Boletim de Conjuntura Econômica Fluminense

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O Boletim de Conjuntura Econômica Fluminense, é uma publicação mensal da CAPE- Coordenadoria de Acompanhamento Conjuntural e Pesquisas Econômicas, da Fundação Ceperj.

Text of Boletim de Conjuntura Econômica Fluminense

  • WBOLETIM DE CONJUNTURA ECONMICA FLUMINENSE

    Agosto de 2012 - Ano IV - n 6 - Ms de referncia: junho

    3 anos

  • O Boletim de Conjuntura Econmica Fluminense uma publicao mensal da COPE - Coordenadoria de Polticas Econmicas da Fundao Ceperj.

    Fundao Centro Estadual de Estatsticas, Pesquisas e Formao de Servidores Pblicos do Rio de Janeiro - CEPERJCentro de Estatsticas, Estudos e Pesquisas - CEEPSite: www.ceperj.rj.gov.brE-mail: ceep@ceperj.rj.gov.brTel.: 21 2334-7320 / 7314

  • Apresentao 02

    Desempenho por setor 03

    Indstria 04

    Comrcio 05

    Emprego 06

    Arrecadao ICMS 08

    Sumrio

  • Boletim de Conjuntura Econmica Fluminense

    ExpedienteFundao Centro Estadual de Estatsticas,Pesquisas e Formao de Servidores Pblicosdo Rio de Janeiro - CEPERJ

    PresidenteJorge Guilherme de Mello Barreto

    Centro de Estatsticas, Estudos e Pesquisas - CEEP

    Diretora Monica Simioni

    Coordenadoria de Polticas Econmicas - COPE

    Equipe Tcnica ResponsvelArmando de Souza FilhoRodrigo Santos MartinsSerfita Azeredo vila

    Assessoria de ComunicaoEloisa Leandro

    ColaboraoThas Farias

    Projeto grfico e DiagramaoPaloma Oliveira

    ImpressoGrfica Ceperj

    Tiragem500 exemplares

    APRESENTAO

    O Boletim de Conjuntura Econmica Fluminense, elaborado pelo Centro de Estatsticas, Estudos e Pesquisas CEEP, tem por objetivo acompanhar mensalmente a economia do estado do Rio de Janeiro, bem como fornecer subsdios aos gestores pblicos para tomada de decises.

    Os indicadores aqui apresentados refletem, de fato, um acompanhamento da economia fluminense dentro das limitaes impostas pela indisponibilidade de algumas informaes relevantes.

    Os dados analisados referem-se s Indstrias Extrativa, de Transformao, de Construo Civil e ao Comrcio - que contribuem para o clculo da taxa de variao do Produto Interno Bruto (PIB) - e so complementados com os do Mercado do Trabalho, do Comrcio Exterior, alm da arrecadao do Imposto sobre Circulao de Mercadorias e Servios (ICMS). Os setores examinados, em termos de PIB e de emprego, representam 60% da economia do Estado.

    Para a elaborao deste documento foram utilizadas

    pesquisas do IBGE (Pesquisa Industrial Mensal Produo Fsica, Pesquisa Mensal de Comrcio, Pesquisa Mensal de Emprego); do Ministrio do Trabalho e Emprego (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados); do Ministrio da Fazenda; da Secretaria de Comrcio Exterior SECEX; da Secretaria de Estado de Fazenda (Arrecadao Mensal de ICMS); do Sindicato Nacional da Indstria do Cimento SNIC; e da Federao das Indstrias do Rio de Janeiro FIRJAN.

    Fundao Ceperj @fundacaoceperj

  • Agosto de 2012 - Ano IV - Nmero 6

    Os principais indicadores econmicos mostraram que a economia fluminense manteve ritmo de crescimento modesto no primeiro semestre de 2012, apesar do desempenho favorvel do comercio varejista (3,7%), do mercado de trabalho (saldo de 66 mil postos de trabalho) e da arrecadao do ICMS (1,3%). O destaque negativo do semestre foi o setor industrial (-7,1%), influenciado por significativas quedas na produo de automveis (-39,7%), Txtil (-21,2%) e Produtos Alimentares (-12,2%). Recentes medidas de estmulo atividade industrial (reduo do IPI e queda nos juros para financiamento de mquinas e equipamentos) sinalizam uma retomada favorvel para a economia local.

    A anlise mais detalhada dos indicadores revela o seguinte desempenho: A produo industrial do Rio de Janeiro, medida pela Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, apresentou, no primeiro semestre de 2012 em relao ano anterior taxa negativa de 7,1%. As principais quedas ocorreram nas seguintes atividades: Veculos Automotores (-39,7%), Txtil (-21,2%), Produtos Alimentares (-12,2%), Farmacutica (-10,1%) e Minerais no metlicos (-10,4 %).

    1Quanto ao comrcio varejista do estado do Rio de Janeiro, os

    nmeros registrados neste primeiro semestre apontam para uma melhora no ritmo de crescimento do volume de vendas, com aumento de 3,7%, em relao ao primeiro semestre de 2011. As atividades pesquisadas que apresentaram melhores resultados foram: Mveis e eletrodomsticos (+12,7%), e Equipamentos e material para escritrio, informtica e comunicao (+6,4%).

    O emprego formal, segundo dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), apresentou aumento em relao ao estoque de trabalhadores assalariados, no estado do Rio de Janeiro. Foram acrescentados, somente no primeiro semestre de 2012, 66 mil postos de trabalho. Tal acrscimo deve-se, principalmente ao saldo positivo nos empregos do setor de Servios e de Construo Civil.

