RAIMUNDO BRAGA SOBRINHO Embrapa...

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SISTEMA AGROPCUÁRIO DE PRODUÇÃO INTEGRADA

20°AGROEX - SÃO LUIZ – MA

SEMINÁRIO DO AGRONEGÓCIO PARA A ESPORTAÇÃO

RAIMUNDO BRAGA SOBRINHO

Embrapa Agroindústria Tropical

42,7

46,1

3,4

-30

-25

-20

-15

-10

-5

0

5

10

15

20

25

30

35

40

45

50

80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 00 01 02 03 04 05 06

U S

$

b

i l

h õ

e s

Saldo da balança comercial brasileira

TOTAL

AGRONEGÓCIO

OUTROS

Fonte: AgroStat Brasil, Aliceweb

Fonte: MAPA/SRI julho 2007

Fruticultura Brasileira• 3° maior produtor de frutas do mundo/40 milhões de

toneladas

• PIB Agrícola US$ 15 bilhões

• 2,3 milhões de hectares

• 5,6 milhões de empregos diretos/27% mão-de-obra agrícola do País

• Faturamento bruto de R$ 1.000 a R$ 20.000 por hectare

• 10.000 dólares investidos/3 empregos diretos permanentes e dois empregos indiretos

• Exporta-se aproximadamente 1,5% da produção

O Cenário Mercadológico Internacional Sinaliza:

• Movimento de consumidores na procura por alimentos sadios e sem resíduos.

• Cadeias de distribuidores e supermercados europeus têm exigido dos exportadores que levem em consideração: o nível de resíduos de agrotóxicos, respeito ao meio ambiente e às condições de trabalho, higiene e saúde.

• Comprovação da gestão sócio-ambiental, bem-estar animal e outras garantias de negócio sustentável.

Fonte: MAPA/SDC/DEPROS

SITUAÇÃO DO MERCADO INTERNACIONAL DE FRUTAS

• 1. Oferta crescente • 2. Demanda crescente ?• 3. Aumento das barreiras não tarifárias

- Produção Certificada- Resíduos- Lei de Bioterrorismo

1. Frutas de qualidade

2. Frutos com brix e maturação adequados

3. Produção Certificada

4. Cumprimento de Normas Internacionais* Segurança do abastecimento e rastreabilidade* Respeito ao meio ambiente e ao homem

O QUE PEDEM OS MERCADOS

1. Segurança do Consumidor

2. Regulamentos e protocolos

3. Competitividade dos mercados

4. Capacitação dos empregados

5. Foco nos principais mercados

6. Adoção de regras básicos de alimentos seguros (BPA)

7. Certificação da produção

PREOCUPAÇÃO DOS PRODUTORES

1. Elevado número de problemas de saúde causados por alimentos contaminados

2. Custo elevado em tratamentos médicos

3. Garantia da integridade física da população

4. Oferta de produtos de qualidade e sem riscos à saúde do consumidor

5. Garantia do consumo de produtos com rastreabilidade

POR QUE AS EXIGÊNCIAS DOS ÓRGÃOS DE GOVERNOS, DISTRIBUIDORES E

CONSUMIDORES?

EstimaEstima--se que anualmente nos Estados se que anualmente nos Estados

Unidos mais de 76 milhões de pessoas Unidos mais de 76 milhões de pessoas

contraem algum tipo de doença por contraem algum tipo de doença por

consumir alimentos contaminadosconsumir alimentos contaminados

-- Mais de 325.000 são hospitalizadosMais de 325.000 são hospitalizados

-- Cerca de 5.000 morremCerca de 5.000 morrem

-- O cuO custo estimado e de mais de U$ sto estimado e de mais de U$ 5.6 5.6 bilhõesbilhões/ano/ano

