colgio feminino da Imacula-da Conceio, de Lamego, pediu-me para realizar, no fim de sema-na de Fevereiro, um retiro para as alunas do 12 ano.Depois de partilharmos algumas preocupaes e dificuldades dos jovens em acolherem a mensa-gem de Jesus Cristo e por Ele se entusiasmarem, propus-lhe subs-tituir esse trabalho de formao pela experincia dum convvio fraterno em regime de coeduca-o, j que a experincia de Deus, entusiasmou e transformou a vida dos jovens que participaram nos ltimos dois convvios mis-tos.A Directora do colgio acabou por concordar e aceitar a propos-ta, mas interpelou-me sobre os rapazes que participariam no Convvio com as meninas. Afir-mei-lhe que iria auscultar o Di-rector do Colgio Beneditino de rapazes, uma vez que j alguns haviam participado no 7 conv-vio, tembm misto. Dadas as transformaes a vrios nveis produzidos nos alunos que j ha-viam participado em convvios, disponibilizou alunos do 12 ano que desejassem participar.Nessa altura a convivncia de ra-pazes e raparigas era considerada pela sociedade de muito risco e perigosa para a sua integridade moral e, por isso, no aconselha-do. Este facto tambm foi analisa-do no dilogo tido com a Irm Directora do colgio. Mas os dois eramos da opinio que a grande preocupao dos responsveis pela formao moral, religiosa e sexual dos jovens devia ser antes ensin-los a conviver respeitan-do-se mutuamente e aceitando-se cada um na sua condio e dife-renciao de homem e mulher, criados imagem e semelhana de Deus para se realizarem de acordo com o projecto de Deus, e no sistematicamente a proibio de convivncia. E foi assim marcada a realizao do 8 Convvio-Fraterno para os dias 18, 19 e 20, de Fevereiro, com a participao de alunos interna-dos nos colgios da Imaculada Conceio das Irms Francisca-nas Hospitaleiras e no colgio Be-neditino.Entretanto, na Folha Informativa de Janeiro de 1972, era dado co-nhecimento a todos os jovens da sua realizao.Nos dias 18, 19 e 20 de Fevereiro realizar-se- o 8 Convvio-Fra-terno para 55 estudantes dos dois colgios de Lamego: 40 meninas e 15 rapazes. Mais uma vez Jesus Cristo e o ideal Cristo vo sedu-zir e entusiasmar 55 jovens, atraindoos para uma vida feita de amor e de caridade fraterna. Todavia os bons frutos e a proje-o deste convvio dependem das oraes, sacrifcios e palavras de exortao de todos os convivas existentes e que neste momento so 151Entretanto a equipa que ia orien-tar o convvio, formada por 8 ra-pazes e 4 meninas, preparavam-se espiritual e psicologicamente para coordenar o convvio, at porque todos tinhamos conscin-cia de que este trabalho realizado apenas com jovens estudantes e

    internados em colgios, seria mais exigente nas comunicaes, de difcil controlo. Exigia redo-brada ateno e muita presena para evitar situaes imprevis-veis.A realizao deste convvio s se tornou pblica na cidade no in-cio da semana em que se realiza-va. Nessa altura alguns sacerdotes mais zelosos, ficaram alarmados pelos graves perigos que se corria ao juntarem na Casa de Retiros da diocese, durente 3 dias, alunos dos dois colgios e das conse-quncias que da podiam advir. No intuito de impedirem a sua realizao, foram ter com o Sr. D. Amrico Henriques, bispo de La-mego, alertando-o para a impru-dncia de se fazer um convvio com estudantes de dois colgios durante 3 dias e para o escndalo que isso podia provocar na cida-de.Na manh do dia 17 de Fevereiro, dia em que noite se iniciava o convvio, D. Amrico, bastante alarmado pelas reaes de alguns sacerdotes com responsabilida-des pastorais na cidade, chamou-me ao Pao Episcopal para me interpelar sobre a realizao deste convvio para alunos dos col-gios. Depois de apresentar ao Sr. Bispo os bons resultados dos 2 convvios mistos, das vantagens e desvantagens da apresentao da Boa Nova de Jesus Cristo na for-mao moral, religiosa e afectiva

