O imp©rio bizantino

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  • 1. O Imprio Bizantino

2. No sculo IV o Imprio Romano dava sinais claros da queda de seu poder no ocidente, principalmente em funo da invaso dos brbaros (povos germnicos) atravs de suas fronteiras. Diante disso, o Imperador Constantino transferiu a capital do Imprio Romano para a cidade de Bizncio, em 330, que passou a ser chamada de Constantinopla. Esta mudana, ao mesmo tempo em que significava a queda do poder no ocidente, tinha o seu lado positivo, pois a localizao de Constantinopla, entre o mar Negro e o mar Mrmara, facilitava muito o comrcio na regio, fato que favoreceu enormemente a restaurao da cidade, transformando-a em uma Nova Roma. 3. Como populao teve a concentrao dos Srios, Judeus, Gregos e Egpcios. Destacando- se trs importantes durante todo imprio: Constantino (fundador de Constantinopla); Teodsio (que dividiu o imprio Romano em Imprio Romano do Ocidente, com a capital em Roma; e Imprio Romano do Oriente, com a capital em Constantinopla) e, Justiniano. 4. O Imperador Justiniano: 5. O Reinado de Justiniano: O auge deste imprio foi atingido durante o reinado do imperador Justiniano (527-565); ele era macednio filho de camponeses, sobrinho do general Justino, que havia se tornado imperador atravs de um golpe militar. Justiniano casou com uma atriz, Teodora, que exerceu decisiva influncia sobre a administrao, orientando muitas decises do marido. 6. Justiniano conservou ou restabeleceu os quadros administrativos romanos em todo o Imprio. O Direito Romano foi revisado e atualizado, para fortalecer juridicamente as bases do poder imperial e dotar o Estado de um sistema jurdico eficiente. O resultado desse trabalho conhecido pela denominao de Corpus Juris Civilis, compreendendo quatro partes: 7. _ O Cdigo de Justiniano (Novus Justinianus Codex), que continha toda a legislao romana revisada desde o Imperador Adriano _ ODigesto ou Pandectas, que inclua um sumrio da jurisprudncia romana; _ As Institutos, que constituam um resumo para ser utilizado pelos estudiosos de Direito; _ As Novelas ou Autnticas, que reuniam as novas leis de Justiniano. 8. A importncia do Corpus Juris Civilis pode ser assim avaliada: Foi neste Corpus Juris Civilis, obra-prima do Direito Romano, que os legistas da Idade Mdia e dos Tempos Modernos estudaram esta cincia, e foi tambm ele que serviu de base aos nossos cdigos atuais. 9. Justiniano mandou fazer vrias construes pblicas, atendendo a objetivos militares centenas de fortificaes (fortalezas e castelos) foram erguidos para melhor guardar as fronteiras - e polticos - evidenciar o poder imperial mediante obras monumentais como a Baslica de Santa Sofia - constituiu aspecto marcante do perodo. 10. Igreja de Santa Sofia: 11. A Corte imperial tornou-se mais requintada, subordinando-se rgida etiqueta perante o Imperador que era chamado de Basileus: considerado o representante de Deus na Terra, seus poderes eram concebidos como de origem divina e todos deviam-lhe irrestrita obedincia. 12. A Imperatriz Teodora: 13. O carter teocrtico da Monarquia ficava claro nas representaes da figura do Imperador em pinturas, vitrais e outras obras de arte : a cabea imperial era rodeada de um halo, semelhante s imagens de santos. Utilizando-se de poderosa frota de guerra e de numerosos exrcitos, o imperador Justiniano empreendeu diversas campanhas militares no Mediterrneo Ocidental, onde conquistou o Reino Vndalo (frica do Norte), o Reino Ostrogodo (Pennsula Italiana) e a regio sudeste do Reino Visigodo (Pennsula Ibrica). 14. As conquistas militares de Justiniano: 15. Gastos militares foraram a elevao dos impostos. A populao de Constantinopla odiava os cobradores de impostos. Em 532 explodiu a revolta Nika ( do grego nike, vitria, que os revoltosos gritavam). Verdes e Azuis, os dois principais partidos polticos e esportivos que concorriam no hipdromo, rebelaram-se, instigados por aristocratas legimistas (partidrios da dinastia legtima, j que Justiniano fora posto no trono pelo tio, usurpador do poder). A firmeza de Teodora e a interveno do general Belisrio salvaram Justiniano. Os revoltosos foram cercados e mortos no hipdromo. 16. Justiniano procurou reconstruir todo o Imprio. Estabeleceu "paz perptua" com os persas e conteve o avano blgaro. Ento, iniciou as guerras de conquista no Ocidente. Belisrio reconquistou a frica, trabalho facilitado pelas disputas entre arianismo e cristianismo que atingiam os vndalos. Houve problemas maiores na Itlia. Os ostrogodos a dominavam haviam tempos, at com apoio de imperadores romanos do Oriente. Justiniano de novo se imps custa da diviso, agora entre os sucessores de Teodorico, fundador do Reino Ostrogodo na Itlia. Em 524, os bizantinos conquistaram a Espanha meridional aos visigodos. 