Salmonella

Listeria

ToxoplasmosisNorwalk-like

Campylobacter

E. coli 0157

Outros

31.0%

28.0%

21.0%

7.0%

5.0%

3.0%

5.0%

MORTES POR DOENÇAS CAUSADAS POR ALIMENTOS CONTAMINADOS USA

Esterco

Campo

Água

Águasresiduais

HigienePessoal

LimpezaInstalações

Transporte

FontesFontes de de contaminaçãocontaminação

Decreto Lei nº 30, de 16/12/94

e Decreto nº 1355, de 30/12/94

Conseqüências:• Regulamentos Fitossanitários atualizados

• Ampliação de mercado internacional

• Diminuição de subsídios

• Maior transparência às regulamentações sanitárias e fitossanitárias

• Sistema de conciliação, quando houver conflitos

Brasil ingressa na OMC

EUROPAEUROPA – Lei Geral dos Alimentos.

Normativas UE 178/2002 em vigor a partir de janeiro de 2005, estabelece, entre outras exigências, que a rastreabilidade deve ser assegurada em todas as fases da produção, transformação e distribuição dos gêneros alimentícios.

USAUSA – Lei do Bioterrorismo – 2002

Estabelece que todas as exportações de produtos agroalimentares para os Estados Unidos devem possuir um sistema de rastreabilidade.

Fonte: MAPA/SDC/DEPROS

“Importações de carne brasileira barata sãosubsidiadas por trabalho escravo”

Charles Clover, Environment Editor and Michael Wigan (05/01/2006)

Milhões de brasileiros passam fome porqueutilizam as melhores terras para produção de

cana-de-açúcarIrish Examiner (28/12/2005)

“A floresta amazônica em extinção”The economist (19/05/2006)

A Importância da Imagem

“A grande mentira do combustível verde”The Independent (05/03/2007)

Fonte: SRI/MAPA

Quando se deu o grande impulso?

Quando se deu o grande Quando se deu o grande impulso?impulso?

A partir dos anos 80, em função do

movimento de consumidores que

buscavam produtos sadios, com

qualidade e sem resíduos de

agrotóxicos.

• Fonte: ZAMBOLIM, L. 2006

ProduProduçção Integrada ão Integrada Como surgiu?Como surgiu?

Fragilidade do sistema tradicional de produção na Europa

Falta de sustentabilidade

Exigência de mercado

Exigência do marketing

O cliente deseja

Apelo ambiental

Apelo pela Rastreabilidade

Pirâmide da Qualidade de Alimentos OILB

Limite InferiorLimite Inferior

Alimento de Baixo Preço

Alimento de Baixo Preço

Alimento CertificadoAlimento Certificado

Alimento PremiumAlimento Premium

Produção IntegradaProdução Integrada Produção OrgânicaProdução Orgânica

GLOBALGAPGLOBALGAP

Adaptado JRA / LCBN

Histórico da implantação do sistema no país1996 – definição da proposta no CNPUV

1997 – Sensibilização de técnicos e produtores da cadeia da maçã e definição de parceiros

1998 - Validação do sistema em áreas produtivas e qualificação do setor da maçã na PI. Inicio da PI em outras cadeias de frutas

2000 - O MAPA inicia a definição do Modelo brasileiro do Sistema e prepara os Marcos legais

2001- Publicação oficial dos marcos legais da PI

LOGOMARCA DA PIF BRASILLOGOMARCA DA PIF BRASIL

2003 - Maçã da PIM chega ao mercado

2006 – O sistema se expande para o SAPI

Referencial criado pelo MAPA com apoio da EMBRAPA e INMETRO

Representa igualmente condição diferenciada para acesso aos mercados internacionais

PIF/SAPI

Produção Integrada de Frutas

“A partir de janeiro de 2005 nenhum produto agrícola entrou na Europa sem certificação e rastreabilidade”

No Japão em janeiro de 2006.