    de rapazes e raparigas em con-junto, com o cuidado e a delica-dez que tal trabalho apostlico exigia, D. Amrico aprovou a rea-lizao do convvio. Todavia, para evitar problemas, pediu-me que convidasse para participar todos os sacerdotes que trabalhavam na pastoral juvenil na cidade, que pedisse a 2 sacerdotes do colgio Beneditino para estarem presen-tes bem como 3 religiosas do co-lgio da Imaculada Conceio. No fim faria uma avaliao dos resultados deste convvio, deci-dindo se este trabalho apostlico continuaria a ser realizado em re-gime de coeducao ou para ra-pazes e meninas separadamente. Feitas as diligncias possveis junto de alguns sacerdotes, ape-nas o assistente religioso da Le-gio de Maria aceitou o convite, 3 religiosas do colgio feminino e o P. Joaquim Silvestre que comigo sempre colaborou activamente. Preocupada a Equipa Cooorde-nadora com tantos problemas e dvidas surgidas ltima hora,

    assumiu a responsabilidade pela realizao do convvio, estabele-ceu estratgias de controlo e vigi-lncia e confiou os bons resulta-dos Me de Deus e nossa Me e colocou toda a confiana no Se-nhor j que fora Ele que os esco-lhera e chamara para realizar este trabalho apostlico.No dia 17 noite, dia do acolhi-mento, tudo estava pormenoriza-damente preparado na casa de retiros para receber os partici-pantes no convvio.O convvio foi decorrendo com toda a normalidade, como os an-teriores, sem sobressaltos ou pro-blemas. A total responsabilidade e controlo dos participantes por parte da equipa coordenadora sentiu-se nas oraes da manh do 2 dia quando um elemento da equipa deu pela falta na capela de uma aluna do colgio. Tendo esse elemento da equipa questionado a Directora do Colgio por faltar uma menina, ela garantiu que es-tavam todas presentes. Perante a insistncia, uma religiosa acabou por subir aos quartos e encontrou uma das meninas na cama, afir-mando estar com dores de cabe-a.No encerramento do convvio, realizado no salo de festas da casa de S. Jos, repleto de jovens, familiares do participantes, al-guns sacerdotes e religiosas, to-dos puderam constatar a alegria, a felicidade e a paz que transpare-

    ceu do rosto daqueles jovens transformados pelo amor de Deus e a riqueza dos testemu-nhos, repletos de f, de confiana e de amor a Jesus Cristo, o Amigo que encontraram e prometiam ja-mais abandonar. No fim do convvio no foi neces-srio eu informar D. Amrico Henriques dos bons resultados deste to contestado convvio, pois a Superiora da Casa de S. Jos onde o convvio se realizara, a Irm Benedita, e a Diretora do Colgio da Imaculada Conceio, tomaram a iniciativa de ir ao Pao Episcopal informar o Bispo diocesano de que o 8 Convvio-Fraterno se havia realizado com toda a normalidade e ordem sem quaisquer precalos, e dos bons resultados testemunhados pelos jovens no encerramento.E foi assim, que os convvios fra-ternos em regime de coeducao passaram a realizar-se at aos nossos dias.

  • Balada da Unio Janeiro/Fevereiro 20158

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    EXCERTOS DA MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A XXX JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDEFelizes os puros de corao, porque vero a Deus (Mt 5, 8)

