LL.M Litigation – Novos Desafios dos Contenciosos

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LL.M Litigation – Novos Desafios dos Contenciosos. ASPECTOS GERAIS E PRINCÍPIOS DA ARBITRAGEM Prof. Rodrigo Garcia da Fonseca (rodrigo@wald.com.br) 16 de novembro de 2009. Plano da Aula. Introdução. Princípios e características da arbitragem. Visão geral da cláusula compromissória. - PowerPoint PPT Presentation

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  • LL.M Litigation Novos Desafios dos Contenciosos

    ASPECTOS GERAIS E PRINCPIOS

    DA ARBITRAGEM

    Prof. Rodrigo Garcia da Fonseca(rodrigo@wald.com.br)

    16 de novembro de 2009

  • Plano da Aula

    Introduo.

    Princpios e caractersticas da arbitragem.

    Viso geral da clusula compromissria.

  • O QUE A ARBITRAGEM?Meio alternativo de soluo de controvrsias.

    As partes escolhem quem vai solucionar os seus litgios, e de que forma (mas os litgios so compostos por outrem, no pelas prprias partes diferenas para mediao/conciliao).

    Valorizao da autonomia da vontade.

  • HISTRICO DA ARBITRAGEM.

    Nem sempre o Estado teve o monoplio da jurisdio (juris dictio dizer o direito).

    Desde a antiguidade, em vrias sociedades, comum o uso de pessoas de confiana para a resoluo de controvrsias, e as decises so aceitas por fora legal ou por costume. Arbitragem como alternativa ao uso da fora. Arbitragem sempre foi muito utilizada entre os Estados, no Direito Internacional Pblico.

  • BRASILLegislao Pr-Arbitragem.Constituio Imperial, 1824. Art. 160.

    Cdigo Comercial, 1850. Arts. 245 e 294.

  • BRASILReverso do Quadro.Decreto n 3.900/1867.

    Cdigo Civil de 1916.

    Cdigo de Processo Civil de 1939.

    Cdigo de Processo Civil de 1973.

  • Dificuldades para o desenvolvimento da arbitragem no Brasil:* Descumprimento da clusula compromissria se resolvia em perdas e danos. Necessidade de compromisso arbitral para a instaurao da arbitragem. * Necessidade de homologao judicial do laudo arbitral, possibilitando rediscusso da causa em juzo. No mbito internacional, necessidade de dupla homologao judicial do laudo arbitral, no pas de origem e no Brasil, junto ao STF.* Pouqussimos casos de arbitragem na prtica. Exemplo do Caso Lage, iniciado nos anos 40 e julgado pelo STF em 1973.

  • Protocolo de Genebra de 1923. Adeso do Brasil. Parecer de Clvis Bevilqua.

    A lei no pega, at que em 1990 o STJ julga o Recurso Especial n 616-RJ, Rel. Min. Gueiros Leite. Precedente influencia julgados posteriores.

  • BRASILDcada de 1990:Redemocratizao e movimento de renovao da legislao (CF, CDC, etc.);Abertura da economia (abertura a importaes, atrao de capital estrangeiro, privatizaes);Globalizao e reviso da legislao sobre arbitragem em toda a Amrica Latina.

  • BRASILLei n 9.307/96 (Projeto do Senador Marco Maciel).

    Equiparao da sentena arbitral sentena judicial;Execuo especfica da clusula compromissria;Remoo dos obstculos legais ao desenvolvimento da arbitragem.

  • BRASILResistncias nova legislao;Discusso acerca da alegada inconstitucionalidade da Lei n 9.307/96 se arrasta por cinco anos no STF e s resolvida em 2001, no julgamento na SE n 5.206-7-Espanha, Rel. Min. Seplveda Pertence (DJU 30.4.2004). Superao do suposto bice do art. 5., XXXV, da CF.Quem pode transacionar o mrito pode delegar a deciso a um terceiro; a vontade das partes que determina a arbitragem, no a lei; no h excluso do Poder Judicirio, apenas o deslocamento da sua manifestao para aps a arbitragem.

  • BRASIL

    Vrios tratados em matria de arbitragem comercial internacional: Conveno Interamericana do Panam, de 1975 (Decreto n 1.902/96); Conveno Interamericana de Montevidu, de 1979 (Decreto n 2.411/97) e Acordo do Mercosul de Buenos Aires, de 1998 (Decreto n 4.719/2003).

    2002 marca a entrada em vigor da Conveno de Nova Iorque, de 1958 (Decreto n 4.311, de 23.7.2002). Clusula arbitral d maior segurana do que a eleio de foro no contexto internacional. O Brasil entra definitivamente na comunidade internacional da arbitragem, embora continue fora do sistema da Conveno de Washington (ICSID) e dos BITs.