Rastreabilidade na EuropaRastreabilidadeRastreabilidade na Europana Europa

• Fonte: ZAMBOLIM, L. 2006

Rastreabilidade - Definição

• “A rastreabilidade é a capacidade de reconstruir o históricoda aplicação ou da localização e utilizaçãode um produto por meio de identificações registradas. ”

• (Fachinello, 2003)

Pesquisa de Opinião Mercado Japonês

1,2%1,2%1,2%1,2%0,1%0,1%0,1%0,1%

6,3%6,3%6,3%6,3%

34,4%34,4%34,4%34,4%58,0%58,0%58,0%58,0%

Fonte: Jornal Nikkey

58,0% rastreabilidade é imprescindível34,4% rastreabilidade é importante6,3% não acredita em rastreabilidade1,2% não se importa c/rastreabilidade0,1% não em opinião

Fonte: MAPA/SDC/DEPROS

IMPRESCINDIBILIDADE• PESQUISA

• DESENVOLVIMENTO

• INOVAÇÃO

• TRANSFERENCIA

O QUE FOI OBTIDO ATÉ O PRESENTE

�IMPLEMENTAÇÃO DA RASTREABILIDADE NO SETOR AGROPECUÁRIO

�USO DE UM SISTEMA DE AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE COM PARTICIPAÇÃO DO INMETRO

CERTIFICAÇÃO

LOGOMARCA DA PIF BRASILLOGOMARCA DA PIF BRASIL

�- TREINAMENTO NACIONAL DE TÉCNICOS E PRODUTORES NAS MELHORES TÉCNICAS

DISPONÍVEIS

OS GRANDES FEITOS DA PIF NA FRUTICULTURA BRASILEIRA

�Ordenamento do setor: Normas- Grade de agroquímicos-Comissões Técnicas

�Integração produção / pesquisa/ assistência técnica/

fornecedores de insumos e serviços

�Trabalho para mão-de-obra especializada

Cont.. LOGOMARCA DA PIF BRASILLOGOMARCA DA PIF BRASIL

OS GRANDES FEITOS DA PIF NA FRUTICULTURA

BRASILEIRA

Notável melhora na gestão da propriedade de pequenos e grandes produtores

Responsabilidade técnica

Recomendações embasadas em documentos técnicos e normas de procedimentos

LOGOMARCA DA PIF BRASILLOGOMARCA DA PIF BRASIL

RACIONALIZAÇÃO DO USO DE AGROTÓXICOS NO SAPI % de redução no número de aplicações (base 2007)

87,510035,710067ACARICIDA

50607810067HERBICIDA

2855,6504215FUNGICIDA

3475508970INSETICIDA

Pêssego(RS)

Pêssego (PR)

MamãoUvaMaçãPRODUTO

Resultados

Fonte: DEPROS/SDC/MAPA

RACIONALIZAÇÃO DO USO DE AGROTÓXICOS NO SAPI % de redução no número de aplicações (base 2007)

40

33

-

-

Citros

-

-

30

25

Caju

20

100

40

40

Melão

72

95

31

70

Manga

---ACARICIDA

-10050HERBICIDA

804020FUNGICIDA

60-37INSETICIDA

MorangoBananaAbacaxiPRODUTO

Resultados

Fonte: DEPROS/SDC/MAPA

RACIONALIZAÇÃO DO USO DE AGROTÓXICOS NO SAPI % de redução no número de aplicações (base 2007)

100

50

50

Batata

-

-

25

Amendoim

66-HERBICIDAS

33100FUNGICIDAS

50100INSETICIDAS

CaféArroz PRODUTO

Resultados

Fonte: DEPROS/SDC/MAPA

Fonte: MAPA/SDC/DEPROS

• Fonte: ZAMBOLIM, L. 2006

Por que obter uma certificação?

Por que não

certifiquei?Produtos certificados

Produto

não certificado

• Serve para demonstrar que um produto foi produzido sob determinada forma ou possui determinadas características.

• Permite diferenciar o produto de outros, sendo útil no momento de promovê-lo em distintos mercados.