    Queridos jovens!Continuamos a nossa peregrinao espi-ritual para Cracvia, onde em Julho de 2016 se realizar a prxima edio inter-nacional da Jornada Mundial da Juventu-de. Como guia do nosso caminho esco-lhemos as Bem-aventuranas evanglicas. No ano passado, reflectimos sobre a Bem-aventurana dos pobres em esprito, in-serida no contexto mais amplo do Ser-mo da Montanha. Juntos, descobrimos o significado revolucionrio das Bem-a-venturanas e o forte apelo de Jesus para nos lanarmos, com coragem, na aventu-ra da busca da felicidade. Este ano reflec-tiremos sobre a sexta Bem-aventurana: Felizes os puros de corao, porque ve-ro a Deus (Mt 5, 8).1. O desejo da felicidadeA palavra felizes, ou bem-aventurados, aparece nove vezes na primeira grande pregao de Jesus (cf. Mt 5, 1-12). como um refro que nos recorda a chamada do Senhor a percorrer, juntamente com Ele, uma estrada que, apesar de todos os de-safios, a via da verdadeira felicidade.Ora a busca da felicidade, queridos jo-vens, comum a todas as pessoas de to-dos os tempos e de todas as idades. Deus colocou no corao de cada homem e de cada mulher um desejo irreprimvel de felicidade, de plenitude. Porventura no sentis que o vosso corao est inquieto buscando sem cessar um bem que possa saciar a sua sede de infinito?Os primeiros captulos do livro do Gne-sis apresentam-nos a felicidade maravi-lhosa a que somos chamados, consistin-do numa perfeita comunho com Deus, com os outros, com a natureza, com ns mesmos. E assim, queridos jovens, em Cristo encontra-se a plena realizao dos vossos sonhos de bondade e felicidade. S Ele pode satisfazer as vossas expectati-vas tantas vezes desiludidas por falsas promessas mundanas. Como disse So Joo Paulo II, Ele a beleza que tanto vos atrai; Ele quem vos provoca com aquela sede de radicalidade que no vos deixa ceder a compromissos; Ele quem vos impele a depor as mscaras que tor-nam a vida falsa; Ele quem vos l no co-rao as decises mais verdadeiras que outros quereriam sufocar. Jesus quem suscita em vs o desejo de fazer da vossa vida algo grande (Viglia de Orao em Tor Vergata, 19 de Agosto de 2000: LOs-servatore Romano, ed. portuguesa de 26/VIII/2000, 383).2. Felizes os puros de coraoProcuremos agora aprofundar como esta felicidade passa pela pureza de corao. Antes de mais nada, devemos compreen-der o significado bblico da palavra co-rao. Na cultura hebraica, o corao o centro dos sentimentos, pensamentos e intenes da pessoa humana. Se a Bblia nos ensina que Deus olha, no s aparn-cias, mas ao corao (cf. 1 Sam 16,7), po-demos igualmente afirmar que a partir do nosso corao que podemos ver a Deus. Assim , porque o corao com-pendia o ser humano na sua totalidade e unidade de corpo e alma, na sua capaci-dade de amar e ser amado.Passando agora definio de puro, a

    palavra grega usada pelo evangelista Ma-teus katharos e significa, fundamental-mente, limpo, claro, livre de substncias contaminadoras. No Evangelho, vemos Jesus desarraigar uma certa concepo da pureza ritual ligada a elementos exter-nos, que proibia todo o contacto com coisas e pessoas (incluindo os leprosos e os forasteiros), consideradas impuras. Aos fariseus que, como muitos judeus de ento, no comiam sem antes ter feito as devidas ablues e observavam nume-rosas tradies relacionadas com a lava-gem de objectos , Jesus diz categorica-mente: Nada h fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que sai do homem, isso que o torna impuro. () Porque do interior do corao dos homens que saem os maus pensamentos, as prostituies, rou-

    bos, assassnios, adultrios, ambies, perversidade, m-f, devassido, inveja, maledicncia, orgulho, desvarios (Mc 7, 15.21-22).Sendo assim, em que consiste a felicidade que brota dum corao puro? Partindo do elenco dos males enumerados por Je-sus, que tornam o homem impuro, ve-mos que a questo tem a ver sobretudo com o campo das nossas relaes. Cada um de ns deve aprender a discernir aquilo que pode contaminar o seu co-rao, formando em si mesmo uma cons-cincia recta e sensvel, capaz de discer-nir qual a vontade de Deus: o que bom, o que Lhe agradvel, o que per-feito (Rm 12, 2).O perodo da juventude aquele em que desabrocha a grande riqueza afectiva contida nos vossos coraes, o desejo profundo dum amor verdadeiro, belo e grande. Quanta fora h nesta capacida-de de amar e ser amados! No permitais que este valor precioso seja falsificado, destrudo ou deturpado. Isto acontece quando, nas nossas relaes, comparece a manipulao do prximo para os nossos objectivos egostas, por vezes como mero objecto de prazer. O corao fica ferido e

