Arranjo Produtivo de Jóias e Folheados de Juazeiro do Norte

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Universidade Federal do Cear

Faculdade de Economia, Administrao, Contabilidade, Aturia e Secretariado

Arranjo Produtivo de Jias e Folheados de Juazeiro do Norte: Uma Aposta que Vale Ouro

Lvia Socorro de Castro Fernandes

Fortaleza Junho de 2005.1

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Lvia Socorro de Castro Fernandes

Arranjo Produtivo de Jias e Folheados de Juazeiro do Norte: Uma Aposta que Vale Ouro

Monografia submetida apreciao de banca examinadora do departamento de economia como exigncia para a obteno do grau de bacharel em Cincias Econmicas, pela Universidade Federal do Cear

Mnica Alves Amorim Orientadora

Fortaleza, Julho de 2005.1

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Esta monografia foi submetida como parte dos requisitos obteno da graduao em

Cincias Econmicas, pela Universidade Federal do Cear e encontra-se a disposio na

Biblioteca da Faculdade de Economia para consulta pblica e referncia bibliogrfica, a

citao de qualquer trecho desta monografia permitida desde que seja feita de acordo com a

legislao vigente sobre os direitos autorais.

_________________________

Lvia Socorro de C. Fernandes

Banca Examinadora

_____________________________ _______

Prof.: Mnica Amorim Nota

Orientadora

_____________________________ ________

Prof.: Jair do Amaral Filho Nota

_____________________________ ________

Tatiana Scipio Nota

_________

Nota Final

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minha me por tornar possvel a realizao

dos meus sonhos.

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Arranjo Produtivo de Jias e Folheados de Juazeiro do Norte: Uma Aposta que Vale Ouro

Resumo Este trabalho insere-se num tema que tem recebido a ateno da literatura econmica: a

produo localizada num determinado espao geogrfico e as inter-relaes que as empresas

mantm entre si e com outros agentes que se encontram presentes no territrio. A promoo

de aglomeraes produtivas tornou-se prioridade nas polticas de desenvolvimento

principalmente, devido a alguns casos de sucesso internacionais de aglomerados produtivos.

Juazeiro do Norte est localizado no Cariri cearense, possui uma importante aglomerao de

empresas da indstria de jias e folheados. Esta monografia buscou caracterizar esse arranjo

produtivo de jias e folheados de Juazeiro do Norte, atravs de um estudo de caso de um

arranjo que apresenta concentrao de empresas e especializao local.

Palavras-chave: desenvolvimento regional e local; aglomeraes produtivas; indstria de jias

e folheados; Juazeiro do Norte.

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______________________________________AGRADECIMENTOS

A Deus e a minha famlia.

Mnica Amorim professora dedicada e atenciosa que apresentou-me este tema to

interessante e muito me incentivou para a concluso deste trabalho.

Ao professor Jair do Amaral, com quem muito aprendi, pelos ensinamentos e por

participar da banca com sugestes modernas

Tatiana Scipio por participar da banca e contribuir com comentrios e sugestes.

Aos amigos Hrica Queiroz, Ablio Neto, Francis George e Ana Cristina que me

acompanham desde o incio do curso e contriburam com a sua amizade para a minha

formao.

Bruna e Ana Cristina que tambm fizeram os seus trabalhos abordando Arranjos

Produtivos e a partir disso tivemos vrias conversas a respeito desse assunto.

Fabiana Izaas, Fernando Antnio, Fillipe Tahim e Vanessa amigos BB pelos

momentos de diverso e descontrao.

Aos professores do Curso de Economia da Universidade Regional do Cariri (URCA),

que me receberam muito bem, possibilitaram o meu acesso biblioteca da URCA e as

empresas produtoras de jias e folheados em Juazeiro do Norte.

Em especial aos empresrios e ao SEBRAE de Juazeiro do Norte que fornecerem

informaes preciosas para compor o meu trabalho.

