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  • UNIO EUROPEIA

    VERSES CONSOLIDADAS

    DO TRATADO DA UNIO EUROPEIA E DO TRATADO QUEINSTITUI A COMUNIDADE EUROPEIA

    Jornal Oficial da Unio EuropeiaPT29.12.2006 C 321 E/1

  • AVISO AO LEITOR

    A presente publicao contm as verses consolidadas do Tratado da Unio Europeia e do Tratado que institui a Comunidade Europeia comas alteraes neles introduzidas pelo Tratado de Atenas, assinado a 16 de Abril de 2003.

    Dela constam igualmente todos os protocolos anexos aos referidos Tratados, com a redaco que lhes foi dada pelo Acto de Adeso de 2003.

    Este texto constitui um instrumento de documentao, no implicando a responsabilidade das instituies.

    Jornal Oficial da Unio EuropeiaPT 29.12.2006C 321 E/2

  • NDICE

    Pgina

    VERSO CONSOLIDADA DO TRATADO DA UNIO EUROPEIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5

    VERSO CONSOLIDADA DO TRATADO QUE INSTITUI A COMUNIDADE EUROPEIA 37

    PROTOCOLOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 187

    APNDICE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 325

    Jornal Oficial da Unio EuropeiaPT29.12.2006 C 321 E/3

  • VERSO CONSOLIDADA

    DO TRATADO

    DA UNIO EUROPEIA

    Jornal Oficial da Unio EuropeiaPT29.12.2006 C 321 E/5

  • SUMRIO

    TEXTO DO TRATADO

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    Prembulo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9

    TTULO I Disposies comuns . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10

    TTULO II Disposies que alteram o Tratado que institui a Comunidade EconmicaEuropeia tendo em vista a instituio da Comunidade Europeia . . . . . . . . . . . . 13

    TTULO III Disposies que alteram o Tratado que institui a Comunidade Europeia doCarvo do Ao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14

    TTULO IV Disposies que alteram o Tratado que institui a Comunidade Europeia daEnergia Atmica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14

    TTULO V Disposies relativas poltica externa e de segurana comum . . . . . . . . . . . . . 14

    TTULO VI Disposies relativas cooperao policial e judiciria em matria penal 23

    TTULO VII Disposies relativas cooperao reforada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31

    TTULO VIII Disposies finais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33

    Jornal Oficial da Unio EuropeiaPT29.12.2006 C 321 E/7

  • SUA MAJESTADE O REI DOS BELGAS, SUA MAJESTADE A RAINHA DA DINAMARCA,O PRESIDENTE DA REPBLICA FEDERAL DA ALEMANHA, O PRESIDENTE DA REPBLICAHELNICA, SUA MAJESTADE O REI DE ESPANHA, O PRESIDENTE DA REPBLICA FRANCESA,O PRESIDENTE DA IRLANDA, O PRESIDENTE DA REPBLICA ITALIANA, SUA ALTEZA REALO GRODUQUE DO LUXEMBURGO, SUA MAJESTADE A RAINHA DOS PASES BAIXOS,O PRESIDENTE DA REPBLICA PORTUGUESA, SUA MAJESTADE A RAINHA DO REINO UNIDODA GRBRETANHA E DA IRLANDA DO NORTE (1),

    RESOLVIDOS a assinalar uma nova fase no processo de integrao europeia iniciado coma instituio das Comunidades Europeias,

    RECORDANDO a importncia histrica do fim da diviso do continente europeu e a necessidadeda criao de bases slidas para a construo da futura Europa,

    CONFIRMANDO o seu apego aos princpios da liberdade, da democracia, do respeito pelos direitosdo Homem e liberdades fundamentais e do Estado de direito,

    CONFIRMANDO o seu apego aos direitos sociais fundamentais, tal como definidos na Carta SocialEuropeia, assinada em Turim, em 18 de Outubro de 1961, e na Carta Comunitria dos DireitosSociais Fundamentais dos Trabalhadores, de 1989,

    DESEJANDO aprofundar a solidariedade entre os seus povos, respeitando a sua histria, culturae tradies,

    DESEJANDO reforar o carcter democrtico e a eficcia do funcionamento das instituies, a fimde lhes permitir melhor desempenhar, num quadro institucional nico, as tarefas que lhes estoconfiadas,

    RESOLVIDOS a conseguir o reforo e a convergncia das suas economias e a instituir uma UnioEconmica e Monetria, incluindo, nos termos das disposies do presente Tratado, uma moedanica e estvel,

    DETERMINADOS a promover o progresso econmico e social dos seus povos, tomando emconsiderao o princpio do desenvolvimento sustentvel e no contexto da realizao do mercadointerno e do reforo da coeso e da proteco do ambiente, e a aplicar polticas que garantam queos progressos na integrao econmica sejam acompanhados de progressos paralelos noutras reas,

    RESOLVIDOS a instituir uma cidadania comum aos nacionais dos seus pases,

    Jornal Oficial da Unio EuropeiaPT29.12.2006 C 321 E/9

    (1) A Repblica Checa, a Repblica da Estnia, a Repblica de Chipre, a Repblica da Letnia, a Repblica da Litunia,a Repblica da Hungria, a Repblica de Malta, a Repblica da ustria, a Repblica da Polnia, a Repblica daEslovnia, a Repblica Eslovaca, a Repblica da Finlndia e o Reino da Sucia tornaramse posteriormente membrosda Unio Europeia.

