do Microempreendedor Individual - MEI.· Microempreendedor Individual - MEI, no âmbito do Município

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  • LEI COMPLEMENTAR N. 42 DE 04 DE SETEMBRO DE 2013

    Institui o Estatuto da Micro, da Pequena Empresa e do Microempreendedor Individual - MEI.

    O Prefeito do Municpio de Itapagipe,Fao saber que a Cmara Municipal aprovou e, eu sanciono e promulgo a seguinte Lei Complementar:

    CAPTULO IDA INSTITUIO DO ESTATUTO DA MICRO, DA PEQUENA EMPRESA E DO

    MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL-MEI

    Art. 1 Esta Lei Complementar institui o Estatuto da Micro, da Pequena Empresa e do Microempreendedor Individual - MEI, no mbito do Municpio e em conformidade com a Lei Complementar Federal n. 123/06 e suas alteraes, cujo objetivo estabelecer tratamentos legais, de carter diferenciado e favorecido, ao desenvolvimento do empreendedorismo de micro e pequeno porte como um dos instrumentos propulsores do desenvolvimento econmico e social.

    Pargrafo nico. O tratamento especfico Microempresa e Empresa de Pequeno Porte encontra-se fundado na Constituio Federal, em especial no artigo 179.

    Art. 2 Beneficiam-se desta Lei a pessoa jurdica classificada como microempresa, empresa de pequeno porte e o microempreendedor individual - MEI, tambm denominadas como micro, pequena empresa e MEI, respectivamente, e a pessoa fsica classificada como autnoma, de acordo com os parmetros legais estabelecidos nas legislaes de mbito nacional e estadual, ressalvando-se as vedaes, restries e condicionantes vigentes.

    Pargrafo nico: Sero observadas e aplicadas no que couberem, as regulamentaes dos parmetros tcnicos, tributrios, econmicos e contbeis expedidas pelo Comit Gestor de Tributao das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, vinculado ao Ministrio da Fazenda do Governo Federal e, das resolues do Comit para Gesto da REDESIM, vinculado ao Ministrio de Desenvolvimento, Indstria e Comrcio Exterior.

    Art. 3 As disposies estabelecidas nesta Lei Complementar e em seus decretos regulamentares prevalecero sobre as demais legislaes e regulamentos vigentes no Municpio, como se neles estivessem transcritas, para fins de aplicao exclusivamente s Microempresas e Empresas de Pequeno Porte e Microempreendedores Individuais - MEIs.

    Art. 4 Os dispositivos desta Lei que beneficiem as empresas e contribuintes acima referidos devero ter prioridade em relao aos dispositivos tributrios do Cdigo Tributrio Municipal, contido na Lei Complementar n 006 de 14/12/2001, para a Microempresa, Empresa de Pequeno Porte e do Microempreendedor Individual MEI.

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  • Art. 5 Com objetivo de instaurar ambiente e instrumentos especficos de forma a propiciar a implementao das polticas pblicas municipais do tratamento diferenciado e favorecido s Microempresas, Empresas de Pequeno Porte e Microempreendedor Individual - MEI ficam institudos atravs desta Lei:

    I a Ao Municipal de Desenvolvimento de Fornecedores Locais, com a finalidade de incremento das operaes comerciais entre compradores e fornecedores locais;

    II a Ao Municipal de Promoo Comercial das Micros, Pequenas Empresas e Microempreendores - MEIs, com a finalidade de incremento da visibilidade dos produtos e servios produzidos no Municpio,

    III a Ao Municipal de Desenvolvimento do Empreendedorismo Familiar, como estmulo elevao do rendimento mdio das famlias domiciliadas no Municpio; e

    IV o agente de desenvolvimento como articulador das aes pblicas para a promoo do desenvolvimento local e territorial, mediante aes locais ou comunitrias, individuais ou coletivas.

    1. O Poder Executivo poder promover o contnuo aperfeioamento dos instrumentos estabelecidos nesta Lei, bem como, a ampliao e a introduo de outros, desde que em consonncia com os preceitos legais aplicveis.

    2. O Poder Executivo poder nomear os instrumentos estabelecidos nesta Lei atravs de outras denominaes especficas como forma de obter melhor compreenso publicitria dos seus propsitos.

    Art. 6 O Poder Pblico Municipal poder prever nos instrumentos de planejamento plurianual de aes governamentais, os programas, aes, recursos econmicos, financeiros, materiais e humanos com a finalidade de subsidiar a realizao destas aes.

    Art. 7 Fica o Poder Executivo municipal autorizado a celebrar convnios e demais instrumentos pblicos, na forma da Lei, visando a participao e a cooperao da parte de instituies pblicas ou privadas que possam contribuir para o alcance dos resultados almejados pelas polticas pblicas estabelecidas nesta Lei.

    Art. 8 Todos os rgos vinculados administrao pblica municipal, incluindo as empresas, as autarquias e fundaes, devero incorporar em seus procedimentos, nos instrumentos de ajustes pblicos, convnios, contratos e afins, enfim, no que couber, o tratamento diferenciado e facilitador s microempresas e empresas de pequeno porte, bem como ao microempreendedor individual - MEI.