  • BRASIL 2009treze anos aps a aprovao da Lei de Arbitragem, sete anos aps a ratificao da Conveno de Nova Iorque.******************************************Jurisprudncia e doutrina fartas, amplamente favorveis arbitragem;

    Estatsticas demonstram forte crescimento da arbitragem, tanto em casos internos como em casos internacionais (sediados no Brasil ou no exterior, envolvendo empresas brasileiras, rbitros e advogados brasileiros);

    Poucos bolses de resistncia, principalmente no setor pblico; derrota da PEC que vedava arbitragem para entidades pblicas; Lei das PPPs; Emenda Lei de Concesses; Lei do Gs; Jurisprudncia do STJ.

  • ALGUNS PRINCPIOS QUE REGEM A ARBITRAGEM.Jurisdicionalidade.Arbitrabilidade do litgio.Autonomia da vontade.Boa-f.Reconhecimento internacional.Independncia, imparcialidade e livre convencimentos do(s) rbitro(s).Fora obrigatria e execuo especfica da conveno de arbitragem (efeitos negativo e positivo).

    Autonomia da clusula compromissria e Kompetenz-Kompetenz Garantia de contraditrio e ampla defesa, sem rigidez do devido processo legal judicial.Igualdade das partes.Definitividade da sentena arbitral.Cooperao judicial (instruo, cautelares, execuo).

  • BENEFCIOS NORMALMENTE ASSOCIADOS ADOO DA ARBITRAGEM PARA A SOLUO DE CONTROVRSIAS. VERDADES E MITOS.Valorizao da vontade das partes.Escolha do julgador. Especialidade e neutralidade.Informalidade e maleabilidade do procedimento.Previsibilidade.Celeridade.Reconhecimento internacional nos planos jurdico e comercial.Custos.Confidencialidade.Menor litigiosidade, com a possibilidade de preservao do relacionamento empresarial e de cumprimento espontneo da sentena.

  • Clusula Compromissria CONVENO DE ARBITRAGEM Compromisso ArbitralLei n 9.307/96, art. 3.

  • CLUSULA COMPROMISSRIA. Lei n 9.307/96: art. 4, caput.

    A clusula compromissria a conveno atravs da qual as partes em um contrato comprometem-se a submeter arbitragem os litgios que possam vir a surgir, relativamente a tal contrato.

  • Arbitragem Institucional e Ad hoc.

    Regras institucionais;Instaurao e administrao do processo;Custos;Reputao da instituio.

    Importncia da reflexo sobre a forma da futura arbitragem quando da elaborao da conveno de arbitragem.

  • A clusula compromissria pactuada no interesse de ambos os contratantes.

    clusula que deve ser redigida cuidadosamente, de boa-f e com esprito de cooperao, para possibilitar a resoluo eficaz, rpida e econmica dos litgios que porventura surjam em relao ao contrato. A clusula compromissria define as bases da conduo da futura arbitragem.

  • Algumas situaes especiais: * Contratos de adeso; art. 4, 2, da Lei n 9.307/96. * Relaes de consumo; Cdigo de Defesa do Consumidor, art. 51, VII. * Relaes trabalhistas; CF, art. 114; Jurisprudncia STJ, TST e TRTs. * Sociedades. Lei das Sociedades Annimas, art. 109, 3. (redao da Lei n 10.303/2001). * Empresas em situao falimentar. * O Estado e as Empresas estatais; CF, art. 173, 1; Leis das PPPs e das Concesses; Lei de Licitaes; Princpio da legalidade. * Grupos de contratos ou contratos conexos.

  • A ARBITRAGEM UM REINO DE LIBERDADE. ARBITRAGEM PARA QUEM QUER E SABE SER LIVRE.

    A ADOO IRREFLETIDA OU DESCUIDADA DA ARBITRAGEM TENDE A SER DESASTROSA.

  • FONTES PARA PESQUISA E APROFUNDAMENTO NO TEMA DA ARBITRAGEM.

    Bibliografia. Dezenas de livros e teses nacionais, especialmente aps a edio da Lei n. 9.307/96.Peridicos nacionais: Revista de Arbitragem e Mediao (RT); Revista Brasileira de Arbitragem (Sntese).Stios na internet: Comit Brasileiro de Arbitragem (CBAr); OAB-RJ; Cmaras de Arbitragem brasileiras (CCBC, FGV, CBMA, Amcham, Camarb, Arbitac, etc.).Congressos e Seminrios (Brasil e exterior).Bibliografia estrangeira: mltiplos peridicos e livros (especialmente em francs, ingls e espanhol).Stios estrangeiros na internet: Uncitral, CCI, AAA, LCIA, etc.

  • LL.M Litigation Novos Desafios dos Contenciosos

    ASPECTOS GERAIS E PRINCPIOS

    DA ARBITRAGEM

    Prof. Rodrigo Garcia da Fonseca(rodrigo@wald.com.br)

    16 de novembro de 2009