Estatuto Do Idoso

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Idoso direitos para todos acima 60 anos

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    ESTATUTO DO IDOSO

    Professora Claudete PessaSite: www.claudetepessoa.com.br

    LEI N o 10.741, DE 1 DE OUTUBRO DE 2003.Dispe sobre o Estatuto do Idoso e doutras providncias.

    O PRESIDENTE DA REPBLICA Fao saber que o Congresso Nacionaldecreta e eu sanciono a seguinte Lei:

    TTULO IDisposies Preliminares

    Art. 1o institudo o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitosassegurados s pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.

    Art. 2o O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes pessoahumana, sem prejuzo da proteo integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhe, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, parapreservao de sua sade fsica e mental e seu aperfeioamento moral,intelectual, espiritual e social, em condies de liberdade e dignidade.

    Art. 3o obrigao da famlia, da comunidade, da sociedade e do PoderPblico assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivao do direito vida, sade, alimentao, educao, cultura, ao esporte, ao lazer, aotrabalho, cidadania, liberdade, dignidade, ao respeito e convivnciafamiliar e comunitria. Pargrafo nico. A garantia de prioridade compreende: I atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos rgospblicos e privados prestadores de servios populao; II preferncia na formulao e na execuo de polticas sociais pblicasespecficas; III destinao privilegiada de recursos pblicos nas reas relacionadascom a proteo ao idoso; IV viabilizao de formas alternativas de participao, ocupao econvvio do idoso com as demais geraes; V priorizao do atendimento do idoso por sua prpria famlia, emdetrimento do atendimento asilar, exceto dos que no a possuam ou careamde condies de manuteno da prpria sobrevivncia; VI capacitao e reciclagem dos recursos humanos nas reas de geriatriae gerontologia e na prestao de servios aos idosos; VII estabelecimento de mecanismos que favoream a divulgao deinformaes de carter educativo sobre os aspectos biopsicossociais deenvelhecimento; VIII garantia de acesso rede de servios de sade e de assistnciasocial locais.

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    IX prioridade no recebimento da restituio do Imposto deRenda. (Includo pela Lei n 11.765, de 2008).

    Art. 4o Nenhum idoso ser objeto de qualquer tipo de negligncia,discriminao, violncia, crueldade ou opresso, e todo atentado aos seusdireitos, por ao ou omisso, ser punido na forma da lei. 1o dever de todos prevenir a ameaa ou violao aos direitos do idoso. 2o As obrigaes previstas nesta Lei no excluem da preveno outrasdecorrentes dos princpios por ela adotados. Art. 5o A inobservncia das normas de preveno importar emresponsabilidade pessoa fsica ou jurdica nos termos da lei.

    Art. 6o Todo cidado tem o dever de comunicar autoridade competentequalquer forma de violao a esta Lei que tenha testemunhado ou de que tenhaconhecimento.

    Art. 7o Os Conselhos Nacional, Estaduais, do Distrito Federal e Municipaisdo Idoso, previstos na Lei n o 8.842, de 4 de janeiro de 1994, zelaro pelocumprimento dos direitos do idoso, definidos nesta Lei.

    TTULO IIDos Direitos Fundamentais

    CAPTULO IDo Direito Vida

    Art. 8o O envelhecimento um direito personalssimo e a sua proteo umdireito social, nos termos desta Lei e da legislao vigente.

    Art. 9o obrigao do Estado, garantir pessoa idosa a proteo vida e sade, mediante efetivao de polticas sociais pblicas que permitam umenvelhecimento saudvel e em condies de dignidade.

    CAPTULO IIDo Direito Liberdade, ao Respeito e Dignidade

    Art. 10. obrigao do Estado e da sociedade, assegurar pessoa idosa aliberdade, o respeito e a dignidade, como pessoa humana e sujeito de direitoscivis, polticos, individuais e sociais, garantidos na Constituio e nas leis. 1o O direito liberdade compreende, entre outros, os seguintes aspectos: I faculdade de ir, vir e estar nos logradouros pblicos e espaoscomunitrios, ressalvadas as restries legais; II opinio e expresso; III crena e culto religioso; IV prtica de esportes e de diverses; V participao na vida familiar e comunitria; VI participao na vida poltica, na forma da lei; VII faculdade de buscar refgio, auxlio e orientao.

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    2o O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade fsica,psquica e moral, abrangendo a preservao da imagem, da identidade, daautonomia, de valores, idias e crenas, dos espaos e dos objetos pessoais. 3o dever de todos zelar pela dignidade do idoso, colocando-o a salvo dequalquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatrio ouconstrangedor.