    CAPTULO IIDA CLASSIFICAO DA MICROEMPRESA E DA EMPRESA DE PEQUENO PORTE E

    DO MICROEMPREENDEDORMEI.

    Art. 9 Para os efeitos desta lei, ficam adotados na ntegra os parmetros de definio de microempresa e empresa de pequeno porte (MPE) e Microempreendedor Individual (MEI) constantes no Art. 3 e nos Arts. 18-A, 18-B e 18-C da Lei Complementar Federal n 123, de 14 de dezembro de 2006 e suas alteraes, bem como nos regulamentos e normas expedidos pelo Comit Gesto Federal.

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  • CAPTULO IIIDO ATENDIMENTO CENTRALIZADO

    Art. 10. O Poder Executivo regulamentar atravs de decretos e facilitar mediante a celebrao de convnios, os processos de abertura, a inscrio como contribuinte, a concesso de alvar de localizao e funcionamento, e a baixa das empresas de micro e pequeno porte e o microempreendedor individual - MEI, de forma a contemplar, no mnimo, os seguintes requisitos a ttulo de simplificao:

    I a sincronizao por meio eletrnico das exigncias dos diversos rgos responsveis pela conformidade da atividade e o uso do imvel onde funcionaro as atividades econmicas, de natureza cadastral imobiliria, obras, requisitos sanitrios, metrolgicos, impactos sobre o meio natural, ambiental, vizinhana, cultural, histrico, trnsito, medidas preventivas de combate a incndio, dentre outros;

    II o estabelecimento de interligao com a Junta Comercial do Estado de Minas Gerais para a integrao ao programa Minas Fcil ou ferramenta criada pelo Comit para Gesto da REDESIM, para fins de simplificao dos processos de abertura ou baixa de empresas;

    III a utilizao do Cadastro Nacional Sincronizado da Secretaria da Receita Federal;

    IV a instituio de Nota Fiscal Eletrnica de Prestao de Servios e,

    V a emisso de Nota Fiscal avulsa.

    Art. 11. A inscrio da micro, da pequena empresa e microempreendedor individual - MEI no Cadastro Mobilirio de Contribuintes poder ser realizada atravs de meio eletrnico mediante procedimento especifico a ser regulado via Decreto.

    Pargrafo nico. Ser admitido inscrio da empresa que em funo das caractersticas de suas atividades no necessitar de estrutura imobiliria para seu funcionamento, havendo a necessidade de indicao de endereo de referncia fiscal.

    CAPTULO IVDO FUNCIONAMENTO

    Art. 12. Fica institudo o Alvar de Localizao e Funcionamento Provisrio, quando este for solicitado pelas microempresas, empresas de pequeno porte e Microempreendedor Individual - MEI, de acordo com as condies estabelecidas nesta Lei ou atravs de legislaes pertinentes, que habilitar o funcionamento imediato, ttulo precrio, da empresa, aps sua concesso.

    1. O alvar previsto no caput deste artigo no se aplica no caso das atividades eventuais, de comrcio ambulante e de autnomos no estabelecidos, os quais dispem de regras prprias conforme definido em lei.

    2. O formulrio de requerimento de solicitao de concesso do Alvar de Localizao e Funcionamento Provisrio poder ser disponibilizado por meio eletrnico ou obtido junto a Prefeitura, e o mesmo dever conter, sob forma de questionrio de fcil entendimento, todas as informaes bsicas exigidas pelos rgos que podem manifestar em contrrio sua expedio.

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  • 3. No sero concedidos Alvars de Localizao e Funcionamento Provisrio s atividades que promovam aglomerao de pessoas em quantidade maior que 50 (cinqenta) de uma s vez, a gerao de rudos e incmodos sobre a vizinhana, a manipulao de substncias qumicas ou biolgicas, txicas e explosivas.

    4. Ficar a cargo dos rgos competentes a definio das atividades com grau de alto risco.

    Art. 13. A concesso do Alvar de Localizao e Funcionamento Provisrio dever ocorrer no prazo de at 03 (trs) dias teis aps seu requerimento pela autoridade pblica municipal competente, e ter validade mxima de at 03 (trs) meses a contar da data da sua emisso, podendo ser prorrogado por mais 03(trs) meses somente nos casos de haver necessidade de retificaes justificadas nos procedimentos de licenciamentos especficos.

    1 Os rgos encarregados pelo licenciamento dos requisitos de segurana sanitria, metrologia, controle ambiental, patrimonial histrico ou arquitetnico, e de preveno contra incndio, podero se manifestar em contrrio concesso do Alvar de Localizao e Funcionamento Provisrio dentro do prazo mximo de at 02 (dois) dias teis da data da sua solicitao ao rgo.

    2. A requisio da concesso do Alvar de Localizao e Funcionamento Provisrio ser firmada pelo responsvel legal da empresa em conjunto com os responsveis tcnicos devidamente habilitados pela elaborao dos projetos de licenciamento, de acordo com o que for necessrio em funo da atividade e do local de funcionamento.

    3. Aps a concesso do Alvar de Localizao e Funcionamento Provisrio, a empresa requerente dever submeter aos rgos competen