Edição 450

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Revista CNDL

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  • ANO

    38 . N 450 . MAIO 2012 . R$ 9,90

    Sistema CNDL

  • 36 l dirigente Lojista l dezembro 2011

  • Dirigente Lojista - 3dirigente Lojista l dezembro 2011 l 37

  • 4 - Dirigente Lojista

    pA L AV R A D O p R E S I D E N T E

    H um efeito colateral diagnosticado em pases ainda pouco longevos em sistemas democrticos: a perda total ou de parte de governabilidade em funo de um jogo poltico mal engendrado. o que aparenta ocorrer com a presidente Dilma Rousseff, que parece remar sozinha em meio a partidos de coalizo numa luta anticorrupo.

    Quando assumiu o governo, em janeiro de 2011, Dilma tinha aquela que parecia a base aliada mais ampla e fiel possvel. Bem diferente do que havia ocorrido com o seu antecessor, Luiz Incio Lula da Silva, que assumiu a Presidncia em janeiro de 2003 em meio desconfianas do empresariado e, principalmente, do meio poltico.

    Sem base aliada consistente, mas com carisma e pulso forte para escolher bem o quadro tcnico e ortodoxo de economistas que comandariam seu Ministrio da Fazenda e, principalmente, seu Banco Central, Lula acertou uma poltica econmica que deu rumo ao Brasil e permitiu que milhes de pessoas para ser exato, 30 milhes de pessoas deixassem as classes D e E rumo to sonhada classe C.

    Nunca antes na histria deste Pas, disse Lula, o Brasil teve a maioria da sua populao integrada classe mdia. Os mais de 56% dos 190 milhes de brasileiros que foram inseridos ao ciclo virtuoso do consumo retriburam o agrado nas eleies seguintes, o que garantiu a dianteira do Partido dos Trabalhadores (PT) no jogo poltico nacional.

    Duas eleies mais tarde, Dilma Rousseff encontrou uma base aliada azeitada pelo ex-presidente Lula, que angariou apoio de praticamente todos os partidos de expresso nacional, exceo, claro, os de oposio, como o PSDB e DEM, que seguiram firmes, mas pouco eficazes na tentativa de formar uma frente de embate ao governo no Congresso.

    Diferentemente de Lula, que conseguiu transformar um feito econmico em poltico, Dilma encontrou um cenrio adverso logo no seu primeiro ano de gesto, em 2011.

    A boa recuperao que o Brasil teve aps a crise financeira de 2008 deixou presentes indesejados Dilma. Os dois de maior destaque foram um crescimento econmico na ordem de 7,5% em 2010, em funo de uma srie de compensaes tributrias ao consumo, e a consequncia que um arrocho fiscal teve no ano seguinte, em 2011.

    Dilma deu outro azar se levado em comparao o repique que a crise financeira teve com o descobrimento da eroso fiscal, entre 2010 e incio de 2011, dos pases da zona do euro.

    O baixo crescimento global e a conta da fatura deixada pelo ex-presidente Lula fizeram com que o Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas produzidas pelo pas) brasileiro crescesse apenas 2,9% em 2011, segundo nmeros divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE).

    A governabilidade do Pas no pode depender do

    toma l, d c poltico

  • Dirigente Lojista - 5

    Com um crescimento mais tmido e menos recursos para liberar em emendas parlamentares, o governo se viu obrigado a barrar pedidos de deputados e senadores aliados. Alguns podem at achar que a seca de emendas foi uma tentativa do governo de romper o jogo tradicional com o Congresso. Somou-se a isso uma enxurrada de denncias levantadas principalmente pela imprensa que ligavam escndalos de corrupo alguns dos principais aliados do governo Dilma.

    A presso da opinio pblica e a falta de explicaes convincentes que alguns dos polticos em cargos de primeiro escalo na Esplanada dos Ministrios, em Braslia, envolvidos nas denncias deram imprensa fizeram com que a presidente colocasse em prtica uma fritura nunca antes vista na poltica brasileira.

