Direito Civil Esquematizado

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Direito Civil

RESUMO DIREITO CIVILContedo 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. Das Pessoas; Dos Bens Do Bem de Famlia Ato Jurdico Direitos Reais e Pessoais Direitos das Obrigaes Contratos: Conceitos, Classificao e Espcies Da Responsabilidade Civil Do Casamento Do Concubinato Filiao Estatuto da Criana e do Adolescente (Lei n 8.069/90) Direito das Sucesses pag. 02 pag. 08 pag. 12 pag. 13 pag. 17 pag. 30 pag. 34 pag. 45 pag. 49 pag. 55 pag. 56 pag. 60 pag. 71

Alexandre Jos Granzotto

Julho a Outubro / 2002

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Direito Civil

RESUMO - DIREITO CIVIL1. DAS PESSOAS1.1. PESSOA FSICA NATURAL todo ser humano, sujeito de direitos e obrigaes. Para ser considerado PESSOA NATURAL basta que o homem exista. Todo homem dotado de personalidade, isto , tem CAPACIDADE para figurar numa relao jurdica, tem aptido para adquirir direitos e contrair obrigaes.

1.2. CAPACIDADE:

a medida da personalidade. Pode ser de DIREITO ou de FATO

Capacidade de Direito: prpria de todo ser humano, que a adquire assim que nasce (comea a respirar) e s a perde quando morre; Em face do ordenamento jurdico brasileiro a personalidade se adquire com o nascimento com vida, ressalvados os direitos do nascituro desde a concepo. Capacidade de Fato: Nem todos a possuem; a aptido para exercer, pessoalmente, os atos da vida civil (capacidade de ao). S se adquire a Capacidade de Fato com a plenitude da conscincia e da vontade. A pessoa tem a CAPACIDADE DE DIREITO, mas pode no ter a CAPACIDADE DE FATO.

Ex.: Os recm-nascidos e os loucos tm somente a capacidade de direito, pois esta capacidade adquirida assim que a pessoa nasce. Eles podem, por exemplo, exercer o direito de herdar. Mas no tm capacidade de fato, ou seja, no podem exercer o direito de propor qualquer ao em defesa da herana recebida, precisam ser representados pelos pais ou curadores. Se a me puder exercer o ptrio poder, comprovando a sua gravidez, pode ser investida judicialmente na posse dos direitos sucessrios que caibam ao nascituro. Capacidade Plena quando a pessoa tem as duas espcies de capacidade (de direito e de fato). Capacidade Limitada Quando a pessoa possui somente a capacidade de direito; ela denominada INCAPAZ, e necessita de outra pessoa que a substitua, auxilie e complete a sua vontade.

Comeo da Personalidade A personalidade comea com o nascimento com vida , o que se constata com a respirao (docimsia hidrosttica de Galeno). Antes do nascimento no h personalidade, mas a lei, todavia, lhe resguarda direitos para que os adquira se vier a nascer com vida. Extino da Personalidade A personalidade se extingue com a morte real, fsica. a) Morte Real A sua prova se faz pelo atestado de bito ou pela justificao, em caso de catstrofe e no encontro do corpo. A existncia da pessoa natural termina com a morte, e suas conseqncias so: extino do ptrio poder; dissoluo do casamento; extino dos contratos pessoais; extino das obrigaes; etc.2

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b) Morte Simultnea (comorincia) quando duas ou mais pessoas (quando houver entre elas relao de sucesso hereditria) morrem simultaneamente, no tendo como saber quem morreu primeiro. Graus de Parentesco Existem graus de parentesco em Linha Reta e Linha Colateral. Em Linha Reta: Em Linha Colateral: Linha Sucessria Pai, Filho, Neto, Bisneto. Irmo (2 grau), Tio/Sobrinho (3 grau); Primos (4 grau). Quando uma pessoa morre e deixa herana, a linha sucessria a seguinte: Descendentes, Ascendentes, Cnjuge e Parentes at 4 grau.

c) Morte Civil Quando um filho atenta contra a vida de seu pai ele pode ser excludo da herana por indignidade, como se morto fosse, somente para o fim de afast-lo da herana. Outra forma de Morte Civil a ofensa honra (injria, calunia e difamao), ou a pessoa evitar o cumprimento de um testamento. d) Morte Presumida ocorre quando a pessoa for declarada ausente, desaparecida do seu domicilio, ou que deixa de dar noticias por longo perodo de tempo. Os efeitos da Morte Presumida so apenas patrimoniais. O ausente no declarado morto, nem sua mulher considerada viva. Os herdeiros podero requerer a sucesso definitiva 05 (cinco) anos aps a constatao do desaparecimento. Legitimao a aptido para a prtica de determinados atos jurdicos. Consiste em saber se uma pessoa tem, no caso concreto, CAPACIDADE para exercer PESSOALMENTE seus direitos. Tolhem a legitimao: sade fsica e mental, a idade e o estado. A falta de legitimao no retira a capacidade e pode ser suprida. Representao: p/ absolutamente incapazes; Assistncia: p/ relativamente incapazes Graus de Capacidade Capazes Maiores de 21 anos (excetuando-se as pessoas possuidoras de uma ou mais caractersticas abaixo elencadas);

Absolutamente Incapazes devem ser representados; no podem participar do ato jurdico o ato NULO; Os atos praticados pelos absolutamente incapazes so considerados nulos de pleno direito quando no tiverem sido realizados por seu representante legal. So absolutamente incapazes: Menores de 16 anos; Loucos/alienados de todo gnero (submetidos percia mdica); Surdos e mudos que no conseguirem exprimir sua vontade; Ausentes (declarados judicialmente morte presumida).