    CAPTULO IIIDos Alimentos

    Art. 11. Os alimentos sero prestados ao idoso na forma da lei civil.

    Art. 12. A obrigao alimentar solidria, podendo o idoso optar entre osprestadores.

    Art. 13. As transaes relativas a alimentos podero ser celebradasperante o Promotor de Justia ou Defensor Pblico, que as referendar, epassaro a ter efeito de ttulo executivo extrajudicial nos termos da leiprocessual civil. (Redao dada pela Lei n 11.737, de 2008) Art. 14. Se o idoso ou seus familiares no possurem condies econmicas deprover o seu sustento, impe-se ao Poder Pblico esse provimento, no mbitoda assistncia social.

    CAPTULO IVDo Direito Sade

    Art. 15. assegurada a ateno integral sade do idoso, por intermdiodo Sistema nico de Sade SUS, garantindo-lhe o acesso universal eigualitrio, em conjunto articulado e contnuo das aes e servios, para apreveno, promoo, proteo e recuperao da sade, incluindo a atenoespecial s doenas que afetam preferencialmente os idosos. 1o A preveno e a manuteno da sade do idoso sero efetivadas pormeio de: I cadastramento da populao idosa em base territorial; II atendimento geritrico e gerontolgico em ambulatrios; III unidades geritricas de referncia, com pessoal especializado nasreas de geriatria e gerontologia social; IV atendimento domiciliar, incluindo a internao, para a populao quedele necessitar e esteja impossibilitada de se locomover, inclusive para idososabrigados e acolhidos por instituies pblicas, filantrpicas ou sem finslucrativos e eventualmente conveniadas com o Poder Pblico, nos meios urbanoe rural; V reabilitao orientada pela geriatria e gerontologia, para reduo dasseqelas decorrentes do agravo da sade. 2o Incumbe ao Poder Pblico fornecer aos idosos, gratuitamente,medicamentos, especialmente os de uso continuado, assim como prteses,rteses e outros recursos relativos ao tratamento, habilitao ou reabilitao.

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    3o vedada a discriminao do idoso nos planos de sade pela cobranade valores diferenciados em razo da idade. 4o Os idosos portadores de deficincia ou com limitao incapacitantetero atendimento especializado, nos termos da lei.

    5o vedado exigir o comparecimento do idoso enfermo perante os rgospblicos, hiptese na qual ser admitido o seguinte procedimento: (Includopela Lei n 12.896, de 2013)

    I - quando de interesse do poder pblico, o agente promover o contatonecessrio com o idoso em sua residncia; ou (Includo pela Lei n 12.896,de 2013)

    II - quando de interesse do prprio idoso, este se far representar porprocurador legalmente constitudo. (Includo pela Lei n 12.896, de 2013)

    6o assegurado ao idoso enfermo o atendimento domiciliar pela perciamdica do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, pelo servio pblico desade ou pelo servio privado de sade, contratado ou conveniado, que integreo Sistema nico de Sade - SUS, para expedio do laudo de sade necessrioao exerccio de seus direitos sociais e de iseno tributria. (Includo pela Lein 12.896, de 2013)

    Art. 16. Ao idoso internado ou em observao assegurado o direito aacompanhante, devendo o rgo de sade proporcionar as condiesadequadas para a sua permanncia em tempo integral, segundo o critriomdico. Pargrafo nico. Caber ao profissional de sade responsvel pelotratamento conceder autorizao para o acompanhamento do idoso ou, no casode impossibilidade, justific-la por escrito. Art. 17. Ao idoso que esteja no domnio de suas faculdades mentais assegurado o direito de optar pelo tratamento de sade que lhe for reputadomais favorvel. Pargrafo nico. No estando o idoso em condies de proceder opo,esta ser feita: I pelo curador, quando o idoso for interditado; II pelos familiares, quando o idoso no tiver curador ou este no puderser contactado em tempo hbil; III pelo mdico, quando ocorrer iminente risco de vida e no houvertempo hbil para consulta a curador ou familiar; IV pelo prprio mdico, quando no houver curador ou familiarconhecido, caso em que dever comunicar o fato ao Ministrio Pblico.

    Art. 18. As instituies de sade devem atender aos critrios mnimos parao atendimento s necessidades do idoso, promovendo o treinamento e acapacitao dos profissionais, assim como orientao a cuidadores familiares egrupos de auto-ajuda.

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