Revestimento de Teto

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Tecnologia da construção. Tipos de revestimento de teto.

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ARGAMASSA

As argamassas são materiais de construção com algumas propriedades e características específicas, como, por exemplo, rugosidade, aderência ao substrato, resistência mecânica, porosidade, estanqueidade. De forma geral, as argamassas são obtidas a partir da mistura de um ou mais aglomerantes, agregados miúdos e água, podendo conter aditivos e adições minerais.

CHAPISCO EMBOÇO REBOCO

Nem sempre entendido como uma camada pelo fato de não possuir realmente espessura definida e não ser homogêneo, é a etapa de preparo da base com o objetivo de torná-la mais rugosa e homogênea à absorção de água, uma vez que os elementos estruturais e a alvenaria possuem capacidade de absorção bastante diferenciadas.

TRADICIONAL INDUSTRIALIZADO ROLADO

Consiste no lançamento vigoroso de uma argamassa fluida sobre a base, utilizando-se uma colher de pedreiro. A textura final deve ser a de uma película rugosa, aderente e resistente. Esta argamassa fluida é produzida com cimento e areia grossa em proporções que variam de 1:3 a 1:5, em função das características do agregado utilizado e da superfície a ser chapiscada.

Usualmente aplicado sobre a estrutura de concreto, esse tipo de chapisco é feito com uma argamassa industrializada específica para este fim, sendo necessário acrescentar somente água. É

aplicado com desempenadeira denteada.

Feito com uma argamassa fluida obtida através da mistura de cimento e areia, com adição de água e aditivo, usualmente de base PVA. Pode ser aplicada tanto na estrutura como na alvenaria, usando-se rolo para textura acrílica. A parte líquida deve ser misturada aos sólidos até obter consistência de “sopa”. Seu uso em fachadas é pouco comum, sendo mais usado em revestimentos internos.

Aplicações como ponte de aderência para argamassas de revestimento.

Misturar com água, sem necessidade de aditivos líquidos. Aplicação fácil com rolo de textura alta. Criar uma superfície rugosa que favoreça a ancoragem do

revestimento. Regularizar a absorção do suporte, evitando variações no

revestimento decorrentes de cura diferenciada sobre concreto, alvenaria e juntas de assentamento.

Tetos de lajes pré-moldadas de: concreto blocos cerâmicos blocos de poliestireno expandido (EPS)

Mistura com água limpa (proporção indicada na embalagem): Em um recipiente estanque, limpo, protegido do sol, vento e chuva, misture todo o conteúdo de um ou mais sacos (a água deve ser adicionada aos poucos) até obter uma consistência pastosa e firme, sem grumos secos.A mistura pode ser manual ou mecânica com misturador de eixo horizontal, betoneira ou com haste metálica acoplada a uma furadeira profissional de baixa rotação. Deixe em repouso durante 3 minutos e remisture antes do uso. Utilize a argamassa após sua mistura no prazo de, no máximo, 2 horas (em temperatura ambiente até 20 0C; acima dessa temperatura, o prazo será reduzido).

É a camada de argamassa aplicada após o chapisco, proporcionando a superfície requerida para a aplicação do acabamento final. Caso esta camada requeira espessura elevada, algo superior a 40-50 mm, detalhes especiais de reforços precisam ser contemplados, sendo que o uso de telas metálicas é bastante comum.

Quando existe, é constituído por uma fina camada de argamassa aplicada sobre o emboço, podendo representar o acabamento final ou ainda servir de substrato para a aplicação deste.

Camada de argamassa única aplicada sobre o chapisco, cumprindo as funções de emboço e reboco.

ARGAMASSA DE REVESTIMENTO DECORATIVO MONOCAMADA

A ARDM (Argamassa para Revestimento Decorativo Monocamada) é constituída pela mistura homogênea de materiais básicos, os quais podem variar conforme o fabricante: cimento branco estrutural, agregado leve de diâmetro máximo 1,2 mm, cal hidratada, pigmentos minerais inorgânicos, retentor de água, incorporador de ar, fungicidas e plastificantes.

