Simpósio Fortaleza

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temticas do simpsio de fortaleza

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  • SIMPSIOS TEMTICOS

    OBS.: TODOS OS RESUMOS DEVERO SER ENVIADOS DIRETAMENTE PARA OS COORDENADORES DE SIMPSIOS TEMTICOS.

    1 A recordao do real, o vazio de real: a memria excessiva da poesia de Lngua Portuguesa Coordenao: Roberto Bezerra de Menezes (UFMG) - robertobmenezes@gmail.com Keyla Freires da Silva (UFC/URCA) - keylafreires@gmail.com

    Literatura, defesa do atrito, Silvina Rodrigues Lopes retoma a j pisada discusso em torno da memria como subsdio para a criao literria. Para a pesquisadora, os textos literrios so produzidos a partir de um esvaziamento da recordao. Esse vazio, enquanto matria potica, transposto para a linguagem de modo a

    que a memria substitui por imagens capazes de conter elas prprias o vazio e assim o transportarem. Aquilo que o poema conta a formao da recordao (2012, p. 49). E continua mais 50). Para esclarecer esse jogo entre recordao do real e recordao em devir na poesia, Lopes alerta- no se possa confundir com uma subordinao da poesia aos factos ou ao verossmil, justamente aquilo que do real limitado ao que algum sente ou admite

    autonomia da literatura deve ser repensada. Ela no deve esmagar o acontecimento, mas ser o acontecimento mesmo. Temos, assim, um ser escritural entre o testemunho e a fico e no se deve propor a desconstruo de um ou de outro, pois a literatura seria feita desse duplo. A partir desse jogo da linguagem, propomos este simpsio que acolher trabalhos voltados para a discusso do

  • trabalhos que faam uma anlise imanente do texto literrio, com o foco em seus procedimentos estticos e as possveis questes tericas, histricas e filosficas que possam auxiliar a discusso. ======================================================================= 2 Continuidades e descontinuidades do romantismo na lrica moderna e contempornea Coordenadores: Suene Honorato (UFC) - suenehonorato@gmail.com Patrcia Chanely Silva Ricarte (UFSC) - patricarte@gmail.com Se considerarmos os sentidos que a poesia lrica assume ainda hoje para um amplo espectro de leitores, observaremos que a expectativa predominante marcada por traos romnticos: um poema ser a expresso em versos de inquietaes sentimentais do eu-lrico, que o distanciam do mundo emprico em direo busca pelo ideal, realizada a partir de um conjunto de vocbulos e formas predefinidas como poticas. A formao da sensibilidade esttica na contemporaneidade conserva, pois, o imaginrio romntico como paradigma na definio do potico. Tal definio importa na medida em que tericos discordantes como Hugo Friedrich (A estrutura da lrica moderna) e Michael Hamburger (A verdade da poesia) partem do pressuposto de que a poesia que se

    impresso de obscuridade. A poesia de Charles Baudelaire, tomada como sntese das tenses que seriam desenvolvidas por algumas das vertentes da poesia moderna e contempornea, prope certas

    mal, esse personagem o poeta em busca de matria para sua poesia, aproveitando do mundo aquilo que at ento no fazia parte das imagens poticas confeccionadas pelo romantismo, o que resultar

    o, na medida em que a busca pelo ideal est no centro da potica baudelairiana. Para um crtico como Octvio Paz (Os

    o ad infinitum o gesto em busca da palavra original. Desde o princpio do sculo XIX, encara-se a modernidade como uma tradio e considera-se a ruptura

  • como a forma privilegiada de mudana. Nesse contexto, a poesia moderna direciona uma crtica ao mundo e a si mesma revelada por dois princpios bsicos: a analogia e a ironia. Para Jos Guilherme

    Partindo da compreenso geral de que a histria literria no pode ser simplificada na sucesso de perodos e estilos, este simpsio colocar em debate trabalhos tericos ou crticos a respeito de continuidades e descontinuidades do Romantismo na poesia moderna e contempornea, em poetas brasileiros ou estrangeiros. 3 Entre terras e amores, o romantismo revigorado Coordenadores: Francisco H. Arruda de Oliveira (UERN) - arrudace@yahoo.com.br Aline Reis (UGB/ IFRJ/ FaSF) - profalinereis@yahoo.com.br O simpsio temtico ora proposto visa congregar e compartilhar comunicaes sobre literaturas contemporneas, que dialoguem com a literatura do passado numa perspectiva comparada, ressaltando os aspectos transnacionais, culturais, e de movimentos emigrantes na escrita do romance. O retalho de perspectivas em que o romance contemporneo trabalha traz no como tradio, mas renovao a temtica da terra e do amor. Se no sculo XIX o quadro de referncias do romance era tratar do nacional, nesses primeiros decnios do sculo XXI as referncias so de ordem cultural, em que ainda se encontram em processo de transformao onde o tema do amor e da terra se renovam (JOBIM, 2013). Os romancistas brasileiros do sc. XIX, seguiram os modelos europeus, e influenciaram nossos hbitos de leitura, com esteretipos que se fixaram em nossa imaginao, cujos pressupostos em parte no pertenciam ao Brasil ou apresentavam-se alterados (SCHWARZ, 2000). Com reservas s propores devidas, muito do que se produziu no Romantismo no Brasil influenciou a literatura modernista. possvel que Macunama esteja para Iracema, como Grande Serto para Til. O corpo geogrfico brasileiro, o ndio, a esfera social, entre outros elementos participam, com proporo, da inventividade do que brasileiro, graas produo alencarina e de Euclides, por exemplo. A literatura contempornea ainda sofre influnc ias dessa literatura de dois sculos atrs: so exlios, buscas por melhores condies, o falar da terra brasilis por diferentes enfoques. Escritores do Agora, como Antnio Torres e Milton Hatoum a

