Edição 521

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Edio de 30 de abril do jornal O Notcias da Trofa

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    Semanrio | 30 de abril de 2015 | N 521 Ano 13 | Diretor Hermano Martins | 0,60

    Cortejos etnogrficos rendem cerca de 50 mil euros

    //PG. 12

    PCP exige execuo da linha

    do metro

    Mau estado das ruas levanta

    discussono Coronado

    Junta garante terreno para Casa Morturia em Santiago

    Equipa da Trofa vence taa concelhia de Santo Tirso

    //PG. 8

    //PG. 12

    //PG. 7

    //PG. 18

    //PG. 4

    //PG. 6

    Subsdio ao GCR Alvarelhos

    marca Assembleia

    PUB

    Acidente na A3 vitimou militares da GNR

    //PG. 11

  • 2 O NOTCIAS DA TROFA 30 ABRIL 2015 www.ONOTICIASDATROFA.pT www.ONOTICIASDATROFA.pTAtualidade

    Tal como diz a introduo do artigo que saiu na lti-ma edio deste jornal sobre a de-gradao da zona envolvente an-tiga estao, esta vai estar sempre presente na histria da Trofa. Pea charneira no desenvolvimento do nosso concelho, a sua importn-cia ultrapassa o mero registo his-trico do desenvolvimento eco-nmico: a antiga estao o tal-vez o elemento mais importante no imaginrio dos trofenses, sen-do eles nativos ou no. Todos ns temos um lao afectivo com o es-pao, pois foi durante dcadas o espao de modernidade da nos-sa terra. Sempre que ergo a cabe-a para ver realmente o actual es-tado de degradao, sou assalta-do por revolta e amargura. uma verdadeira chaga urbana; um ver-dadeiro exemplo para tudo o que no se deve fazer.

    Tal como em muitas cidades, no-vos plos de desenvolvimento so criados e por norma as populaes no reagem negativamente. Embo-ra ainda exista alguma nostalgia, a opo pela construo de uma nova estao no sofreu oposio dos trofenses. Mas o resultado antagnico: de um lado temos uma estao do sc. XXI, no meio um modelo urbano do sc. XIX e na outra ponta um parque tambm

    do sc. XXI. Pode ser antagnico mas com certeza que no incom-patvel. Numa sociedade saudvel, o novo deve estar em harmonia com o antigo. Aqui surge a sensi-bilidade (ou a falta dela) dos pode-res centrais e locais e a incompre-ensvel falta de articulao. A Tro-fa deveria ter assegurado intran-sigentemente a requalificao do espao perante uma empresa pro-fundamente estpida como a RE-FER. Qualquer pessoa que tenha uma noo de urbanismo sabe que o espao fulcral para a vida da cidade. Mas se a REFER no en-contra ningum nos seus quadros capaz de ter esse discernimento, a Trofa tm massa critica e gente com formao na rea.

    Depois temos a antiga fbrica Ablio Lima. Edifcio multifun-es como na reportagem lemos, esta antiga unidade fabril pode ter uma nova vida voltada para a cida-de. Exemplos no faltam: Fbrica Asa em Guimares, Centro Cultu-ral e de Congressos de Aveiro ou o Frum Cultural de Ermesinde.

    Importante tambm no deixar que o espao se torne numa met-fora da prpria cidade.

    (Por deciso pessoal, o autor do texto no escreve segundo

    o novo Acordo Ortogrfico)

    RicardoGarcia

    Trofa ps-indusTrial

    CRNICAA violncia de gnero, os pre-conceitos e os desencon-tros de diverso tipo entre as pesso-as. Estes temas sempre atuais vo ser explorados no livro A Inocn-cia das Facas, da editora Tcharan, a quem a Delegao da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) se associou.

    Coordenado pela escritora Ad-lia Carvalho e pela ilustradora Mar-ta Madureira, o livro abre com um texto de Jos Saramago que David Pintor ilustra. Ao longo das pgi-nas, as palavras de um escritor vo ter sempre uma representao grfi-ca nas cores e nos traos de um ilus-trador. Encontros que mostram epi-sdios, casos de todos os dias e de muitas vidas; encontros de sensibi-lidades de escritores e ilustradores, de palavras e imagens que sugerem gestos e comportamentos, vidas in-teriores, o calor ou o frio dos sen-timentos, dos objetos e dos espa-os de personagens, de pessoas (e de animais) em que o leitor se (re)v ou reconhece o mundo que o ro-deia, acrescentou fonte da Delega-o da Trofa.

    O livro conta ainda com os en-contros de Filipa Leal e Joo Vaz de Carvalho, Raquel Patriarca e Cris-tina Valadas, Manuela Costa Ribei-ro e Anabela Dias, Marta Bernardes e Marta Madureira, Manuel Jorge Marmelo e Evelina Oliveira, Ad-lia Carvalho e Patrcia Figueiredo, Valter Hugo Me e Teresa Lima, Ins Fonseca Santos e Alex Gozblau, Emlio Remelhe e Gmeo Lus, l-

    A Inocncia das Facas explora desigualdades de gnero

    varo Magalhes e Maria Remdio, e Afono Cruz.

    A obra j tem trs apresentaes agendadas: uma no Porto, na livra-ria Tcharan, s 16 horas de 2 de maio, outra em Vila Nova de Fama-lico, na Biblioteca Camilo Castelo Branco, s 18 horas de 30 de maio, e outra em Lisboa, na Fundao Sa-ramago, a 5 de junho. A Delegao da Trofa da CVP referiu ainda que este livro s foi possvel de concre-tizar com o patrocnio da Altronix, Clnica Parque da Cidade, DAccord, JPC Contabilidades, Falual e Pani-ke e com a preciosa colaborao da editora Tcharan.

