Diálogo Homem Máquina

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Dilogo Homem-MquinaDocumento tcnico n4Edio de Junho de 2009

Documento Tcnico Dilogo Homem-MquinaA biblioteca tcnica da Schneider Electric muito vasta tendo um elevado nmero de publicaes sobre os mais variados temas :

- Automatismos Industriais, Superviso e Comunicao - Distribuio Elctrica

O Centro de Formao em Portugal optou desde h muito por traduzir e adaptar algumas destas publicaes de modo a enriquecer as suas aces de formao com informao mais tcnica.

Esta publicao pretende complementar as industrial/comunicao/dilogo homem-mquina.

aces

de

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Nota: Declinamos toda a responsabilidade derivada da utilizao das informaes e esquemas reproduzidos na presente publicao bem como por eventuais erros ou omisses, contidos na presente publicao.

Esta publicao corresponde compilao e adaptao de diversos documentos relativos ao Dilogo Homem-Mquina da Schneider Electric.

Ftima Borges (Eng) Centro de Formao da Schneider Electric Portugal Email : fatima.borges@pt.schneider-electric.com

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Documento Tcnico Dilogo Homem-Mquinandice

1 Introduo ...................................................................................................................................................4 1.1 Funo dilogo homem-mquina ...........................................................................................................4 1.2 Informaes de dilogo homem-mquina .............................................................................................4 1.3 Estrutura de uma aplicao de dilogo..................................................................................................6 1.4 Diferentes fases para a construo geral de um projecto com dilogo Homem-Mquina.....................8 2 Interfaces de dilogo homem-mquina.....................................................................................................9 2.1 Comando e sinalizao tudo ou nada ..................................................................................................9 2.2 Visualizao e introduo de dados numricos ...................................................................................11 2.3 Terminais/ecrs.....................................................................................................................................13 3 Servidor Web integrado ............................................................................................................................16 4 Computadores Industriais iPCs ...........................................................................................................20 4.1 Magelis Smart iPC ................................................................................................................................21 4.2 Magelis Compact iPC............................................................................................................................21 4.3 Magelis Smart BOX, Magelis Compact PC BOX, Magelis Flex PC BOX.............................................22 5 Superviso .................................................................................................................................................23 6 Glossrio ....................................................................................................................................................28

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Documento Tcnico Dilogo Homem-Mquina

1 IntroduoNuma funo de dilogo homem-mquina, o operador tem um papel extremamente importante neste processo. Em funo das informaes de que dispe, o operador deve efectuar aces que permitam o bom funcionamento das mquinas e das instalaes, mas que no ponham em causa a segurana e a disponibilidade de servio. indispensvel que a qualidade da concepo das interfaces e da funo de dilogo seja tal, que garanta aos operadores uma conduo segura do processo em toda e qualquer circunstncia.

1.1 Funo dilogo homem-mquina

As solues actuais de sistemas automatizados, requerem o acesso informao certa, no lugar certo e no momento certo. O objectivo do dilogo homem-mquina, (HMI-Interface Homem-Mquina), permitir a comunicao entre o homem e a mquina de um modo simples para o operador utilizando as vrias solues existentes no mercado. O dilogo homem-mquina envolve sinais que tanto podem ser do tipo lgico como analgico. Este estabelecido atravs de elementos que permitam a interveno directa do operador (teclados, botoneiras, sinalizadores, consolas de visualizao e comando e sistemas avanados de superviso). A mquina informa assim o operador, atravs de sinalizadores sonoros ou luminosos e de monitores, sobre o seu estado de funcionamento. O operador tem deste modo uma maior facilidade de anlise e diagnstico ao nvel da instalao ou da mquina, evitando-se desta forma erros de actuao.

1.2 Informaes de dilogo homem-mquinaO dilogo homem-mquina utiliza dois fluxos de informao que circulam no sentido:

mquina-homem; homem-mquina.

Estes dois fluxos so simultaneamente independentes e associados: independentes, porque podem apresentar nveis de riqueza diferentes. quem concebe o automatismo que define estes nveis, em funo das necessidades do processo e do utilizador (por ex. sinais tudo ou nada do operador para a mquina, mensagens alfanumricas ou sinpticos animados da mquina para o operador), associados, porque a interveno do operador numa interface de comando se traduz a nvel do automatismo, por uma aco bem definida e pela emisso de uma informao que depende da boa execuo, ou no, desta aco. A interveno do operador pode ser voluntria (paragem da produo, modificao de dados, etc.), ou consequncia de uma mensagem emitida pela mquina (alarme, fim de ciclo, etc).