PRODUÇÃO INTEGRADA

GLOBALGAP

UTZ KAPEH

SISTEMA DE CERTIFICACOES DE FRUTASSISTEMAS DE CERTIFICAÇÃO

TESCO NATURES CHOICE

FAIRTRADE• Fonte: ZAMBOLIM, L. 2006

AVALIAAVALIAÇÇÃO DA CONFORMIDADEÃO DA CONFORMIDADE

CERTIFICADORAACREDITAÇÃO

AVALIAÇÃO

CERTIFICAÇÃO

QUEM AVALIA FRUTAS?Não é o Inmetro que avalia diretamente os

produtores e as empacotadoras!

CERTIFICA

PRODUÇÃO CONVENCIONAL

PI

ORGÂNICOS

GLOBALGAP

NÃO

TENDÊNCIA MUNDIAL

SISTEMAS

DE PRODUÇÃO

CONTROLADOS

QUALIDADE, RASTREABILIDADE E SAÚDE

NÃO IMPORTA SE O PRODUTOR É GRANDE OU PEQUENO!!!

•BPA

•MIP

•BPM

Registros confiáveis

A ADEQUAÇÃO DO SETOR PRODUTIVO PARA A CERTIFICAÇÃO

SISTEMA AGROPECUÁRIO DE PRODUÇÃO INTEGRADA: VISÃO HOLÍSTICASISTEMA AGROPECUÁRIO DE PRODUÇÃO INTEGRADA: VISÃO HOLÍSTICA

Programa de Especiarias e Plantas Medicinais e

Aromáticas

Programa de Olericultura

Programa de Flores e Plantas Ornamentais

Programa de Grãos e Oleaginosas

Programa de Raízes, Tubérculos e Fibras

Vegetais

Programa de Fruticultura

Organização

Informação (Banco de Dados)

Monitoramento do Sistema

Sustentabilidade

JRA/ARKJRA/ARK

SAPI

Programa de Pecuária de Corte

Programa de Pecuária de Leite

Programa de AvesPrograma de Suínos

Distribuição Geográficados Projetos PI.

39 Projetos PI 2004/05 – 23 PIF05 Projetos PI Animal 2005Projetos 2006

Fonte: MAPA/SDC/DEPROS

Capacitação técnica

PRODUPRODUPRODUPRODUÇÇÇÇÃO INTEGRADA ÃO INTEGRADA ÃO INTEGRADA ÃO INTEGRADA DE FRUTASDE FRUTASDE FRUTASDE FRUTAS

Garantia oficial de alimento seguro e rastreabilidade

CONSIDERAÇÕES FINAIS

CERTIFICADO CERTIFICADO ACREDITADO ACREDITADO PASSAPORTE PARAPASSAPORTE PARAEXPORTAEXPORTAÇÇÃOÃO

SUSTENTABILIDADEMONITORAMENTO DOS PROCEDIMENTOSRASTREABILIDADEBOAS PRÁTICAS AGRÍCOLASMANEJO INTEGRADO DE PRAGASLIMITES MÁXIMOS DE RESÍDUOSRESPEITO AO MEIO AMBIENTE ALIMENTO SEGURO

O B R I G A D O !

PERGUNTAS

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CONTAT0

RAIMUNDO BRAGA SOBRINHO

EMBRAPA AGROINDUSTRIA TROPICAL

RUA DRA. SARA MESQUITA, 2270

60511-110 FORTALEZA CEARÁFONE: 85 3391 7270

E-MAIL: braga@cnpat.embrapa.br

LUIZ CARLOS BHERING NASSER - SAPISecretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo – SDCDepartamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade – DEPROS

Coordenação-Geral de Sistemas de Produção Integrada – CGSPI

Esplanada dos Ministérios – Bloco “D” – Anexo “B” – Sala 128Brasília/DF – CEP:70.043-900

Fone: (61)3218.2390 – Fax: (61)3223.5350luiz.nasser@agricultura.gov.br www.agricultura.gov.br

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