    triste depois destas experincias negati-vas. Peo-vos que no tenhais medo dum amor verdadeiro, aquele que nos ensina Jesus e que So Paulo descreve assim: O amor paciente, o amor prestvel, no invejoso, no arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente, no procura o seu prprio interesse, no se irrita nem guarda ressentimento. No se alegra com a injustia, mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo cr, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais passar (1 Cor 13, 4-8).Ao mesmo tempo que vos convido a des-cobrir a beleza da vocao humana para o amor, exorto-vos a rebelar-vos contra a tendncia generalizada de banalizar o amor, sobretudo quando se procura re-duzi-lo apenas ao aspecto sexual, desvin-culando-o assim das suas caractersticas

    essenciais de beleza, comunho, fidelida-de e responsabilidade. Queridos jovens, na cultura do provisrio, do relativo, muitos pregam que o importante cur-tir o momento, que no vale a pena comprometer-se por toda a vida, fazer escolhas definitivas, para sempre, uma vez que no se sabe o que reserva o ama-nh. Em vista disso eu peo que vocs sejam revolucionrios, eu peo que vocs vo contra a corrente; sim, nisto peo que se rebelem: que se rebelem contra esta cultura do provisrio que, no fundo, cr que vocs no so capazes de assumir responsabilidades, cr que vocs no so capazes de amar de verdade. Eu tenho confiana em vocs, jovens, e rezo por vocs. Tenham a coragem de ir contra a corrente. E tenham tambm a coragem de ser felizes! (Encontro com os volun-trios da JMJ do Rio, 28 de Julho de 2013).Vs, jovens, sois bons exploradores! Se vos lanardes descoberta do rico ensi-namento da Igreja neste campo, desco-brireis que o cristianismo no consiste numa srie de proibies que sufocam os nossos desejos de felicidade, mas num projecto de vida que pode fascinar os

    nossos coraes!3. ...porque vero a DeusPor isso, o convite do Senhor a encontr-Lo dirigido a cada um de vs, independente-mente do lugar e situao em que vos en-contrardes. Basta tomar a deciso de se deixar encontrar por Ele, de O procurar dia a dia sem cessar. No h motivo para al-gum poder pensar que este convite no lhe diz respeito (Exort. ap. Evangelii gaudium, 3). Todos somos pecadores, necessitados de ser purificados pelo Senhor. Mas basta dar um pequeno passo em direco a Jesus para descobrir que Ele est sempre nossa espe-ra de braos abertos, especialmente no sa-cramento da Reconciliao, ocasio privile-giada de encontro com a misericrdia divina que purifica e recria os nossos cora-es.Sim, queridos jovens, o Senhor quer encon-trar-nos, deixar-Se ver por ns. E como?: poder-me-eis perguntar. Tambm Santa Teresa de vila, nascida na Espanha precisamente h quinhentos anos, j de pe-quenina dizia aos seus pais: Quero ver a Deus. Depois descobriu o caminho da ora-o como uma relao ntima de amizade com Aquele por quem nos sentimos ama-dos (Livro da Vida 8, 5). Por isso, pergun-to-vos: Vs rezais? Sabeis que tendes possi-bilidade de falar com Jesus, com o Pai, com o Esprito Santo, como se fala com um ami-go? E no um amigo qualquer, mas o vosso amigo melhor e de maior confiana! Tentai faz-lo, com simplicidade. Descobrireis aquilo que um campons dArs dizia ao san-to cura do seu pas: quando estou em ora-o diante do Sacrrio, eu olho para Ele e Ele olha para mim (Catecismo da Igreja Catlica, 2715).Uma vez mais convido-vos a encontrar o Senhor, lendo frequentemente a Sagrada Escritura. E, se no tiverdes ainda o hbito de o fazer, comeai pelos Evangelhos. Lede um pedao cada dia. Deixai que a Palavra de Deus fale aos vossos coraes, ilumine os vossos passos (cf. Sal 119/118, 105). 4. Em caminho para CracviaFelizes os puros de corao, porque vero a Deus (Mt 5, 8). Queridos jovens, como ve-des, esta Bem-aventurana est intimamen-te relacionada com a vossa vida e uma ga-rantia da vossa felicidade. Por isso, repito-vos mais uma vez: tende a coragem de ser felizes! (...)

    Vaticano, 31 de Janeiro 2015Franciscus