Boletim de Conjuntura Econômica

  • View
    213

  • Download
    0

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Boletim de Conjuntura Econômica

Text of Boletim de Conjuntura Econômica

  • WBOLETIM DE CONJUNTURA ECONMICA FLUMINENSE

    Julho de 2012 - Ano IV - n 5 - Ms de referncia: maio

    3 anos

  • O Boletim de Conjuntura Econmica Fluminense uma publicao mensal da CAPE - Coordenadoria de Acompanha-mento Conjuntural e Pesquisas Econmi-cas da Fundao Ceperj.

    Fundao Centro Estadual de Estatsticas, Pesquisas e Formao de Servidores Pblicos do Rio de Janeiro - CEPERJCentro de Estatsticas, Estudos e Pesquisas - CEEPSite: www.ceperj.rj.gov.brE-mail: ceep@ceperj.rj.gov.brTel.: 21 2334-7320 / 7314

  • Apresentao 02

    Desempenho por setor 03

    Indstria 04

    Comrcio 05

    Emprego 06

    Arrecadao ICMS 07

    Sumrio

  • Boletim de Conjuntura Econmica Fluminense

    ExpedienteFundao Centro Estadual de Estatsticas,Pesquisas e Formao de Servidores Pblicosdo Rio de Janeiro - CEPERJ

    PresidenteJorge Guilherme de Mello Barreto

    Centro de Estatsticas, Estudos e Pesquisas - CEEP

    Diretor Epitcio Brunet

    Coordenadoria de Acompanhamento Conjunturale Pesquisas Econmicas - CAPE

    Equipe Tcnica ResponsvelArmando de Souza FilhoRodrigo Santos MartinsSerfita Azeredo vila

    Assessoria de ComunicaoEloisa Leandro

    ColaboraoThas Farias

    Projeto grfico e DiagramaoPaloma Oliveira

    ImpressoGrfica Ceperj

    Tiragem500 exemplares

    APRESENTAO

    O Boletim de Conjuntura Econmica Fluminense, elaborado pelo Centro de Estatsticas, Estudos e Pesquisas CEEP, tem por objetivo acompanhar mensalmente a economia do estado do Rio de Janeiro, bem como fornecer subsdios aos gestores pblicos para tomada de decises.

    Os indicadores aqui apresentados refletem, de fato, um acompanhamento da economia fluminense dentro das limitaes impostas pela indisponibilidade de algumas informaes relevantes.

    Os dados analisados referem-se s Indstrias Extrativa, de Transformao, de Construo Civil e ao Comrcio - que contribuem para o clculo da taxa de variao do Produto Interno Bruto (PIB) - e so complementados com os do Mercado do Trabalho, do Comrcio Exterior, alm da arrecadao do Imposto sobre Circulao de Mercadorias e Servios (ICMS). Os setores examinados, em termos de PIB e de emprego, representam 60% da economia do Estado.

    Para a elaborao deste documento foram utilizadas

    pesquisas do IBGE (Pesquisa Industrial Mensal Produo Fsica, Pesquisa Mensal de Comrcio, Pesquisa Mensal de Emprego); do Ministrio do Trabalho e Emprego (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados); do Ministrio da Fazenda; da Secretaria de Comrcio Exterior SECEX; da Secretaria de Estado de Fazenda (Arrecadao Mensal de ICMS); do Sindicato Nacional da Indstria do Cimento SNIC; e da Federao das Indstrias do Rio de Janeiro FIRJAN.

    Fundao Ceperj @fundacaoceperj

  • Julho de 2012 - Ano IV - Nmero 4

    As medidas adotadas pelo governo para estimular as vendas e a produo surtiram efeito. No ms de maio de 2012, em relao abril do mesmo ano, a indstria de transformao cresceu 1,1% beneficiada principalmente pelo aumento na produo do setor automobilstico (15,5%), fato confirmado pelas estatsticas da Firjan, cujas Vendas Reais da indstria

    1cresceram 10,6%. O comrcio varejista, que teve crescimento perto de zero, apresentou como destaques negativos as vendas de mveis e de automveis. O emprego formal, seguindo essa tendncia, contratou no ms de abril 5,6% a menos do que no ms de maro.

    2 3

    DESEMPENHO POR SETOR (em julho de 2012)

    As medidas adotadas pelo governo para estimular as vendas e a produo aumentaram a fabricao e a comercializao de veculos

  • Boletim de Conjuntura Econmica Fluminense

    Desempenho mensal da Economia Fluminense Maio de 2012

    2.1- Indstria Extrativa, de Transformao e da Construo Civil

    2Em maio, a produo industrial do Rio de Janeiro, medida

    pela Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, com ajuste sazonal, registrou aumento de 1,1% em relao a abril. Na comparao com igual ms do ano anterior (maio de 2011) observou-se uma reduo de 5,1% na Indstria Geral, um desempenho negativo de 6,4% na Indstria de Transformao e um acrscimo de 1,3 % na Extrativa (petrleo/gs).

    Ainda comparando com maio de 2011, o principal impacto negativo veio de veculos automotores (-26,4%), influenciado, principalmente, pela menor fabricao de caminhes e automveis. Vale tambm citar os recuos de alimentos (-16,7%), de bebidas (-13,19) e de metalurgia bsica (-6,3%), influenciados, principalmente, pela queda na produo de caf torrado e modo, produtos embutidos ou de salamaria e preparaes e conservas de peixes, no primeiro ramo, e de

    folhas de flandres, vergalhes de aos ao carbono e ligas de alumnio em formas brutas, no ltimo.