Argamassa para RDM Água Tela de fibra de vidro, tratada com

poliéster, com malha 9 x 9 mm, como ilustra a foto 2

APLICAÇÃO MECÂNICA APLICAÇÃO MANUAL

A aplicação do revestimento com projeção exige equipamento provido de mangote e bico projetor. Além disso, são empregadas as ferramentas anteriormente apresentadas.

A projeção de argamassa da primeira demão é feita de forma circular, na espessura de 5 a 7 mm (foto 10). Em seguida, executa-se o estriamento com a desempenadeira denteada. Essa primeira demão pode ser chamada de demão de sacrifício ou regularização, cuja função é uniformizar a superfície do substrato, de bases com características diferentes (alvenaria, concreto e, eventualmente, algum chapisco).

Com essa primeira demão obtém-se um único substrato, o qual receberá a camada final do revestimento. Isso é importante porque uniformiza a base, considerando a capacidade de absorção, temperatura e planicidade. Após essa demão, aplica-se a tela de reforço de fibra de vidro, recomendada pelos fabricantes para ser utilizada na interface estrutura-vedação e nos cantos dos vãos de janelas e portas .

A segunda demão é feita de cima para baixo na forma de filetes contínuos horizontais, formando faixas menores de 2,0 m de largura (foto 12).

Após a projeção dessa demão, a argamassa é imediatamente estriada com uma régua penteadeira a fim de tornar a superfície mais plana possível. Isso elimina possíveis bolhas de ar no interior do revestimento e facilita posterior sarrafeamento, executado com o lado liso da mesma régua.

Para o acabamento raspado deixa-se a argamassa endurecer até atingir o ponto de raspagem que varia, dependendo da temperatura ambiente, de 3 a 5 h.

A aplicação da primeira demão é feita com a régua lisa ou desempenadeira metálica na espessura de 5 a 7 mm

sobre o substrato conforme ilustra a foto 13.

Em seguida, é executado o estriamento com a régua penteadeira, aguardando-se aproximadamente 10 min para a aplicação da segunda demão. Após a primeira demão, caso seja necessário, aplica-se a tela de reforço de fibra de vidro (foto 11).

A segunda demão é aplicada da mesma forma que a primeira, em faixas menores de 2,0 m (foto 14). Após a aplicação dessa demão, a argamassa é imediatamente estriada com uma régua penteadeira a fim de tornar a superfície mais plana possível. Assim, eliminará prováveis bolhas de ar no revestimento, facilitando posterior sarrafeamento, executado com o lado liso da mesma régua.

Arg. preparada na obra Arg. industrializada (sacos) Arg. preparada em central Arg. industrializada (silos)

Este é um sistema bastante tradicional, cuja tecnologia é muito simples: definidos os constituintes a serem utilizados e a proporção relativa de cada constituinte (traço) na fase de projeto, a fabricação resume-se em misturar mecanicamente os constituintes em uma certa sequência e por um dado tempo.

Em contrapartida à facilidade de produção, a armazenagem dos materiais pode trazer grandes preocupações para a obra, tanto em termos de logística como de espaço em canteiro. Há a necessidade de se prever áreas de estocagem para as matérias-primas em condições adequadas, tais como agregados, cimento e cal. O cimento e as cales devem ser sempre protegidos de intempéries e em local de fácil acesso. Os agregados devem ser estocados em baias cujos pisos devem se preferencialmente cimentados e separadas em função de cada tipo de material.

As argamassas ensacadas são fabricadas em complexos industriais, onde os agregados miúdos, os aglomerantes e os aditivos em pó, são selecionados, misturados a seco e en-sacados. Por serem produzidas por processos industriais mecanizados e com controles rígidos de produção, as argamassas ensacadas apresentam grande uniformidade de do-sagem. Isto significa dizer que se pode conseguir a repetição de um traço com um grau de confiança satisfatório.

