O DIREITO DO CONSUMIDOR E SUA APLICAÇÃO NO ÂMBITO DO DIREITO EDUCACIONAL PROFESSORA ANGELA ISSA HAONAT

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  • O DIREITO DO CONSUMIDOR E SUA APLICAO NO MBITO DO DIREITO EDUCACIONAL PROFESSORA ANGELA ISSA HAONAT
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  • DIREITO DO CONSUMIDOR RAMO DO DIREITO DIFUSO NO DIREITO PBLICO NO DIREITO PRIVADO
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  • QUAL A IMPORTANCIA DO DIREITO DO CONSUMIDOR? AUMENTO DAS RELAES DE CONSUMO. PRODUO EM MASSA
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  • QUAL A IMPORTANCIA DO DIREITO DO CONSUMIDOR? REGULA SITUAES QUE ANTES DO CDC ERAM MUITO DSPARES EM DESFAVOR DO CONSUMIDOR.
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  • RELAES DE CONSUMO O CDC TROUXE UMA NOVA VISO AOS OPERADORES DO DIREITO. OS CONTRATANTES SO MUITO DIFERENTES ENTRE SI.
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  • RELAES DE CONSUMO NA CONSTITUIO FEDERAL CF, ART. 5, XXII O ESTADO PROMOVER, NA FORMA DA LEI, A DEFESA DO CONSUMIDOR;
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  • RELAES DE CONSUMO NA CONSTITUIO FEDERAL ART. 170, IV A ORDEM ECONMICA, FUNDADA NA VALORIZAO DO TRABALHO HUMANO E NA LIVRE INICIATIVA, TEM POR FIM ASSEGURAR A TODOS EXISTNCIA DIGNA, CONFORME OS DITAMES DA JUSTIA SOCIAL, OBSERVADOS OS SEGUINTES PRINCPIOS: I V - DEFESA DO CONSUMIDOR;
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  • CDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR LEI N. 8.078 DE 11 DE SETEMBRO DE 1990 ENTROU EM VIGOR 180 DIAS APS A SUA PUBLICAO
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  • RELAES DE CONSUMO NOSSA ECONOMIA, EST PAUTADA NO DIREITO E NA DEFESA DO CONSUMIDOR. ANTES DO CDC NO EXISTIAM LEIS ESPECFICAS QUE REGESSEM AS RELAES JURDICAS. EX.FORNECIMENTO DE SERVIOS.
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  • RELAES DE CONSUMO APS O CDC (LEI N. 8.078/90) AS RELAES DE CONSUMO FORAM RETIRADAS DO CC. O CDC PORM NO REVOGOU O CC. EX. SE EU COMPRO UMA TV DO VIZINHO, ESSA RELAO SER REGIDA PELO CC.
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  • ELEMENTOS DA RELAO DE CONSUMO SUBJETIVOS: FORNECEDOR E CONSUMIDOR OBJETIVOS: PRODUTOS E SERVIOS
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  • ELEMENTOS SUBJETIVOS 1. FORNECEDOR 2. CONSUMIDOR
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  • 1.FORNECEDOR - ART. 3 CDC FORNECEDOR TODA PESSOA FSICA OU JURDICA, PBLICA OU PRIVADA, NACIONAL OU ESTRANGEIRA, BEM COMO OS ENTES DESPERSONALIZADOS, QUE DESENVOLVEM ATIVIDADE DE
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  • 1. FORNECEDOR - ART. 3 CDC PRODUO, MONTAGEM, CRIAO, CONSTRUO, TRANSFORMAO, IMPORTAO, EXPORTAO, DISTRIBUIO OU COMERCIALIZAO DE PRODUTOS OU PRESTAO DE SERVIOS.
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  • 1. FORNECEDOR - ART. 3 CDC AQUELE QUE EXERCE ATIVIDADE ECONMICA DE FORMA REGULAR NO MERCADO. GNERO DO QUAL SO ESPCIES: O FABRICANTE, O IMPORTADOR, O PRESTADOR DE SERVIOS, O COMERCIANTE ENTRE OUTROS.
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  • O ESTADO FORNECEDOR ? DEPENDE SE SUBMETE S RC QUANDO ATUA NA ATIVIDADE ECONMICA: SIM. EX. SERVIOS PBLICOS SE SUBMETE S RC QUANDO ATUA COMO ATIVIDADE FIM: NO EX. SEGURANA PBLICA.
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  • ART. 2 CDC - CONSUMIDOR ART. 2 CONSUMIDOR TODA PESSOA FSICA OU JURDICA QUE ADQUIRE OU UTILIZA PRODUTO OU SERVIO COMO DESTINATRIO FINAL.