    Por sua vez, os indicadores da FIRJAN mostraram, ainda neste ms de maio em relao a abril de 2012, aumento de 10,6% nas vendas reais e de 6,8% nas horas trabalhadas. Quanto utilizao da capacidade instalada, o resultado de maio de 2012 foi de 81,9%, portanto superior ao registrado no ms anterior (80,8%).

    Em relao indstria da construo civil, medida indiretamente atravs do consumo de cimento, em maro de 2012, ltimo dado disponvel, registrou-se acrscimo de 21,1% em relao ao ms anterior e de 12,8% no acumulado de janeiro a maro de 2012. Com relao a maro de 2011 ocorreu um crescimento de 24,3%.

  • Julho de 2012 - Ano IV - Nmero 4

    2.2 - Comrcio Varejista e do Exterior

    De acordo com a Pesquisa Mensal de Comrcio do IBGE, o comrcio varejista do estado do Rio de Janeiro apresentou, em maio de 2012, resultado negativo na comparao com o ms anterior (sries ajustadas sazonalmente), assinalando variao de -0,5 % no volume de vendas, parecido com o do Pas que foi de -0,8. Nas demais comparaes, obtidas das sries sem ajustes, o comrcio varejista fluminense obteve, em termos de volume de vendas, um acrscimo da ordem de 2,2 % sobre o ms de maio de 2011 e de 3,1% no acumulado.

    Das atividades pesquisadas pelo IBGE, extradas das sries sem ajustamento, duas obtiveram quedas no volume de vendas no ms de maio; Supermercados (-1,5%) e Equipamentos de informtica e comunicao (-10,3%). As demais atividades apresentaram crescimento nas vendas, a saber: Tecidos, vesturio e calados (33,6%); Mveis e eletrodomsticos (8,2%). Livros e papelaria (8,3%); Artigos Farmacuticos (7,3%); Outros artigos de uso pessoal (1,0 %); Combustveis e lubrificantes (0,4 %).

    Com relao comparao Maio 12/ Maio 11 (srie sem ajuste), quase todas as atividades do varejo pesquisadas apresentaram taxa de variao positiva no volume de vendas, conforme os registros a seguir: Combustveis (+16,1%); Artigos farmacuticos (+6,2 %); Livros e jornais (3,2%); Tecido e vesturio (+2,9%); Hipermercados e supermercados (+1,2%); Mveis e eletrodomsticos (+1,0%). As variaes negativas ocorreram com Outros artigos de uso pessoal e domstico

    (-1,5%) e Equipamentos de informtica e comunicao (-11,2 %). As atividades de Veculos e motos e de Material de Construo, que esto contempladas nas estatsticas do Comrcio Varejista ampliado, registraram as seguintes taxas (-6,3 %) e (+12,8%), respectivamente.

    Quanto ao comrcio exterior, a balana comercial do estado do Rio de Janeiro apresentou um saldo positivo, em maio de 2012, de US$ 450,3 milhes. Contriburam para este supervit as exportaes de leo bruto de petrleo pela Petrobras, que representaram 64% das exportaes fluminenses.

    4 5

    Fonte: IBGE, PIM-PF,. Elaborao: Fundao Ceperj - CEEP

    Grfico 2ndice de volume da Indstria

    Estado do Rio de Janeiro - Maio 2011 - Maio 2012

    Ind. Extrativa

    Ind. Geral

    Ind. Transformao

    Setor de vesturio cresceu 1,9%, em relao ao ano passado

  • Boletim de Conjuntura Econmica Fluminense

    2.3 - EmpregoEm maio de 2012, segundo dados do CAGED (Cadastro

    Geral de Empregados e Desempregados), verificou-se um aumento de 0,28% no nvel de empregos em relao ao estoque de trabalhadores assalariados, no estado do Rio de Janeiro. Foram acrescentados 12.030 postos de trabalho. Tal

    acrscimo deveu-se principalmente ao saldo positivo nos empregos do setor de Servios (+6.276 postos) e Construo Civil (+2.271). Comparando-se o acumulado de janeiro a maio de 2012 com o mesmo perodo do ano anterior, houve queda de 14,9% no saldo de empregos formais.

    Fonte: IBGE, Pesquisa Mensal do Comrcio

    Grfico 3ndice de Volume do Comrcio Varejista

    Brasil e Estado do Rio de Janeiro - Mai 11/ Mai 12

    Brasil

    Rio de Janeiro

  • Julho de 2012 - Ano IV - Nmero 4

    Pesquisa Mensal de Emprego (PME)

    Ao se analisar o emprego no ms de maio, medido pela Pesquisa Mensal de Emprego - PME, observa-se que a taxa de desocupao na Regio Metropolitana do Rio de Fevereiro foi de 5,2%, ficando abaixo da mdia nacional (5,8%). As demais regies metropolitanas da Regio Sudeste apresentaram as seguintes taxas de desemprego: Regio Metropolitana de Belo Horizonte, 5,1% e Regio Metropolitana de So Paulo, 6,2%, conforme pode se observar no Grfico 4.

    Na Regio Metropolitana do Rio de Janeiro a taxa de desocupao em maio de 2012 (5,2%) foi inferior a de abril de 2012 (5,6%) e a de maio de 2011 (5,4%). A populao ocupada, com aproximadamente 5.470 mil pessoas, se manteve estvel no ms e cresceu 2,9% em relao a maio de 2011. Por sua vez, o rendimento mdio real da populao ocupada foi estimado em R$ 1.789,70 no ms de maio de 2012, permanecendo estvel em relao ao ms anterior e aumentando 0,4 % na comparao com maio do ano anterior.

    Inclui Dvida Ativa, Multa e Mora.