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Documento Tcnico Dilogo Homem-Mquina Papel do operadorO dilogo homem-mquina rene todas as funes de que o operador necessita para comandar e vigiar o funcionamento de uma mquina ou de uma instalao. Conforme as necessidades e a complexidade do processo, o operador pode ter de executar: tarefas que correspondem ao desenrolar normal do processo: comandar a colocao em servio e a paragem, podendo estas duas fases incluir eventualmente procedimentos de arranque ou de paragem confiados ao automatismo, executados manualmente, ou em modo semi-automtico sob a responsabilidade do operador; tarefas ligadas a ocorrncias imprevistas: detectar uma situao anormal e encetar uma aco correctiva antes que a evoluo desta situao provoque o agravamento das perturbaes (por ex. em caso de pr-alarme de sobrecarga de um motor, restabelecer as condies normais de carga antes que o rel de proteco dispare); fazer face a uma falha do sistema, parando a produo ou passando para um modo de funcionamento gradual que substitua a totalidade ou parte dos comandos automticos por comandos manuais para manter a produo;

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garantir a segurana das pessoas e dos equipamentos intervindo, se necessrio, nos dispositivos de segurana. A anlise destas tarefas demonstra a importncia do papel do operador. Em funo das informaes de que dispe, pode ser levado a tomar decises e medidas fora do mbito dos procedimentos de conduo em condies normais e que influenciam directamente a segurana e disponibilidade das instalaes. O sistema de dilogo no deve pois, limitar-se a um simples meio de troca de informaes entre o homem e a mquina. Deve igualmente ser concebido de modo a facilitar a tarefa do operador e a permitir-lhe uma conduo segura em quaisquer circunstncias.

Qualidade na concepo do dilogo

A qualidade de concepo do dilogo de explorao pode avaliar-se pela facilidade com que o operador se apercebe de uma determinada ocorrncia, a compreende e a eficcia com que pode reagir a essa mesma ocorrncia.Aperceber-se:Qualquer mudana das condies de funcionamento de uma mquina traduz-se geralmente pela modificao ou pelo aparecimento de uma informao num sinalizador, um visor ou um ecr. O operador deve aperceber-se desta ocorrncia sejam quais forem as condies ambientes (iluminao, etc). Existem diversos meios de lhe chamar a ateno: sinalizadores pisca-pisca, mudana de cor, sinal sonoro, proteco contra reflexos, etc.

Compreender:Para evitar quaisquer riscos de aces prejudiciais para a segurana, a informao recebida pelo operador deve ser suficientemente legvel e precisa, para poder ser imediatamente interpretada e explcita. A ergonomia de leitura dos constituintes to importante quanto a concepo da funo:

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Documento Tcnico Dilogo Homem-Mquinasinalizador luminoso: respeito da cor prescrita pelas normas, cadncias de intermitncia lenta ou rpida nitidamente diferenciadas, etc; visor: textos precisos na lngua do operador, distncia de legibilidade adequada, etc; ecr: emprego de smbolos normalizados, da zona referida na mensagem, etc.

Reagir:Consoante o teor da mensagem transmitida pela mquina, o operador pode ter de intervir rapidamente, accionando um ou vrios botes de presso ou teclas. Esta aco facilitada por: etiquetagem clara: para identificar facilmente botes e teclas, marcando os botes de presso com smbolos normalizados;

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ergonomia cuidada: com botes de presso grandes, teclas de efeito tctil, etc.

1.3 Estrutura de uma aplicao de dilogoUma aplicao o conjunto entre o operador e o processo automatizado. A sua realizao baseada em diferentes critrios: comando do automatismo; seguimento da produo/processo; manuteno correctiva; etc.

Os critrios ligados ao utilizador, so:ergonomia; nvel de interveno (proteco de certas informaes, ecrs, ...); etc.

Os critrios de realizao da aplicao autmato, so:estrutura do programa; estrutura dos dados; colocao em servio; evoluo.

Estas caractersticas necessitam de uma estruturao da aplicao. Uma aplicao ser composta por um conjunto de pginas, podendo ser organizadas em menus, tais como se apresenta no exe