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  • ART. 2 CDC - CONSUMIDOR PF OU PJ QUE ADQUIRE PRODUTO OU SE UTILIZA DE SERVIO COMO DESTINATRIO FINAL. ESTE O CONSUMIDOR PADRO.
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  • E OS CONSUMIDORES EQUIPARADOS? ART. 2 PARGRAFO NICO ART. 17 E ART. 29 DO CDC CONSUMIDOR EQUIPARADO CONSUMIDOR PADRO ART. 2 DO CDC
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  • ART. 2 CDC - CONSUMIDOR PARGRAFO NICO. EQUIPARA-SE A CONSUMIDOR A COLETIVIDADE DE PESSOAS, AINDA QUE INDETERMINVEIS, QUE HAJA INTERVINDO NAS RELAES DE CONSUMO.
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  • ART. 2 CDC - CONSUMIDOR PARGRAFO NICO COLETIVIDADE DE PESSOAS O LEGISLADOR QUIS ASSIM PARA JUSTIFICAR AS AES COLETIVAS DO DIREITO DO CONSUMIDOR.
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  • CAPTULO IV SEO II - ARTS. 12 A 17 DO CDC DA RESPONSABILIDADE PELO FATO DO PRODUTO E DO SERVIO ART. 17. PARA OS EFEITOS DESTA SEO, EQUIPARAM-SE AOS CONSUMIDORES TODAS AS VTIMAS DO EVENTO.
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  • ART. 17 DO CDC CONSIDERAM-SE VTIMAS DE EVENTO DANOSO PARA EFEITO DE INDENIZAO TODOS AQUELES QUE SOFRERAM ACIDENTES DE CONSUMO. (TENHAM OU NO CONTRATO FIRMADO)
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  • ART. 29 DO CDC PARA OS FINS DESTE CAPTULO E DO SEGUINTE, EQUIPARAM-SE AOS CONSUMIDORES TODAS AS PESSOAS DETERMINVEIS OU NO, EXPOSTAS S PRTICAS NELE PREVISTAS.
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  • ART. 29 DO CDC CAP. V E VI V. DAS PRTICAS COMERCIAIS: DA OFERTA, DA PUBLICIDADE, DAS PRTICAS ABUSIVAS, DA COBRANA DE DVIDAS, DOS BANCOS DE DADOS E CADASTRO DE CONSUMIDORES VI. PROTEO CONTRATUAL: CLASULAS ABUSIVAS, CONTRATOS DE ADESO,
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  • ART. 29 DO CDC CAP. V E VI POR FORA DO ART. 29 EQUIPARA-SE A CONSUMIDOR QUEM ESTIVER EXPOSTO A QUALQUER PRTICA VEDADA PELO CDC.
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  • ELEMENTOS OBJETIVOS DA RC 1. PRODUTO 1 DO ART. 3: PRODUTO QUALQUER BEM, MVEL OU IMVEL, MATERIAL OU IMATERIAL.
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  • ELEMENTOS OBJETIVOS DA RC 2. SERVIO ART. 2 2 QUALQUER ATIVIDADE FORNECIDA NO MERCADO DE CONSUMO, MEDIANTE REMUNERAO, INCLUSIVE AS DE NATUREZA BANCRIA, FINANCEIRA, DE CRDITO E SECURITRIA, SALVO AS DECORRENTES DAS RELAES DE CARTER TRABALHISTA.
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  • ELEMENTOS OBJETIVOS DA RC 2. SERVIO INCLUEM-SE SERVIOS COMO ESTACIONAMENTO: (GRATUITOS OU NO) RESPONSABILIDADE; EDUCAO ETC. O CUSTO EST INCLUDO NOS PREOS. (REMUNERAO INDIRETA)
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  • A RESPONSABILIDADE EM REGRA OBJETIVA A RESPONSABILIDADE S SER EXCLUDA SE PROVAR QUE: (I) NO COLOCOU O PRODUTO NO MERCADO, OU (II) QUE O DEFEITO INEXISTE OU AINDA (III) A CULPA EXCLUSIVA DA VTIMA.
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  • PRINCPIOS QUE REGEM O DIREITO DO CONSUMIDOR O CDC CONSIDERADO COMO UM MICRO SISTEMA JURDICO: NORMAS DE ORDEM PBLICA; PRINCPIOS PRPRIOS.
