UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ DISPENSA E INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO Edgar Guimarães

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ DISPENSA E INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO Edgar Guimarães março/2014. 1. Dever de licitar Constituição Federal Art. 37. (...) - PowerPoint PPT Presentation

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  • UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARING

    DISPENSA E INEXIGIBILIDADE DE LICITAO

    Edgar Guimaresmaro/2014*

  • Dever de licitar

    Constituio FederalArt. 37. (...)XXI - ressalvados os casos especificados na legislao, as obras, servios, compras e alienaes sero contratados mediante processo de licitao pblica que assegure igualdade de condies a todos os concorrentes, com clusulas que estabeleam obrigaes de pagamento, mantidas as condies efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitir as exigncias de qualificao tcnica e econmica indispensveis garantia do cumprimento das obrigaes.

  • Lei 8.666/93Art. 2 - As obras, servios, inclusive de publicidade, compras, alienaes, concesses, permisses e locaes da Administrao Pblica, quando contratadas com terceiros, sero necessariamente precedidas de licitao, ressalvadas as hipteses previstas nesta Lei.

  • Excees ao dever de licitar

    Constituio FederalArt. 37 (...)XXI ressalvados os casos especificados na legislao, as obras, servios, compras e alienaes sero contratados mediante processo de licitao (...).

    Lei 8.666/93- Licitao dispensada;- Licitao dispensvel;- Licitao inexigvel;

  • TCU - Acrdo n 383/2010-2 Cmara Assunto: DISPENSA DE LICITAO. DOU de 12.02.2010, S. 1, p. 255. Ementa: determinao a uma prefeitura municipal para que se abstenha de dispensar licitao fora das hipteses e sem o preenchimento dos requisitos previstos nos artigos 24 e 26 da Lei n 8.666/1993, atentando que a dispensa de licitao fora das hipteses previstas em lei pode caracterizar o crime previsto no art. 89 da citada norma (item 1.5.1.1, TC-027.527/2009-4)

  • Agente pblico que dispensar ou inexigir licitao sem fundamentao legal ou deixar de observar as formalidades pertinentes, ou aquele que, tendo comprovadamente concorrido para a consumao da ilegalidade, beneficiou-se da dispensa ou inexigibilidade ilegal para celebrar contrato com o Poder Pblico, sujeita-se pena de trs a cinco anos de deteno e multa, sem prejuzo de outras cominaes legais.(Licitaes & Contratos, Orientaes Bsicas, TCU, 4 ed., Braslia, 2010, p. 577)

  • Interpretao das normas que estabelecem hipteses de contratao direta

    De acordo com as consagradas diretrizes firmadas pela hermenutica jurdica, as excees devem ser objeto de interpretao restritiva. Isso significa que, a rigor, os casos de dispensa e inexigibilidade de licitao no admitem qualquer interpretao extensiva, devendo o seu cabimento e, sobretudo, os limites impostos a sua aplicao serem considerados no rigor dos termos legais. (Edgar Guimares, Contratao direta: comentrios s hipteses de licitao dispensvel e inexigvel, Curitiba: Negcios Pblicos, 2013, p. 24)

  • LICITAO DISPENSVEL

  • Dispensa pelo valor (art. 24, I) - obra em etapas mesmo local

    Lei 8.666/93Art.24. dispensvel a licitao: I-para obras e servios de engenharia de valor at 10% (dez por cento)do limite previsto na alnea "a", do inciso I do artigo anterior, desde que no se refiram a parcelas de uma mesma obra ou servio ou ainda para obras e servios da mesma natureza e no mesmo local que possam ser realizadas conjunta e concomitantemente;

    R$ 15.000,00 - 10% do limite da alnea a, inc. I, art. 23;

  • Servios da mesma natureza mesmo localLei n 8.666/93Art. 23. (...) 5. vedada a utilizao da modalidade "convite" ou "tomada de preos", conforme o caso, para parcelas de uma mesma obra ou servio, ou ainda para obras e servios da mesma natureza e no mesmo local que possam ser realizadas conjunta e concomitantemente, sempre que o somatrio de seus valores caracterizar o caso de "tomada de preos" ou "concorrncia", respectivamente, nos termos deste artigo, exceto para as parcelas de natureza especfica que possam ser executadas por pessoas ou empresas de especialidade diversa daquela do executor da obra ou servio.

  • TCU Acrdo 167/2001 - Plenrio12. V-se, pois, que o Estatuto das Licitaes, ao vedar o fracionamento de despesas, pretendeu preservar a competitividade dos certames licitatrios, obrigando a que as obras e os servios realizados no mesmo local fossem englobados em uma nica licitao, de maior valor. Interpretando-se a norma de forma sistmica, orientados pelo princpio da isonomia que norteou sua promulgao, s se pode conceber que a meno a um "mesmo local" tenha por objetivo nico permitir o maior aproveitamento das potencialidades regionais, observando-se a rea geogrfica de atuao das empresas que executam os servios ou obras a serem contratados.

  • Diogenes Gasparini: Mesmo local, para ns, o Municpio, dado ser essa a nica unidade territorial definida objetivamente. Confuso restaria o atendimento da prescrio se considerssemos a vila, o bairro ou a cidade que no apresentam limites e conceito precisos. Sempre haveria a dvida: as obras esto no mesmo local? Mesmo local, portanto, no se refere a mesmo endereo.