    E, por ltimo, arrecadao de ICMS de janeiro a junho de 2012 totalizou R$ 13.107,1 milhes, indicando crescimento real de 1,3 % no primeiro semestre do ano. Entre os principais setores o Comrcio revelou bom desempenho, com crescimento de 5,0%.

    2 3

    A economia fluminense manteve ritmo de crescimento modesto no segundo semestre de 2012

    DESEMPENHO POR SETOR (em junho de 2012)

  • Boletim de Conjuntura Econmica Fluminense

    Desempenho mensal da Economia Fluminense Junho de 2012

    2.1- Indstria Extrativa, de Transformao e da Construo Civil

    2Em junho, a produo industrial do Rio de Janeiro, medida

    pela Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, com ajuste sazonal, registrou queda de 4,3% em relao a maio. Na comparao com igual ms do ano anterior (junho de 2011) observa-se uma reduo de 8,6% na Indstria Geral, um desempenho negativo de 10,1% na Indstria de Transformao e um decrscimo de 2,5 % na Extrativa (petrleo/gs).

    Ainda comparando com junho de 2011, o principal impacto negativo veio de veculos automotores (-64,0%), influenciado, principalmente, pela menor fabricao de caminhes e automveis. Vale tambm citar os recuos de alimentos (-17,6%), de txtil (-17,5%) e de metalurgia bsica (-12,7%), influenciados, principalmente, pela queda na produo de caf torrado e modo, produtos embutidos ou de salamaria e preparaes e conservas de peixes, no primeiro ramo, e de folhas de flandres, vergalhes de aos ao carbono e ligas de alumnio em formas brutas, no ltimo.

    O indicador acumulado no primeiro semestre de 2012 apresentou queda de 7,1% para o total da indstria fluminense, influenciada, sobretudo, pelo perfil disseminado de queda

    na indstria, atingindo dez dos treze setores pesquisados. O principal impacto negativo ficou com o setor de veculos automotores (-39,7%), pressionado, especialmente, pela menor produo de caminhes e automveis. Vale tambm citar os recuos em Alimentos (-12,2%), Farmacutica (-10,9%), Minerais no metlicos (-10,4%), Metalurgia bsica (-4,1%), Bebidas (-7,0%) e Edio, impresso e reproduo de gravaes (-5,7%).

    Por sua vez, os indicadores da FIRJAN mostraram, ainda neste ms de junho em relao a maio de 2012, reduo de 4,3% nas vendas reais e de 4,8% nas horas trabalhadas. Quanto utilizao da capacidade instalada, o resultado de junho de 2012 foi de 79,8%, portanto, inferior ao registrado no ms anterior (81,9%).

    Em relao indstria da construo civil, medida indiretamente atravs do consumo de cimento, em abril de 2012, ltimo dado disponvel, registra-se decrscimo de 16,0%, em relao ao ms anterior e crescimento de 12,8% no acumulado de janeiro a abril de 2012. Com relao a abril de 2011 ocorreu um crescimento de 5,1%.

  • Agosto de 2012 - Ano IV - Nmero 6

    2.2 - Comrcio Varejista e do Exterior

    De acordo com a Pesquisa Mensal de Comrcio do IBGE, o comrcio varejista do estado do Rio de Janeiro apresentou, em junho de 2012, resultado positivo na comparao com o ms anterior (sries ajustadas sazonalmente), assinalando variao de (2,4%) no volume de vendas, superior ao do Pas que foi de (1,5%). Nas demais comparaes, obtidas das sries sem ajustes, o comrcio varejista fluminense obteve, em termos de volume de vendas, um acrscimo da ordem de 6,6 % sobre o ms de junho de 2011 e de 3,7% no primeiro semestre do ano.

    Das atividades pesquisadas pelo IBGE, extradas das sries sem ajustamento, apenas trs obtiveram crescimento no volume de vendas no ms de junho: Equipamentos de informtica (6,2%); Combustveis e lubrificantes (2,6%) e Supermercados (0,2%). As demais atividades apresentaram queda nas vendas, a saber: Livros e jornais (-7,0 %); Mveis e eletrodomsticos (-6,2%); Tecidos, vesturio e calados (-2,0%) e Artigos farmacuticos (-1,4%).

    Com relao comparao Junho 11/ Junho 10 (srie sem ajuste), todas as atividades do varejo pesquisadas apresentaram taxa de variao positiva no volume de vendas, conforme os registros a seguir: Combustveis (19,2%); Mveis e eletrodomsticos (+10,8%); Tecido e vesturio (+1,8 %); Outros artigos de uso pessoal e domstico (+5,3%); Hipermercados

    e supermercados (+3,5%); Artigos farmacuticos (+7,2 %); As atividades de Veculos e motos e de Material de Construo, que esto contempladas nas estatsticas do Comrcio Varejista ampliado, registraram as seguintes taxas (+13,0 %) e (9,7%), respectivamente.

    Resultado do Primeiro Semestre

    O primeiro semestre de 2012 apresentou crescimento de 3,7% em relao ao mesmo perodo do ano anterior. Segundo tcnicos do setor, a explicao para este comportamento deve-se s medidas de incentivo ao consumo, tais como reduo do IPI para alguns setores; crescimento da massa salarial; oferta de crdito e reduo das taxas de juros. Os setores com os melhores desempenhos foram: Mveis e eletrodomsticos (+12,7%) e equipamentos de comunicao e informtica (6,4%).

    Quanto ao comrcio e