  • RESOLVIDOS a executar uma poltica externa e de segurana que inclua a definio gradual de umapoltica de defesa comum que poder conduzir a uma defesa comum, de acordo com as disposiesdo artigo 17.o, fortalecendo assim a identidade europeia e a sua independncia, em ordema promover a paz, a segurana e o progresso na Europa e no mundo,

    RESOLVIDOS a facilitar a livre circulao de pessoas, sem deixar de garantir a segurana dos seuspovos, atravs da criao de um espao de liberdade, de segurana e de justia, nos termos dasdisposies do presente Tratado,

    RESOLVIDOS a continuar o processo de criao de uma unio cada vez mais estreita entre ospovos da Europa, em que as decises sejam tomadas ao nvel mais prximo possvel dos cidados,de acordo com o princpio da subsidiariedade,

    NA PERSPECTIVA das etapas ulteriores a transpor para fazer progredir a integrao europeia,

    DECIDIRAM instituir uma Unio Europeia e, para o efeito, designaram como plenipotencirios:

    (lista dos plenipotencirios no reproduzida)

    OS QUAIS, depois de terem trocado os seus plenos poderes reconhecidos em boa e devida forma,acordaram nas disposies seguintes:

    TTULO I

    DISPOSIES COMUNS

    Artigo 1.o

    Pelo presente Tratado, as ALTAS PARTES CONTRATANTES instituem entre si uma UNIO EURO-PEIA, adiante designada por Unio.

    O presente Tratado assinala uma nova etapa no processo de criao de uma unio cada vez maisestreita entre os povos da Europa, em que as decises so tomadas de uma forma to abertaquanto possvel e ao nvel mais prximo possvel dos cidados.

    A Unio fundase nas Comunidades Europeias, completadas pelas polticas e formas de cooperaoinstitudas pelo presente Tratado. A Unio tem por misso organizar de forma coerente e solidriaas relaes entre os Estados-Membros e entre os respectivos povos.

    Jornal Oficial da Unio EuropeiaPT 29.12.2006C 321 E/10

  • Artigo 2.o

    A Unio atribuise os seguintes objectivos:

    a promoo do progresso econmico e social e de um elevado nvel de emprego e arealizao de um desenvolvimento equilibrado e sustentvel, nomeadamente mediantea criao de um espao sem fronteiras internas, o reforo da coeso econmica e social e oestabelecimento de uma unio econmica e monetria, que incluir, a prazo, a adopo deuma moeda nica, de acordo com as disposies do presente Tratado;

    a afirmao da sua identidade na cena internacional, nomeadamente atravs da execuo deuma poltica externa e de segurana comum, que inclua a definio gradual de uma poltica dedefesa comum, que poder conduzir a uma defesa comum, nos termos do disposto noartigo 17.o;

    o reforo da defesa dos direitos e dos interesses dos nacionais dos seus Estados-Membros,mediante a instituio de uma cidadania da Unio;

    a manuteno e o desenvolvimento da Unio enquanto espao de liberdade, de segurana e dejustia, em que seja assegurada a livre circulao de pessoas, em conjugao com medidasadequadas em matria de controlo nas fronteiras externas, de asilo e imigrao, bem como depreveno e combate criminalidade;

    a manuteno da integralidade do acervo comunitrio e o seu desenvolvimento, a fim deanalisar em que medida pode ser necessrio rever as polticas e formas de cooperaoinstitudas pelo presente Tratado, com o objectivo de garantir a eficcia dos mecanismose das Instituies da Comunidade.

    Os objectivos da Unio so alcanados de acordo com as disposies do presente Tratado e nascondies e segundo o calendrio nele previstos, respeitando o princpio da subsidiariedade, talcomo definido no artigo 5.o do Tratado que institui a Comunidade Europeia.

    Artigo 3.o

    A Unio dispe de um quadro institucional nico, que assegura a coerncia e a continuidade dasaces empreendidas para atingir os seus objectivos, respeitando e desenvolvendo simultaneamenteo acervo comunitrio.

    A Unio assegura, em especial, a coerncia do conjunto da sua aco externa no mbito daspolticas que adoptar em matria de relaes externas, de segurana, de economia e de desenvolvi-mento. Cabe ao Conselho e Comisso a responsabilidade de assegurar essa coerncia, cooperandopara o efeito. O Conselho e a Comisso asseguram a execuo dessas polticas de acordo com asrespectivas competncias.

    Jornal Oficial da Unio EuropeiaPT29.12.2006 C 321 E/11

  • Artigo 4.o

    O C