17. A reconstruo durou pouco. Os lombardos, povos germnicos que Justiniano tinha estabelecido Polnia, ocuparam o norte da Itlia. frica e Espanha cairiam nas mos dos rabes, que anexariam tambm Egito, Palestino, Sria e Mesopotmia. Outros problemas sobrevieram. A falta de dinheiro atrasava o salrio dos soldados. Pestes e ataques brbaros faziam aumentar o poder dos proprietrios, pois o governo era incapaz de garantir a segurana. 18. Constantinopla, cansada de impostos e autoritarismo, recebeu a morte de Justiniano com jbilo. Mas as dificuldades cresceram nos sculos seguintes. rabes e blgaros intensificaram as tentativas de entrar no Imprio, que se viu s voltas com uma disputa religiosa, o Movimento Iconoclasta, isto , destruidor de imagens (cones). O imperador queria obrigar o povo a adorar s a Deus, que no podia ser representado atravs de imagem. O Imprio Bizantino se orientalizou, at abandonou o latim em favor do grego. No sculo XI, declinou mas se recuperou; sobreviveria at o fim da Idade Mdia. 19. A cultura bizantina: A posio geogrfica favoreceu o desenvolvimento comercial e industrial de Constantinopla, que possua numerosas manufaturas, como as da seda. A maior realizao cultural de Justiniano foi a igreja de Santa Sofia, simples por fora, suntuosa por dentro: a cpula apoiada em colunas, terminadas em capitis ricamente trabalhados. Artistas revestiram-na de mosaicos azul e verde sobre fundo negro, com figuras geomtricas ou animais e, destacadas, cenas do Evangelho e a imagem de Cristo. 20. Ravena, sede bizantina na Itlia, era um dos centros produtores de belssimos mosaicos. A arte bizantina combinava o luxo e a exuberncia orientais com o equilbrio e a sobriedade dos romanos. Sua mais alta expresso est nas igrejas, inspiradas na arquitetura persa, coroadas de majestosas cpulas, distintas do estilo das baslicas romanas. 21. A Religio: Areligiofoifundamentalparaamanuteno doImprioBizantino,poisasdoutrinas dirigidasaestasociedadeeramasmesmasda sociedaderomana.Ocristianismoocupavaum lugardedestaquenavidadosbizantinose podiaserobservado,inclusive,nasmais diferentesmanifestaesartsticas.As catedraiseosmosaicosbizantinoestoentre asobrasdearteearquiteturamaisbelosdo mundo. 22. Osmonges,almdeganharmuitodinheiro comavendadecones(imagens),tambm tinhamfortepoderdemanipulaosobre sociedade.Entretanto,incomodadocomeste poder,ogovernoproibiuaveneraode imagens,anoseradeJesusCristo,e decretoupenademorteatodosaquelesque asadorassem.Estaguerracontraasimagens ficouconhecidacomoAQuestoIconoclasta. 23. Nasquestesreligiosas,asheresiasforam:oarianismo quenegavaaSantssimaTrindade;omonofisismo,que negavaanaturezahumanadeCristo,afirmandoque Cristotinhaapenasnaturezadivina(omonofisismofoi difundidonasprovnciasdoImprioBizantinoe acabouidentificadacomaspiraesdeindependncia porpartedapopulaodoEgitoedaSria);porfim,no tocanteiconoclastia,ocorreagrandedestruiode imagenseaproibiodasmesmasnostemplos. DuranteoperodoqueficouconhecidoporCisma do Oriente,ocorreadivisodaIgrejadoOriente,aigreja divide-seemCatlicaRomanaeOrtodoxaGrega. 24. A Sociedade bizantina: Asociedadebizantinaeratotalmente hierarquizada.Notopodasociedade encontrava-seoimperadoresuafamlia.Logo abaixovinhaanobrezaformadapelos assessoresdorei.Abaixodestesestavaoalto clero.Aeliteeracompostaporricos fazendeiros,comerciantesedonosdeoficinas artesanais. 25. Umacamadamdiadasociedadeeraformada porpequenosagricultores,trabalhadoresdas oficinasdeartesanatoepelobaixoclaro. Grandepartedapopulaoeraformadapor pobrescamponesesquetrabalhavammuito, ganhavampoucoepagavamaltastaxasde impostos. 26. AArteBizantina: Aartebizantinaestvoltadaparaareligio;ao clerocabia,almdassuasfunes,organizar tambmasartes,tornandoosartistasmeros executores.Oregimeerateocrticoeo imperadorpossuapoderesadministrativose espirituais;eraorepresentantedeDeus,tanto queseconvencionourepresent-locomuma aurolasobreacabea,e,noraroencontrarum mosaicoondeestejajuntamentecomaesposa, aoladodaVirgemMariaedoMeninoJesus. 27. Omosaicoexpressomximadaartebizantinaenose destinavaapenasaenfeitarasparedeseabbadas,mas instruirosfiismostrando-lhescenasdavidadeCristo,dos profetasedosvriosimperadores.Plasticamente,o mosaicobizantinoemnadaseassemelhaaosmosaicos romanos;soconfeccionadoscomtcnicasdiferentese seguemconvenesqueregeminclusiveosafrescos.Neles, porexemplo,aspessoassorepresentadasdefrentee verticalizadasparacriarcertaespiritualidade;aperspectiva eovolumesoignoradoseodouradomuitoutilizado devidoassociaocommaiorbemexistentenaterra:o ouro. 28. A arquitetura das igrejas foi a que recebeu maior ateno da arte bizantina, elas eram planejadas sobre uma base circular, octogonal ou quadrada imensas cpulas, criando-se prdios enormes e espaosos totalmente decorados. 29. Toda essa atrao por decorao aliada a preveno que os cristos tinham contra as esttuas que lembravam o paganismo romano, afasta o gosto pela forma e consequentemente a escultura no teve tanto destaque neste perodo.O que se encontra restringe-se a baixos relevos acoplados decorao. 30. A arte bizantina teve seu grande apogeu no sculo VI, durante o reinado do Imperador Justiniano.Porm, logo sucedeu-se u