    TCU: Em decises referentes a servios de distribuio de energia eltrica e medio e demarcao de terras, entendeu o TCU que mesmo local pode ser compreendido como a rea de atuao da empresa (Acrdo 167/2001 Plenrio, Acrdo 131/2001 Plenrio, Acrdo 2542/2004 - Segunda Cmara

  • Parcelas de natureza especfica - autnomas

    Lei n 8.666/93Art. 23. (...) 5. vedada a utilizao da modalidade "convite" ou "tomada de preos", conforme o caso, para parcelas de uma mesma obra ou servio, ou ainda para obras e servios da mesma natureza e no mesmo local que possam ser realizadas conjunta e concomitantemente, sempre que o somatrio de seus valores caracterizar o caso de "tomada de preos" ou "concorrncia", respectivamente, nos termos deste artigo, exceto para as parcelas de natureza especfica que possam ser executadas por pessoas ou empresas de especialidade diversa daquela do executor da obra ou servio.

  • Lei 8.666/93Art.24. dispensvel a licitao: (...)II-para outros servios e compras de valor at 10% (dez por cento)do limite previsto na alnea "a", do inciso II do artigo anterior e para alienaes, nos casos previstos nesta Lei, desde que no se refiram a parcelas de um mesmo servio, compra ou alienao de maior vulto que possa ser realizada de uma s vez;

    R$ 8.000,00 - 10% do limite da alnea a, inc. II, art. 23;

  • Lei 8.666/93Art.24. dispensvel a licitao: (...)Pargrafo nico. Os percentuais referidos nos incisos I e II do caput deste artigo sero 20% (vinte por cento) para compras, obras e servios contratados por consrcios pblicos, sociedade de economia mista, empresa pblica e por autarquia ou fundao qualificadas, na forma da lei, como Agncias Executivas.

    R$ 30.000,00 - 20% do limite da alnea a, inc. I, art. 23 obras e servios de engenharia;

    R$ 16.000,00 - 20% do limite da alnea a, inc. II, art. 23 compras e outros servios.

  • Dispensa em Funo do Valor (Incisos I e II)A Lei n 8.666/1993, nos incisos I e II do art. 24, dispensa licitao por considerar que o valor da contratao no compensa os custos para a Administrao com o procedimento licitatrio.(Licitaes & Contratos, Orientaes Bsicas, TCU, 4 ed., Braslia, 2010, p. 591)

  • Dispensa pelo valor e a disposio do art. 36da Lei Estadual n 15.608/07

    Lei 15.608/07Art. 36. So vedadas as dispensas sucessivas de licitao, com base nos incisos I e II do art. 34 desta lei, assim entendidas aquelas com objeto contratual idntico ou similar realizadas em prazo inferior a 60 (sessenta) dias, bem como as licitaes simultneas ou sucessivas que ensejem a mudana da modalidade licitatria pertinente.

  • Dispensa por emergncia (art. 24, IV) - real e fabricada

    Lei 8.666/93Art.24. dispensvel a licitao: (...)IV-nos casos de emergncia ou de calamidade pblica, quando caracterizada urgncia de atendimento de situao que possa ocasionar prejuzo ou comprometer a segurana de pessoas, obras, servios, equipamentos e outros bens, pblicos ou particulares, e somente para os bens necessrios ao atendimento da situao emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e servios que possam ser concludas no prazo mximo de 180 (cento e oitenta)dias consecutivos e ininterruptos, contados da ocorrncia da emergncia ou calamidade, vedada a prorrogao dos respectivos contratos;

  • Emergncia real e potencial... a real, verificada aps a ocorrncia de um evento destruidor e que enseja providncias reparadoras, e a potencial, quando existe o prenncio ou iminncia de um fato danoso, sendo necessria a execuo imediata de medidas preventivas para impedir a sua propagao e os possveis danos dela resultantes.

    (Edgar Guimares, Contratao direta: comentrios s hipteses de licitao dispensvel e inexigvel, Curitiba: Negcios Pblicos, 2013, p. 48)

  • A definio do objeto da contratao emergencialO dispositivo legal ora analisado prev que a contratao deve se restringir ao necessrio para o atendimento da situao emergencial ou calamitosa. (...)Em outros termos, a contratao direta comporta apenas e to somente as medidas reputadas indispensveis para o controle da situao emergencial ou calamitosa, enquanto so adotados os procedimentos necessrios (licitao) destinados a viabilizar a contratao cujo objeto promover a superao em carter estvel da emergncia/calamidade que fundamenta a ao estatal.

    (Edgar Guimares, Contratao direta: comentrios s hipteses de licitao dispensvel e inexigvel, Curitiba: Negcios Pblicos, 2013, p. 48)

  • Vigncia e prorrogao dos contratos emergenciaisOs contratos decorrentes de emergncia ou calamidade pblica, conforme determina a lei, no podero ultrapassar o prazo mximo de 180 (cento e oitenta) dias de vigncia, que devero ser consecutivos, ininterruptos e improrrogveis. Ao final deste prazo, caso as circunstncias que conduziram contratao emergencial ou calamitosa ainda perdurem, constatando-se a imprevisibilidade dessa ocorrncia e, ainda, mostrando-se invivel a realizao do certame, admissvel nova dispensa, mediante ab