    2949 bens alimentaresrecolhidos

    A Delegao da Trofa da Cruz Vermelha realizou uma recolha de

    bens alimentares no Continente da Trofa, nos dias 24, 25 e 26 de abril. Esta iniciativa teve o apoio de 26 voluntrios que ao longo dos trs dias da campanha recolheram 2949 bens alimentares.

    Os bens alimentares angariados vo permitir dar resposta durante

    trs meses aos pedidos de emer-gncia alimentar, que diariamente so solicitados Delegao da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa pelas tcnicas de ao social do concelho.

    O balano da iniciativa positi-vo, uma vez que para alm da anga-riao de bens alimentares foi pos-svel estabelecer um contacto prxi-mo com a populao, que permitiu dar a conhecer o trabalho da insti-tuio, garantiu fonte da delegao da Cruz Vermelha da Trofa.

    P.P./E.G.

    Voluntrios angariaram bens alimentares

  • 3 2 O NOTCIAS DA TROFA 30 ABRIL 2015 www.ONOTICIASDATROFA.pT www.ONOTICIASDATROFA.pT 30 ABRIL 2015 O NOTCIAS DA TROFAAtualidade

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  • 4 O NOTCIAS DA TROFA 30 ABRIL 2015 www.ONOTICIASDATROFA.pT www.ONOTICIASDATROFA.pTAtualidade

    Mnica RibeiRo

    Na antiga estao de com-boios do Muro, onde nas pa-redes se escreve poesia e se lamen-ta uma promessa esquecida, Jaime Toga, o responsvel regional do PCP, apresentou a nova proposta do grupo parlamentar do Partido Comunista Portugus (PCP), des-ta vez com data agendada. O novo projeto de resoluo, entregue na Assembleia da Repblica tambm a 24 de abril, visa dar continuidade quele que foi entregue em abril de 2012, e que recomendava ao gover-no que executasse a 2. fase da rede do Metro da rea Metropolitana do Porto, com a ligao ISMAI-Trofa.

    Segundo Jaime Toga, recomen-dado ao governo que o prolonga-mento da linha C do Metro do Por-to se concretize at ao fim do 1. se-mestre de 2016. Este projeto de re-soluo tem a especificidade de de-finir um prazo para a concretizao

    Os sons de Abril fizeram-se ou-vir no Malte Taberna, na noite de quinta-feira, 24 de abril. Os pro-tagonistas do espetculo foram os

    Amigos do Zeca, um grupo cons-titudo por trs elementos que se juntaram para interpretar canes que se associam Revoluo dos Cravos. Em homenagem a Zeca Afonso e ao povo de Abril, cum-priu-se religiosamente a tradi-o e, meia-noite, perante uma plateia atenta, a msica Grn-dola Vila Morena foi interpreta-da pelo grupo. A Cano de em-balar e os sons mais emblemti-cos da efemride tambm estive-ram em destaque.

    Segundo Fernando Dias, voca-lista, importante que se saiba que h gente que v o 25 de Abril como um marco, sendo esta uma

    PCP exige execuo da linha do metroDepois da tentativa falhada em 2012 de ver cumprido um projeto de resoluo para o prolongamento da linha Verde do metro at Trofa, o PCP entregou na sexta-feira, 24 de abril, uma nova proposta.

    da obra e isto diferente do projeto que foi aprovado em 2012, porque no tinha um calendrio de concre-tizao da obra. Este tem esse ele-mento adicional que o que garan-te a concretizao da obra e signi-fica que o governo no o pode me-ter na gaveta, afirmou.

    Num assunto de interesse para servir as populaes e que se arras-ta h mais de 12 anos, Jaime Toga criticou o executivo camarrio da Trofa por no se pronunciar so-bre o assunto: No chega vir aqui na campanha eleitoral e dizer que tudo se vai fazer para que o metro venha at Trofa. Aqui est mais uma coisa que preciso fazer. O presidente da Cmara disse que tudo ia fazer e o que ns temos as-sistido que at agora nada fez. A dinamizao econmica do con-celho no se faz com palavras bo-nitas, faz-se com atos, obra e com a interveno da Cmara junto do governo, exigindo o respeito pelas populaes e isto que ns no temos assistido. A Cmara mais um agente ao servio do governo

    do que propriamente um agente ao servio da Trofa, lamentou.

    Uma vez que a explorao do Metro do Porto foi entregue a uma empresa privada espanhola, com contrato assinado a 23 de abril, e cuja concesso no contempla a possibilidade de nos prximos dez anos haver a linha do metro para a Trofa, o comunista quer a des-vinculao desta medida, conside-rando que obrigao da Cma-ra Municipal impedir que este pro-cesso se concretize. Segundo o responsvel regional do PCP, a au-tarquia pode apresentar providn-cias cautelares e intervir junto do governo e do Conselho Metropoli-tano. O presidente da Cmara da Trofa no pode mais continuar a fa-zer discursos bonitos e a dizer que

    est muito preocupado com a Tro-fa e depois continuar a ver a Trofa a ter as suas obras principais eter-namente adiadas, como o caso do metro ou da variante Estrada Nacional 14, criticou. O comunis-ta acrescentou ainda que este acor-do no tem semanas mas meses e durante este tempo, disse, no vi-mos a Cmara da Trofa a levantar uma palha em relao necessida-de de se acautelar nesse concurso.

    H mais de 12 anos espera de uma linha do metro, onde em tem-pos passavam os comboios, o PCP espera agora que o projeto seja dis-cutido e votado antes das prximas eleies legislativas.

    No temos deputados sufi