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  • PRNCPIOS QUE REGEM O CDC 1. PRNCPIO DA ISONOMIA O CDC TRATA A RELAO DE CONSUMO COMO UMA RELAO ISONMICA. NO BASTA A IGUALDADE FORMAL. ARTS. 1, III E 5 DA CF
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  • PRNCPIOS QUE REGEM O CDC 1. PRNCPIO DA ISONOMIA O ART. 4 DO CDC RECONHECE O CONSUMIDOR COMO A PARTE MAIS FRACA E O FORNECEDOR COMO A PARTE MAIS FORTE NAS RELAES DE CONSUMO.
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  • 1. PRNCPIO DA ISONOMIA EXEMPLOS: ART. 6, VIII - INVERSO DO NUS DA PROVA (HIPOSSUFICINCIA E VULNERABILIDADE) ART. 101, I DO CDC - O FORO PRIVILEGIADO TAMBM OUTRA ESPCIE DE FACILITAO TRAZIDA PELA ISONOMIA.
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  • PRINCPIO DA BOA F UM PRINCPIO E AO MESMO TEMPO UMA CLUSULA GERAL. DEVE ESTAR PRESENTE EM TODA RELAO CONTRATUAL.
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  • A ESCOLA PRIVADA E O DIREITO DO CONSUMIDOR ART. 209 DA CF. O ENSINO LIVRE INICIATIVA PRIVADA, ATENDIDAS AS SEGUINTES CONDIES: I - CUMPRIMENTO DAS NORMAS GERAIS DA EDUCAO NACIONAL; II - AUTORIZAO E AVALIAO DE QUALIDADE PELO PODER PBLICO.
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  • LIMITES IMPOSTOS INICIATIVA PRIVADA A ESCOLA DEVER OBSERVAR OS LIMITES EXPRESSOS NA CONSTITUIO FEDERAL E NA LEGISLAO INFRACONSTITUCIONAL.
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  • A LIBERDADE DO ART. 209 NO ABSOLUTA A INSTITUIO DE ENSINO E SUA MANTENEDORA, PESSOA FSICA OU JURDICA, ESTO VINCULADAS, COMO QUAISQUER OUTROS CIDADOS E EMPRESAS ESTABELECIDOS EM TERRITRIO NACIONAL, AO CUMPRIMENTO DA LEI.
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  • LIMITES IMPOSTOS INICIATIVA PRIVADA NO QUE SE REFERE PRESTAO DE SERVIOS PONTO PACFICO NOS TRIBUNAIS QUE OS SERVIOS EDUCACIONAIS SE SUBMETEM AO CDC. PORTANTO, A LEI 9.870/99 NO PODER SER LIDA E APLICADA DE FORMA ISOLADA. (AUMENTO DAS SEMESTRALIDADES)
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  • CONTRATOS NA PRESTAO DE SERVIOS EDUCACIONAIS CONTRATOS DE ADESO?
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  • Art. 54. Contrato de adeso aquele cujas clusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou servios, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu contedo.
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  • 1 A insero de clusula no formulrio no desfigura a natureza de adeso do contrato. 2 Nos contratos de adeso admite- se clusula resolutria, desde que a alternativa, cabendo a escolha ao consumidor, ressalvando-se o disposto no 2 do artigo anterior.
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  • 3 Os contratos de adeso escritos sero redigidos em termos claros e com caracteres ostensivos e legveis, de modo a facilitar sua compreenso pelo consumidor. 4 As clusulas que implicarem limitao de direito do consumidor devero ser redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fcil compreenso.
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  • CONTRATOS DE SERVIOS EDUCACIONAIS SO TPICOS CONTRATOS DE ADESO, UMA VEZ QUE SE ENQUADRAM NO FIGURINO TIPIFICADO PELO ART. 54 DO CDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR.
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  • CONTRATOS DE SERVIOS EDUCACIONAIS OBSERVE QUE A PROPOSTA DE CONTRATO ELABORADA UNILATERALMENTE PELO ESTABELECIMENTO DE ENSINO, SEM A PARTICIPAO DOS ALUNOS E/OU SEUS RESPONSVEIS.
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  • CONTRATOS DE SERVIOS EDUCACIONAIS Isto, evidentemente, no desfigura o contrato enquanto tal, porque, ao aderir proposta de contrato, a outra parte contratante est expressando livremente sua vontade, que coincide com a vontade do proponente. (MAS D- LHE O CARTER DE ADESO)
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  • NECESSIDADE DE CONTRATO ESCRITO? NO EXISTE DISPOSIO LEGAL ESPECFICA QUE DETERMINE A OBRIGATORIEDADE DE FORMULAO DE CONTRATO ESCRITO ENTRE O ESTABELECIMENTO DE ENSINO E CADA UM DE SEUS ALUNOS.
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  • NECESSIDADE DE CONTRATO ESCRITO? A LEI 9.8