As argamassas são dosadas em centrais e fornecidas em caminhões-betoneira, prontas para a aplicação. Adotando-se este tipo de argamassa elimina-se a necessidade de central de preparo e área de estocagem de materiais na obra. Entretanto, as argamassas cimentícias apresentam curtos períodos para aplicação, mesmo quando aditivadas, de modo que é preciso prever a quantidade adequada de argamassa. No caso de argamassas apenas de cal, essa previsão não tem muita importância, pois elas permanecem em condições de aplicação por alguns dias.

É um sistema que só se justifica quando da aplicação de grandes quantidades de argamassa em curto período de tempo. Um exemplo de aplicação indicada para esta forma de produção são contrapisos em grandes extensões.

As argamassas entregues em silos são produzidas em complexos industriais, onde os agregados, aglomerantes e aditivos são misturados a seco e armazenados em silos metálicos que são levados por caminhões até as obras. Na obra, os silos ficam estocados próximos à rua, de forma a facilitar sua substituição ou abastecimento por meio de caminhões graneleiros.

Para utilização na obra, a argamassa é bombeada a seco até o pavimento, sendo é adicionada água próximo ao local de uso. Caso a água seja adicionada na boca do silo, o bombeamento é feito por via úmida e a argamassa chega pronta ao local de aplicação.

RASPADO ALISADO CHAPISCO TRAVERTINO

O acabamento raspado é o mais utilizado e está ilustrado na foto 15. Para que se obtenha o acabamento raspado, quando o revestimento atingir o ponto de raspagem (que varia, dependendo da temperatura ambiente, de 3 a 5 h), deve-se utilizar a régua metálica perfil "I" ou a desempenadeira do tipo gang nail para raspar a argamassa.

O acabamento alisado, apresentado na foto 16, é executado com desempenadeira lisa logo após a aplicação da última camada.

No acabamento chapiscado (foto 17), o chapisco é aplicado com equipamento de projeção ou chapiscadeira manual logo após a segunda demão, em uma camada de 2 a 3 mm de espessura.

Para o acabamento travertino, ilustrado na foto 18, realiza-se todos os passos do acabamento chapiscado e em seguida amassa-se ligeiramente o chapisco com desempenadeira metálica ou colher de pedreiro.

• Insumos acessíveis nas mais variadas regiões: argamassas usam basicamente cimento e areia em sua composição. O cimento está largamente disponível em todo território nacional com grande homogeneidade e a areia pode ser encontrada de diversas formas, seja de cava, de rio ou até mesmo da extração da rocha moída. Quando for necessário o uso da cal e esta não estiver disponível, pode-se usar outra adição, como por exemplo o saibro.

• Grande disponibilidade de mão de obra para execução: os serviços de argamassa são de fácil aprendizado, de forma que a ausência de mão de obra pode ser rapidamente suprida pelo treinamento de novos operários. Serviços paralelos, como transporte de material e preparo do produto são feitos por ajudantes, cujo treinamento é ainda mais simples.

• Elevada durabilidade e resistência aos agentes agressivos: argamassas são produtos minerais, o que lhes confere grande estabilidade química frente a quase todos os agentes agressivos comuns; além disso, praticamente não sofrem degradação quando expostas aos raios solares.

• Custo acessível para prédios de baixo a alto padrão: argamassas são produtos produzidos a partir de matérias-primas de baixo custo, o que lhes confere baixo valor agregado.

• Facilidade de execução e controle: uma vez que a mão de obra foi treinada e possui certa habilidade na produção, os procedimentos de controle de produção podem ser facilmente implantados, uma vez que não englobam atividades complexas e sim técnicas de execução bastante difundidas.

• Contribuição para o isolamento térmico e acústico e para a estanqueidade das vedações: os revestimentos de argamassa proporcionam aumento significativo dos isolamentos térmico e acústico das vedações e ainda aumentam sua resistência ao fogo. Além disso, sua camada compacta e densa dificulta o acesso de agentes agressivos à estrutura de concreto, aumentando sua durabilidade; a espessura do revestimento pode variar em função da agressividade do ambiente, proporcionando, então, maior ou menor grau de proteção.

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vil/92/imprime32829.asp minhacasa.abril.com.br

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