  • ttulo de ilustrao compactuam deste passado que se faz presente dialogando e estreitando as distncias de lugares. Entretanto percebemos que no h mais um lugar fixo que defina e delimite as personagens, ao contrrio, o lugar de origem e o atual das personagens no as pertence mais, pois tornaram-se nmades sendo definidas pelos laos culturais que cultivam em maior ou menor instncia de suas vidas. Os romances contemporneos, em que o alargamento do presente e o compartilhamento de convivncia so uma constncia, mostram-nos que o romance de ontem foi revigorado nos seus aspectos culturais, em consonncia com os blocos transnacionais. 4 Escritas contemporneas, problemas, riscos por vir Coordenadores: Cid Ottoni Bylaardt (UFC) - cidobyl@ig.com.br Saulo de Arajo Lemos (UECE) - saulo_lemos@yahoo.com O subjetivismo romntico, uma das caractersticas mais marcantes do conjunto de cultura e arte que se monta e se estende entre o final do sculo XVIII e a primeira metade do sculo XIX, indicava uma radical ruptura com a orientao pragmtica e normativa que a literatura clssica propunha; a partir de ento, e durante dcadas, predominaram noes como a de sujeito e a de livre imaginao, ambas conectadas entre si por um fundamento de misticismo cristo (sendo essa conexo o eixo da chamada metafsica ocidental). Os modernismos artsticos, desde as primeiras dcadas do sculo XX, retomam o individualismo e a relativa iconoclastia da arte romntica e os radicalizam, provocando uma exploso dos cdigos ticos e estticos de at ento, de modo que, da liberdade romntica que tinha como horizonte certos valores j mencionados (individualismo, religiosidade, primado da emoo), a cultura artstica no ocidente corre para uma liberdade destituda de uma base de valores, que, assim, pde transitar entre o niilismo mais mrbido e o construtivismo mais engajado. Isso, como construo de arte, mas tambm como transformao das apreenses existenciais disponveis ao senso-comum, algo que vai sendo detectado por diversos pensadores, como se exemplifica, ao menos de forma restrita, no conceito de ser na obra de Martin Heidegger ou o de porvir na obra de Maurice Blanchot, sem contar com discusses posteriores como o inconsciente discursivo lacaniano, a diffrance derridiana ou o estilhaamento do sujeito moderno como detectado por Michel Foucault. A escrita contempornea, dessa maneira, toma a abertura relativa da escrita romntica e a extrapola, de modo que se torna uma subverso potencial do

  • prprio romantismo e mesmo de si prpria. Como contraponto inexato abertura cada vez mais radical da escritura desde o romantismo, tem-se a possibilidade da inscrio particular, da rasura, do risco, que pode vir a compor cartografias inesperadas, ocorrncias circunstanciais, o ente como rasura do ser, tenses polticas como limiar entre a diferena e o em-comum impessoal, a histria como a disparidade entre os discursos que a narram e o deteriorar das periodizaes, o multilinguismo (entre idiomas ou gneros discursivos) como tenso entre culturas e nsia pela linguagem primordial, que sempre existiu, fantasma de qualquer lngua, que nunca se cala quando a palavra silencia, e que nenhum discurso formula. Esta proposta de simpsio, assim, visa a reunir experincias crticas que sejam cartografias do contemporneo na literatura com foco na experimentao constante ou obsessiva, diante do abismo-devir que invade continuamente a escritura e a caracteriza como o que continua sem nenhum carter. 5 Experincias da alteridade: o olhar do poeta como contraponto herana do olhar colonizador Coordenadores: Constncia Lima Duarte (UFMG) - constanciaduarte@gmail.com Ana Amlia Neubern Batista dos Reis (UFMG) - anaameli18@gmail.com O presente Simpsio tem como objetivo proporcionar reflexes acerca da alteridade. Em nossa pesquisa atual, para abordar a temtica, estudamos a obra de Ceclia Meireles e o olhar que a autora lana ao Oriente, especialmente, ndia. Ceclia Meireles foi grande conhecedora e divulgadora da cultura oriental, o que se revela tanto em sua obra potica, como em sua prosa. Alm disso, a autora foi tradutora de vasto material da literatura oriental, dentre os quais, Poemas Chineses (1996), Poesia de Israel (1962), o romance aturanga (1962) e a pea teatral O carteiro do Rei (1961), de Rabindranath Tagore, escritor indiano com o qual Ceclia Meireles manteve afinidades ideolgi