    Em um s ano, foram demitidos sete ministros, sendo seis deles por envolvimento em denncias de corrupo ou improbidade administrativa. A mdia de uma demisso a cada 52 dias criou um vespeiro poltico para a presidente Dilma, que comeou a enfrentar dificuldades para lidar os partidos que at ento se diziam aliados ao governo.

    Em fevereiro deste ano, o PDT, partido do ministro demitido da pasta do Trabalho, Carlos Lupi, votou majoritariamente contra orientao do Planalto, de aprovar a proposta de criao de um fundo de previdncia complementar para os servidores pblicos, o Funpresp. Na ocasio, o Planalto deixou escapar que a presidente Dilma estudava iria retribuir favor indicando para o Ministrio do Trabalho um nome que no fosse ligado ao PDT.

    Algo parecido fez o PR, partido do ministro demitido dos Transportes Alfredo Nascimento, tambm envolvido em denncias de corrupo. O PR perdeu no s o cargo de alto escalo na pasta como tambm outros de menor visibilidade, que tambm eram ocupados por membros ligados ao PR. Como retaliao, o lder do PR no Senado, Blairo Maggi (MT), anunciou em maro que o partido faria oposio ao governo na Casa.

    Com a inquietao da base aliada, vrios dos projetos prioritrios para o governo foram boicotados por parlamentares da base aliada, e Dilma decidiu agir cortando na carne.

    De uma s vez demitiu Romero Juc (PMDB-RR) e Cndido Vaccarezza (PT-SP) das lideranas do governo no Senado e na Cmara, respectivamente, e colocou no lugar o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) e o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP).

    As trocas foram um sinal claro de que a presidente est realmente empenhada em manter firmes as alianas costuradas ainda em 2010 pelo ex-presidente Lula, e que permitiram que Dilma, que nunca havia disputado sequer uma eleio, alcanasse o posto mais alto do Executivo.

    Os ltimos acontecimentos sinalizaram tambm que a falta de afagos do governo para com a base aliada fariam com que o trabalho do governo em votar projetos importantes fosse mais duro do que o necessrio, e que Dilma teria que lidar com fogo amigo impiedoso.

    Infelizmente, ao que parece, o jogo poltico

    brasileiro ainda hoje, 27 anos aps a redemocratizao,

    bastante suscetvel ao toma l, d c. Ruim para a presidente. Ruim para o Brasil

    pA L AV R A D O p R E S I D E N T E

    Roque Pellizzaro JuniorPresidente da Confederao Nacional

    de Dirigentes Lojistas (CNDL)

  • 6 - Dirigente Lojista

    450

    n d I c e

    40

    EDIO

    Automao Comercial

    EstratgiaVencedora

    Segmentao de MercadoQuando dividir crescer.

    Marketing de Varejo23

    Comrcio Eletrnico46

    A Confiana na eraDigital

    O Varejo como o Conhecemos.

    O Varejo em Revoluo54

  • Dirigente Lojista - 7

    09

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    58

    62

    Brasil Lojista

    CDL Jovem

    Informe Jurdico

    Arquitetura de Loja

    Expandindo os Negcios

    Mulher Empreendedora

    Empreendedorismo

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    Recursos Humanos

    SEES

    As pessoas ficam mais sensveis, e sentem-se

    encorajadas a presentearo homenageado da vez

    Matria de Capa

    66 Vendas

    Datas Promocionaisdo VAREJOdo VAREJO

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    O Dia das Mes j passou, o Dia dos Namorados est logo a! O que fazer para se destacar nestas da-tas comemorativas? Nesta edio, uma sugesto de como voc pode aproveitar melhor as datas promo-cionais com valiosas dicas de espe-cialistas no assunto.

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    Boa leitura, sucesso sempre!

    n e s TA e d I o

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    4 l dirigente Lojista l dezembro 2011

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