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Relativamente Incapazes devem ser assistidos; o ato jurdico pode ser anulvel. Os atos praticados pelos relativamente incapazes so considerados anulveis quando praticados sem a devida assistncia. So relativamente incapazes: Maiores de 16 anos e menores de 18 anos; Prdigos (que tm compulso em gastar e comprar); o prdigo para casar Precisa de autorizao do seu curador. Silvcolas (ndios).

Observaes: Quanto incapacidade relativa, pode-se afirmar que o menor - entre 16 e 18 anos - equipara-se ao maior quanto s obrigaes resultantes de atos ilcitos, em que for declarado culpado. (artigo 156-CC). A incapacidade do menor cessar com o seu casamento. (homem: s com autorizao dos pais ou responsvel, e s a partir dos 18 anos; mulheres: a partir dos 16 anos) Se uma pessoa relativamente incapaz vender um imvel, o adquirente sabendo que ele s tinha 18 anos de idade, sem a devida assistncia dos seus representantes legais, este ato ser anulvel. Os relativamente incapazes podem ser mandatrios. a aquisio da plenitude da capacidade antes dos 18 anos, habilitando-o para todos os atos da vida civil. A emancipao, por concesso dos pais ou por sentena judicial, s produzir efeito aps sua inscrio no Registro Civil.

1.2.1. EMANCIPAO:

Adquire-se a emancipao e conseqente capacidade civil plena: Por ato dos pais ou de quem estiver no exerccio do ptrio poder, se o menor tiver entre 16 e 18 anos. Neste caso no precisa homologao do juiz, bastando uma escritura pblica ou particular, e registrada em cartrio; Por sentena do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver 18 anos; Pelo casamento; Pelo exerccio de emprego pblico efetivo, na Administrao Direta; Pela formatura em grau superior; Pelo estabelecimento civil ou comercial com economia prpria. A capacidade plena civil (maioridade civil) se d aos 18 anos e a maioridade penal se d aos 18 anos.

1.3. DOMICLIO E RESIDNCIA Domiclio a sede jurdica da pessoa, onde ela se presume presente para efeitos de direito. o lugar pr-fixado pela lei onde a pessoa presumivelmente se encontra. uma situao de fato,

Residncia -

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ResumoDomiclio da Pessoa Natural

Direito Civil o lugar onde a pessoa estabelece a sua residncia com nimo definitivo . A residncia , portanto, um elemento do conceito de domiclio , o seu elemento objetivo. O elemento subjetivo o nimo definitivo.

Algumas regras param se estabelecer o domiclio das pessoas naturais O domiclio da pessoa natural o lugar onde ela estabelece sua residncia com nimo definitivo; Elemento objetivo = a fixao pessoa em determinado lugar Elemento subjetivo = a inteno de a fixar-se definitivamente.

Regra Bsica

Outras Regras: 1. Pessoas com vrias residncias onde alternativamente vivam ou com vrios centros de ocupao habitual: 2. Domiclio qualquer um deles;

Pessoas sem residncia habitual, nem ponto central de negcios. (Ex.: circenses) Domiclio o lugar onde for encontrado;

Domiclios necessrios e legais a) dos incapazes b) da mulher casada c) do funcionrio pblico d) do militar o dos seus representantes; o do marido; o lugar onde exerce suas funes, no temporrias; o do lugar onde serve; o do lugar onde o navio est matriculado

e) dos oficiais e tripulantes da marinha mercante f) do preso

o do lugar onde cumpre a sentena

Domiclio Contratual ou Foro de Eleio

o domiclio contratantes.

eleito

pelas

partes

Domiclio das Pessoas Jurdicas

A pessoa jurdica tem por domiclio a sede ou a filial, para os atos ali praticados.

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NO BRASIL, PREVALECE A TEORIA DA PLURALIDADE DE DOMICLIOS.

1.4. PESSOA JURDICA Conceito So entidades em que a Lei empresta personalidade, capacitando-as a serem sujeitos de direitos e obrigaes. No possuem realidade fsica. Pessoa Jurdica de Direito Pblico Unio; Estados; Municpios; Distrito Federal; Autarquias; Partidos Polticos; Pessoa Jurdica de Direito Privado Sociedades Civis, religiosas, cientficas, literrias; Associaes de Utilidade Pblica; Fundaes; Sociedades Mercantis.

Requisitos p/ a constituio da Pessoa Jurdica Vontade humana - affectio - se materializa no ATO DE CONSTITUIO que se denomina Estatuto (associaes sem fins lucrativos), Contrato Social (sociedades civis ou mercantis) e Escritura Pblica ou Testamento (fundaes). Registro - o ato constitutivo deve ser levado Registro para que comece, ento, a existncia legal da pessoa jurdica de Direito Privado. Antes do Registro, no passar de mera sociedade de fato. Autorizao do Governo - Algumas pessoas jurdicas precisam de