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______SUMRIO

Introduo....................................................................................05

Desequilbrios Regionais.............................................................07

Conceituao: Micro e Pequenas Empresas.................................11

O Arranjo Produtivo de Jias e Folheados

de Juazeiro do Norte.....................................................................17

Concluso......................................................................................39

Bibliografia..................................................................................40

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_ _____________________________________ INTRODUO

As micro e pequenas empresas (MPEs) constituem importantes atores econmicos

devido a sua quantidade e a capacidade de gerar um nmero significativo de empregos,

amortecendo os efeitos das instabilidades macroeconmicas. Ao mesmo tempo, as MPEs

mostram sua fora para revigorar as economias locais e regionais.

Sabe-se que as micro e pequenas empresas encontram algumas dificuldades para

competir no mercado com as grandes empresas, no propriamente devido ao seu tamanho,

mas pela forma como estas agem isoladas. Agindo de forma isolada, as MPEs encontram

dificuldades como por exemplo comprar insumos, pois compram em pouca escala, e assim

no tm o poder de barganhar um preo melhor ou prazo maior. O acesso ao crdito para as

pequenas empresas se torna mais difcil, devido ao custo administrativo que os bancos

enfrentam ao fazer inmeros emprstimos de pequeno montante e a exigncia de garantias.

Quando operam isoladas as MPEs no tm visibilidade do mercado, por isso sentem

dificuldade de vender seus produtos para os grandes compradores. As MPEs tambm no

conseguem auferir economias de escala porque tm produo reduzida, ficando difcil de

acompanhar as novas tecnologias, o que essencial para se obter vantagens competitivas.

A participao das micro e pequenas empresas em aglomeraes, tipo arranjos

produtivos, tem se mostrado significativa para a superao das barreiras ao crescimento que

estas empresas enfrentam. As MPEs organizadas em arranjos produtivos podem se tornar

mais inovativas, chegando inclusive a auferir economias de escala e competir no mercado

com grandes empresas.

A abordagem de arranjos produtivos destaca o papel da cooperao e aprendizagem

como fatores de competitividade, com foco em um conjunto especfico de atividades

econmicas apresentando vnculos e interdependncia. Ou seja, so aquelas aglomeraes

produtivas que no apresentam significativa articulao entre os agentes e, por isso no

podem caracterizar-se como sistemas produtivos locais, pois estes so aglomerados que

apresentam vnculos mais expressivos de interao, cooperao e aprendizagem.

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O municpio escolhido foi Juazeiro do Norte, est localizado ao sul do estado do

Cear, a 558 Km da capital Fortaleza. Juazeiro est numa regio importante do Estado, com

grande potencial de crescimento e concentrao de um grande nmero de pessoas. O

municpio possui um setor industrial emergente, mas a economia do municpio est

sustentada principalmente pelo comrcio. O setor industrial representado principalmente

pelas indstrias de calados, confeces, alimentos, bebidas e jias e folheados.

Neste trabalho ser apresentado o arranjo produtivo de jias e folheados de Juazeiro

do Norte Cear, que conta com 45 empresas formais e aproximadamente 200 produtores

informais. Nos prximos captulos, sero apresentados as disparidades regionais e polticas

adotadas pelos estados do Nordeste que visam o desenvolvimento da regio (Cap. 1), as

dificuldades pelas quais as MPEs passam para se manter no mercado, bem como a

participao destas em aglomerados produtivos, tipo arranjos, possibilitam a superao das

barreiras impostas ao crescimento das micro e pequenas empresas (Cap. 2) e a anlise de um

caso especfico de aglomerao de empresas em Juazeiro do Norte Cear, que se destacam

nacionalmente na produo de jias e folheados (Cap. 3). Esta monografia baseou-se em

dados obtidos na pesquisa de campo realizada entre os dias 21 e 28 de Fevereiro de 2005 em

Juazeiro do Norte.

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_______________________1.DESEQUILBRIOS REGIONAIS

As desigualdades regionais tm se manifestado em vrios pases do mundo como

na China, Brasil, Itlia e Estados Unidos. No Brasil, a despeito das diferenas do PIB

per capita em 2002, entre o Norte (R$ 4.934)/ Nordeste (R$ 3.694) com o Sul (R$

9.157)/ Sudeste (R$ 10.086), estas so facilmente percebidas (IBGE, 2004).

A correo das disparidades regionais deve ser uma preocupao constante na

agenda das aes prioritrias de um governo nacional. No Brasil, todavia, nas ltimas

duas dcadas, a transformao dessa pr